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- 12h55
- 03Mar
Placa inédita em São Paulo reconhece bicicleta como meio de transporte
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Hoje pela manhã pedalei na Ciclovia do Rio Pinheiros e de cara, uma outra surpresa, uma imensa placa, pendurada na passarela de acesso, avisando aos motoristas na marginal, para respeitarem os ciclistas.
Pode não parecer grande coisa, mas essa é a primeira placa na cidade que lembra aos veículos motorizados, a presença de ciclistas nas ruas e ainda sugere respeito a eles.
Mais uma vez, é a CPTM, ao lado do governo do estado é quem reconhece a bicicleta como veículo e usa de seu poder para fomentar a nossa circulação e segurança. Enquanto isso a CET cruza os braços.
Apenas para rever os fatos, já faz algum tempo que todas as estações da CPTM e do Metrô que são reformadas ou inauguradas, já saem com um bicicletário. Faz também algum tempo que bicicletas são aceitas dentro dos Metrôs, a noite nos dias de semana, a tarde e a noite aos sábados e durante todo o período de funcionamento aos domingo.
A CPTM também permite bicicletas aos domingos. Tudo isso para sair do papel, da ordem expressa, demandou vontade política e energia para desmontar o descrédito de muitos funcionários dentro dessas empresas.
A Ciclovia da Radial Leste é outra obra da CPTM e agora recentemente a ciclovia do Rio Pinheiros que, para sair a base do forceps, teve participação decisiva da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Claro está também a anuência e mando do Governo do Estado.
Essa energia extra de quebrar a má vontade dos céticos sobe a mobilidade dos ciclistas, ficou bem evidente no desabafo de José Serra quando ele agradeceu em público na cerimônia de inauguração, a “boa vontade” das empresas que viabilizaram a Ciclovia do Rio Pinheiros.
Uma gargalhada abafada se ouviu no palco que ecoou entre os cicloativistas de ponta. Não houve “boa vontade” e sim uma excelente articulação e imposição por parte do secretário dos Transportes Metropolitanos Sr. José Luiz Portella.
Outra quebra de paradigma foi o discurso do referido secretário. Além dele afirmar em alto e bom tom que bicicleta é veículo e não apenas brinquedo e como tal deve ser levada a sério nas decisões de transportes da cidade, ele agradeceu a luta dos cicloativistas por todos esses anos e mencionou as minhas lágrimas ao vivo na Eldorado quando eu falo emocionada estar pedalando pela Ciclovia que nos tomou 25 anos de luta!
Foi de fato um boletim muito emocionante, onde eu me dei conta de que todos esses anos de luta não foram em vão.
A Ciclovia do Rio Pinheiros representa uma quebra de paradigma.
Aguardem o próximo Aventuras com Renata Falzoni onde eu mostro essa Saga da Ciclovia do Rio Pinheiros.
Pasmem nas fotos:
Transito é partilhado com veículos autorizados
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Futura extensão da Ciclovia do Rio Pinheiros até o Paqrque Vila Lobos
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Ponto de apoio dos ciclistas na ciclovia com água, oficina mecânica e posto de atendimento médico
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Garças se alimentam de lixo
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Capivaras ao longo da Ciclovia do Rio Pinheiros
Crédito da imagem: CicloBR
Crédito da imagem: CicloBR
Ciclovia da Marginal do Rio Pinheiros
Crédito da imagem: William Cruz
Crédito da imagem: William Cruz
Nesse sábado 27 de fevereiro ao meio dia abre ao público a Ciclovia do Rio Pinheiros. Em uma primeira fase a ciclovia terá 14 km entre a Estação de Trem da CPTM Vila Olímpia e o aterro Sanitário depois da estação Jurubatuba.
Asfaltada e com 5 m de largura, a ciclovia corre entre a linha do trem e o Rio Pinheiros, toda gradeada e com horários de funcionamento até o presente momento não anunciados. LINDA!
Essa é uma vitória de uma luta de mais de 20 anos, mas os acessos estão restritos apenas a entrada e a saida desse trecho de 14 km. É um bom começo, excelente, mas para ser uma ciclovia de transporte os acessos são necessários.
As soluções para os acessos dependem da vontade política da Secretaria de Transportes, da CET e da Secretaria de Obras, órgãos estes sob o comando de Alexandre de Moraes.
