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- 13h14
- 27Jan
Vídeo: Os cadeirantes de São Paulo merecem pedalar
Participei como VIP da segunda versão do World Bike Tour São Paulo e para isso tive que seguir as regras da organização.
De posse de um KIT de Inscrição, composto por um capacete, uma camiseta e uma identificação com o meu nome a ser pendurada na frente da camiseta, fui admitida no Centro Esportivo da USP, onde outros mil convidados já estavam reunidos.
Muita gente conhecida e, como a maioria dos 6 mil participantes, nunca haviam pedalado nas ruas de São Paulo, apenas em parques.
De lá fomos de ônibus até a Ponte Estaiada, a Ponte Otavio Frias, e desembarcamos ao lado das bicicletas, estacionadas em um apoio numerado, com os nomes de cada um dos convidados VIPs impresso.
Super bem organizado.
Uma bike Caloi de 21 marchas, com tudo nos trinques, muito melhor do que a bicicleta do ano passado me aguardava. Linda como todas as bikes o são!
Dada a largada e pulei a frente de todos, pois queria ver os VIPs entre os VIPs pedalar e chorei de emoção.
Isso mesmo, cadeirantes pedalando, quer dizer, manivelando bicicletas adaptadas, as Hand Bikes, que foram doadas a 40 selecionados, ao lado de 40 duplas de ciclistas em bicicletas Tandem, aquelas de dois lugares, onde o ciclista de trás é deficiente visual.
Como todos, a esmagadora maioria nunca havia pedalado nas ruas da cidade.
A alegria era contagiante, uma cena que jamais esquecerei é a de Claudio Portilho, com um mega sorriso estampado no rosto, ziguezagueando por toda a largura da Marginal, cantando uma felicidade idêntica aquela de uma criança nos primeiros minutos após dominar a bike sem rodinhas!
É impressionante o quanto a bicicleta é uma ferramenta de inclusão social!
Tivéssemos uma estrutura cicloviária decente e uma quantidade expressiva de cadeirantes estaria locomovendo-se pela cidade, excercitando-se fisicamente e usufruindo de um direito garantido em lei que é a mobilidade urbana.
Chorei de emoção, que presentão a EDP deu a cidade de São Paulo, 6 mil novas bicicletas e 40 Hand Bikes para cadeirantes mais 40 tandems cegos.
Hoje pela manhã, durante o Bike Reporter, encontrei-me com o Fabiano que todos os dias pedala no Parque do Ibirapuera, e conversei sobre o assunto com ele:
Esse é um filão de mercado as Hand Bikes...
- 20h45
- 26Jan
Mais uma vez a bicicleta esteve no bolo principal do aniversário da cidade de São Paulo em 25 de janeiro. Integrante do World Bike Tour a cidade recebeu seis mil novas bicicletas para serem entregues aos inscritos do passeio que acontece pelas principais vias da metrópole pelo segundo ano consecutivo.

A videorrepórter esteve lá e você assiste no Planeta EXPN dessa quarta-feira, às 14:00,
os bastidores, as personalidades e as emocionantes histórias dos cadeirantes que receberam
40 bicicletas adaptadas.
CLIQUE NO PLAYER ACIMA PARA ASSISTIR O VÍDEO
A videorrepórter esteve lá e você assiste no Planeta EXPN dessa quarta-feira, às 14:00,
os bastidores, as personalidades e as emocionantes histórias dos cadeirantes que receberam
40 bicicletas adaptadas.
CLIQUE NO PLAYER ACIMA PARA ASSISTIR O VÍDEO
- 12h40
- 25Jan
Renata Falzoni, direto da Marginal Pinheiros no World Bike Tour São Paulo traz as últimas novidades sobre o evento neste vídeo enviado de seu celular.
