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- 23h50
- 10Mar
A maior goleada da história da Copa do Brasil segue intacta. Os 11 x 0 do Atlético Mineiro sobre o Caiçara, em 1991,
A maior goleada da história da Vila Belmiro também segue intacta. O Santos fez 12 x 1 no Ypiranga, em 1927, e na Ponte Preta, em 1959.
Contra o Naviraiense, conhecido com CEN, em Naviraí (Centro Esportivo Naviraiense), o Santos fez dez. Mas poderia ter quebrado recordes.
- 21h30
- 10Mar
Ronaldinho Gaúcho jogou mal. Nem tanto o primeiro tempo, quando até ofereceu passes para Huntelaar e Borriello, mas não acompanhou Gary Neville no lance que resultou no primeiro gol do Manchester United. Pior na segunda etapa, quando sumiu junto com a equipe do Milan, derrotada por 4 x 0, a maior diferença de gols já sofrida pelo clube italiano em 54 anos de competições europeias. Em 1960, o Milan levou 5 x 1 do Barcelona na segunda fase da Liga dos Campeões. do Borussia Dortmund na semifinal da Copa da Uefa de 2002, do La Coruña nas quartas-de-final da Liga dos Campeões de 2004 - claro que aqui havia um ato falho, na lembrança de 1994, quando o Milan goleou o Barça por 4 x 0, com gols de Savicevic, duas vezes, Massaro e Desailly.
Kaká também foi mal. Pode espernear, reclamar, se debater, fazer sinais para a torcida dando a entender que o treinador chileno Manuel Pellegrini errou ao tirá-lo de campo. Mas Kaká segue jogando menos do que deve. Perdeu um gol na frente de Lloris nos primeiros minutos da partida, errou alguns passes e nã deu sequência a jogadas que costuma levar de vencida.
A crise de Kaká exige Ronaldinho, alternativa talentosa para a Seleção na Copa do Mundo. Mas e se Ronaldinho também não vai bem, como aconteceu contra a Roma e contra o Milan?
O Brasil tem uma seleção arrumada, ajeitada, bem treinada... Mas o recheio anda ruim. Os craques jogam como jogadores comuns na temporada europeia e até Thiago Silva errou feio, ao tentar sair jogando e perder a bola para Nani, na jogada em que Rooney marcou o segundo gol do Manchester nos 4 x 0 de Old Trafford.
O Milan colheu o que plantou. Não se esqueça que a contratação de Leonardo, em maio, veio acompanhada do anúncio de que o clube precisava diminuir o orçamento para evitar prejuízos anuais de 75 milhões de euros.
O Real Madrid sofre mais com uma sina incrível. Pela sexta temporada seguida foi eliminado nas oitavas-de-final e como sexto treinador diferente. Em 2005, perdeu para a Juventus com Vanderlei Luxemburgo. Em 2006, caiu contra o Arsenal,dirigido por López Caro. Em 2007, Fabio Capello não evitou a derrota para o Bayern. Em 2008, a Roma venceu o Real Madrid de Bernd Schuster. Em 2009, foi o Liverpool quem eliminou o time de Juande Ramos. Em 2008, Manuel Pellegrini caiu com seu Real galático contra o Lyon.
Se o Bordeaux confirmar a vaga contra o Olympiacos, será a primeira vez na história com dois clubes franceses entre os oito melhores da Europa.
- 08h40
- 10Mar

Corinthians 90: Guinei
é o quarto em pé
O Corinthians enfrenta o Independiente de Medellín, nesta quarta-feira, em Bogotá, e a cada campanha em Libertadores, os vilões voltam à memória. Alexandre Lopes e a furada histórica no lance que permitiu um dos gols a Jardel, em 1996, é uma das lembranças. Outra, mais evidente, Guinei.
O Loucos por Futebol procurou o quarto-zagueiro dos erros grosseiros que permitiram dois gols a Batistuta, em Buenos Aires, um gol de Graciani, no Morumbi -- o Corinthians foi eliminado pelo Boca com derrota por 3 x 1 lá e empate por 1 x 1 em São Paulo. Guinei preferiu não falar.
