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- 12h27
- 07Oct
ciclofaixas apenas de lazer
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Na última segunda feira, aconteceu no Palácio do Governo, uma reunião onde autoridades apresentaram a sociedade civil, em especial aos ciclistas urbanos de São Paulo, o projeto da Ciclovia da Marginal do Rio PInheiros.
O projeto cai de sopetão, sem respeitar projetos e idéias anteriores e – como tudo que se decide de forma apressada “para aproveitar a maré” – fica evidente que muitos erros serão cometidos.
Mas antes de criticar vamos ao de bom nisso tudo. Por fim, desafogar a pressão dos ciclistas sobre a política pública passou a ter alguma prioridade tanto na Prefeitura como no Governo Estadual.
Agora ambos se retorcem para fugir da eficiente ineficiencia dos burocratas da CET e da Secretaria de Transporte, se viram como podem, para fazer alguma coisa para quem pedala nessa cidade.
Nesse ponto estão do nosso lado.
Por outro lado, as mesmas autoridades “ao nosso lado” preferem fingir que desconhecem a diferença entre espaço para se pedalar por lazer ou mesmo esporte e mobilidade urbana em bicicleta.
Importante lembrar que uma solução não nega a outra e ambas podem e devem existir juntas.
Mas anunciam ciclovias e nós entendemos que será também para o transporte, e quando as propostas acontecem, a única solução viável que chega é sempre a de lazer.
Pelos detalhes da proposta apresentada na última segunda feira, fica evidente que a principal preocupação, ou única solução no momento, para com a Ciclovia da Marginal será o lazer.
Estacionamento no acesso pela represa Billings, não acesso pelas atuais pontes, marcos de concreto pra ficar bonitinha, enfim, não se falou concretamente de acessos para a população tanto em lazer como em transporte ao longo de todo o trecho da mesma.
Pior, perdeu-se a oportunidade de se integrar os dois lados do rio, em um amplo parque linear que mudaria a cara da cidade de São Paulo conforme reza o projeto da Fundação Aaron Birmann.
Porque tudo isso? Porque atualmente somente temos o apoio da CPTM então tudo o que for sair dessa proposta deve ficar 100% ao alcance deste órgão para não truncar nos opositores.
Enquanto o poder de decisão sobre o uso dos espaços públicos estiver nas mãos da CET, da Secretaria de Transportes, nada vai rolar para o lado dos pedestres e dos ciclistas.
Os acessos pelas atuais pontes conforme proposto por todos, são tabu. Todas as autoridades desconversaram o assunto e porque?
Veja bem as pontes de São Paulo não contam sequer com faixas de pedestres que legitimariam o uso destas por pedestres que dirá de sinalização a ciclistas, para acessarem uma ciclovia?
Esse é X da questão: Toda a estrutura de mobilidade urbana de São Paulo está nas mãos de órgãos que não pretendem dividir um único centímetro aos cidadãos a pé ou de bicicleta. Nem mesmo as calçadas de uma ponte.
Esses mesmos órgãos assim que podem extinguem praças, calçadas e acostamentos para criar mais uma pista de rolamento sem a menor cerimionia.
A ausência da CET e da Secretaria de Transportes a essa reunião comprova o que falo. Esse assunto não interessa sequer ser discutido em público por essas autoridades.
Hoje fica evidente que o Grupo Pró Ciclista que antes ficava a cargo da Secretaria do Verde e Meio Ambiente foi levado para a Secretaria de Transporte, para morrer sufocado nos escapamentos daquela secretaria.
Para mudar a cidade de São Paulo precisamos comecar a sinalizá-la a outros modais de transporte de forma organizada e democrática, já!
Quando uma cidade do porte de São Paulo que tem 38% de seus deslocamentos feitos a pé não prevê sequer faixas aos pedestres para cruzar as suas pontes, assina deliberadamente que pedestres e ciclistas não têm direito de se moverem pela cidade de forma “legal”. São o resto, os que atrapalham o trânsito dos automóveis.
Se essa ciclovia fosse “persona grata” na mobilidade urbana aos olhos da CET, ela teria acesso garantido pelas pontes imediatamente, sem problema algum. Mas não, tudo para bicicleta nessa cidade há que sair apesar da CET e da Secretaria de Transporte.
Todo o poder de decisão está nas mãos de quem sabota a bicicleta como meio de transporte e ponto.
Então antes dos cicloativistas ficarem bravos ao receber “de presente” uma ciclovia de lazer, temos que ter a ciência que "ciclovias de lazer" são as únicas coisas que as autoridades de São Paulo que desejam a mobilidade em bicicleta conseguem fazer nesse momento nessa cidade.
Não vou aplaudir as autoridades porisso, mas também não vou crucificá-las em praça pública pelo mesmo motivo.
A real é que eu não abro mão de um único centímetro quadrado destinado a bicicleta nessa cidade, não importa qual o uso a ser dado.
Mas atenção, as eleições estão chegando. Vai ser osso duro de roer ter que escutar que algo foi feito nessa gestão pela bicicleta como meio de transporte pois até agora nada foi feito!
Vai ser mais uma propaganda enganosa e dessas estou farta!
- 06h44
- 06Oct
Travessia dos Geraes
foto: Alexandre Cappi/brstock
foto: Alexandre Cappi/brstock
Descida da Trilha de Igatu
foto: Alexandre Cappi/brstock
foto: Alexandre Cappi/brstock
Nessa quarta feira dia 7 de outubro às 14 horas, estréia na ESPN a segunda de tres partes do programa "Quatro Aventuras em uma Chapada".