Direto do World Bike Tour
Veja mais vídeos como este no QIK da Renata Falzoni - qik.com/bikerreporter- 12h45
- 20Jan
Carro atropela o fotógrafo Tom Papp no Rally Dakkar
Na sequência mata Natalia Gallardo
Tom Papp na cobertura de evento de MTB
Crédito da imagem: Thiago Padovanni
Crédito da imagem: Thiago Padovanni
A notícia é antiga mas pertinente. O piloto alemão Mirco Schultis perdeu a direção de seu veículo na primeira etapa do Rali Dacar, atropelou cinco pessoas e matou Natalia Sonia Gallardo de apenas 28 anos de idade.
Quando a notícia foi divulgada pela mídia oficial do evento, foi dito que a vítima estava em local impróprio para assistir o evento, ou seja, mais uma vez a vítima, a que morreu atropelada, leva a culpa pela seu infortúneo.
Entre as vítimas desse acidente também estava o fotógrafo e montanhista Tom Papp, que descreve detalhes de seu acidente aqui:
http://www.webventure.com.br/coberturas/dakar2010/conteudo/noticias/index/id/27335
Por ser ágil, Tom Papp saltou fora, evitou uma tragédia maior, escapou com vários ferimentos e alguns ligamentos rompidos que o levaram a cirurgia.
Veja aqui as fotos montadas em sequência do ocorrido.
http://www.webventure.com.br/coberturas/dakar2010/conteudo/galerias/videos/id/762/idVideo/665
É impressionante ainda se julgar “normal” esse tipo de evento onde carros em altíssima velocidade circulam por ruas e estradas que, justamente por serem menos frequentadas, cortam locais densamente habitados por animais silvestres e alguns seres humanos.
Sem falar na poluição, no barulho, no impacto generalizado para com a vida silvestre, na queima inútil de combustível fóssil, no disperdício, acidentes de carro são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes.
Mais de um milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de carro, sendo que 250 mil dessas vítimas são crianças.
Não entendo como a força da grana ainda sustenta e considera “normal” esse tipo de evento. A indústria automobilística tem que rever essa postura arrogante para com tudo isso e pagar essa conta que já se acumula há um século!
O Rali Dacar foi expulso de vários países da África justamente devido a esses transtornos e – principalmente – devido ao desrespeito à cultura local.
É claro que o que é divulgado como “oficial” não confessa esses absurdos. O fato é que esse Rali de esportivo não tem absolutamente NADA!
Infelizmente a Argentina e o Chile cairam nesse engodo de sediar o Dacar. Contra minhas palavras há o inegável interesse do público que não questiona muito menos entende esse “efeito colateral” desse evento calcado na queima de petróleo e alta velocidade.
É impressionante o poder colonizador na indústria petrolífera, apoiada pela propaganda. Esse segmento gasta fortunas para sustentar esse modo de vida insustentável.
Na década da sustentabilidade, espero que esse vandalismo nunca chegue ao Brasil. Por aqui já basta o Rali dos Sertões que carrega em si os mesmos problemas do Rali Dacar, acobertados pela mídia que mascara mesmo. Mudar essa mentalidade levará algumas décadas!
Tenho a certeza de que a esmagadora maioria dos que me assistem e me lêem não concordam comigo. Na real não visualizam o que eu denuncio, mas guardem bem essa frase:
Andar em alta velocidade em um carro, ao lado de pessoas e animais é tão absurdo quanto dar a descarga com água potável!
Ainda falta uns anos para essa ficha cair, enquanto isso a CET permite 70 km por hora na Avenida Paulista, onde 1,2 milhões de pessoas circulam nas calçadas, atentadas pela alta velocidade de apenas 20 mil veículos na avenida.
O privilégio de poucos em detrimento da segurança de muitos e a turma acha isso "normal"!
Esse é o nosso cotidiano, o nosso dia a dia, meu campo de batalha, mas temos que ter a consciência que que isso não é normal!
- 13h34
- 23Dec
Bike Tour SP
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Bike Tour SP
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
A segunda versão do World Bike Tour São Paulo, marcada para 25 de Janeiro de 2010 traz novidades.
