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O Rubin Kazan enfrentou o Barcelona duas vezes, disputou seis pontos e saiu com quatro do confronto contra os espanhóis pelo grupo F da Uefa Champions League.
Os jogos serviram para mostrar duas realidades completamente diferentes do futebol.
O Barcelona centenário, dono de conquistas importantes e de um dos maiores orçamentos entre os participantes da Champions, sofreu muito para ganhar apenas um pontinho contra um clube que chegou à Primeira Divisão do futebol russo em 2002.
Dentro de campo, a proposta do atual campeão europeu é praticar um futebol ofensivo, independentemente de onde esteja atuando.
Dentro ou fora de casa, a maneira de jogar é a mesma. Não existe surpresa. Mas desta vez não houve beleza, mesmo com 70% de posse de bola.
O Rubin Kazan passou as duas partidas na defesa, compacto, marcando. E conseguiu eliminar o espaço para o adversário jogar.
Com duas linhas de quatro indissolúveis e atacantes que marcam atrás da linha da bola, deixou o confronto em vantagem, com uma vitória e um empate, resultado de apenas quatro chutes no alvo em 180 minutos de futebol.
A discussão em torno da beleza, da plasticidade do futebol, é fundamental.
Gigantes como Barcelona e Real Madrid não abrem mão disso, para a salvação de quem enxerga no futebol algo diferente do que foi proposto pelo treinador Kurban Berdyev.
Mas não podemos criticá-lo. O futebol aceita magros, gordos, altos e baixos. Aceita habilidosos, brucutus, corajosos e covardes.
E oferece a todos a mesma oportunidade.
Não existe alternativa certa ou errada, apenas a que mais se adequa ao seu gosto.
Foi um horror, mas a torcida do Rubin Kazan adorou.
Veja a soma das estatísticas das duas partidas (Barcelona 1 x 2 Rubin Kazan e Rubin Kazan 0 x 0 Barcelona):
Gols
Barcelona 1
Rubin Kazan 2
Chutes no alvo
Barcelona 19
Rubin Kazan 4
Chutes errados
Barcelona 17
Rubin Kazan 4
Escanteios
Barcelona 17
Rubin Kazan 4
Cartões amarelos
Barcelona 3
Rubin Kazan 4
Posse de bola
Barcelona 70%
Rubin Kazan 30%
Quem vai ganhar o título brasileiro?
É fato que o Palmeiras parou de jogar futebol nas últimas seis partidas.
Desde o empate com o Avaí, em casa, na 28ª. rodada, o time tem corrido muito e rendido pouco, permitindo a aproximação da concorrência num momento decisivo do campeonato.
Nesse período, o Palmeiras ganhou 28% dos pontos disputados enquanto o São Paulo, agora dividindo a primeira posição, faturou 55,5%.
O time de Ricardo Gomes não tem jogado futebol exuberante, mas pressiona.
Essas seis rodadas mostram claramente uma acentuada queda de rendimento do Palmeiras, embora Muricy prefira lembrar que seu time continua na ponta.
É muito pouco para quem tem visto a concorrência se aproximar, principalmente quando o São Paulo, tricampeão brasileiro, está por perto.
Com a vitória são-paulina sobre o Barueri e o empate no clássico diante do Corinthians, o Palmeiras só não perdeu a liderança porque conseguiu um grande resultado diante do Corinthians, com um jogador a menos durante a maior parte do tempo.
O grande problema do time de Muricy é que todo o jogo está concentrado em Diego Souza.
Quando o meia não vai bem, o time desaparece e passa a fazer ligação direta com o ataque.
É muito pouco para uma equipe que luta pelo título.
É verdade que o nível técnico do Brasileiro 2009 não encanta, que todos têm os seus problemas.
O Corinthians foi melhor no clássico, depois de permitir ao adversário uma certa pressão nos primeiros 15 minutos.
Com o tempo, o time de Mano Menezes passou a tocar a bola e a manter o adversário longe do gol defendido por Felipe.
Marcos fez pênalti, foi expulso e Ronaldo abriu o placar. O jogo só não terminou, para o Palmeiras, ainda no primeiro tempo, porque o árbitro Héber Roberto Lopes preferiu fazer média e não expulsar Danilo, que atingiu violentamente Jorge Henrique no meio de campo.
O empate, resultado de duas cobranças de falta, foi um placar magnífico para quem vem jogando muito pouco.
Não vai ser fácil manter-se na ponta com esse futebol.
Com a vitória sobre o Goiás, o Atlético-MG diminui a diferença para dois pontos e enfrenta o Palmeiras na penúltima rodada.
Mas antes o Galo tem uma verdadeira decisão de campeonato contra o Flamengo, jogo que pode pressionar Palmeiras e São Paulo ou tranquilizá-los. Depende do resultado. De Diego Tardelli e de Adriano. E agora de Bruno.
Veja o rendimento dos primeiros colocados nas últimas seis rodadas:
1 – Palmeiras, 28 %
2 – São Paulo, 55,5%
3 – Atlético-MG, 50%
4 – Flamengo, 72%
5 – Internacional, 44%
6 – Cruzeiro, 83%
- 21h40
- 31Oct