A base do programa é uma viagem de mountain bike extrema, produzida pelo fotógrafo Alexandre Cappi e guiada pelo Orestes, o Terra da “Terra Chapada”, viagem esta que dá a volta horária no Parque Nacional da Chapada Diamantina, no coração da Bahia. De longe o pedal mais lindo que eu fiz no Brasil. Rivaliza com a Serra da Mantiqueira, mas no quesito paisagem, ganha.
O nome desse especial sobre a Chapada Diamantina é uma paródia ao documentário feito nas Chapadas do Veadeiros, da Diamantina e dos Guimarães, com direção de Mauricio Dias na época da Griffo, hoje sócio da Mixer, intitulado “Tres Chapadas e Um Balão”.
Foi quando o falecido Jonathan Thornton, mais os jovens pilotos Sacha e Sandro Haim, realizaram uma série de vôos de balão, sobre essas 3 chapadas.
Tarefa difícil, pois os balões na verdade não voam, ela boiam no ar e vão ao sabor dos ventos. São portanto totalmente suscetível às diferenças de pressões e principalmente às turbulências.
O pouso, acontece onde pode. A dirigibilidade da aeronave é próxima de zero. O piloto consegue subir e descer o balão, desde que com combustível e tudo mais em ordem, mas a velocidade de toque no solo é determinada pela velocidade do vento.
O local do pouso também é escolhido a dedo na trajetória reta de vôo, assim é surpreendente as manobras que pilotos como Sacha e o Sandro fazem para abortar o vôo, descer ao solo rapidamente, frear o conjunto todo, na base de atrito no solo e tudo isso resguardando ao máximo os equipamentos e a prória pele. Os pilotos de balão chamam de pouso o que eu chamaria de acidente ou queda controlada.
Mauricio Dias voava com o piloto Sacha Haim, em um cesto adaptado para funcionar como base de sua camera 8 mm. Na hora do pouso, a camera ia para uma caixa protetora fixada ao cesto, projetada e construida por Jonathan Thornton. Voavam nessa balão o Sacha, o Mauricio, mais um assistente de camera.
Acompanhei e filmei as manobras dos vôos sobre a Chapada Diamantina. Ver o Jonahan Thornton navegar, medir a direção dos ventos, escolher o local de lançamento dos balões e resgatá-los em locais de pouso totalmente impossíves de serem descobertos, foi um privilégio que guardo em minha memória.
Aliás esse é um conselho (babaquice falar em conselhos mas aqui vai) que eu dou aos jovens que eventualmente me lêem… prestem atenção a pequenos detalhes de acontecimentos que te emocionam, pois quando elas forem apenas memórias, tais detalhes preencherão imensas lacunas naturais da vida.
Na equipe deste documentário estavam Nelson Baretta no resgate e o fotógrafo Zé de Boni apontando locações maravilhosas.
Travessia do Capão
foto: Alexandre Cappi/brstock
foto: Alexandre Cappi/brstock
Subida ao Geraes do Vieira
foto: Alexandre Cappi/brstock
foto: Alexandre Cappi/brstock
Dentro da Cachoeira da Fumacinha
foto: Alexandre Cappi/brstock
foto: Alexandre Cappi/brstock
Com Zé de Boni e o também fotógrafo paulista, morador de Lençóis na Chapada Diamantina, Calil Neto, fizemos em 1997, um primeiro pedal pelo Alto dos Gerais do Vieira, uma travessia que também figura nesse programa que vai ao ar nessa quarta feira.
Assim nasceu esse nome, "Quatro Aventuras em uma Chapada”, onde o assinante pode conferir os bastidores dos vôos de Mauricio Dias na Chapada Diamantina, as travessias de bike no Parque em 1997 e em 2008.
Vale a pena ver e vale ainda mais a pena ir conferir lá na, Chapada Diamantina. o que é pedalar ou caminhar no coraç∫ao do Brasil. É bom demais. Navegue nesse site e vá prá lá:
www.terrachapada.com.br
Na próxima quarta feria esse mesmo programa estréia na ESPN/Brasil e os horários você confere no site:
www.espn.com.br/renatafalzoni
Ou siga-me no twitter @rfalzoni e confira todas as quartas feiras os horários do “Aventuras com Renata Falzoni” que só rola nos canais ESPN.
Não perca!
Renata Falzoni
Ciclistas na futura ciclovia da marginal do Rio Pinheiros
Crédito da imagem: William Cruz
Crédito da imagem: William Cruz
As obras de adaptação da estrada de serviço da CPTM, ao lado do trilho de trem que segue ao longo da margem do Rio Pinheiros, para servir como uma ciclovia tanto de transporte como de lazer, devem ter começado no dia 28 de setembro passado próximo, segundo promessas.
O trecho inicial será de 14 km, entre a estação Jurubatuba na represa Billings e a estação Vila Olímpia. Em um segundo plano, a ciclovia deverá ser ampliada até o Parque Vila Lobos, num total de 22 km, sendo o acesso à ciclovia uma solução a ser equacionada.
Veja aqui o trajeto pedalado por autoridades da CPTM, Transporte Ativo, CicloBr, Sonia Francine e outros cicloativistas no dia 25 de outubro passado, para uma inspecção ao local.
