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- 11h51
- 05Oct
A inglória morte da paradinha canalha
por Roberto Porto, para o ESPN.com.br
Felizmente, após meses e meses de covardia, a International Board, segundo informou o presidente da FIFA Joseph Blatter, vai acabar a partir do dia 20 de novembro, com a paradinha canalha, ignóbil e safada (perdoem a irritação) no atual sistema de cobranças de pênaltis, não apenas no Brasil como no mundo. O pênalti já é a mais rigorosa das punições em um jogo de futebol. Com a tal paradinha, que não é mais paradinha e é quase um estacionamento do atacante, na hora da cobrança, transforma-se num espetáculo circense. A violência exacerbada apresentada nas partidas de futebol já é coibida. Só que os árbitros fazem vista grossa.
Outra coisa que me irrita muito nos jogos de hoje em dia é os jogadores, após sofrerem faltas, pedirem cartão amarelo para os adversários que os derrubaram. Novamente o problema cai nas mãos dos árbitros, ou será que os atuais jogadores querem também apitar as partidas? O futebol que fez do Brasil pentacampeão mundial está longe de ser o praticado hoje em dia nos estádios brasileiros. Nesse ponto sou radical: o jogador pediu cartão amarelo, com uma gesticulação ridícula, então quem deve tomar cartão amarelo é ele mesmo, o pedinte. Essa é minha opinião.
Outra coisa que me espanta é a intervenção dos comentaristas de arbitragens. Para eles, que já estiveram em campo e cometeram 'erros irreversíveis' (título, alías, de um belo livro do americano Scott Turrow), qualquer jogador se atira no gramado querendo simular faltas. Ora bolas, ou é falta ou não é. E, pelo que tenho observado, o número dos que realmente se atiram para engambelar os árbitros é pequeno. Na maioria das vezes, ou tropeçam nos adversários ou perdem o equilíbrio na jogada que estão tramando. Atirar-se ao gramado é coisa que só os tais comentaristas (como numa atitude mafiosa para defender a classe) abusam nos comentários nas cabines.
Por fim, para não ficar apenas nisso, ainda ignoram as dimensões dos gramados. Ao assistir pela televisão à partida Goiás x Botafogo, ouvi o comentarista dizer que as dimensões do Serra Dourada (110m x 75m) terão que ser alteradas para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada aqui. Realmente, o Serra Dourada, como o Maracanã, terá que ser reduzido para as dimensões exigidas pela FIFA, que são de 105m x 68m. Mas ao comentar o assunto, o analista não conseguiu dizer quais são as dimensões oficiais da FIFA, creio eu (posso estar equivocado) que disse 90m x 65m.
O gramado do Engenhão já têm, desde que foi inaugurado, as dimensões exigidas pela FIFA (105m x 68m). Mas já ouvi de muitos jogadores do Botafogo, tentando explicar as derrotas que sofrem em seu próprio estádio, que o campo do Engenhão é pequeno e facilita as coisas para os adversários. Pelo que me recordo, embora minha memória não seja de ferro como a do companheiro da ESPN americana José Inácio Werneck, a maior dimensão de um gramado no Rio seria a do Estádio Proletário, do Bangu, com as exageradas medidas de 120m x 90m. Mas o Estádio Proletário, caso a Federação de Futebol do Rio de Janeiro não se manifeste, continuará sendo enorme, até porque não há jogos da Copa do Mundo de 2014 programados para lá.
Quero ver quando o Maracanã for fechado para obras e ter seu campo reduzido, o que dirão os jogadores. Não me estendo às dimensões dos campos de São Paulo porque, admito, as desconheço. Mas um ex-árbitro, hoje comentarista, não pode, em hipótese alguma, ignorar as dimensões exigidas pela FIFA em jogos da Copa do Mundo. Pode até ser que a FIFA se veja obrigada a encurtar campos no Brasil porque os estádios da Europa são antigos e seus gramados sejam reduzidos. Mas, repito, um comentarista de arbitragem não pode ignorar as determinações de Joseph Blatter e da entidade que ele dirige.
Outra coisa que me irrita muito nos jogos de hoje em dia é os jogadores, após sofrerem faltas, pedirem cartão amarelo para os adversários que os derrubaram. Novamente o problema cai nas mãos dos árbitros, ou será que os atuais jogadores querem também apitar as partidas? O futebol que fez do Brasil pentacampeão mundial está longe de ser o praticado hoje em dia nos estádios brasileiros. Nesse ponto sou radical: o jogador pediu cartão amarelo, com uma gesticulação ridícula, então quem deve tomar cartão amarelo é ele mesmo, o pedinte. Essa é minha opinião.
Outra coisa que me espanta é a intervenção dos comentaristas de arbitragens. Para eles, que já estiveram em campo e cometeram 'erros irreversíveis' (título, alías, de um belo livro do americano Scott Turrow), qualquer jogador se atira no gramado querendo simular faltas. Ora bolas, ou é falta ou não é. E, pelo que tenho observado, o número dos que realmente se atiram para engambelar os árbitros é pequeno. Na maioria das vezes, ou tropeçam nos adversários ou perdem o equilíbrio na jogada que estão tramando. Atirar-se ao gramado é coisa que só os tais comentaristas (como numa atitude mafiosa para defender a classe) abusam nos comentários nas cabines.
Por fim, para não ficar apenas nisso, ainda ignoram as dimensões dos gramados. Ao assistir pela televisão à partida Goiás x Botafogo, ouvi o comentarista dizer que as dimensões do Serra Dourada (110m x 75m) terão que ser alteradas para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada aqui. Realmente, o Serra Dourada, como o Maracanã, terá que ser reduzido para as dimensões exigidas pela FIFA, que são de 105m x 68m. Mas ao comentar o assunto, o analista não conseguiu dizer quais são as dimensões oficiais da FIFA, creio eu (posso estar equivocado) que disse 90m x 65m.
O gramado do Engenhão já têm, desde que foi inaugurado, as dimensões exigidas pela FIFA (105m x 68m). Mas já ouvi de muitos jogadores do Botafogo, tentando explicar as derrotas que sofrem em seu próprio estádio, que o campo do Engenhão é pequeno e facilita as coisas para os adversários. Pelo que me recordo, embora minha memória não seja de ferro como a do companheiro da ESPN americana José Inácio Werneck, a maior dimensão de um gramado no Rio seria a do Estádio Proletário, do Bangu, com as exageradas medidas de 120m x 90m. Mas o Estádio Proletário, caso a Federação de Futebol do Rio de Janeiro não se manifeste, continuará sendo enorme, até porque não há jogos da Copa do Mundo de 2014 programados para lá.
Quero ver quando o Maracanã for fechado para obras e ter seu campo reduzido, o que dirão os jogadores. Não me estendo às dimensões dos campos de São Paulo porque, admito, as desconheço. Mas um ex-árbitro, hoje comentarista, não pode, em hipótese alguma, ignorar as dimensões exigidas pela FIFA em jogos da Copa do Mundo. Pode até ser que a FIFA se veja obrigada a encurtar campos no Brasil porque os estádios da Europa são antigos e seus gramados sejam reduzidos. Mas, repito, um comentarista de arbitragem não pode ignorar as determinações de Joseph Blatter e da entidade que ele dirige.
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Página do Roberto Porto