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- 17h00
- 06Sep
Italianos que não acabam mais
por Roberto Porto para o ESPN.com.br
Não pensem os leitores deste site da ESPN Brasil que eu seja um adepto da genealogia. Longe disso. Mas assistindo ao jogo Brasil 3 x 1 Argentina, em Rosário, me dei conta da influência italiana na formação dos povos sul-americanos. E começo comigo mesmo. A rigor, deveria me chamar Luiz Roberto Lopretti Porto. Mas meu avô materno, Luigi Lopretti, originário de Cosenza, na bota italiana, decidiu naturalizar-se brasileiro e passou a assinar, estranhamente, Luiz Ribeiro. Daí veio Luiz Roberto Ribeiro Porto e, profissionalmente, apenas Roberto Porto. Curioso, não?
Mas vamos à Argentina, campeã do mundo de 1978, treinada por César Luiz Menotti. Lá também figuravam Alberto Tarantini, Daniel Passarella, Ruben Pagnanini e Daniel Bertoni. Em 1986, no México, Passarella estava de volta, seguido de Cucciuffo, Ruggeri, Bochini, Giusti, Borghi, Trobbiani e Pasculli. Isso para não falar de Marzollini, Ruggeri, Giusti, Troglio, Caniggia, autor do gol que eliminou o Brasil, em Turim, em 1990. Mais um pouco e seria uma seleção italiana de descendentes.
No sábado à noite, na partida que foi chamada aqui mesmo de ‘A Batalha de Rosário’ e que, de agora em diante, será conhecida como ‘O Baile de Rosário’ (tragédia para los hermanos, claro), a Argentina contou com Zanetti, Mascherano, Dátolo e o garoto talentoso Messi. O futebol argentino é assim, repleto de filhos ou netos de italianos que buscaram uma nova vida na América do Sul. Posso ter esquecido outros tantos porque minha memória, como diz José Inácio Werneck, não é de ferro. Mas vocês se recordam do Uruguai que nos derrotou na Copa do Mundo de 1950? Lá estavam Roque Máspoli, Schubert Gambetta e, triste lembrança, Juan Alberto Schiaffino e Alcides Edgardo Ghiggia, autor do gol que nos liquidou.
Mas o Brasil tem seus exemplos de jogadores campeões do mundo e outros como Hideraldo Luiz Bellini, José Altaffini (Mazzola), Wilson Piazza, Carlos Roberto Gallo, José Fernando Polozzi, Toninho Cerezzo, Francisco Avanzi (Chicão), José Sérgio Presti (Zé Sérgio) e, o mais famoso de todos, Roberto Rivellino. Mas os oriundi não ficam por aí. Esqueceram-se de Nílton de Sordi e Dino Sani? Claro que não. Mas há outros, como Humberto Tozzi, em 1954, e mais para trás, em 1938, Algiste Lorenzatto (Batatais), Romeu Pelliciari e ainda Leonídio Fantoni (Niginho). Em 1934, consta o registro de Heitor Canalli e, por fim, em 1930, mais Luiz Gervazzoni (apelidado de Itália) e Fernando Giudicelli – italianos que não acabam mais.
É óbvio ululante, como diria meu falecido amigo Nélson Falcão Rodrigues (1912-1980), que há também descendentes de europeus, que aportaram ao Novo Mundo, como portugueses e espanhóis, principalmente. Todos em busca de uma vida melhor daquela que viviam em seus países de origem, como ocorreu, nitidamente, nos Estados Unidos, que acolhiam centenas de navios chegados da Europa, a maioria deles provenientes da velha Itália de guerra. E foi aí, nos mostram os filmes, que ganhou força a Cosa Nostra – máfia italiana – e seu mais famoso integrante, Alphonsus Gabriel Capone (1889-1947), o Al Capone. E para terminar, pegando mais leve, surgiram também os cantores Francis Albert Sinatra (1915-1998), Dino Crocetti, o Dean Martin (1917-1995), e o talentoso Pierino Como, o Perry Como (1912-2001), que fizeram sucesso no tempo das músicas românticas, assim como, no beisebol, a figura de Joe DiMaggio (1914-1999), que foi marido de Marilyn Monroe (1926-1962). Será que ele teve tempo para curtir a estrela de Hollywood? Não sei.