Por estar fora do Brasil não participei desse evento, mas teria sido um déjà vù, uma repetição de história, pois essa mesma inspecção foi feita no ano de 1988, com cicloativistas e autoridades na época da Eletropaulo, da Emurb, tudo isso capitaneado pelo arquiteto Sérgio Bianco, um dinossauro infelizmente falecido.
Em sua homenagem quero doar a essa ciclovia um banco para – conforme já escrevi antes – podermos admirar as capivaras e as garças, tão bem fotografadas por William Cruz, a boiarem em meio ao lixo do rio.
Capivaras ao longo do Rio Pinheiros
Crédito da imagem: William Cruz
Crédito da imagem: William Cruz
Anos depois, em 2006 o assunto retornou a tona, capitaneado por Rafael Birmann que propunha um parque linear na cidade, acompanhando as margens dos Rios Pinheiros e Tietê.
Dessa vez será Ruy Otake o arquiteto a assinar o paisagismo da área.
Arquiteto Ruy Otake será o paisagista da ciclovia do Rio Pinheiros
Crédito da imagem: William Cruz
Crédito da imagem: William Cruz
O prazo de entrega dessa ciclovia está prometido para janeiro de 2010 sendo que não estão previstos em um primeiro momento, acessos pelas atuais pontes sobre o rio nesse trecho, assim os ciclistas somente poderão ingressar pelas pontas da ciclovia, por dentro das estações de trem. As pontes que servem aos carros por sobre o rio Pinheiros não estão cogitadas com o solução por enquanto.
Esse é um ponto crucial, pois somente os acessos intermediários poderão fazer dessa ciclovia, uma opção de transporte em bicicleta para essa região, caso contrário, ela será condenada ao uso de lazer e treino apenas.
Outro pormenor e esse bastante crítico é que como não há iluminação de rua, pretende-se fechar a ciclovia à noite. Difícil argumentar que bicicleta pode ter farol e como qualquer veículo circular a noite, uma vez que a bicicleta sempre figura como brinquedo e nunca transporte.
Caso essa ciclovia saia do papel, (eu só acredito vendo) será de grande valia aos ciclistas que treinam nas madrugadas na USP, pois a estrada é bem asfaltada, livre de carros e tudo o mais que um atleta ciclista precisa para o seu treino, assim bingo mais uma vitória para a secretaria de esportes de Walter Feldman.
Também teremos mais uma prova de que a estrutura cicloviária de transporte de São Paulo somente acontece quando a CPTM senta na mesa de negociações.
Foi assim com a ciclovia da Radial Leste. 6 km prontos e ainda faltam 6 km a serem entregues, a espera sinalização por parte da CET. Sempre a CET...
De acordo com os Planos Estratégicos das Sub Prefeituras, São Paulo deveria ter 275 km de ciclovias implantadas em 2006 e um total de 367 km de malha cicloviária até o ano de 2012. Esse piada você pode conferir no post “Cicloativistas a Beira de Um Ataque de Nervos” de 18 de agosto.
A Ciclovia da Radial Leste inaugurada há um ano não faz parte desses Planos das Sub Prefeituras. Ela saiu pois a CPTM de fato acredita na bicicleta como meio de transporte, trabalha em prol disso e tem independência da CET e da Secretaria de Transporte. Faz uso de suas áreas marginais aos trillhos para as bicicletas e os pedestres. Assim nasceu a ciclovia da Radial Leste assim deverá nascer a ciclovia do Rio Pinheiros.
Enquanto essa marginal ao lado do Rio Pinheiros esteve nas mãos da Eletropaulo e depois da EMAE, o projeto da ciclovia ao longo do rio foi sempre levado como piada, uma enrolação a mais para entreter as autoridades de São Paulo.
O fato é que estamos a beira de uma vitória.. parcial mas é uma vitória.
- 18h31
- 27Sep
Na falta de tempo para escrever, mando fotos da Via Claudia Augusta.
Depois de 570 km de pedal chegamos a Treviso, cidade onde o brasileiro Luciano Pagliarini morou durante sua carreira de ciclista na Itália.
Aqui é a terra das Pinarello, local da fábrica de uma das das bicicletas mais cobiçadas pelos ciclistas de estrada.
Mais informações no www.sampabikers.com.br
Depois de 570 km de pedal chegamos a Treviso, cidade onde o brasileiro Luciano Pagliarini morou durante sua carreira de ciclista na Itália.
Aqui é a terra das Pinarello, local da fábrica de uma das das bicicletas mais cobiçadas pelos ciclistas de estrada.
Mais informações no www.sampabikers.com.br
Renata Falzoni e sua Caloi Fitness equipada. Cerca de 15 quilos de bagagem, entre equipamentos de filmagem, de fotografia e computador.
Crédito da imagem: Paulo de Tarso / www.sampabikers.com.br
Crédito da imagem: Paulo de Tarso / www.sampabikers.com.br
Integração trem e bicicleta, Alemanha. O local também serve para fixar a cadeira de rodas de cadeirantes.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Estrada de carros e estrada de bicicletas. Segregar bicicletas e carros é solução confortável a quem pedala.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
ponte pensil na cicloestrada no vale do lago Del Carlo, Veneto Itália.
Pontes de antigas estrada são recuperadas para as cicloestradas.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Pontes de antigas estrada são recuperadas para as cicloestradas.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Casal octogenário se transporta pela cicloestrada na região de Veneto, Itália.
