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- 10h00
- 02Jul

Esqueça um pouco a discussão sobre Robertão e Taça Brasil. Só por um momento, já que a CBF parece ter esquecido e nem toca no assunto.
Nesse caso, como uma licença poética apenas, vale a soma dos títulos nacionais disponíveis nestes nossos tempos. O Corinthians tem quatro títulos brasileiros, três Copas do Brasil. O Flamengo com seus cinco Brasileiros e duas Copas do Brasil é o único igual: 7 taças.
A informação não é nova -- nem o título da coluna -- e estava na edição paulista do LANCE!, na quarta-feira. Mas mostra como o Corinthians voltou a seu lugar: o topo.
Em um ano e meio, o Corinthians saiu do inferno e foi ao paraíso. Fale-se em Ronaldo, importantíssimo na campanha e autor de três gols. Fale também em Andrés Sanchez, em André Santos, o melhor da decisão, em Chicão, o melhor da Copa do Brasil, na dupla de zaga, invicta há 40 partidas, com 29 vitórias e 11 empates.
Mas não haveria este Corinthians grande, altaneiro, não fosse o técnico Mano Menezes. Se o que faltava para apontá-lo como o melhor técnico do Brasil eram títulos, não faltam mais. Claro, o currículo ainda pode ser um pouco mais recheado -- e será em breve -- para se aproximar às conquistas de Luxemburgo, de Muricy. Mas o que dizer de um técnico que transformou o time de Fabinho, Eduardo Ramos, Alessandro e Diogo Rincón em vice-campeão da Copa do Brasil de 2008. Que fez o Grêmio de Sandro Goiano ser vice-campeão da Libertadores. Que faz o Corinthians ser o melhor time do semestre, com um elenco sem brilho individual.
Se muitos não têm dúvida de que o Inter tem mais jogadores talentosos do que o Corinthians, quem duvida que o Corinthians tem um time muito mais sólido? Quem duvidou, teve a prova provada ontem.
O Corinthians de Mano Menezes é, do Brasil, o clube mais brasileiro.
Galera, este post leva em conta a matéria publicada pelo L!. Gente como o Felipe, que não tem usado seus óculos direitinho, não entendeu, né Felipe?
Como aqui já tratamos do tema com todos os torneios nacionais, não é preciso dizer que o Santos tem 5 Taças Brasil, 1 Robertão e 2 Brasileiros, ou seja, 8 títulos nacionais. E o Palmeiras tem 4 brasileiros, 2 Taças Brasil, 2 Robertões e 1 Copa do Brasil, ou seja, 9 títulos nacionais.
Daí o texto pedir licença para tocar nesse assunto.
- 13h23
- 01Jul
O Internacional disputou 42 partidas neste ano e marcou 97 gols. Se chegar ao centésimo gol nesta noite, pode ganhar a Copa do Brasil. Mas os números fantásticos são do trio Nilmar, Taison e D'Alessandro. Com os três juntos, o Inter não joga desde o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, dia 27 de maio, vitória por 3 x 1 sobre o Coritiba.
Com os três juntos, o Inter disputou 16 partidas, venceu 14, empatou uma e perdeu uma. Marcou 36 gols e só passou dois jogos em branco, o empate por 0 x 0 com o Flamengo, no Maracanã, e a derrota por 1 x 0 para o União de Rondonópolis. No Beira Rio, gols em todos os jogos.
O contraste é a dupla de zaga do Corinthians. Com Chicão e William juntos, o Corinthians não perde desde 11 de junho de 2008, com 29 vitórias e 10 empates, em 39 jogos. A última derrota: 0 x 2 para o Sport, na decisão da Copa do Brasil do ano passado.
- 09h59
- 01Jul
"As pessoas ficam dizendo isso, mas não procede. O São Paulo não deve nada. O prazo da lei é que atrasa um pouco a rescisão."
Ontem, surgiu o boato de que o Tricolor poderia contratar o zagueiro Lúcio. Não procede. Dono de salário alto demais para o padrão brasileiro, Lúcio pode ter o Chelsea como destino. 'Não há hipótese de voltar ao Brasil', disse um empresário ligado ao grupo Sonda.
- 18h50
- 30Jun
A última vez que o Corinthians fracassou com sua zaga titular em campo, foi na decisão da Copa do Brasil de 2008: 2 a 0 para o Sport.