Além do passeio de 9 km, entre a Ponte Estaiada Otavio Frias e a USP, para 6 mil ciclistas que, ao se inscreverem recebem uma bike Caloi, uma mochila, um capacete, uma caramanhola, uma identificação personalizada, uma série de outros eventos acontece paralelamente, todos com o intuito de fortalecer a imagem da bicicleta como exemplo de energia renovável.
Uma descida de São Paulo a Santos para 30 ciclistas, um passeio com 200 crianças de 2 a 11 anos de idade está no cardápio além de aulas de spinning ambulantes.
Uma Bicicleta movida a painéis solares será instalada em frente a Prefeitura da Cidade no dia 23 de dezembro, como símbolo da energia limpa.
Essas informações estão no panfleto do evento que foi distribuido no dia do lançamento a imprensa, no entanto não consegui localizá-las no site oficial que é:
www.worldbiketour.net
O de interessante são notícias promessas de ciclovias de transporte em nossa cidade. Confira
http://www.worldbiketour.net/dinamic.php
Agora a principal informação: As inscrições, limitadas a 6 mil participantes estarão abertas no primeiro minuto de 2010 online.
Isso mesmo, se você pretende participar, prepare-se para estar na plugado durante o reveillon, pois as vagas se acabam em poucas horas.
- 13h43
- 18Dec
Márcia Prado desce ao mar em janeiro de 2009, 4 dias antes de ser atropelada na Paulista
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
Crédito da imagem: www.ciclobr.com.br
Sábado dia 19 de dezembro será um dia D na história do cicloativismo paulista. Será a oficialização na prática, no pedal, da Rota Márcia Prado, um roteiro de cicloturismo que sai do Grajaú na Zona Sul de São Paulo até Santos.
Depois de termos sido barrados por um forte esquema policial na Imigrantes, no dia 6 de dezembro de 2008, veja o vídeo, esse ano a Bicicletada Interplanetária – como foi chamado a primeira tentativa de descer a Santos em 2008 - será diferente.
Será a oficialização da primeira Rota Cicloturistica do Estado de São Paulo, A Rota Márcia Prado.
Sai do Grajaú, na Zona Sul da Cidade, corta a Billings pelas suas Ilhas, até Santos, descendo pelo Parque Estadual da Serra do Mar, até o litoral.
A Rota Marcia Prado é assim batizada em homenagem a ciclista assassinada na avenida Paulista no dia 14 de Janeiro de 2009. Assassinada sim, por uma política que permite automóveis e ônibus na Paulista a 70 km por hora.
Márcia Prado morreu apenas 4 dias depois de descer até Santos pela Estrada de Manutenção da Imigrantes, cruzando o Parque Estadual da Serra do Mar.
Nessa última cicloviagem de Márcia os cicloativistas sinalizaram a Estrada de Manutenção da Imigrantes, veja aqui
http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado_rota.asp
Ciclistas sinalizam a Rota Márcia Prado
Crédito da imagem: André Pasqualini
Crédito da imagem: André Pasqualini
A Rota Marcia Prado foi aprovada pela Câmera dos Vereadores, uma proposta do Vereador Chico Macena (PT), veja o link.
Até o presente momento, toda a Rota está “liberada” aos ciclistas, menos os 6 quilômetros de Rodovia dos Imigrantes, por onde os ciclistas deverão pedalar para ter acesso ao Paruque Estadual da Serra do Mar.
Essa negociação é uma novela que o André Pasqualini do Instituto CicloBr está encabeçando, um "diz que diz" danado que não me compete elucidar.
Quando em 2008 fomos barrados por policiais fortemente armados, ficou (mais uma vez claro) claro que a estrutura de estradas em São Paulo está restrita apenas aos proprietários de veículos motorizados, contrariando as leis mais básicas da constituição brasileira, que garante - em teoria - o Direito de Ir e Vir.