Depois de colher as uvas de seu vinhedo, o casal nos ofereceu uma vinho Prosecco oriundo do Vale do Valdobbiadene.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Depois de colher as uvas de seu vinhedo, o casal nos ofereceu uma vinho Prosecco oriundo do Vale do Valdobbiadene.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Ciclista e seu cão na bicicleta em Caldaro, Alto Adagio.
Cães convivem em harmonia nos locais públicos na Europa.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Cães convivem em harmonia nos locais públicos na Europa.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Pela Via Claudia Augusta
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Enquanto milhares de cidades em todo o mundo festejam a semana do 22 de Setembro o Dia Mundial sem Carro, eu me encontro na Europa, na companhia de Paulo de Tarso Martins, pedalando por uma estrada romana construída nos primeiros anos da era cristã, é a Via Claudia Augusta.
São 770 km entre Alemanha, Austria e Itália, cruzando o leste dos Alpes.
Réplica da carroça romana que circulava pela Via Cláudia Augusta.
Fluxo era de 300 carroças/dia no século I DC.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Fluxo era de 300 carroças/dia no século I DC.
Crédito da imagem: Renata Falzoni
O trajeto é todo sinalizado, muito variado e não há como explicar o que é viajar por uma série de estradas de bicicleta, interligadas, que fazem parte de uma estrutura cicloviária de um continente. Não existe nada similar no Brasil ou mesmo na América.
Imagine você sair de São Paulo, por exemplo e ir até Campinas por uma estrada que serpenteia ao longo da Rodovia dos Bandeirantes, que passa pelo centro das cidades do caminho, toda sinalizada e nas passagens em nível com avenidas ou ruas, a preferência ser sempre do ciclista e do pedestre.
Pode ser São Paulo a Santos, São Paulo ao Rio de janeiro, Rio de Janeiro a Teresópolis, qualquer roteiro, eleja o seu.
Pois bem por aqui as cicloestradas cruzam o continente europeu todo e as sinalizações são democráticas. Para todos os modais. Não há calçadas ou ciclovias “sem saída”.
Bicicleta é bagagem aceita nos metros, ônibus e trens e por aí vai. Tudo descomplicado. Não há a "bikefobia" de que o Brasil padece.
Na real não há preconceito. Em nosso país a real é que pedestres, ciclistas portadores de deficiência, são tratados como cidadãos de segunda categoria. Sem direito a direitos.
Somente hoje foram 100 km, entre Merano e Trento. Acredito ter cruzado pelo menos umas mil bicicletas durante esse trajeto no mínimo.
Toda a sorte de ciclistas. Muitos cicloturistas, famílias inteiras em viagem, com alforges, muitos trabalhadores em transporte, crianças brincando (aqui ainda estão em férias de verão) corredores a pé, cães em bagageiros, pelotões de ciclistas em treino.
Seguem fotos para provar.
Milhares de ciclistas por dia na cicloestrada Via Claudia Augusta
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Estacionamento em frente a Escola Maternal
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Cicloestrada no Lago de Resia
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Tunel de antiga estrada de ferro, transformada em cicloestrada na Via Claudia
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Enquanto isso aí em São Paulo, pode ser que saia, depois de 21 anos da primeira proposta, a ciclovia da marginal do Rio Pinheiros.
Quem primeiro levou essa idéia à então EMURB, às autoridades da EletroPaulo e a então FEPASA (ou era RFFSA?) foi o falecido arquiteto Sérgio Bianco em 1988. Na época fizemos um passeio de bike com as minhas várias Caloi Cruisers que sobraram de um evento que eu promovi em campos de Jordão, pelas estradas de terra marginais ao rio.
Se essa Ciclovia da Marginal rolar – muito necessária pois atenderia a demanda do acostamento surrupiado há uns meses da marginal entre as pontes Morumbi e João Dias, (vide post anterior), pretendo doar um banco para ser instalado na beira do rio, para podermos contemplar as capivaras e garças nadando sobre as garrafas pets nas águas do nosso esgoto a céu aberto: o Rio Pinheiros.
Pedalando por aqui, fica difícil achar isso uma vitória… mas é!
Mais fotos e informações no site www.sampabikers.com.br
Via Claudia Augusta
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Via Claudia Augusta
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Cão de companhia é permitido nos trens e metrôs
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Veja como foi o Desafio Intermodal 2009
Ricardo Bruns e sua bicicleta de roda fixa
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Pelo quarto ano em seguida, o evento que abre a semana do Dia Mundial Sem Carro, o Desafio Intermodal é vencido por uma bicicleta.
Confesso que estava apreensiva pois afinal, entre as 18 propostas de combinações de modalidades de transporte, até helicóptero havia.
O ponto de largada a Praça Gen Gentil Falcão no Brooklin, local ideal para essa proposta é um importante centro das empresas de São Paulo, região de maior concentração de helipontos do pais, uma avenida por onde por lei já deveria ter uma estrutura cicloviária, ao lado de estações da CPTM, com ampla estrutura de ônibus e é claro uma quantidade razoável de carros a entupir todas as artérias.
Foram precisos apenas 22 minutos e 33 segundos, para Ricardo Bruns pedalar o trajeto de 10 km do Brooklin até a Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, zona central.
Sua velociade média foi de 26 km por hora, muita rápido e detalhe, foi uma bike de roda fixa, dessas que quando você para de pedalar, o pedal continua girando, estilo velódromo, a predileta dos Bike Messengers de NY.