- 17h48
- 30Jun

A proposta do vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, é esperar Muricy Ramalho. O Palmeiras pode ter com o treinador tricampeão brasileiro uma ação semelhante à que o Grêmio teve com Paulo Autuori. Se Autuori demoraria um mês para se desvencilhar do Al Rayann, o Grêmio esperava. Se Muricy precisa de férias, o Palmeiras aguarda.
Cipullo diz que já mandou o recado por meio do auxiliar-técnico Tata e do procurador Márcio Rivellino. Se Muricy quer férias, pode ficar apalavrado com o Palmeiras e o clube espera. Se precisar assumir em 15 ou 20 dias, não é problema para o Palmeiras. Nessa condição, é possível que Muricy Ramalho seja o novo treinador do Palmeiras.
Na história de Inter x Corinthians, no Beira Rio, são 22 partidas oficiais. Dessas, apenas duas vitórias corintianas, sete coloradas e 12 empates. São 21 jogos pelo Campeonato Brasileiro, um pela Copa do Brasil e nenhum pelo Robertão. Impressiona o escasso número de vitórias corintianas, mas também as raras vezes em que o Inter conseguiu três gols de diferença. Isso aconteceu apenas duas vezes, em 2004 e 2007.Na história do confronto, Casagrande, pelo Corinthians, Pato e André Neles, pelo Inter, são os maiores goleadores, com dois gols cada. A primeira partida no Beira Rio aconteceu em 1971, com empate por 2 x 2, gols de Rivelino e Mirandinha, Sérgio e Arlem para o Inter.

Muricy voltou de Ibiúna na manhã desta segunda-feira. A informação foi dada por seu auxiliar-técnico Tata, que evitou conversar, para não falar mais do que devia. Mas Tata confirmou que caminhou pelo bairro do Morumbi, com Muricy, na segunda de manhã. E, então, tomei coragem pela quinta vez em dois dias e telefonei para sua casa. O recado foi igual ao dos últimos dois dias: "Ele está em Ibiúna."
Muricy está descansando. É de se respeitar.
Mais cinco minutos na redação e o Thiago, segurança da portaria, vem perguntar qual é o meu ramal: "O Muricy está na linha, quer falar com você." Abaixo, segue um pedaço da conversa com o técnico tricampeão brasileiro que explica por que ainda não acertou com o Palmeiras: "Um dia desses me dá na telha e resolvo aceitar um dos convites que já apareceram. Não descarto. Mas agora preciso descansar"
PVC - Por que você não respondeu ainda ao Palmeiras?
MURICY - Meu, eu não posso ser igual aos outros e fazer tudo contra o que eu sempre falei. Se meu discurso sempre foi um, agora minha prática não pode ser outra. Quer dizer que ainda nem assinei minha rescisão com o São Paulo. Como vou assinar o contrato com outro clube? Não vou fazer como vários outros e assumir no dia seguinte ao cara cair.
PVC - Minha aflição é a quantidade de especulações em que nós acabamos caindo. Minha sensação é que você não assumiu o Palmeiras, por causa do impacto de trocar um rival por outro, não por esperar o Inter...
MURICY - Eu não estou esperando coisa nenhuma. Não estou esperando time nenhum. Eu preciso descansar, também. E não quero cair na vala comum, daqueles que saem de um clube num dia, assumem outro posto no dia seguinte. Não é orgulho, não é nada. Tenho certeza que o Palmeiras me oferece um grande contrato. Mas não pode ser só dinheiro. Não pode ser isso o que move um profissional, principalmente porque meu discurso nunca foi esse.
PVC - O Grêmio, por exemplo, mostrou que queria o Autuori e esperou por ele um mês...
MURICY - Eu pensei nisso outro dia. Mas também não é por aí. Não falei com ninguém desde que saí do São Paulo. Saí no sábado, o telefone não parou mais. Todo mundo querendo que eu falasse. Lá em Ibiúna, um jornal bateu na minha porta. Eu não vou falar, porque sei que acabo falando coisas que não preciso. Eu não preciso ter pressa e teve mais gente que já ligou para me fazer oferta. Agora não é a hora. Mas, quem sabe, não descarto que semana que vem, me dê vontade e eu assuma um time. Só que vai ser com calma, na hora certa, sem sair de um clube num dia e assumir outro no dia seguinte.
- 10h19
- 29Jun

O técnico Abel Braga disse na manhã desta segunda-feira, por telefone, que não há hipótese de romper seu contrato com o Al Jazira. Abel fez questão de dizer que não foi procurado pelo Palmeiras. Um empresário que trabalha com Abel, no entanto, teve contato com o Palmeiras no sábado.