Veja aqui matéria blog Vá de Bike de William Cruz
Até o presente momento só ouvi o sr. Alexandre de Moraes mencionar bicicleta em seus discursos para ser simpático aos jornalistas, para chamar atenção dos cicloativistas ou para aparecer bem na fita pedalando com uma criança na garupa dianteira de sua bike.
Ação concreta por parte dos órgãos que o sr Alexandre de Moraes dirige em prol da bicicleta não vi absolutamente NADA, só enrolação.
Veja quem manda em São Paulo segundo o blog Vá de Bike
A direção da CPTM está 200% empenhada em concretizar outras entradas à ciclovia e o que pode acontecer em breve são acessos a serem custeados com patrocínio privado. Existe até possibilidade da TV Globo construir um deles perto da Ponte Estaiada. Esse acesso certamente comporá uma bela imagem na "magnífica" fotografia de carros congestionados na marginal e na Ponte Otávio Frias, o "pano de fundo" de seus telejornais.
Vai ser muito legal ver no fundo do mais assistido telejornal do Brasil, carros congestionados ao lado de bicicletas circulando. O legal disso tudo é que a Globo comprou o tema mobilidade em bicicleta. Vem aí uma telenovela onde alguns personagens são ciclistas e até uma indústria envolvida no roteiro.
Ah! Tem mais esse detalhe… a questão dos horários de funcionamento que não foram ainda anunciados. Eu já até ouvi boatos que a ciclovia da marginal funcionará apenas nos fins de semana! Isso não é verdade, mas uma coisa é certa, não haverá bicicletas a noite devido a falta de iluminação!
Apesar de todos os poréns eu aplaudo de pé, com lágrimas nos olhos de tanta emoção essa vitória, ainda que parcial! Quem nos viu e quem nos vê!
Eu batizaria essa via de "arquiteto Sérgio Bianco", autor do primeiro projeto dessa ciclovia, aind ana década de 80, ou de "Roni Mattar" ciclista atropelado em treino na marginal nessa época.
Em um segundo momento a ciclovia do Rio Pinheiros sera extendida até o Parque Vila Lobos e depois até o recém inaugurado Parque Villas Boas, na estação Vila Leopoldina. Para o lado sul, em pouco tempo ela se integrará a ciclovia do Autódromo.
Imagine que de quebra ainda é permitido levar a bike dentro dos trens aos fins de semana.
Isso tudo só está sendo possível graças a aliança entre a Prefeitura de São Paulo, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que acredita na bicicleta como meio de transporte, a Secretaria de Esporte do Município de São Paulo e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente.
Ainda nesses planos, a outra margem do Rio Pinheiros, que atualmente está sob controle da EMAE, será integrada por acessos a serem estudados (vai demandar muita vontade política aí) e toda essa ciclovia será parte integrante de um parque linear nas duas margens do Rio Pinheiros por onde os ciclistas poderão pedalar nos dois lados. Ufa um sonho, isso vai mudar a cara de São Paulo.
Nesse mesmo fim de semana, domingo 28 de fevereiro acontece o Festival de Lançamento do Instituto CicloBR, com várias atividades lúdicas como o "Polo Bike", o "Bikester", arrancada em bicicleta de criança e o "Velo Duel", um duelo ao estilo dos cavaleiros de idade média.
Site do Instituto CicloBR aqui.
Polo Bike no Festival CicloBR
Crédito da imagem: CicloBR
Crédito da imagem: CicloBR
Bikester
Crédito da imagem: CicloBR
Crédito da imagem: CicloBR
Velo Duel
Crédito da imagem: Ciclobr
Crédito da imagem: Ciclobr
Para o lançamento do Instituto CicloBR está nas gráficas um calendário com fotos de cicloativistas notórios pelados!! Isso mesmo, em pelo a Ida do Volei, a Soninha Francine Sub Prefeita da Lapa e colega da ESPN, o André Pasqualini do Instituto CicloBr entre outros (eu por exemplo).
Ehehehehhe
Nas internas já me chamam de "A Vovó Pelada da Bike”.
Enfim, esse fim de semana vai ser marcante para os ciclistas urbanos de São Paulo e estaremos dando total cobertura!