Outra bicicleta e uma motocicleta fecharam o circuito antes do helicóptero e Milton Jung, jornalista da CBN explica os motivos nesse video.
http://www.youtube.com/watch?v=fczf5GiEhHo
Tomaz Cavalieri estava abordo desse helicóptero, Felipe Meireles na bicicleta que acompanhou um corredor de rua e eu fui com a cadeirante Flávia Maria Paiva Vital, combinamos trem e ônibus, e levamos 1 hora e 48 minutos, até quem veio a pé foi mais rápido.
A matéria você confere no www.planetaexpn.com.br de hoje, dia 18 de setembro de 2009.
Patinete, mais veloz que carro
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Flávia Maria em cadeira de rodas levou 1hora e 48 minutos para completar o Desafio Intermodal
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
Outro resultado divertido dessa aferição foi que até o patinete conseguiu ser mais veloz e eficiente que o carro, o modal individual motorizado, para onde convergem 4 vezes mais investimentos na infraestrutura urbana aqui em São Paulo.
Enquanto o primeiro mundo se rende a necessidade de se retirar os veículos automotores de seus centros urbanos, a principal cidade do Brasil converge fortunas nesse modelo de mobilidade urbana ultrapassada, já provada como fracassada.
Enquanto isso digo:
Tá com Pressa?
Vá de Bike.
Resultados do Desafio Intermodal
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
- 15h14
- 16Sep
Dirt Jump no Clube da Comunidade
Crédito da imagem: Max Meirelles
Crédito da imagem: Max Meirelles
Mapa de como chegar ao CDC
Crédito da imagem: Max Meirelles
Crédito da imagem: Max Meirelles
A Virada Esportiva trará um evento que há muito tempo não se via dentro da área urbana paulistana, é o BMX JAM, na Arena Radical do Clube da Comunidade, que fica no cruzamento da Av dos Bandeirantes com a Rua Funchal, um espaço tão louco quanto inteligentemente bem ocupado.
Tem uma pista de BMX Race, um corrimão, algumas caixas e tres doubles, onde o Maique Moura de Carapicuiba, entre outros pilotos top do Brasil, já esquentaram suas mais lindas manobras de Dirt.
Veja nesse site http://cdcarenaradical.blogspot.com/ mais detalhes e fotos. Siga no twitter “maxmeirelles”.
Esse será um do evento imperdível dessa Virada Esportiva. Dia 19 treinos, dia 20 competições.
Veja o video Virada Esportiva BMX Jam feito no último domingo.
Vamos torcer para São Pedro maneirar, pois Dirt não combina com chuva.
Ainda sobre a Virada Esportiva, a Av. Sumaré será fechada para a prática de atividades esportivas. Na real essa é uma tentativa de se resgatar mais um espaço de lazer nas ruas aos fins de semana.
A ser batizada de “Pedalapa”, o fechamento aos domingos da Sumaré faz parte dos projetos da Sub Prefeitura da Lapa com assinatura da Soninha.
Outro evento que resgatará ainda que apenas em um único dia, o espaço da USP, será o Grande Prêmio de Carrinhos de Rolimã da POLI é o GP POLI NSK.
Parece brincadeira e é. Brincadeira séria cheia de tecnologia: Carros de rolimã a despencar ladeiras dos bairros da cidade lembra?
Veja o video e vá lá conferir in loco:
GRANDE PRÊMIO DE CARRINHOS DE ROMIMÃ DA POLI
Veja nesse site com participar, vale a pena
http://www.cam.poli.usp.br/gp/
A inscrição para o GP Poli NSK custa R$ 30,00 e 1 kg de alimento não perecível.
O local será no Centro Acadêmico da Mecânica, no prédio de Engenharia Mecânica da Poli (Av. Prof. Melo Moraes, 2.231, Cidade Universitária).
Mais informações: nos telefone (11) 3091-5596 ou com Mello (11)9278-1248.
Você também pode pedalar na Virada Noturna de Bike. Serão 12 horas de pedal, com um menu de opções para todos os tipos de ciclistas, informe-se:
http://www.adventurecamp.com.br/virada_oi/
Na terça feira 22 de Setembro o Dia Mundial sem Carro é o dia em que os cicloativistas convidam e ajudam a todos a deixar os carros em casa e ir de bicicleta aos seus destinos.
Para isso haverá o Bonde de Bicicleta, roteiros por onde os cicloativistas passarão em grupo, para ajudar os iniciantes a pedalar aos seus destinos com a segurança da Massa Crítica.
Essa é uma experiência que vale muito a pena. Um ciclista sozinho no trânsito sente-se muito vulnerável. Quando se pedala com apenas mais um companheiro de bike, a diferenca é enorme, imagine em um grupo de mais de 10... a segurança é total! É o poder da Massa Crítica, experimente.
Busque perto do dia 22 de setembro, no site http://diamundialsemcarro.ning.com/os roteiros dos bondes, por onde passarão os ciclistas engrossando uma Massa Crítica.
Veja esse Roteiro "Capão Redondo Centro" por exemplo, já está confirmado:
http://www.bikemap.net/route/301965
E nesses outros sites, as atividades do Dia Mundial Sem Carro que começam já nessa quinta feira dia 17 com o tradicional Desafio Intermodal.
http://diamundialsemcarro.ning.com/
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9055
http://www.bicicletada.org/DMSC2009
Nós da ESPN estaremos lá, de bike é claro.