A razão para proibir os ciclistas sempre recai na segurança e nunca aponta-se as alternativas seguras garantidas em lei.
Esse ano Andre Pasqualini foi atrás da alternativa óbvia, a descida pela Estrada de Manutenção da Imigrantes cuja gestão é do Parque Estadual da Serra do Mar.
Até o presente momento temos tudo negociado, tudo de acordo com todas as autoridades, menos uma autorização “oficial” para os ciclistas pedalarem os 6 km de acesso até a entrada ao Parque da Serra do Mar.
Ao que tudo indica, descida será “tolerada”, mas não “oficializada” pela Imigrantes. Esta seria a descisão mais “sábia” para acomodar os empasses políticos.
Assim é o país, sempre em cima do muro, sem posição clara em relação a cumprir as leis.
Espero que amanhã sábado dia 19 de Dezembro de 2009 eu saia de casa e chegue a Santos, sem maiores problemas!
Êita tema batido!
Mais informações de como ir a la PLaya amanhã:
http://www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp
- 10h48
- 02Dec
Exclusão e marginalidade seguem juntas
É muito comum nós ciclistas sermos criticados e com razão, por não respeitarmos faróis de trânsito.Isso é um fato, e o mesmo acontece com os pedestres. Não é uma atitude defensável, mas sim justificável.
Ao sermos excluídos de direitos, por não termos rotas desenhadas, infratestrutura urbana como calçadas, ciclovias, ciclofaixas e respeito enquanto cidadãos, caimos na marginalidade e a palavra tem a mesma semântica de ilegalidade e tudo isso está associado a nossa exclusão.
Somos excluidos, portanto marginalizados e acabamos também nós, marginais no trânsito.
Pedestres e ciclistas ao não fazer parte do trânsito da cidade, são tratados como “o resto” e comportam-se como tal.
E como tudo é interligado, esse descaso político aos cidadãos mais pobres gera violência.
Cidadão sem direitos é consequentemente um cidadão sem deveres.
Isso tudo seria apenas retórica minha não fosse o caso da cidade de Bogotá que, depois de uma transformação de 10 anos, quando em vez de construir ruas e avenidas, priorizou calçadas, ciclovias e transporte público diminuiu 80 % os níveis da violência.
Enrique Peñalosa para o EXPN
De acordo com Enrique Peñalosa o então prefeito da cidade, a taxa de homicídios caiu de 86 por 100 mil habitantes para 16 por 100 mil habitantes, em apenas 10 anos.Segundo Peñalosa, o cidadão ao ser valorizado como tal, respeita mais as leis e o patrimônio público e cuida melhor do seu entorno social.
Peñalosa é o atual presidente do IDTP, uma ONG a serviço do transporte sustentável e afrma que ao criar infraestrutura para o cidadão que se transporta em bicicleta, ele valorizou o indivíduo pelo fato de ser cidadao com os mesmos direitos daquele que roda um carro de 30 mil dólares, com isso o nível de violência na cidade diminui sensivelmente.
Peñalosa ainda justifica ter proibido o estacionamento de carros nas ruas em Bogotá alegando que estacionamento não é um direito constitucional então, quando a população veio lhe reclamar “onde estacionar os carros”, ele simplesmente respondeu que isso "não é um problema público".
Ao valorizar o cidadão sem motor, distribuir as áreas das ruas, o principal bem público de uma cidade, de forma demcrática, Peñalosa conseguiu o que muitos prefeitos não conseguem nem com a tal “tolerância zero” que foi diminuir a criminalidade de sua cidade em quase 80%.
Isso tudo sem falar no ganho da saúde pública. Segundo prof. Dr. Paulo Saldiva em dias de greve de metrô em São Paulo, aumenta substancialmente as internações de doentes com problemas respiratórios decorrentes da poluição.
Veja aqui essa genial entrevista
O custos de mortes evitadas e o ganho na saúde pública deveria ser abatido dos investimentos de Metrô, corredores de ônibus, calçadas e ciclovias.
