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- 19h13
- 06Nov
Na rabeira
por Marcos Caetano, para o ESPN.com.br
Não se fala em outra coisa no país do futebol: o Campeonato Brasileiro de 2009 é o de final mais imprevisível desde que foi adotado o sistema de pontos corridos. É impossível abrir o jornal, ouvir rádio, ver televisão ou navegar pela internet sem tropeçar em notícias sobre São Paulo, Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo – e, em menor intensidade, Internacional e Cruzeiro –, equipes que ainda sonham com o título nacional. A fixação dos veículos de comunicação nesses clubes não é apenas compreensível, como também justíssima. Mas, apenas para não repisar um terreno já tão pisado, eu gostaria de convidar o leitor para um passeio no outro extremo da classificação, na rabeira, onde coisas igualmente incríveis estão acontecendo.
Estou falando, claro, da luta para escapar do rebaixamento, que envolve cinco candidatos diretos e dois ou três candidatos a candidato. A lista dos cinco desesperados começa com o Botafogo, momentaneamente em posição menos desconfortável – se é que é possível se sentir menos desconfortável quem tem São Paulo e Palmeiras pela frente nas últimas três rodadas. Apesar da tabela terrível, o Botafogo tem uma pequena margem para os primeiros clubes da zona de rebaixamento, o que numa reta final vale ouro. Três pontos atrás do Bota, vêm Santo André e Náutico, equipes que muitos já consideravam rebaixadas, mas que conseguiram vitórias expressivas nas últimas rodadas. O Ramalhão bateu nada menos do que Palmeiras e Grêmio, enquanto o Timbu derrubou o Barueri e o arquirrival Sport.
Mais abaixo, está o Fluminense, que vem de oito partidas invictas e três façanhas nos últimos três jogos: vitórias sobre o Atlético Mineiro no Maracanã, Cruzeiro no Mineirão e Universidad de Chile em Santiago. Mesmo o Sport, que está na lanterna, conseguiu bater o Corinthians e arrancar um empate na Ressacada, diante do Avaí. E aqui chego ao meu ponto. A briga pelo rebaixamento este ano está tão interessante quanto a da ponta da tabela, por uma razão bem simples: os times não estão disputando quem perde menos, mas quem ganha mais. Esse fato não apenas dá muita emoção à disputa, como também já ameaça equipes como o Atlético Paranaense e o Coritiba, que rodadas atrás pareciam fora de risco. Para piorar, até o Santos, que sonhou com a Libertadores, pode comprar uma passagem para o mundo da agonia, caso perca no final de semana.
Por falar no Santos, repercutiu enormemente esta semana o lançamento da candidatura de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro à presidência do clube. Administrador de excepcional formação, executivo de sucesso e empresário destacado, ele chega para enfrentar Marcelo Teixeira com o apoio de profissionais de extraordinário sucesso em seus ramos de atuação. A lista impressiona pela quantidade de talentos do mercado financeiro, publicitário, industrial, de telecomunicações, entre outros. Luis Alvaro promete montar uma equipe de notáveis para administrar o clube com profissionalismo e transparência. É a segunda vez que o candidato disputa a eleição e, logo na primeira tentativa, esteve bem perto de encerrar a dinastia Teixeira. Agora, com um projeto mais estruturado e apoios relevantes, suas chances aumentam substancialmente.
Se Marcelo Teixeira for derrotado, chegará ao fim uma das últimas gestões personalistas nos clubes do eixo Rio-São Paulo. Com o ocaso das eras Mustafá no Palmeiras, Duailib no Corinthians e Eurico no Vasco, a saudável alternância de poder passou a fazer parte da vida dos grandes clubes. Está mais do que na hora do nosso futebol ter administradores capazes de atuar com o mesmo profissionalismo que se espera dos jogadores dentro de campo. O modelo de profissionalismo dentro de campo com amadorismo já faliu há muito tempo. Quem não entender isso, acabará na rabeira.
Estou falando, claro, da luta para escapar do rebaixamento, que envolve cinco candidatos diretos e dois ou três candidatos a candidato. A lista dos cinco desesperados começa com o Botafogo, momentaneamente em posição menos desconfortável – se é que é possível se sentir menos desconfortável quem tem São Paulo e Palmeiras pela frente nas últimas três rodadas. Apesar da tabela terrível, o Botafogo tem uma pequena margem para os primeiros clubes da zona de rebaixamento, o que numa reta final vale ouro. Três pontos atrás do Bota, vêm Santo André e Náutico, equipes que muitos já consideravam rebaixadas, mas que conseguiram vitórias expressivas nas últimas rodadas. O Ramalhão bateu nada menos do que Palmeiras e Grêmio, enquanto o Timbu derrubou o Barueri e o arquirrival Sport.
Mais abaixo, está o Fluminense, que vem de oito partidas invictas e três façanhas nos últimos três jogos: vitórias sobre o Atlético Mineiro no Maracanã, Cruzeiro no Mineirão e Universidad de Chile em Santiago. Mesmo o Sport, que está na lanterna, conseguiu bater o Corinthians e arrancar um empate na Ressacada, diante do Avaí. E aqui chego ao meu ponto. A briga pelo rebaixamento este ano está tão interessante quanto a da ponta da tabela, por uma razão bem simples: os times não estão disputando quem perde menos, mas quem ganha mais. Esse fato não apenas dá muita emoção à disputa, como também já ameaça equipes como o Atlético Paranaense e o Coritiba, que rodadas atrás pareciam fora de risco. Para piorar, até o Santos, que sonhou com a Libertadores, pode comprar uma passagem para o mundo da agonia, caso perca no final de semana.
Por falar no Santos, repercutiu enormemente esta semana o lançamento da candidatura de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro à presidência do clube. Administrador de excepcional formação, executivo de sucesso e empresário destacado, ele chega para enfrentar Marcelo Teixeira com o apoio de profissionais de extraordinário sucesso em seus ramos de atuação. A lista impressiona pela quantidade de talentos do mercado financeiro, publicitário, industrial, de telecomunicações, entre outros. Luis Alvaro promete montar uma equipe de notáveis para administrar o clube com profissionalismo e transparência. É a segunda vez que o candidato disputa a eleição e, logo na primeira tentativa, esteve bem perto de encerrar a dinastia Teixeira. Agora, com um projeto mais estruturado e apoios relevantes, suas chances aumentam substancialmente.
Se Marcelo Teixeira for derrotado, chegará ao fim uma das últimas gestões personalistas nos clubes do eixo Rio-São Paulo. Com o ocaso das eras Mustafá no Palmeiras, Duailib no Corinthians e Eurico no Vasco, a saudável alternância de poder passou a fazer parte da vida dos grandes clubes. Está mais do que na hora do nosso futebol ter administradores capazes de atuar com o mesmo profissionalismo que se espera dos jogadores dentro de campo. O modelo de profissionalismo dentro de campo com amadorismo já faliu há muito tempo. Quem não entender isso, acabará na rabeira.
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- 20Nov
/marcoscaetano
Lógica da emoção
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/marcoscaetano
Juiz ladrão!
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/marcoscaetano
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