Renata Falzoni e Walter Feldman na Ciclofaixa
Fui pessoalmente conferir a Ciclofaixa de São Paulo, na companhia de vários amigos cicloativistas, alguns familiares e o próprio secretário Municipal dos Esportes Walter Feldman, que vem aos poucos quebrando os paradigmas burocráticos da CET, conseguindo resgatar um pouco de espaço de lazer para bicicletas ao redor do Parque Ibirapuera, espaço esse que foi perdido no governo de Paulo Maluf quando das obras dos túneis da região.
Antes disso, a mando da então prefeita Erundina, a avenida JK era fechada aos domingos e feriados de ponta a ponta, durante todo o dia, para circulação de ciclistas, pedestres e usuários de qualquer outro brinquedo ou meio de transporte não motorizado, de tração humana.
É dessa data, 1989, o fechamento do minhocão durante as noites, domingos e feriados.
Tem mais, a JK nasceu com uma ciclovia em toda a sua extenção que era mais usada para o trânsito ilegal de motocicletas, de carros da própria CET e outras autoridades. A ciclovia era pelo canteiro central da avenida e quem tem mais de 40 anos deve se lembrar.
O falecido arquiteto urbanista e cicloativista Sérgio Bianco tinha fotos deste espaço que foi surrupiado dos ciclistas ainda na década de 90. Daria tudo por essas fotos.
Assim a Ciclofaixa de lazer é uma reconquista ainda que pífia, do espaço que os cidadãos sem motor perderam nessa cidade ao longo dessas duas últimas décadas.
A Nova Faria Lima foi projetada com uma ciclovia em toda a sua extenção e essa ciclovia virou um caminho central para pedestres sem sinalização alguma.
Apoio publicamente essa reconquista, veja no vídeo o secretário Walter Feldman prometer esforços em aumentar a extenção da Ciclofaixa, mas é importante deixar bem claro alguns detalhes.
Secretário Walter Feldman garante extenção das Ciclofaixas
Enviado desde um iphone ao vivo para www.qik.com/bikerreporter
Enviado desde um iphone ao vivo para www.qik.com/bikerreporter
Ciclofaixas de lazer nada atendem a mobilidade urbana em bicicletas, apenas desafogam a pressão, no caso de bairros nobres, de cidadãos que não sentem-se seguros para pedalar em um domingo de lazer nas ruas da cidade.
Esse esforço deve ser combinado com educação de trânsito, estabelecimento de “Traffic Calming” pelo menos aos fins de semana, em toda a cidade de São Paulo, ou seja garantir pelo menos nos fins de semana uma cidade com mais respeito às bicicletas nas ruas.
A própria demanda reprimida da Ciclofaixa, que ao meio dia retira seus cones e abandona ao Deus dará 10 mil ciclistas nas ruas, propõe ser necessária essa medida: “Traffic Calming”, redução da velocidade de veículos automotores nas ruas com a preferência aos pedestres e aos ciclistas, em toda a cidade, em especial perto dos parques.
Também é fato que um grande montante de $ está sendo investido para garantir a segurança dos ciclistas em lazer na ciclofaixa, sendo que em teoria, bastaria a simples sinalização, sem a tutela tão explícita de monitores, marronzinhos, cones e demais gastos da CET.
Essa falta de autoridade que a CET assume ter frente aos seus “comandados” os motoristas, é fruto da própria prática de ser conivente com o desprespeito de motoristas para com os pedestres e ciclistas em nome da pretença “fluidez” de veículos.
É prática não multar os motoristas que desrespeitam pedestres e ciclistas pois o respeito a nós no fundo “atenta” a fluidez dos automóveis. Com isso a própria CET não sente firmeza em seu pulso ao comandar motoristas com sinalizações apenas.
Tem que tutelar, com cones, com monitores e tudo o mais. Isso é um absurdo a ser mudado! Há que se se respeitar as sinalizações!
Quando em um dia de trânsito caotico a CET coloca cones em faixas zebradas para garantir que os veículos não trafegem por sobre elas, fica claro essa conivência com o desrespeito às leis.
Bastaria um marronzinho multando, é uma falta grave trafegar sobre faixa zebrada, mas não, há que se gastar efetivo e $ para colocar cones sobre faixas zebradas, que dirá então o respeito a uma faixa continua que funciona em horário estipulado para separar ciclistas de veículos automotores?
Mas tudo bem, levo isso como um aprendizado da CET a começar a trabalhar a idéia de compartilhar ruas mesmo que a um alto custo que somente o marqueting de um grande banco pode bancar.
No jargão marquetês, isso chama-se “green wash”, mas tudo bem, há mesmo que se “lavar verde”. Prefiro me ater aos lucros do "green wash".
Antes de achar que esse post é contra a Ciclofaixa, coisa que não é, pois eu sou a FAVOR DA CICLOFAIXA e não abro mão de um único centímetro destinado a bicicletas nessa cidade, apenas quero ver dessa iniciativa a evolução para um trânsito partilhado de fato, todos os dias da semana, sem a tutela da CET, apenas na base da educação de trânsito e respeito às leis.
- 12h07
- 09Sep
14 de Setembro, 8 meses que Márcia Prado "suicidou-se" na Av. Paulista
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
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Deu no site do Campo Grande News a matéria com o seguinte título:
"Idoso de bicicleta morre em colisão com caminhão"
Ciclista é responsabilizado por sua morte em atropelamento na cidade de Nova Alvorada do Sul
No texto, que voce pode ler aqui, diz que o ciclista colidiu na lateral de um caminhão, caiu no chão, teve um ferimento no braço e morreu ao dar entada no hospital.Só pode ser piada, em nenhum momento Nadyenka Castro que assina a materia, sequer cogita que a vítima tenha sido atropelada. Fica entendido que Luiz Pereira da Silva de 70 anos de idade, tenha saido de casa em sua bicicleta e ao ser ultrapassado por um caminhão, “virou e bateu na lateral do caminhão” segundo o condutor do caminhão Francisco Mariz de Medeiros.