Hoje vive em Sorocaba, a mesma cidade onde residia antes de trocar o São Bento pelo Corinthians. Guinei era do São Bento, como Tupãzinho. Chegaram juntos ao Parque São Jorge em 1990. Tupãzinho virou herói, Guinei tornou-se vilão.
Guinei justificou a preferência por não dar entrevistas. Diz que sempre se lembram das falhas da Libertadores em 1991.
Sem tocar em outro assunto, evidentemente preferia ser lembrado pelo zagueiro seguro que foi durante a campanha do Brasileirão de 1990. Naquele time dirigido por Nelsinho Baptista, não parecia ser um craque, nem um perna-de-pau, como ficou marcado.
O goleiro Barbosa morreu lembrando que a maior pena para um prisioneiro no Brasil é de 30 anos. Pois ele pagou a sua, pelo erro na final de 1950, por mais de 50.
Guinei não tem uma pena tão dura quanto foi a de Barbosa. Mas já faz 19 anos que seu nome é ligado ao fracasso na Libertadores. Nunca mais ao sucesso do Brasileirão.

Para quem não entendeu, ou não quis entender, ou não viu o que foi dito no Bate Bola Primeira Edição desta segunda-feira, segue exatamente o que penso sobre o caso Adriano, em relação aos três cenários em que isso pode ter influência:
1. ADRIANO CIDADÃO
Preocupa.
Independentemente do que possa acontecer com o jogador, independentemente até mesmo dos problemas que Adriano tenha com o álcool, como disse Marcos Braz, preocupa alguém que tenha tanta intimidade com o poder paralelo, no morro, a ponto de levar amigos e seus carros importados mandando que nada os importune. Uma hora isso pode ser virar contra ele.
Nem se fala sobre o amigo Bruno e sua declaração desastrada sobre a relação de seus amigos com suas mulhres.
2. ADRIANO E O FLAMENGO
Está errado.
Evidente que o Flamengo tem tudo a ver com isso. Se Adriano faltou ou chegou atrasado a onze treinos, em dois meses, não está se portando como profissional. Se está com 106 quilos, 8 acima do peso, não está se dedicando. Isso é passível de multa, afastamento, o que quer que seja.
3. ADRIANO E A SELEÇÃO
Nada aconteceu.
Dunga nunca se referiu a problemas particulares de jogadores para justificar suas ausências.
Adriano pode ser afastado da Seleção diante de alguns acontecimentos:
a) se seguir jogando mal.
b) se apresentar-se acima do peso -- nesse caso, pode ser cortado mesmo depois de convocado.
c) se os problemas particulares aconteceram durante sua passagem pela Seleção.
Mas Adriano é importante para a Seleção. Sem Ronaldinho, é o único jogador do banco de reservas capaz de mudar o rumo de uma partida, em teoria, único que não tem jeito de coadjuvante. É importante ser um dos reservas na Copa, ainda que não esteja no melhor de sua forma.
Claro, desde que nenhuma das questões acima esteja em jogo.
Até agora, não estão. Por isso, o episódio do complexo do Alemão não tem, nem deve ter, interferência em sua vida na Seleção.
As duas últimas grandes crises de Adriano aconteceram logo depois de convocações para a Seleção Brasileira. Depois de dez dias concentrado para as partidas contra o Uruguai, em Montevidéu, e Peru, em Porto Alegre, o Imperador renunciou ao trono. Disse que pretendia abandonar o futebol. Motivado por esta lembrança e pela crise conjugal com Joana Machado, a pergunta foi direta ao procurador do centroavante, Gilmar Rinaldi: "A Seleção deprime o Adriano?".
A resposta foi, evidentemente, negativa. Nem seria diferente vindo do empresário do craque. Mas Gilmar Rinaldi acrescenta informações importantes para entender o caso. A tristeza de Adriano, neste momento, vem de uma decepção amorosa, não do futebol.