- 13h14
- 27Jan
Vídeo: Os cadeirantes de São Paulo merecem pedalar
Participei como VIP da segunda versão do World Bike Tour São Paulo e para isso tive que seguir as regras da organização.
De posse de um KIT de Inscrição, composto por um capacete, uma camiseta e uma identificação com o meu nome a ser pendurada na frente da camiseta, fui admitida no Centro Esportivo da USP, onde outros mil convidados já estavam reunidos.
Muita gente conhecida e, como a maioria dos 6 mil participantes, nunca haviam pedalado nas ruas de São Paulo, apenas em parques.
De lá fomos de ônibus até a Ponte Estaiada, a Ponte Otavio Frias, e desembarcamos ao lado das bicicletas, estacionadas em um apoio numerado, com os nomes de cada um dos convidados VIPs impresso.
Super bem organizado.
Uma bike Caloi de 21 marchas, com tudo nos trinques, muito melhor do que a bicicleta do ano passado me aguardava. Linda como todas as bikes o são!
Dada a largada e pulei a frente de todos, pois queria ver os VIPs entre os VIPs pedalar e chorei de emoção.
Isso mesmo, cadeirantes pedalando, quer dizer, manivelando bicicletas adaptadas, as Hand Bikes, que foram doadas a 40 selecionados, ao lado de 40 duplas de ciclistas em bicicletas Tandem, aquelas de dois lugares, onde o ciclista de trás é deficiente visual.
Como todos, a esmagadora maioria nunca havia pedalado nas ruas da cidade.
A alegria era contagiante, uma cena que jamais esquecerei é a de Claudio Portilho, com um mega sorriso estampado no rosto, ziguezagueando por toda a largura da Marginal, cantando uma felicidade idêntica aquela de uma criança nos primeiros minutos após dominar a bike sem rodinhas!
É impressionante o quanto a bicicleta é uma ferramenta de inclusão social!
Tivéssemos uma estrutura cicloviária decente e uma quantidade expressiva de cadeirantes estaria locomovendo-se pela cidade, excercitando-se fisicamente e usufruindo de um direito garantido em lei que é a mobilidade urbana.
Chorei de emoção, que presentão a EDP deu a cidade de São Paulo, 6 mil novas bicicletas e 40 Hand Bikes para cadeirantes mais 40 tandems cegos.
Hoje pela manhã, durante o Bike Reporter, encontrei-me com o Fabiano que todos os dias pedala no Parque do Ibirapuera, e conversei sobre o assunto com ele:
Esse é um filão de mercado as Hand Bikes...
- 20h45
- 26Jan
Mais uma vez a bicicleta esteve no bolo principal do aniversário da cidade de São Paulo em 25 de janeiro. Integrante do World Bike Tour a cidade recebeu seis mil novas bicicletas para serem entregues aos inscritos do passeio que acontece pelas principais vias da metrópole pelo segundo ano consecutivo.

A videorrepórter esteve lá e você assiste no Planeta EXPN dessa quarta-feira, às 14:00,
os bastidores, as personalidades e as emocionantes histórias dos cadeirantes que receberam
40 bicicletas adaptadas.
CLIQUE NO PLAYER ACIMA PARA ASSISTIR O VÍDEO
A videorrepórter esteve lá e você assiste no Planeta EXPN dessa quarta-feira, às 14:00,
os bastidores, as personalidades e as emocionantes histórias dos cadeirantes que receberam
40 bicicletas adaptadas.
CLIQUE NO PLAYER ACIMA PARA ASSISTIR O VÍDEO
- 12h40
- 25Jan
Renata Falzoni, direto da Marginal Pinheiros no World Bike Tour São Paulo traz as últimas novidades sobre o evento neste vídeo enviado de seu celular.
Direto do World Bike Tour
Veja mais vídeos como este no QIK da Renata Falzoni - qik.com/bikerreporter- 12h45
- 20Jan
Carro atropela o fotógrafo Tom Papp no Rally Dakkar
Na sequência mata Natalia Gallardo
Tom Papp na cobertura de evento de MTB
Crédito da imagem: Thiago Padovanni
Crédito da imagem: Thiago Padovanni
A notícia é antiga mas pertinente. O piloto alemão Mirco Schultis perdeu a direção de seu veículo na primeira etapa do Rali Dacar, atropelou cinco pessoas e matou Natalia Sonia Gallardo de apenas 28 anos de idade.