Se a cada dia somente em SP morrem cerca de 12 pessoas por dia vítimas da poluição e no mundo 250 mil crianças morrem atropeladas por carros ao ano, está mais do que na hora de sairmos da nossa marginalidade e tomarmos conta desse mundo. Nas mãos destes outros marginais em que estamos, não vamos sobreviver.
- 14h11
- 27Nov
Angus Young no Rock in Rio de 1985
Foto:Renata Falzoni
Em 1985 no Rock In Rio não foi diferente, mas o rapaz antes de sacar as calças e mostrar a bunda ao público carioca, escondeu-se no fundo do palco. Conclusão, nenhum fotógrafo conseguiu clicar o delicioso momento.
Quer dizer… eu que estava literalmente pendurada no andaime do palco consegui a foto. Na época trabalhava na Folha de São Paulo e foi o único registro.
Assim em primeira mão, com exclusividade para o espn.com.br a bunda de Angus Young que certamente será a foto de primeira página dos jornais de amanhã.
- 12h23
- 25Nov
Karol Meyer, Renata Falzoni e o guia Abdias na Selva
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Crédito da imagem: Renata Falzoni
Karol Meyer e Renata Falzoni mergulham com botos cor de Rosa
Crédito da imagem: Abdias
Crédito da imagem: Abdias
Karol Meyer assina Bandeira do Tião
Crédito da imagem: Tião da Bandeira
Crédito da imagem: Tião da Bandeira
Quando eu tinha apenas 5 anos de idade, me apaixonei pela Amazônia e todos os segredos que uma selva pode esconder. Estava dormindo quando meu pai me acordou e mandou-me descer até a sala de visitas para eu “ver uma coisa”.
Chego lá e não pude acreditar. Um homem de olhar firme e forte. Cabelos longos lisos, riso farto e franco com uma Jaguatirica filhote nas mãos. Era o Frei Ettore Turrini, que passava pela casa dos italianos de São Paulo, fazendo a coleta de doações para a sua paróquia no Acre.
Com a Jaguatirica em meu colo, assisti a uma sessão de fotos da mata, dos bichos do Acre e do Leprosário que o Frei mantinha no interior em Brasiléia e assim me apaixonei pela selva Amazônica.
Em 1978 João Batista de Oliveira Cesar e eu partimos para a Amazônia em busca de Ettore Turrini. Era apenas uma moleca de 25 anos de idade, recém formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie e tudo o que eu queria era tornar-me uma fotógrafa.
Saimos no verão de trem até Bauru, depois um ônibus pela BR 364 até Porto Velho. Aí começou a verdadeira aventura, a estrada estava diluída em lama e levamos uns 7 a 10 dias atolados para chegarmos a Porto Velho.
Essa epopéia foi a minha primeira matéria publicada na então revista Carreteiro da Abril.
De lá seguimos até Rio Branco. Na travessia do Rio Abunã, peguei a Malária. A primeira delas. Em Xapuri conheci Chico Mendes que me foi apresentado pelo padre Claudio, colega de Turrini a quem não encontrei por falta de acesso a Sena Madureira cidade onde ele se econtrava.
No vilarejo de Boca do Acre, no Amazonas, fomos arbritariamente presos, pois estudantes jovens, com idéias marxistas não eram benvindos por aquelas bandas nos tempos da ditadura.
Chegamos a Manaus de ônibus pela Manaus Porto Velho, na época em bom estado. Hoje a estrada não existe fato que determinou a preservação de boa parte dessa floresta.
Em Manaus me entristeci de ver a sujeira da cidade, a decadência explícita em todas as partes e a velocidade como o desmatamento devorava a selva ao longo de suas estradas.
De Porto Velho em Rondônia a Boa Vista em Roraima, passando por Manaus a cena era uma só: Queimadas e derrubada das madeiras para a entrada do gado.
No Acre, cena idêntica.