"Percebi que algo estava fora do lugar durante o jogo Irlanda x Brasil. Você viu a cara dele? Estava triste. E hoje a principal meta de sua vida é jogar na Seleção Brasileira, disputar a Copa do Mundo", diz Gilmar.
Não, não é preciso comprar integralmente a versão do empresário do jogador, a não ser que você converse com ele com frequência e já tenha ouvido depoimentos muito menos otimistas sobre Adriano, como é o caso deste colunista.
A questão, então, é: será que Adriano terá paciência para passar 60 dias na reserva de Luis Fabiano, sem se deprimir, sem decidir abandonar a Seleção em pleno Mundial. Nem todo mundo é Gilmar Rinaldi, que se tornou líder do grupo de jogadores da Copa de 1994 a partir da constatação de que não deixaria de ser o modesto terceiro goleiro.
"Olha, uma das coisas que fizeram o Adriano conquistar o grupo de jogadores e o técnico Dunga é que ele nunca tentou ganhar o lugar de titular no grito. Ele está muito tranquilo em relação a isso. Sua principal meta, neste momento, é a Seleção", diz Gilmar.
Dunga jamais justificou ausência de qualquer convocação com alegações de problemas particulares de qualquer jogador. Em relação a Ronaldinho, por exemplo, nunca apontou a festa num hotel de Milão, publicada pelos jornais italianos, para justificar sua ausência das últimas listas. Com Ronaldinho, o problema tem a ver com a Olimpíada. Com Adriano, o problema com Joana Machado virou caso de polícia e deve ser resolvido nessa esfera. A Seleção não tem nada a ver com isso.
Para o resto do ano, há três preocupações. Uma, com o cidadão Adriano. Sua dependência com a bebida, suas amizades e relações no morro preocupam demais. Podem até vir a acabar com ele. Com relação à seleção, preocupa mesmo ele estar 11 kg acima do peso, o que teria provocado um puxão de orelhas de Dunga, segundo o Globo Esporte.com. É evidente também que ele está falhando como jogador do Flamengo: no ano passado, estava jogando bem porque estava em forma. Dos treinos nos últimos dois meses, ele faltou a 11. Não pode.
É isso o que pode provocar sua ausência da Copa. Não o episódio da favela da Chatuba.
CIPULLO – O Raiola falou que não há dinheiro, porque foi mal aplicado pelo departamento de futebol.
PVC – O senhor quer a resposta no mesmo espaço?
CIPULLO – Quero. Acho preciso lembrar que quando assumimos o futebol do Palmeiras, em 2007, a dívida do clube já estava na casa dos R$ 20 milhões. E todo mundo se lembra como estava o time, ameaçado de rebaixamento no Brasileirão de 2006. De lá para cá, o resultado do futebol tem lucro de R$ 3,540 milhões. O déficit do clube vem da parte social, diga-se, como em todos os principais clubes do país.
Separando ano a ano da gestão, o resultado é o seguinte:
2007 – R$ 2,9 milhões de lucro
2008 – R$ 9,2 milhões de lucro
2009 – R$ 8,6 milhões de déficit.
Este resultado de 2009 se deve à rescisão contratual do Vanderlei Luxemburgo e à decisão que tomamos de não vender jogadores. Queríamos ganhar o Campeonato Brasileiro. Quando o Raiola faz as críticas como faz, me parece se tratar de alguém que não entendeu o clube onde trabalhou.
PVC – E quanto aos jogadores contratados que não deram retorno?
CIPULLO – Ele fala sobre alguns jogadores que não deram certo, casos de Fabinho Capixaba e Jumar. É importante ver o outro lado. Jogadores como Caio, que chegou desconhecido, foi vendido ao Eintracht Frankfurt, da Alemanha e deu retorno finaceiro ao clube. O mesmo aconteceu com o Henrique, zagueiro campeão paulista em 2008. Ou com o Valdivia que, quando chegamos, estava perdido em meio a um time ameaçado de rebaixamento. Foi recuperado, foi campeão e depois da venda deu retorno ao Palmeiras.