Quando a notícia foi divulgada pela mídia oficial do evento, foi dito que a vítima estava em local impróprio para assistir o evento, ou seja, mais uma vez a vítima, a que morreu atropelada, leva a culpa pela seu infortúneo.
Entre as vítimas desse acidente também estava o fotógrafo e montanhista Tom Papp, que descreve detalhes de seu acidente aqui:
http://www.webventure.com.br/coberturas/dakar2010/conteudo/noticias/index/id/27335
Por ser ágil, Tom Papp saltou fora, evitou uma tragédia maior, escapou com vários ferimentos e alguns ligamentos rompidos que o levaram a cirurgia.
Veja aqui as fotos montadas em sequência do ocorrido.
http://www.webventure.com.br/coberturas/dakar2010/conteudo/galerias/videos/id/762/idVideo/665
É impressionante ainda se julgar “normal” esse tipo de evento onde carros em altíssima velocidade circulam por ruas e estradas que, justamente por serem menos frequentadas, cortam locais densamente habitados por animais silvestres e alguns seres humanos.
Sem falar na poluição, no barulho, no impacto generalizado para com a vida silvestre, na queima inútil de combustível fóssil, no disperdício, acidentes de carro são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes.
Mais de um milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de carro, sendo que 250 mil dessas vítimas são crianças.
Não entendo como a força da grana ainda sustenta e considera “normal” esse tipo de evento. A indústria automobilística tem que rever essa postura arrogante para com tudo isso e pagar essa conta que já se acumula há um século!
O Rali Dacar foi expulso de vários países da África justamente devido a esses transtornos e – principalmente – devido ao desrespeito à cultura local.
É claro que o que é divulgado como “oficial” não confessa esses absurdos. O fato é que esse Rali de esportivo não tem absolutamente NADA!
Infelizmente a Argentina e o Chile cairam nesse engodo de sediar o Dacar. Contra minhas palavras há o inegável interesse do público que não questiona muito menos entende esse “efeito colateral” desse evento calcado na queima de petróleo e alta velocidade.
É impressionante o poder colonizador na indústria petrolífera, apoiada pela propaganda. Esse segmento gasta fortunas para sustentar esse modo de vida insustentável.
Na década da sustentabilidade, espero que esse vandalismo nunca chegue ao Brasil. Por aqui já basta o Rali dos Sertões que carrega em si os mesmos problemas do Rali Dacar, acobertados pela mídia que mascara mesmo. Mudar essa mentalidade levará algumas décadas!
Tenho a certeza de que a esmagadora maioria dos que me assistem e me lêem não concordam comigo. Na real não visualizam o que eu denuncio, mas guardem bem essa frase:
Andar em alta velocidade em um carro, ao lado de pessoas e animais é tão absurdo quanto dar a descarga com água potável!
Ainda falta uns anos para essa ficha cair, enquanto isso a CET permite 70 km por hora na Avenida Paulista, onde 1,2 milhões de pessoas circulam nas calçadas, atentadas pela alta velocidade de apenas 20 mil veículos na avenida.
O privilégio de poucos em detrimento da segurança de muitos e a turma acha isso "normal"!
Esse é o nosso cotidiano, o nosso dia a dia, meu campo de batalha, mas temos que ter a consciência que que isso não é normal!
- 13h34
- 23Dec
Bike Tour SP
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Bike Tour SP
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
A segunda versão do World Bike Tour São Paulo, marcada para 25 de Janeiro de 2010 traz novidades.
Além do passeio de 9 km, entre a Ponte Estaiada Otavio Frias e a USP, para 6 mil ciclistas que, ao se inscreverem recebem uma bike Caloi, uma mochila, um capacete, uma caramanhola, uma identificação personalizada, uma série de outros eventos acontece paralelamente, todos com o intuito de fortalecer a imagem da bicicleta como exemplo de energia renovável.
Uma descida de São Paulo a Santos para 30 ciclistas, um passeio com 200 crianças de 2 a 11 anos de idade está no cardápio além de aulas de spinning ambulantes.
Uma Bicicleta movida a painéis solares será instalada em frente a Prefeitura da Cidade no dia 23 de dezembro, como símbolo da energia limpa.