Assim são as versões unilaterais dos fatos. No caso dessa matéria apenas o motorista tem a chance de declarar que o ciclista atropelou o caminhão e veio com isso a falecer. A versão do ciclista, congela na gaveta do necrotério.
Todos os dias 4 pedestres morrem nas ruas de São Paulo, um ciclista também falece a cada 4 dias e pelas versões oficiais, as vítimas foram imprudentes e a conclusão é que "suicidaram-se" nas ruas, avenidas, pontes e muitas vezes nas próprias faixas de pedestres ou calçadas.
Os pedestres e ciclistas são os culpados por ousarem cruzar as rotas de carros, já que as faixas de pedestres inexistem nas direitas livres, nas alças de acesso a pontes e avenidas ou mesmo em pontos cruciais de grande movimento na cidade. E quando existem são mera sugestão, pois está provado que a esmagadora maioria dos motoristas desta cidade não respeita os pedestres nas faixas a eles destinados e a CET não autua o infrator.
Tem mais, o motorista que tentar respeitar o pedestre na faixa, possivelmente irá sofrer colisão traseira, diminuirá a fluidez dos veículos motorizados e isso há que ser evitado pelas orientações da CET.
A mobilidade e a segurança dos humanos a pé ou em veículos sem motor são negados de forma escandalosa e a imprensa não consegue quebrar o paradígma e ver com outros olhos as notícias oficiais ditadas pelos órgãos reguladores de trânsito e replica os dados sem questionar.
"Foi atropelado, mas… o que um pedestre ou um ciclista estava fazendo ali?" Ninguém pergunta qual o acesso dos humanos desprovidos de motor aos seus destinos.
A pergunta a se fazer é:
Onde estão as rotas de pedestres e ciclistas em nossas cidades? As rotas dos veículos motorizados está aí, congestionada, poluída, barulhenta, suja e bem sinalizada e a dos pedestres e ciclistas? Por onde devemos circular nessas cidades? Como circular por entre as vias de automóveis?
Até quando as pessoas vão aceitar que todo o traçado urbano e também a área urbana e os investimentos em estrutura, são de preferência de veículos motorizados?
Para garantir a fluidez de carros; pedestres e ciclistas entre eles crianças, idosos, trabalhadores são os algozes do cáos e apontados como os principais responsáveis – de acordo com as versões oficiais - do congestionamento.
Novamente cito o Chico: "Morreu na contra mão atrapalhando o tráfego".
Enquanto isso, em Santos no ano de 2004, 58% das mortes no trânsito com bicicletas foi abalroamento, ou seja colisão pelas costas sendo que ônibus e caminhões foram os principais atropeladores (82%).
Nas estastísticas internacionais, abalroamento, atropelamento pelas costas, representa menos de 1 % das fatalidades de ciclistas. Cruzamentos são os locais de maior número de vítimas fatais em todo o mundo, menos em Santos e porque?
Simples: É a arrogância dos motoristas impunes, que não suportam uma bicicleta a sua frente. Já pedalei muito nessa cidade e comprovo o que digo. Motoristas de caminhões e ônibus são os campeões de atrairem ciclistas “suicidas” para debaixo de suas rodas segundo a voz oficial dos órgãos que regulam o trânsito da cidade.
Não está na hora de examinarmos com mais imparcialidade essas notícias? Cabe também aos jornalistas questionarem esses dados e não apenas replicar as versões unilaterais oficiais, até porque as vítimas “suicidas“ não têm palavras a proferir em sua defesa.
Para finalizar, estamos na véspera do 22 de setembro o Dia Mundial Sem Carro e várias manifestações acontecerão em muitas cidades do Brasil.
Veja no site www.bicicletada.org e busque o evento mais perto de você.
Julien Chorier da França, ao fundo o Monte Branco nos Alpes
Crédito da imagem: P. Tournaire
Crédito da imagem: P. Tournaire
Kilian Jornet da Espanha, bicampeão da Ultra Maratona do Monte Branco
Crédito da imagem: JP Clatot
Crédito da imagem: JP Clatot
Cris Carvalho ouro na categoria Veterano Feminino UTMB
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Renata Falzoni e Tani Oreggia que completou sua segunda UTMB
Crédito da imagem: Patricia Hofmeiter
Crédito da imagem: Patricia Hofmeiter
Fernanda Maciel ouro na prova TDS
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Foram precisos apenas 17 horas e 17 minutos para que Fernanda Maciel completasse um circuito insano de 106 quilômetros com 6600 metros de desnível acumulado, da prova TDS, que integra o circuito de 4 competições ao redor do Monte Branco, nos Alpes da França, Itália e Suíça. Fernanda chegou na vigésima sexta posição geral entre 800 participantes. Detalhe a metade desistiu.
A incrível performance dessa atleta de corrida de aventura deve-se ao fato que Fernanda mudou-se para a Espanha há um ano e vem treinando exclusivamente para esse tipo de competição de longa distância em trekking.