Ele também me acusa de ter afirmado que o Muricy não indicou jogador nenhum. Eu nunca disse isso.
PVC – Um momento. Isso o senhor disse para mim.
CIPULLO – O que eu disse foi que nenhum dos jogadores contratados foi indicado por ele. Houve alguns jogadores em que houve consenso. O Muricy nos pediu um meia canhoto e conversamos sobre o Douglas. Tentamos conversar com o Douglas e negociamos com quatro meias. O Andrezinho, o Marquinhos, o Lincoln e o Douglas. Dos quatro, estivemos muito perto de fechar com o Andrezinho, mas o negócio que se tornou viável foi com o Lincoln.
Há também o caso do Muriqui. Esse não veio, porque a Traffic decidiu vendê-lo para o BMG e o banco o colocou no Atlético Mineiro.
Atendemos aos pedidos do Muricy sobre todas as posições carentes. Ele queria um zagueiro, trouxemos o Léo. Só não conseguimos resolver a carência do ataque.
Nos últimos dias dele surgiu a possibilidade do Ilan e o Muricy não quis (nota – Ilan disputou 12 partidas do Campeonato Francês 2009/10 pelo Sochaux e marcou 2 gols. Na temporada passada marcou 9 vezes em 31 jogos). A negociação do Kleber demorou e isso atrapalhou um pouco. Na última semana, também surgiu a possibilidade do Farias e o Muricy não o quis.
PVC – E quanto ao Borges? Foi o salário?
CIPULLO – Aí foi uma questão de oportunidade e das condições apresentadas. Se fosse em outras condições, talvez tivéssemos acertado com ele. Ele também diz que o Vanderlei foi caro e custou R$ 24 milhões ao Palmeiras. Primeiro que o número não procede. O Vanderlei não ficou os dois anos de contrato previstos e o salário não dava essa soma (nota – Raiola refere-se ao salário da comissão técnica inteira trazida por Luxemburgo ao longo de 24 meses que, de fato, não foram cumpridos).
Se a contratação foi cara? É preciso lembrar que a decisão de contratá-lo foi tomada tendo por base a visão de grandeza do nosso clube. A entrevista do Raiola dá noção de que nosso ex-diretor não tem noção dessa grandeza.
- 11h00
- 05Mar
PALMEIRAS x SERTÃOZINHO
Sábado, Parque Antártica, 17h
PALMEIRAS – Problemas – Marquinhos (machucado), Cleiton Xavier (machucado, dúvida), Diego Souza (expulso), Edinho (terceiro cartão), WEndell (gripado, dúvida) – Time provável (4-2-2-2) – Marcos, Eduardo, Léo, Danilo e Armero; Pierre, Márcio Araújo, Deyvid Sacconi (Cleiton Xavier) e Ivo; Lenny e Robert. Técnico: Antônio Carlos
SERTÃOZINHO – Problemas – Luís Henrique (goleiro, expulso) – Time provável (4-3-1-2) – Adílson, Ricardo Lopes, Erivélton, Pablo e Rubens Cardoso; Éverton, Magal, Rodrigo e Alex Maranhão; Thiago Silvy e Mendes. Técnico: Paulo Comelli
CURIOSIDADE – Rubens Cardoso, do Sertãozinho, fazia parte do elenco do Palmeiras, rebaixado no Brasileirão de 2002.
PALPITE - Palmeiras
PORTUGUESA x SANTOS
Domingo, Canindé, 17h
PORTUGUESA – Problemas – Nenhum – Time provável (3-4-1-2) – Fábio, Preto Costa, Domingos e Acleisson; Paulo Sérgio, Marco Antônio, Athirson e Fabrício; Héverton; Luís Ricardo e Luís Carlos. Técnico: Vágner Benazzi
SANTOS – Problemas – George Lucas (machucado) – Time provável (4-2-3-1) – Felipe, Roberto Brum, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca e Wesley; Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho; André. Técnico: Dorival Júnior
CURIOSIDADE – Em 2006, o Santos saiu da fila de 22 anos sem títulos estaduais vencendo a Portuguesa por 2 x 0 na partida que garantiu a taça e rebaixou a Lusa.