As vitórias de São Paulo e Flamengo servem para exibir toda a tensão que tomou conta do Campeonato Brasileiro na reta final.
Os jogos são emocionantes, resultado das transformações na tabela e de estádios com ótimos públicos.
A torcida do Fla continua dando uma demonstração de força, abastecendo os cofres do clube e empurrando o time, que jogará mais duas vezes em casa, contra Goiás e Grêmio.
Para quem acredita que a sorte é imprescindível no roteiro de um campeão, o Flamengo pode se considerar firme na disputa pelo título. Paulo Henrique Ganso desperdiçou duas cobranças de pênaltis.
O São Paulo volta a dormir na liderança do Campeonato Brasileiro. Somente o Palmeiras poderá roubar, nesta rodada, a ponta da equipe de Ricardo Gomes.
O tricampeão brasileiro jogou um futebol competitivo e voltou a vencer por 1 a 0 com um gol após cobrança de falta. Foi o terceiro triunfo consecutivo da equipe com bolas paradas. Antes de Internacional e de Barueri, Rogério já havia definido o placar em cobrança de falta contra o Santos.
A atitude da diretoria do Barueri, de afastar o goleiro Renê e o atacante Val Baiano, depois de os jogadores anunciarem uma ajuda financeira do Cruzeiro para vencer o Flamengo, foi lamentável. Os cartolas conseguiram piorar a situação.

- 21h20
- 30Oct

O estrago já está feito, o placar de 4 a 0 manchará para sempre o uniforme branco.
A derrota do Real Madrid para o minúsculo Alcorcón, da Segunda Divisão B, foi uma das maiores tragédias da história do clube merengue.
No jogo de volta, no Santiago Bernabeu, não será nenhum exagero ver o time de Kaká e de Cristiano Ronaldo devolver a goleada com juros.
O Agrupación Deportiva Alcorcón, fundado em 1971, possui orçamento 400 vezes menor que o gigante do futebol mundial.
Pior: em campo, na quarta-feira, no pequeno Estádio Santo Domingo, de apenas 3 mil lugares, não havia uma equipe desconhecida.
O Real Madrid contava com gente que pode, a qualquer momento, enfrentar partidas importantes.
Veja o time: Dudek; Arbeloa, Albiol, Metzelder e Drenthe; Mahamadou Diarra, Guti (Gago, 46 min) e Van der Vaart: Granero (Marcelo, 63), Raúl (Van Nistelrooy, 72) e Benzema.
O resultado abala o projeto galático de Florentino Perez, que já começa a pensar o que fazer com Manuel Pellegrini.
No intervalo do confronto, o clima esquentou no vestiário.
Guti soltou o verbo ao ser informado que não voltaria para a segunda etapa. Mandou o treinador tomar...
Agora todos negam, mas Guti está excluído do jogo contra o Getafe, neste sábado, apesar de garantir que não está contundido, contrariando o que disse o treinador.
Então é isso, não aconteceu nada, mas o jogador está afastado.
O El Pais desta sexta-feira conta uma ótima história sobre Guti.
O jornal lembra que Manuel Pellegrini foi um dos poucos treinadores que valorizaram o trabalho do meia.
Mais: o principal diário espanhol revela que, ao assumir o clube, em 2007, Bernd Schuster avisou ao ex-presidente Ramon Calderón que Guti não fazia parte dos planos.
O treinador mostrou ao dirigente as fotografias das últimas conquistas merengues na Uefa Champions League (1998, 2000 e 2002). E perguntou onde estava Guti.
O jogador não fazia parte das equipes campeãs.
Schuster disse ao cartola: “Guti é muito bom, mas não podemos contar com ele”.
O tropeço leva a muitas reflexões e comparações.
O Madrid gastador trabalha muito mal suas divisões de base, ao contrário do vitorioso Barcelona, que sabe tirar de suas canteras boa parte do seu sucesso.
No fundo, tudo faz parte da rivalidade entre Real Madrid e Barcelona.
Como diz o PVC, “o campeonato espanhol é o melhor Gauchão do mundo”.
- 19h15
- 29Oct

Uns negam, outros confirmam.
Houve dinheiro do Cruzeiro para o Barueri se esforçar mais na partida contra o Flamengo?
Então, qual é a cor dessa mala?
Preta ou branca?
E qual é o significado da mala?
Não foi a primeira nem a última mala brasileira.
Mas isso não nos permite acreditar que esteja tudo bem, principalmente quando discutimos o doping.
Mala é doping financeiro?
Lobista é mala de que cor?
Trata-se de uma discussão curiosa no cenário do futebol brasileiro.
O prejudicado de hoje reclama, embora possa ser o beneficiado de amanhã.
Adoraria acreditar que situações como essa realmente abalam o mundo do futebol, agora mais preocupado com a transparência de suas entranhas.
Adoraria, mas não me permito essa ingenuidade.
O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmidt, quer ver o recibo do dinheiro contido na mala.
Que mala?
Meu amigo José Roberto Malia lembra que a tal mala causa mais indignação do que o estouro do orçamento do Pan.
O problema são os malas.