Vou parar por aqui porque não me esqueço de que, no sangue, sou um Lopretti.
Mas vamos à Argentina, campeã do mundo de 1978, treinada por César Luiz Menotti. Lá também figuravam Alberto Tarantini, Daniel Passarella, Ruben Pagnanini e Daniel Bertoni. Em 1986, no México, Passarella estava de volta, seguido de Cucciuffo, Ruggeri, Bochini, Giusti, Borghi, Trobbiani e Pasculli. Isso para não falar de Marzollini, Ruggeri, Giusti, Troglio, Caniggia, autor do gol que eliminou o Brasil, em Turim, em 1990. Mais um pouco e seria uma seleção italiana de descendentes.
No sábado à noite, na partida que foi chamada aqui mesmo de ‘A Batalha de Rosário’ e que, de agora em diante, será conhecida como ‘O Baile de Rosário’ (tragédia para los hermanos, claro), a Argentina contou com Zanetti, Mascherano, Dátolo e o garoto talentoso Messi. O futebol argentino é assim, repleto de filhos ou netos de italianos que buscaram uma nova vida na América do Sul. Posso ter esquecido outros tantos porque minha memória, como diz José Inácio Werneck, não é de ferro. Mas vocês se recordam do Uruguai que nos derrotou na Copa do Mundo de 1950? Lá estavam Roque Máspoli, Schubert Gambetta e, triste lembrança, Juan Alberto Schiaffino e Alcides Edgardo Ghiggia, autor do gol que nos liquidou.
Mas o Brasil tem seus exemplos de jogadores campeões do mundo e outros como Hideraldo Luiz Bellini, José Altaffini (Mazzola), Wilson Piazza, Carlos Roberto Gallo, José Fernando Polozzi, Toninho Cerezzo, Francisco Avanzi (Chicão), José Sérgio Presti (Zé Sérgio) e, o mais famoso de todos, Roberto Rivellino. Mas os oriundi não ficam por aí. Esqueceram-se de Nílton de Sordi e Dino Sani? Claro que não. Mas há outros, como Humberto Tozzi, em 1954, e mais para trás, em 1938, Algiste Lorenzatto (Batatais), Romeu Pelliciari e ainda Leonídio Fantoni (Niginho). Em 1934, consta o registro de Heitor Canalli e, por fim, em 1930, mais Luiz Gervazzoni (apelidado de Itália) e Fernando Giudicelli – italianos que não acabam mais.
É óbvio ululante, como diria meu falecido amigo Nélson Falcão Rodrigues (1912-1980), que há também descendentes de europeus, que aportaram ao Novo Mundo, como portugueses e espanhóis, principalmente. Todos em busca de uma vida melhor daquela que viviam em seus países de origem, como ocorreu, nitidamente, nos Estados Unidos, que acolhiam centenas de navios chegados da Europa, a maioria deles provenientes da velha Itália de guerra. E foi aí, nos mostram os filmes, que ganhou força a Cosa Nostra – máfia italiana – e seu mais famoso integrante, Alphonsus Gabriel Capone (1889-1947), o Al Capone. E para terminar, pegando mais leve, surgiram também os cantores Francis Albert Sinatra (1915-1998), Dino Crocetti, o Dean Martin (1917-1995), e o talentoso Pierino Como, o Perry Como (1912-2001), que fizeram sucesso no tempo das músicas românticas, assim como, no beisebol, a figura de Joe DiMaggio (1914-1999), que foi marido de Marilyn Monroe (1926-1962). Será que ele teve tempo para curtir a estrela de Hollywood? Não sei.
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Página do Roberto Porto