PALPITE - Santos
SÃO CAETANO x CORINTHIANS
Domingo, Arena Barueri, 17h
SÃO CAETANO – Problemas – Bruno Bertucci (emprestado pelo Corinthians), Moradei (emprestado pelo Corinthians), Talles Cunha (machucado), Luciano Henrique (machucado), Éverton Ribeiro (expulso) – Time provável (4-2-2-2) – Luís, Arthur, Marcelo Batatais, Ânderson Marques e Bruno Recife; Jairo, Adriano, Fernandes e Luciano Mandi; Wanderley e Eduardo. Técnico: Roberto Fonseca
CORINTHIANS – Defederico (tem sido poupado por problemas físicos) – Time provável (4-2-2-2) – Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Jucilei e Elias; Jorge Henrique, Tcheco e Danilo; Ronaldo. Técnico: Mano Menezes
CURIOSIDADE – É a segunda vez seguida em que o São Caetano abre mão do mando de campo contra o Corinthians. Em 2008, pela Série B, houve empate por 2 x 2 no Brinco de Ouro, em Campinas.
PALPITE – Empate
PONTE PRETA x SÃO PAULO
Domingo, Moisés Lucarelli, 19h30
PONTE PRETA – Time provável – Eduardo Martini, Marcos Rocha, Diego, Léo Oliveira e Vicente; Deda, Guilherme, Tinga e Fabiano Gadelha; Otacílio Neto e Finazzi. Técnico: Sérgio Guedes
SÃO PAULO – Problemas - Cléber Santana (expulso), Wellington (expulso), Miranda (terceiro cartão), Renato Silva (machucado) – Time provável (4-4-2) - Rogério, Cicinho, Alex Silva, Xandão e Jorge Wágner; Jean, Rodrigo Souto, Richarlyson e Hernanes; Dagoberto e Marcelinho Paraíba. Técnico: Ricardo Gomes
CURIOSIDADE – Em 1999, o jogo que consagrou Marcelinho 100% Paraíba foi uma vitória sobre a Ponte Preta, uma virada para 3 x 2 com três gols de Marcelinho.
PALPITE - Empate
CAMPEONATO CARIOCA
RESENDE x FLAMENGO
Sábado, Raulino de Oliveira, 19h30
FLAMENGO – Problemas - Maldonado (machucado) – Time provável (4-2-2-2) – Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Williams, Kléberson e Vinícius Pacheco; Vágner Love e Adriano. Técnico: Andrade
CURIOSIDADE – O Resende foi o adversário que eliminou o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara de 2009, com vitória por 3 x 1, no Maracanã.
PALPITE - Flamengo
VASCO x BOAVISTA
Domingo, São Januário, 17h
VASCO – Problemas – Carlos Alberto (machucado, dúvida), Jéferson (machucado), Caíque (machucado), Nilton (suspenso pelo TJD por 6 jogos), Márcio Careca (expulso), Fumagalli (machucado, expulso) – Time provável (4-2-2-2) – Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Thiago Martinelli; Souza e Rafael Carioca; Carlos Alberto e Philippe Coutinho; Dodô e Élton. Técnico: Vágner Mancini
CURIOSIDADE – Ano passado, vitória do Vasco fora de casa por 1 x 0, gol do zagueiro Fernando.