Essas informações estão no panfleto do evento que foi distribuido no dia do lançamento a imprensa, no entanto não consegui localizá-las no site oficial que é:
www.worldbiketour.net
O de interessante são notícias promessas de ciclovias de transporte em nossa cidade. Confira
http://www.worldbiketour.net/dinamic.php
Agora a principal informação: As inscrições, limitadas a 6 mil participantes estarão abertas no primeiro minuto de 2010 online.
Isso mesmo, se você pretende participar, prepare-se para estar na plugado durante o reveillon, pois as vagas se acabam em poucas horas.
- 13h43
- 18Dec
Márcia Prado desce ao mar em janeiro de 2009, 4 dias antes de ser atropelada na Paulista
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
Sábado dia 19 de dezembro será um dia D na história do cicloativismo paulista. Será a oficialização na prática, no pedal, da Rota Márcia Prado, um roteiro de cicloturismo que sai do Grajaú na Zona Sul de São Paulo até Santos.
Depois de termos sido barrados por um forte esquema policial na Imigrantes, no dia 6 de dezembro de 2008, veja o vídeo, esse ano a Bicicletada Interplanetária – como foi chamado a primeira tentativa de descer a Santos em 2008 - será diferente.
Será a oficialização da primeira Rota Cicloturistica do Estado de São Paulo, A Rota Márcia Prado.
Sai do Grajaú, na Zona Sul da Cidade, corta a Billings pelas suas Ilhas, até Santos, descendo pelo Parque Estadual da Serra do Mar, até o litoral.
A Rota Marcia Prado é assim batizada em homenagem a ciclista assassinada na avenida Paulista no dia 14 de Janeiro de 2009. Assassinada sim, por uma política que permite automóveis e ônibus na Paulista a 70 km por hora.
Márcia Prado morreu apenas 4 dias depois de descer até Santos pela Estrada de Manutenção da Imigrantes, cruzando o Parque Estadual da Serra do Mar.
Nessa última cicloviagem de Márcia os cicloativistas sinalizaram a Estrada de Manutenção da Imigrantes, veja aqui
http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado_rota.asp
Ciclistas sinalizam a Rota Márcia Prado
Crédito da imagem: André Pasqualini
Crédito da imagem: André Pasqualini
A Rota Marcia Prado foi aprovada pela Câmera dos Vereadores, uma proposta do Vereador Chico Macena (PT), veja o link.
Até o presente momento, toda a Rota está “liberada” aos ciclistas, menos os 6 quilômetros de Rodovia dos Imigrantes, por onde os ciclistas deverão pedalar para ter acesso ao Paruque Estadual da Serra do Mar.
Essa negociação é uma novela que o André Pasqualini do Instituto CicloBr está encabeçando, um "diz que diz" danado que não me compete elucidar.
Quando em 2008 fomos barrados por policiais fortemente armados, ficou (mais uma vez claro) claro que a estrutura de estradas em São Paulo está restrita apenas aos proprietários de veículos motorizados, contrariando as leis mais básicas da constituição brasileira, que garante - em teoria - o Direito de Ir e Vir.
A razão para proibir os ciclistas sempre recai na segurança e nunca aponta-se as alternativas seguras garantidas em lei.
Esse ano Andre Pasqualini foi atrás da alternativa óbvia, a descida pela Estrada de Manutenção da Imigrantes cuja gestão é do Parque Estadual da Serra do Mar.
Até o presente momento temos tudo negociado, tudo de acordo com todas as autoridades, menos uma autorização “oficial” para os ciclistas pedalarem os 6 km de acesso até a entrada ao Parque da Serra do Mar.
Ao que tudo indica, descida será “tolerada”, mas não “oficializada” pela Imigrantes. Esta seria a descisão mais “sábia” para acomodar os empasses políticos.
Assim é o país, sempre em cima do muro, sem posição clara em relação a cumprir as leis.
Espero que amanhã sábado dia 19 de Dezembro de 2009 eu saia de casa e chegue a Santos, sem maiores problemas!
Êita tema batido!
