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- 11h35
- 20Oct
Barrichello, perdoem, não é do ramo
por Roberto Porto, para o ESPN.com.br
Em minha extensa carreira no jornalismo, iniciada no Jornal do Brasil no exato dia em que John Kennedy (1917-1963) foi morto a tiros em Dallas (EUA), tive pouquíssimas oportunidades de cobrir um Grande Prêmio de Fórmula-1. Por sinal, nada mais justo, porque trabalhei com especialistas no assunto, como Sérgio Cavalcanti (Jornal do Brasil) e Celso Itiberê (O Globo). Assim, apenas eventualmente estive em ação - meio sem jeito, claro, mas com todo o empenho necessário.
Minha primeira vez foi na já distante The Race of The Champions, em 1973, no autódromo de Brands Hatch, nas proximidades de Londres. Eu estava de férias na Inglaterra, mas não me custava nada mandar algumas linhas para Bloch Editores, mais precisamente para Fatos & Fotos. Se minha memória, que não é de ferro como a do companheiro José Inácio Werneck, não me falha, lá estavam os brasileiros Emerson Fittipaldi (campeão mundial de 1972 com a Lotus) e José Carlos Pace (1944-1997), com uma Brabham. Daquela corrida, a rigor, só me recordo que Fittipaldi abandonou, com problemas de motor, e Pace chegou mal colocado.
Minhas duas últimas oportunidades - sempre como substituto dos titulares - ocorreram nos GPs da Argentina, uma vez pelo Jornal do Brasil, outra pelo O Globo. Mas até a morte de Ayrton Senna (1960-1994), sempre acompanhei, pela televisão, os desempenhos de Senna e Nélson Piquet. Mas a tragédia com Senna, em Imola, funcionou, digamos assim, como uma espécie de balde de água fria no meu interesse pela Fórmula-1. Nem pela televisão passei a seguir os desempenhos de Felipe Massa e de Rubens Barrichello. A morte de Senna colocou um ponto final em meu interesse.
Por isso, foi com a mais absoluta surpresa que acompanhei os treinos e o desenrolar do último GP do Brasil em Interlagos. E fiquei abestalhado com a pole-position conquistada por Barrichello debaixo do verdadeiro temporal que desabou em São Paulo no último final de semana. E domingo, curioso, liguei a televisão para assistir ao desempenho do piloto brasileiro em sua luta para seguir em busca do título.
Mas Rubens Barrichello, mesmo com a pista seca, foi uma decepção para milhares de torcedores em Interlagos e perdeu, diante de seu público, a oportunidade de seguir lutando pelo título mundial, logo pelo Brasil que já tem três campeões, Fittipaldi, Piquet e Ayrton Senna. Não sou um expert no assunto, mas creio que Barrichello foi, em Interlagos, o Barrichello de outras tantas corridas (mais de 300). Em poucas e resumidas palavras, consolidei minha modesta opinião (faço questão de frisar a modéstia) de que Barrichello não é do ramo. A Fórmula-1 não é sua praia.
A decepção com Barrichello, por sinal, ficou sendo a mesma quando Emerson Fittipaldi trocou a Lotus negra pela McLaren vermelha (em 1972 e 1974), preferindo investir no inacreditável Copersucar. Se Emerson - um cavalheiro dentro e fora das pistas - não tivesse sonhado com o êxito do Copersucar, certamente teria conquistado mais títulos mundiais, seja na McLaren ou num suposto retorno à Lotus, que foi negra, no tempo do patrocínio da John Player Special, e se tornou verde quando Mário Andretti a pilotou. Se os leitores deste belo site da ESPN Brasil querem saber, cheguei à conclusão que joguei meu tempo fora, assistindo ao longuíssimo treino debaixo de chuva e, na tarde de domingo - meio atrapalhado com o horário de verão - vendo a corrida que, uma vez mais, definiu o título de campeão mundial para um inglês. Creio que agora, a não ser que Felipe Massa volte às pistas e seja competitivo, encerrei meu interesse pelo que antigamente se chamava corrida de baratinhas.
Minha primeira vez foi na já distante The Race of The Champions, em 1973, no autódromo de Brands Hatch, nas proximidades de Londres. Eu estava de férias na Inglaterra, mas não me custava nada mandar algumas linhas para Bloch Editores, mais precisamente para Fatos & Fotos. Se minha memória, que não é de ferro como a do companheiro José Inácio Werneck, não me falha, lá estavam os brasileiros Emerson Fittipaldi (campeão mundial de 1972 com a Lotus) e José Carlos Pace (1944-1997), com uma Brabham. Daquela corrida, a rigor, só me recordo que Fittipaldi abandonou, com problemas de motor, e Pace chegou mal colocado.
Minhas duas últimas oportunidades - sempre como substituto dos titulares - ocorreram nos GPs da Argentina, uma vez pelo Jornal do Brasil, outra pelo O Globo. Mas até a morte de Ayrton Senna (1960-1994), sempre acompanhei, pela televisão, os desempenhos de Senna e Nélson Piquet. Mas a tragédia com Senna, em Imola, funcionou, digamos assim, como uma espécie de balde de água fria no meu interesse pela Fórmula-1. Nem pela televisão passei a seguir os desempenhos de Felipe Massa e de Rubens Barrichello. A morte de Senna colocou um ponto final em meu interesse.
Por isso, foi com a mais absoluta surpresa que acompanhei os treinos e o desenrolar do último GP do Brasil em Interlagos. E fiquei abestalhado com a pole-position conquistada por Barrichello debaixo do verdadeiro temporal que desabou em São Paulo no último final de semana. E domingo, curioso, liguei a televisão para assistir ao desempenho do piloto brasileiro em sua luta para seguir em busca do título.
Mas Rubens Barrichello, mesmo com a pista seca, foi uma decepção para milhares de torcedores em Interlagos e perdeu, diante de seu público, a oportunidade de seguir lutando pelo título mundial, logo pelo Brasil que já tem três campeões, Fittipaldi, Piquet e Ayrton Senna. Não sou um expert no assunto, mas creio que Barrichello foi, em Interlagos, o Barrichello de outras tantas corridas (mais de 300). Em poucas e resumidas palavras, consolidei minha modesta opinião (faço questão de frisar a modéstia) de que Barrichello não é do ramo. A Fórmula-1 não é sua praia.
A decepção com Barrichello, por sinal, ficou sendo a mesma quando Emerson Fittipaldi trocou a Lotus negra pela McLaren vermelha (em 1972 e 1974), preferindo investir no inacreditável Copersucar. Se Emerson - um cavalheiro dentro e fora das pistas - não tivesse sonhado com o êxito do Copersucar, certamente teria conquistado mais títulos mundiais, seja na McLaren ou num suposto retorno à Lotus, que foi negra, no tempo do patrocínio da John Player Special, e se tornou verde quando Mário Andretti a pilotou. Se os leitores deste belo site da ESPN Brasil querem saber, cheguei à conclusão que joguei meu tempo fora, assistindo ao longuíssimo treino debaixo de chuva e, na tarde de domingo - meio atrapalhado com o horário de verão - vendo a corrida que, uma vez mais, definiu o título de campeão mundial para um inglês. Creio que agora, a não ser que Felipe Massa volte às pistas e seja competitivo, encerrei meu interesse pelo que antigamente se chamava corrida de baratinhas.
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Página do Roberto Porto