PALPITE – Vasco
FLUMINENSE x BOTAFOGO
Domingo, Maracanã, 19h30
FLUMINENSE – Problemas – Gum (machucado, dúvida) – Time provável (4-2-2-2) – Rafael, Mariano, Leandro Eusébio, Cássio e Júlio César; Diogo, Diguinho, Éverton e Conca; Maicon e Fred. Técnico: Cuca
BOTAFOGO – Problemas – Nenhum – Time provável (3-4-1-2) – Jéferson, Fábio Ferreira, Wellington e Fahel; Jancarlos, Leandro Guerreiro, Eduardo e Marcelo Cordeiro; Lúcio Flávio; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana
CURIOSIDADE – Joel e Cuca eram os técnicos finalistas do Estadual de 2008, quando o Flamengo de Joel venceu o Botafogo de Cuca.
PALPITE - Fluminense
CAMPEONATO MINEIRO
ATLÉTICO x DEMOCRATA
Sábado, Mineirão, 16h
ATLÉTICO (4-3-1-2) – Zé Luís (machucado), Leandro (expulso), Aranha, Coelho, Júlio César Cáceres, Campos e Júnior; Jonílson, Correa, Ricardinho; Renan Oliveira; Muriqui e Obina. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CURIOSIDADE –
PALPITE – Atlético Mineiro
TUPI x CRUZEIRO
Domingo, Mário Helênio, 17h
CRUZEIRO –Problemas - Fabrício (machucado), Elicarlos (machucado), Fernandinho (machucado), Wellington Paulista (machucado), Guerrón (machucado) – Time provável (4-3-1-2) – Rafael, Caçapa, Gil e Thiago Heleno; Diego Renan, Fabinho, Pedro Ken e Marquinhos Paraná; Bernardo; Eliandro e Ânderson Lessa. Técnico: Adílson Batista
CURIOSIDADE – O time volta de Juiz de Fora e viaja para a Venezuela às 2 horas da madrugada, para enfrentar o Deportivo Itália, na quinta-feira.Por isso, o time reserva deve ser usado.
PALPITE - Tupi
CAMPEONATO GAÚCHO
GRÊMIO x PORTO ALEGRE
Domingo, Olímpico, 19h30
GRÊMIO – Problemas – Souza (machucado), Leandro (machucado), Borges (machucado), Lúcio (machucado) – Time provável (4-2-2-2) – Victor, Mário Fernandes, Maurício, Rafael Marques e Fábio Santos; Ferdinando, Fábio Rochemback, Hugo e Douglas; Jonas e William. Técnico: Silas
CURIOSIDADE – É a primeira visita do Porto Alegre, time dos ex-gremistas Assis e Ronaldinho Gaúcho, ao estádio Olímpico.
PALPITE - Grêmio
SÃO LUIZ x INTERNACIONAL
Domingo, Ijuí, 17h
INTERNACIONAL – Problemas – Fabiano Eller (machucado), mas deve montar o time reserva, por causa da Libertadores – Time provável (3-4-2-1) - Abondanzieri, Índio, Bolívar e Juan; Bruno Silva, Glaydson, Wilson Mathias e Eltinho; Andrezinho e D’Alessandro; Leandro Damião. Técnico: Jorge Fossatti
CURIOSIDADE – O fiasco na semifinal do Gauchão deve fazer Fossatti montar um time um pouco mais titular, mas não completo, por causa do jogo da Libertadores, quinta-feira.
PALPITE – Internacional

Guus Hiddink não classificou a Rússia para a Copa do Mundo e já acertou contrato para dirigir a Seleção da Turquia, depois da Copa do Mundo. Mas tem tudo para ser o treinador da Costa do Marfim na Copa do Mundo. A conversa não é desmentida pelos dirigentes marfinenses, que afirmam ser Hiddink um dos treinadores consultados. A favor do treinador holandês pesa o fato de ter dirigido Drogba e Kalou, na campanha da Liga dos Campeões da temporada 2008/09 em que o Chelsea chegou às semifinais.
Se acertar, Hiddink participará de sua quarta Copa do Mundo consecutiva. Foi às semifinais com a Holanda, em 1998, e com a Coreia do Sul, em 2002. Em 2006, classificou a Austrália para as oitavas-de-final.
