ESPN
- Sugestões da Redação:
- /programacao
- /tabelas
- /blogs
- /joserobertomalia
- EXPN
- ESPN360
- Patrocínio do site
PARTICIPE
- /blogs
- /cadastro
- /enquete
- /mural
- /promocoes
DIVERSÃO
- /bolao
- /bolaouefa
CANAIS
- /radioeldoradoespn
SUPORTE E AJUDA
- /afiliadas
- /anuncie
- /assine
- /expediente
- /faleconosco
- /quemsomos
- /quemveste
- /trabalheconosco
- Cadastro / Login
- Faça seu cadastro de fã do Esporte
Carregando...
Carregando...
Carregando...
- 13h32
- 03Jun
O repórter que ficou mudo
por Roberto Porto, colunista do ESPN.com.br
Às vésperas da Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, a Seleção Brasileira empreendeu (boa palavra, não?) uma excursão à Europa, sob o comando do técnico Cláudio Coutinho (1939-1981). Foram ao todo seis jogos: França, Inglaterra, Alemanha, Atlético de Madri, Internazionale e Al Ahli, de Jedah, na Arábia Saudita, clube que era dirigido pelo brasileiro Didi (1928-2001). O Brasil de Coutinho perdeu da França, empatou com a Inglaterra e venceu os quatro jogos restantes. Não preciso dizer que uma chusma (outra boa palavra) de periodistas acompanhou a delegação. Pelo que me recordo eram cerca de 250, somando gente de jornal, rádio e TVs.
Viajei, pelo Jornal do Brasil, ao lado de Márcio Guedes, Ary Gomes (fotógrafo), José ‘Moderno’ Inácio Werneck e João Saldanha, que dividida despesas com o JB e a Rádio Globo, pela qual comentava os jogos narrados por Valdir Amaral (1926-1997). A Air France, que agora está envolvida numa tragédia aérea, nos levou à Europa a bordo de um Boeing 747 mas là – talvez por questão de economia – nos alocava uns por cima dos outros nos velhos e combalidos Caravelles, que só faziam rotas para a África. Mas isso não vem ao caso. Consegui que a companhia francesa substituísse aqueles velhos trambolhos por modernos Airbus, fazendo uma crítica à Air France através das páginas do velho Jornal do Brasil. Quase deu crise no Brasil.
Pois muito que bem, como diria meu eterno amigo Marcos de Castro. Quando desembarcamos em Jeddah, às margens do Mar Vermelho – que nada tem de vermelho, é preto – o correspondente de um jornal de Pernambuco teve, digamos assim, um choque heterodoxo, diante do idioma árabe (sempre aos gritos) e ficou literalmente mudo. Recolheu-se a seu quarto, no luxuoso hotel Al Khandara, e de lá não mais saiu. Só recuperou a fala quando voamos de Jeddah para Paris, de onde, sem sair do Airbus, fizemos escala para Milão, onde nos alojaram num hotel a 50 quilômetros do centro da cidade. Uma dificuldade para aqueles que não tinham dólares para arcar com as despesas do Summit Hotel na lonjura da cidade.
Hoje, passados tantos anos, sei a razão pela qual o repórter pernambucano ficou mudo. O árabe – a não ser para descentes – é literalmente incompreensível. Pior: nossas notas de dólares de nada valiam diante do rial (moeda árabe) caso não contivessem no verso a frase “In God we trust”, ou seja, “Nós confiamos em Deus”. O repórter pernambucano ficou mais perdido do cego em tiroteio. Sem falar inglês – que quase todo árabe fala – preferiu o silêncio, copiando as matérias dos colegas de outros estados (mesmo assim mudinho da silva).
Nossa única diversão em Jeddah, quando saíamos em conjunto, eram as piadas de Fausto Silva, o Faustão, que na época trabalhava em rádio. Felizmente passamos poucos dias em Jeddah, perseguidos por um guia árabe que aprendeu português no quase conflito do Canal de Suez, em 1956, com tropas brasileiras presentes. Só não sabia gírias – e sofria muito com elas quando queríamos perturbá-lo.
Viajei, pelo Jornal do Brasil, ao lado de Márcio Guedes, Ary Gomes (fotógrafo), José ‘Moderno’ Inácio Werneck e João Saldanha, que dividida despesas com o JB e a Rádio Globo, pela qual comentava os jogos narrados por Valdir Amaral (1926-1997). A Air France, que agora está envolvida numa tragédia aérea, nos levou à Europa a bordo de um Boeing 747 mas là – talvez por questão de economia – nos alocava uns por cima dos outros nos velhos e combalidos Caravelles, que só faziam rotas para a África. Mas isso não vem ao caso. Consegui que a companhia francesa substituísse aqueles velhos trambolhos por modernos Airbus, fazendo uma crítica à Air France através das páginas do velho Jornal do Brasil. Quase deu crise no Brasil.
Pois muito que bem, como diria meu eterno amigo Marcos de Castro. Quando desembarcamos em Jeddah, às margens do Mar Vermelho – que nada tem de vermelho, é preto – o correspondente de um jornal de Pernambuco teve, digamos assim, um choque heterodoxo, diante do idioma árabe (sempre aos gritos) e ficou literalmente mudo. Recolheu-se a seu quarto, no luxuoso hotel Al Khandara, e de lá não mais saiu. Só recuperou a fala quando voamos de Jeddah para Paris, de onde, sem sair do Airbus, fizemos escala para Milão, onde nos alojaram num hotel a 50 quilômetros do centro da cidade. Uma dificuldade para aqueles que não tinham dólares para arcar com as despesas do Summit Hotel na lonjura da cidade.
Hoje, passados tantos anos, sei a razão pela qual o repórter pernambucano ficou mudo. O árabe – a não ser para descentes – é literalmente incompreensível. Pior: nossas notas de dólares de nada valiam diante do rial (moeda árabe) caso não contivessem no verso a frase “In God we trust”, ou seja, “Nós confiamos em Deus”. O repórter pernambucano ficou mais perdido do cego em tiroteio. Sem falar inglês – que quase todo árabe fala – preferiu o silêncio, copiando as matérias dos colegas de outros estados (mesmo assim mudinho da silva).
Nossa única diversão em Jeddah, quando saíamos em conjunto, eram as piadas de Fausto Silva, o Faustão, que na época trabalhava em rádio. Felizmente passamos poucos dias em Jeddah, perseguidos por um guia árabe que aprendeu português no quase conflito do Canal de Suez, em 1956, com tropas brasileiras presentes. Só não sabia gírias – e sofria muito com elas quando queríamos perturbá-lo.
- 23h05
- 07Nov
/serieb
Artilheiro Lúcio faz dois gols e tira América-RN da degola
Depois de um primeiro tempo monótono, o time potiguar voltou aceso para a etapa final e, com dois gols do artilheiro Lúcio, que marcara um anulado na etapa inicial, bateu o Vila Nova por 2 a 0 e deixou a zona da degola
- 23h00
- 07Nov
/radioeldoradoespn
Abre o Jogo para Fluminense x Palmeiras e Barueri x Inter, neste domingo, às 14h
Acompanhe mais uma transmissão da melhor equipe do rádio esportivo
- 23h00
- 07Nov
/serieb
VÍDEO: Paraná e Duque de Caxias ficam no empate
Paraná e Duque de Caxias fizeram uma partida movimentada neste sábado e empataram por 1 a 1, em confronto válido pela 34ª rodada da Série B. Os artilheiros das equipes protagonizaram o confronto
Página do Roberto Porto