“No Brasil não há nada parecido com essas montanhas”, diz ela referindo-se aos Alpes, “é aqui que eu posso aprimorar o trekking extremo”.
Cristina de Carvalho também fez bonito. Estreante nesse tipo de terreno, a brasileira finalizou com 33 horas e 23 minutos a prova mais importante do evento, a UTMB, que são 166 km ao redor do Monte Branco com 9400 m de desnível acumulado. Cristina venceu a categoria Veterano Feminino, mesmo tendo perdido duas horas no último trecho de descida.
“Perdi a trilha, desci a última ladeira errada. Tive que subir mil metros de desnível de volta para reencontrar a trilha. Essa prova é muito desgastante, o horário de largada poderia ser de manhã, a gente vara duas noites. senti muito frio”, diz a atleta que ficou em 194 entre 2300 atletas, posição excelente para quem nunca correu sob essas condições extremas.
Venceu a UTMB o Espanhol Kilian Jornet, bicampeão do evento, com o tempo de 21 horas e 33 minutos.
O segundo melhor brasileiro foi Tani Oreggia. Mesmo tendo-se superado em relação a 2007, quando ele estreou nessa competição, Tani chegou sentindo dores, o que é natural pois afinal, vencer 9 400 m de desnível acumulados em 37 horas e 11 minutos, não é para qualquer mortal.
O Françes Laurent Garnier radicado no Brasil cruzou a linha de chegada esbanjando humor e condições físicas com o tempo de 39 horas. A também brasileira residente na França Vera Gillaux, finalizou com dores no joelho com o tempo de 39 horas e 35 minutos.
Caco Alzugaray ficou em 630 na geral, com o tempo de 40 horas e vinte e tres minutos, sendo que ele por pouco não desistiu durante a segunda noite de frio extremo.
Logo mais a festa será brasileira no pódio das provas UTMB e TDS e eu coloco as fotos a seguir.
Os demais resultados podem ser conferidos no site http://www.ultratrailmb.com
Poucos são os jornalistas que conseguem desenvolver uma forma nova de se comunicar. Renata Falzoni conseguiu.
Arquiteta formada pela Universidade Mackenzie, em 1977, começou a trabalhar como repórter fotográfica. Passou por Folha de S.Paulo, Isto É , Placar, Playboy, Nova, Cláudia entre outras publicações. Enfrentar preconceitos para revolucionar a televisão foi um trabalho para o fim da década de 80.
“Ser vídeorrepórter de esportes de ação na montanha passou a ser meu maior objetivo a partir de 1988, quando o TV MIX, na TV Gazeta, marcou do formato “abelha” na TV brasileira”.
Entre projetos especiais e coberturas de Copas do Mundo e Olimpíadas – sempre sobre bicicletas, em qualquer canto do mundo – Renata trabalha com a ESPN Brasil desde 1995.
Paralelamente, em 1997, trabalhou no programa Vem Comigo, de Goulart de Andrade, e, em maio de 1998, passou a ter seu próprio programa no Canal 21: As Melhores Aventuras do 21. Foi o primeiro programa no Brasil integralmente em formato de videorreportagem.
O Aventuras com Renata Falzoni é resultado do aperfeiçoamento desse jeito diferenciado de captação de imagens e edição das reportagens, que você pode ver nos canais ESPN toda semana.
Pela Rádio Eldorado, percorre as ruas da Capital paulista para dar informações ao vivo do trânsito caótico, sem parar em lugar nenhum, claro, por estar sempre de bicicleta.
Ativista
De forma paralela ao jornalismo, Renata é ativista do transporte em bicicletas. Em 1989 fundou o Night Biker's Club do Brasil. Em janeiro de 98, liderou a comitiva de ciclistas da Campanha Bicicleta Brasil, Pedalar é um Direito, que foi de Paraty a Brasília para falar com o presidente, na época Fernando Henrique Cardoso, sobre o cumprimento do Novo Código de Trânsito Brasileiro. Por um mundo mais respeitoso e de ar mais limpo, Renata vive grandes aventuras, de ir muito longe mostrar como se respeita o ciclista em outros lugares do mundo a tirar a roupa na avenida Paulista por sua causa.
Assista as Matérias da Renata Falzoni no Planeta EXPN
Acesse o Blog da Falzoni
Veja o site da Renata: www.falzoni.com
Arquiteta formada pela Universidade Mackenzie, em 1977, começou a trabalhar como repórter fotográfica. Passou por Folha de S.Paulo, Isto É , Placar, Playboy, Nova, Cláudia entre outras publicações. Enfrentar preconceitos para revolucionar a televisão foi um trabalho para o fim da década de 80.
“Ser vídeorrepórter de esportes de ação na montanha passou a ser meu maior objetivo a partir de 1988, quando o TV MIX, na TV Gazeta, marcou do formato “abelha” na TV brasileira”.
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Paralelamente, em 1997, trabalhou no programa Vem Comigo, de Goulart de Andrade, e, em maio de 1998, passou a ter seu próprio programa no Canal 21: As Melhores Aventuras do 21. Foi o primeiro programa no Brasil integralmente em formato de videorreportagem.
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A jornalista Renata Falzoni é a pioneira no Brasil da vídeorreportagem - formato onde uma pessoa grava, entrevista e conduz as gravações. Renata é também defensora das duas rodas no país há anos, fundadora dos Night Bikers. Juntando tantas qualidades, apresenta o programa ?Aventuras com Renata Falzoni? viajando em cima da bike.
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