Em 1998, empatou com o Brasil por 1 x 1 e foi derrotado nos pênaltis, como treinador da Holanda. Em 2006, perdeu, no comando da Austrália, por 2 x 0 com gols de Adriano e Fred. A característica dos times de Hiddink é o alto índice de posse de bola. Em 1998 e 2002, chegou às semifinais registrando mais de 50% de posse de bola em todas as suas partidas.

Fábio Raiola era o diretor-financeiro do Palmeiras no primeiro ano da gestão Luiz Gonzaga Belluzzo. Era, porque anunciou sua saída por problemas particulares em dezembro. Os problemas eram mais políticos do que pessoais. A verdade é que Raiola era um dos vários descontentes no grupo que levou Belluzzo ao poder no Parque Antártica. “Não concordo com a gestão do futebol.”
A razão de suas críticas está diretamente ligada ao dinheiro gasto em jogadores que não deram retorno. A lista é imensa e começa em 2007, quando o presidente ainda era Affonso Della Monica, mas o vice-presidente de futebol já era Gilberto Cipullo. Por gastar dinheiro demais com jogadores como Fabinho Capixaba, Gladstone, Jumar, Paulo Miranda, Léo Lima, Edmílson. A quem diz que falta dinheiro, porque o clube se endividou, a resposta de Raiola é que o clube não tem dinheiro porque gastou errado. Abaixo, a conversa com o ex-diretor financeiro do clube.
PVC – Na saída, o Toninho Cecílio disse que faltava dinheiro, por causa do corte de orçamento de 30%. Faltava?
RAIOLA – Não houve corte de 30%, nem de 20%. É só observar quanto estão pagando agora pelos novos jogadores que chegaram e você vai ver que o problema é o dinheiro mal empregado. Desde 2007, foram muitos os jogadores contratados que não serviram e isso sim tem sido um problema. Respeito muito todos os meus colegas de diretoria. Mas o fato é que não concordo com a gestão do futebol. Não quero ficar marcado como o diretor financeiro que atrapalhou o Palmeiras, porque isso não é verdade. O futebol gastou dinheiro demais com jogadores e comissão técnica que sabidamente não dariam retorno. Hoje a dívida está na casa dos 60 milhões de reais.
PVC – A dívida bancária?
RAIOLA – É importante explicar isso. O Mustafá saiu do clube dizendo que tinha deixado dinheiro em caixa. Tinha dinheiro, porque ele não pagava impostos. E, hoje, diferente do passado, o credor que mais cobra é o governo. Se você tem dívidas com o governo, ele tira seu crédito, como aconteceu com o Flamengo. Por isso, a opção foi quitar todos os débitos com impostos e passar a dever a bancos. Em impostos, o Palmeiras só tem um problema de IPTU, também herança dos tempos do Mustafá.
PVC – Procede que você interferiu para a contratação do Muricy Ramalho e foi quem dificultou sua saída?
RAIOLA – O Muricy não precisa de amigos para ser contratado. O currículo dele fala por si só. E mais. Quando ele recusou a primeira oferta do Palmeiras, eu disse ao Toninho Cecílio que o melhor seria manter o Jorginho. Primeiro porque o time estava vencendo. Depois, porque isso representaria uma economia muito grande. Imagina se mantivéssemos o Jorginho e fôssemos campeões... Íamos acabar com a carreira de técnico no Brasil. Ninguém ia ganhar os salários que ganham hoje.
PVC – É verdade que o Muricy Ramalho não pediu nenhum jogador, como diz o Gilberto Cipullo?
RAIOLA – Pelo que eu sei, isso não é verdade. No final do ano passado, o Borges foi oferecido para o Palmeiras e não foi contratado por causa do salário pedido. Mas o clube pagou mais por jogadores de resultado mais questionável. O Muricy pediu o Douglas, que foi para o Grêmio, pediu o Muriqui. O Marquinhos, que agora está no Santos e jogou o Brasileirão pelo Avaí, esse o Muricy pediu também. Nenhum dos jogadores pedidos foi contratado.