O INCRA distribuia terras, os novos proprietários desmatavam, plantavam, endividavam, faliam e vendiam suas terras a latifundiaristas do gado.
Essa população depois migrava para a periferia das cidades grandes e assim foi povoada a Amazônia nesses últimos 30 anos.
O seringueiro perdeu sua matriz pois as matas foram devoradas para o gado. Chico Mendes assassinado em 1989 lutava pela preservação dos seringais.
Trinta e um anos depois, retorno a Manaus, dessa vez para a produção de um especial sobre a Amazônia, a população ribeirinha, os que foram seringueiros, os pescadores, os guias de ecoturismo, os botos cor de rosa, na companhia de Karol Meyer, recordista mundial de mergulho em apnéia mais os contemplados da Promoção Mormaii, empresa que investe na pesquiza da Amazônia.
Conheci uma outra realidade, onde a população ribeirinha acordoul, aprendeu a não desmatar, pesca somente o que pode e quando pode, respeita o Ibama, mas a cidade de Manaus em si continua um escândalo.
Apontada como a terceira cidade do Brasil, os números são catapultados pelo Polo Industrial da Zona Franca, a cidade de dois milhões de habitantes continua sem tratamento de esgoto, lança seus dejetos no Rio Negro e não preserva a sua arquitetura histórica.
Manaus já foi uma das mais importantes cidades do mundo, na época áurea do Ciclo da Borracha, hoje jaz em esgoto.
Dizer que é falta de dinheiro não cola, pois as indústrias estão lá pagando seus impostos.
Convido a todos os industriais assentados na Zona Franca de Manaus a caminhar pela região portuária da cidade, ver o Mercado Municipal fechado e abandonado há dois anos esperando a prometida reforma e sentir na pele a tristeza que eu senti com tamanha degradação.
Que esses mesmos empresários unam-se e pressionem a quem de direito, pois os impostos são pagos e para onde vai esse dinheiro?
Manau, a porta de entrada para a Amazônia Brasileira, não pode ser abandonada dessa forma.
Voltando as coisas boas, foi uma supresa agradabilíssima estar com Karol Meyer, mulher de fibra e raça, detentora de vários recordes mundiais em apnéia, capaz de ficar 18 minutos e 32 segundos debaixo dágua sem resprirar.., é mole?
Não é mole não, é mulher brasileira! Ufa!
Entre várias aventuras, Karol mergulhou com os botos cor de rosa do Rio Negro, segue algumas fotos.
Tudo isso será veiculado no começo de 2010. Caramba já estamos em 2010!
- 13h50
- 11Nov
A pista de Amparo - SP
Atendendo o convite de Diogo Canina, atleta do BMX duas vezes medalhista de prata nos X Games na modalidade Super Park, fui conhecer a nova pista de BMX , da cidade de Amparo.
O local é no parque linear do Rio Camanducaia, onde a prefeitura estreitou a avenida marginal ao rio, a av. Dr. Carlos Burgos, de 12 para 7 metros, transformou-a em pista de circulação local, aumentou a área verde, construiu 3 quilômetros de ciclovia, futuramente a ser interligada a uma estrutura cicloviária ainda em construção, jogou a avenida de trânsito rápido para o outro lado do parque e de quebra ainda construiu um excelente SK8 Park de 890 m2.
E para ter certeza de não errar, o jovem prefeito Paulo Miotta, engenheiro e músico, com especialização em ciências políticas, ainda somou o know how de Diogo Canina, ao tirocínio técnico de Cassio Narina para projetar e construir o local. Resultado, a Nova Pista de Amparo é hoje mais um exemplo de cidadania com participação da comunidade e da prefeitura.
Um exemplo a ser seguido por outros prefeitos do Brasil.
Digo isso pois o Ministério das Cidades vem financiando a construção tanto de ciclovias quanto de SK8 Parks e outras obras nas cidades do Brasil, no entanto nem sempre essas pistas estão sendo construidas com assessoria adequada e o resultado é desastroso.