"Ontem, surgiu na internet a notícia de que o Palmeiras tinha interesse em mim. Deixo claro que ninguém me procurou. Mas assim que surgiu a notícia o presidente do clube me ligou. Disse que está perdendo o Fernando Baiano, que não vai ficar no Al Jazira na próxima temporada. E que se não contar comigo também, cai no dia seguinte", disse Abel Braga.
A intenção do Palmeiras ainda é esperar Muricy Ramalho. Dorival Júnior garante que não foi procurado e ressalta que tem contrato com o Vasco.
O Palmeiras espera conseguir marcar uma reunião para conversar pessoalmente com Muricy Ramalho. Por enquanto, receberam apenas o recado do empresário Márcio Rivellino, de que Muricy prefere esperar alguns dias para decidir seu futuro.
Enquanto isso...
No sábado, o Palmeiras conversou com o representante do técnico Abel Braga. Não demonstrou interesse direto em contratá-lo. Fez apenas uma consulta.
A resposta: "É muito difícil que o clube dos Emirados Árabes libere o Abel."
Em princípio, Abel Braga não seria o segundo nome do Palmeiras. Seria Dorival Júnior.
- 18h00
- 28Jun
O maior defeito da Seleção Brasileira no primeiro tempo da partida contra os Estados Unidos não era perder por 2 x 0. Era jogar só pelo lado direito, excluir o jogo pela esquerda.
Mas o time jogava com bola dominada, tentava entrar na defesa adversária e criava chances de gol, embora tivesse a velha dificuldade contra defesas cerradas.
A maior qualidade do segundo tempo não foi a virada, mas a movimentação.
Movimentação que fez Kaká puxar a marcação para o lado esquerdo e fazer o cruzamento para Robinho e, na sequência, para o gol de Luís Fabiano.
Mais importante do que a derrota do primeiro tempo, a virada da segunda etapa, é entender a qualidade do futebol. O Brasil está bem. Tem um time capaz de jogar uma boa Copa do Mundo, chegar às semifinais, disputar o título mundial.
O resumo dos três anos de trabalho de Dunga é bom.
“Como você pode ter tanta memória”, é uma das perguntas que o jornalista mais ouve na vida. Mas a resposta não pode vir antes de um histórico.
A vida esportiva de PVC começa quando o jornalista era o Paulo, de 14 anos, na frente na banca de jornais, ainda antes de abrir, à espera de sua leitura preferida: a revista Placar – como conta João Moreira Salles, em reportagem da revista Piauí número 17, de fevereiro de 2008. Formado em Jornalismo em 1990, pela Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo, começou a trabalhar em pequenos jornais da cidade e depois como repórter do Diário do Grande ABC. Em 1991, foi estagiário da revista Ação, da editora Abril e logo chegou à Placar. Em 1997, chegou ao diário Lance!.
Escreveu livros também: Jornalismo Esportivo, Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo e Futebol Passo a Passo: Técnica, Tática e Estratégia.
Na ESPN desde 2000, PVC passou a participar de quase todos os programas e de várias transmissões de futebol. Pela firmeza dos comentários, embasados em muita informação, firmou-se já como um dos grandes comentaristas do jornalismo esportivo brasileiro.
Agora voltemos à pergunta que sempre fazem: Como consegue lembrar de tantos detalhes, de tantos jogos, de tantos jogadores? Sentado no balcão da padaria, contou “tenho uma parte da memória do que vivi como fã de futebol e outra que alimento lendo, prestando atenção ao que leio, porque sei que vou precisar”. Mais! Organiza informações em papéis e computadores portáteis, de escalações a datas.
Ou seja, mais organização e atenção do que um dom extraterreno. Mais trabalho do que mágica. Mais transpiração do que inspiração. Trocando em miúdos, dedicação, humildade e jornalismo no sangue. E PVC nem chegou aos 40 anos de idade, quando, dizem, jornalistas começam a ficar bons de verdade. Será possível?
Paulo Vinicius Coelho, o PVC, é jornalista desde os 18 anos. Foi repórter da revista PLACAR, repórter, editor e colunista do jornal Folha de S.Paulo e desde 2000 é comentarista dos canais ESPN. Cobriu as Copas de 1994, 1998 e 2006 e tem mais tempo de profissão do que tinha de vida, quando começou a trabalhar
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