PVC – Até que ponto a demissão do Muricy e a contratação do Antônio Carlos aumentou o déficit do Palmeiras?
RAIOLA – Não houve um problema pela sua saída. Nós deixamos de pagar uma quantia mensal ao Muricy e passamos a pagar bem menos ao Antônio Carlos. No fundo, há um saldo positivo para o Palmeiras na casa dos 20 mil reais mensais. A reunião da saída do Muricy foi a última de que participei como diretor. Eu havia comunicado ao presidente Belluzzo em dezembro que sairia. Ele me pediu para ficar até a aprovação das contas. Fiquei,mas deixando claro que sairia. Após a saída do Muricy, eu disse ao presidente: “O senhor está trocando o sofá!”
PVC – E a comparação com Luxemburgo?
RAIOLA – O Luxemburgo saiu falando coisas sobre mim. É preciso entender que o Palmeiras gastou 24 milhões de reais por dois anos de contrato com um técnico que tem mostrado resultados que comprovam seu declínio. Os jogadores que indicou também deram nenhum tipo de resultado. São parte desse período em que se gastou demais com jogadores que não dão retorno.
É só olhar os resultados do Santos, Palmeiras, Real Madrid para perceber que é um técnico em declínio.
Se o dinheiro fosse aplicado com um pouco mais de visão, haveria mais dinheiro no clube. Como eu disse, eu deixei o Palmeiras por não concordar com a gestão. Respeito muito as pessoas, mas não concordo com a gestão.
O Palmeiras já levava um baile no primeiro tempo, mas tinha um volante para cada meia do Santo André. Pierre encostava em Branquinho, Souza cuidava de Bruno César – ou pelo menos tentava. Nesse período do jogo, o erro era a distância dos dois meias. Diego Souza jogava pelo lado direito, durante os 32 minutos em que Cleiton Xavier esteve em campo. Cleiton era marcado por Ale, Diego ficava à direita, muito distante. E o time precisava jogar com seus volantes. Passe errado, contra-ataque do Santo André.
Com Marquinhos na vaga de Cleiton, Diego passou a jogar por dentro, mas a distância entre os jogadores mais criativos persistia.
Robert, o mais lúcido do time, fez o gol que diminuiu para 2 x 1 a vantagem do Santo André, construída no contra-ataque. E isso deu a Antônio Carlos o desejo de mandar o time ao ataque. Foi o que estragou ainda mais o Palmeiras.
Antônio Carlos tentou ser estrategista e trocou o lateral-direito Eduardo pelo meia Ivo. Marquinhos passou a ser lateral-direito, ou ala, com Souza posicionando-se como terceiro zagueiro nos momentos em que o Santo André tinha a posse de bola. A mudança foi uma catástrofe.
Os dois meias do time do ABC, Bruno César e Branquinho, começaram a jogar em cima de Pierre. Se antes havia um volante para cada meia, agora eram dois meias para um volante. Nos contra-ataques, antes os zagueiros ficavam num desesperador mano a mano. Agora, havia sempre um atacante a mais do que a zaga palmeirense.
Para corrigir o posicionamento, Marquinhos cercava um dos meias. Abriu o corredor para Carlinhos começar o contra-ataque que teve bola invertida para Rômulo e terminou com o toque de letra de Rodriguinho.
Se o time fez corpo mole para derrubar Muricy, há três semanas? Mais fácil acreditar na fragilidade da equipe. Contra o São Caetano, o técnico Antônio Carlos viu seu time aproveitar os contra-ataques. Pelo Palmeiras, contra o Santo André, esqueceu que o adversário tinha a mesma arma. Desprezou-a e por isso perdeu para a velocidade do rival.
Paulo Vinicius Coelho, o PVC, é jornalista desde os 18 anos. Foi repórter da revista PLACAR, repórter, editor e colunista do jornal Folha de S.Paulo e desde 2000 é comentarista dos canais ESPN. Cobriu as Copas de 1994, 1998 e 2006 e tem mais tempo de profissão do que tinha de vida, quando começou a trabalhar
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