Várias pistas de SK8 hoje no Brasil são inviáveis tanto para BMX, quanto SK8 ou mesmo patins. São malprojetadas e malconstruídas. Representam dinheiro bom jogado fora, em toda parte do Brasil tem.
Pior ainda é quando o espaço é preconceituosamente proibido para a prática do BMX.
Em Amparo o local fervilha de jovens em BMX e SK8, em uma harmonia nem sempre comum em outras pistas pelo mundo afora e esse crédito tem tudo a ver com o próprio Diogo Canina, local de Amparo, que em 2004 foi morar nos Estados Unidos e já levou a medalha de prata duas vezes em seguida nos X Games, na modalidade Super Park.
Curioso mesmo a pressão da energia do bem que rola naquele local. Mais de uma vez “colaram” uns moleques para fumar maconha na beira da pista e segundo relatos, imediatamente a turma pediu para que os meninos se afastassem, pois ali na pista não era lugar de consumo de drogas.
Consta também que por vezes achegam-se grafiteiros e pichadores e os mesmos garotos pedem que não pintem as rampas, pois elas estarão melhor assim, limpas, com cara de novas!
Interessante mesmo.
Tem mais, a antiga pista de BMX e SK8 da cidade iria ser transformada em estacionamento de carros e mais uma vez Diogo Canina apelou para seu dom de excelente negociador e propos o "SK8 Plaza".
Amparo será a sede do primeiro "SK8 Plaza" do Brasil. Uma praça normal como todas as outras, onde os equipamentos servem tanto para o lazer da população “normal” quanto para o uso de BMX e SK8. Ou seja, uma praça que integra os atletas jovens tidos como “radicais” aos cidadãos que procuram uma praça para sentar e ler um livro por exemplo, ou mesmo jogar um xadres.
Uma pista de rua de verdade com obstáculos iguais aos que se vê nas ruas, onde pode-se andar de Bike, Patins e Sk8 e sentar para descansar e ver a paisagem.
Uma proposta de integração dos usos dos espaços públicos.
Um exemplo de cidadania. Uma nova forma de ocupar a cidade, muito parecida ao "transito partilhado com responsabilidade" que nós o cicloativistas tanto pleiteamos. O espaço da cidade usado de forma civilizada por todos sem disputas, preconceitos ou atitudes arrogantes.
O SK8 Plaza de Amparo será um exemplo de civilismo ou o que quer que possamos chamar de "divisão de espaços com cortesia e civilidade".
Extrapolando um pouco me lembro do seguinte:
Estamos na véspera da Copa do Mundo aqui no Brasil onde toneladas de dinheiros serão gastos em infraestrutura urbana. Fala-se de reformas de estádios, de acesso por novas avenidas, de estacionamentos, de trens bala, mas não ouvi até o momento nada sobre estrutura cicloviária, ou de reformas em estádios que depois possam ser usufruídas pela população.
Estive na Copa do Mundo da Coréia e do Japão em 2002 e os estádios não tinham estacionamento de carros perto. O acesso era por metro, calçadas e ciclovias.
Além disso nada está previsto para um futuro uso integrado. É tudo para o jogo de futebol, assistido por uma platéia e apenas isso.
Seria muito legal poder pedalar a qualquer dia e hora a um estádio desses, por uma estrutura cicloviária e usufruir do espaço dos estádios, para alguma coisa além de assistir a um jogo não seria tudo de bom?
Tabom, sei que nessa eu pirei, mas .. porque não ? Porque não socializar a infraestrutura dos estádios de futebol?
A jornalista Renata Falzoni é a pioneira no Brasil da vídeorreportagem - formato onde uma pessoa grava, entrevista e conduz as gravações. Renata é também defensora das duas rodas no país há anos, fundadora dos Night Bikers.
Juntando tantas qualidades, apresenta o programa 'Aventuras com Renata Falzoni' viajando em cima da bike.
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