Mais informações de como ir a la PLaya amanhã:
http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp
- 10h48
- 02Dec
Exclusão e marginalidade seguem juntas
É muito comum nós ciclistas sermos criticados e com razão, por não respeitarmos faróis de trânsito.Isso é um fato, e o mesmo acontece com os pedestres. Não é uma atitude defensável, mas sim justificável.
Ao sermos excluídos de direitos, por não termos rotas desenhadas, infratestrutura urbana como calçadas, ciclovias, ciclofaixas e respeito enquanto cidadãos, caimos na marginalidade e a palavra tem a mesma semântica de ilegalidade e tudo isso está associado a nossa exclusão.
Somos excluidos, portanto marginalizados e acabamos também nós, marginais no trânsito.
Pedestres e ciclistas ao não fazer parte do trânsito da cidade, são tratados como “o resto” e comportam-se como tal.
E como tudo é interligado, esse descaso político aos cidadãos mais pobres gera violência.
Cidadão sem direitos é consequentemente um cidadão sem deveres.
Isso tudo seria apenas retórica minha não fosse o caso da cidade de Bogotá que, depois de uma transformação de 10 anos, quando em vez de construir ruas e avenidas, priorizou calçadas, ciclovias e transporte público diminuiu 80 % os níveis da violência.
Enrique Peñalosa para o EXPN
De acordo com Enrique Peñalosa o então prefeito da cidade, a taxa de homicídios caiu de 86 por 100 mil habitantes para 16 por 100 mil habitantes, em apenas 10 anos.Segundo Peñalosa, o cidadão ao ser valorizado como tal, respeita mais as leis e o patrimônio público e cuida melhor do seu entorno social.
Peñalosa é o atual presidente do IDTP, uma ONG a serviço do transporte sustentável e afrma que ao criar infraestrutura para o cidadão que se transporta em bicicleta, ele valorizou o indivíduo pelo fato de ser cidadao com os mesmos direitos daquele que roda um carro de 30 mil dólares, com isso o nível de violência na cidade diminui sensivelmente.
Peñalosa ainda justifica ter proibido o estacionamento de carros nas ruas em Bogotá alegando que estacionamento não é um direito constitucional então, quando a população veio lhe reclamar “onde estacionar os carros”, ele simplesmente respondeu que isso "não é um problema público".
Ao valorizar o cidadão sem motor, distribuir as áreas das ruas, o principal bem público de uma cidade, de forma demcrática, Peñalosa conseguiu o que muitos prefeitos não conseguem nem com a tal “tolerância zero” que foi diminuir a criminalidade de sua cidade em quase 80%.
Isso tudo sem falar no ganho da saúde pública. Segundo prof. Dr. Paulo Saldiva em dias de greve de metrô em São Paulo, aumenta substancialmente as internações de doentes com problemas respiratórios decorrentes da poluição.
Veja aqui essa genial entrevista
O custos de mortes evitadas e o ganho na saúde pública deveria ser abatido dos investimentos de Metrô, corredores de ônibus, calçadas e ciclovias.
Se a cada dia somente em SP morrem cerca de 12 pessoas por dia vítimas da poluição e no mundo 250 mil crianças morrem atropeladas por carros ao ano, está mais do que na hora de sairmos da nossa marginalidade e tomarmos conta desse mundo. Nas mãos destes outros marginais em que estamos, não vamos sobreviver.
- 14h11
- 27Nov
Angus Young no Rock in Rio de 1985
Foto:Renata Falzoni
Em 1985 no Rock In Rio não foi diferente, mas o rapaz antes de sacar as calças e mostrar a bunda ao público carioca, escondeu-se no fundo do palco. Conclusão, nenhum fotógrafo conseguiu clicar o delicioso momento.
Quer dizer… eu que estava literalmente pendurada no andaime do palco consegui a foto. Na época trabalhava na Folha de São Paulo e foi o único registro.
Assim em primeira mão, com exclusividade para o espn.com.br a bunda de Angus Young que certamente será a foto de primeira página dos jornais de amanhã.
A jornalista Renata Falzoni é a pioneira no Brasil da vídeorreportagem - formato onde uma pessoa grava, entrevista e conduz as gravações. Renata é também defensora das duas rodas no país há anos, fundadora dos Night Bikers.
Juntando tantas qualidades, apresenta o programa 'Aventuras com Renata Falzoni' viajando em cima da bike.
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No ar
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