Um chute no alvo durante 90 minutos, 1 a 0 no placar.
Longe de ser brilhante, o São Paulo venceu o Internacional e alcançou a liderança do campeonato.
Os gaúchos mereciam mais e fizeram de Bosco o grande nome da partida.
Washington marcou aos 47 minutos do primeiro tempo, aproveitando falha de marcação da defesa colorada numa cobrança de escanteio.
Foi um castigo para o time de Mário Sérgio, que teve mais posse de bola (53% x 47%), mais escanteios a favor (6 x 10) e acertou o alvo mais vezes (4 a 1).
Mário montou o time de forma interessante, com Fabiano Eller saindo para jogar pela lateral esquerda e Kleber pelo meio de campo.
Pelo setor esquerdo, o Inter criou boas oportunidades.
O gol no final da primeira etapa definiu a partida: o Internacional se mandou para o ataque e o São Paulo para a defesa.
O resultado não elimina o Inter da disputa do título. É o que nos ensina este Brasileiro.
Os números podem não ajudar, mas mesmo com apenas cinco finalizações certas foi um bom jogo.
Antes que as vuvuzelas entrem em ação, um aviso: comentei o jogo pela Eldorado ESPN.
- 20h19
- 27Oct

Dunga fez uma boa convocação para os jogos contra Inglaterra e Omã.
Fábio Aurélio, o nome mais solicitado nos últimos tempos, foi chamado.
Está claro que a lateral-esquerda ainda tira o sono do treinador. Dunga pode levar para a Copa um lateral e um jogador mais versátil.
Michel Bastos, do Lyon, tem jogado no meio de campo, mas pode ser uma opção para o setor.
Carlos Eduardo, do Hoffenheim, outra novidade da lista, pode ocupar o lado esquerdo do ataque. Talvez seja o jogador mais próximo das características de Robinho.
Observar e testar jogadores faz parte das atribuições do treinador. Nada contra.
Para o torcedor que não acompanha o futebol europeu, jogadores como Hulk, atacante do Porto, podem parecer estranhos.
São os novos tempos. Antigamente o jogador chegava ao futebol europeu já consagrado no Brasil. Hoje são transferidos com menos de 18 anos, situação que a Fifa pretende mudar.
Com os jogadores que atuam no Brasil preservados para as rodadas decisivas do campeonato nacional, a lista é boa.
Veja os nomes e comente. Faltou alguém?
A lista:
Goleiros
Júlio César (Inter de Milão)
Doni (Roma)
Laterais
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
Fábio Aurélio (Liverpool)
Michel Bastos (Lyon)
Zagueiros
Naldo (Werder Bremen)
Luisão (Benfica)
Juan (Roma)
Lúcio (Inter de Milão)
Volantes
Elano (Galatasaray)
Felipe Melo (Juventus)
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Lucas (Liverpool)
Meias
Ramires (Benfica)
Alex (Spartak Moscou)
Kaká (Real Madrid)
Julio Baptista (Roma)
Atacantes
Robinho (Manchester City)
Luis Fabiano (Sevilla)
Nilmar (Villarreal)
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Hulk (Porto)
- 20h11
- 27Oct

Xico Sá escreveu recentemente uma coluna dedicada ao leitor que não lê. Genial como sempre, na Folha de S. Paulo.
É comum os blogueiros serem criticados pelo que não escreveram.
É o leitor que não lê.
Agora entendo a insistência dos professores com a leitura e a interpretação de textos.
É o caso do último post. Escrevi sobre os 12 maiores clubes brasileiros, detentores de títulos e donos do maior percentual de torcedores no Brasil.
Escrevi sobre uma virtude do futebol brasileiro, apenas isso.
Teve gente que viu o texto como a defesa de um campeonato com apenas 12 clubes.
Claro, acusações de bairrismo não poderiam faltar. É o leitor que não lê, que não pensa.
Lamento as interpretações absurdas e exóticas de coisas que não escrevi.
Impressiona a raiva que muitos carregam no coração.
Leia a genial coluna de Xico Sá.
O leitor que não lê
AMIGO TORCEDOR , amigo secador, um dos mais interessantes e contraditórios fenômenos do momento é o leitor que não lê. Sim, ele existe e está solto na rua, como o leão da música do Erasmo e do Roberto.
A nova criatura é uma típica anomalia da era da virtualidade e se multiplica como uma praga de Gremlins. Ataca qualquer tipo de cronista, mas sobretudo o esportivo. Foi gerado do cruzamento da paixão ludopédica com a internet.
O LQNL (leitor que não lê) atira sempre a primeira pedra e está pronto para o ataque. Como o arrogante consumidor de código em riste, ele tem sempre razão, não interessa o assunto. Ele espalha um texto de jornal, por exemplo, como esta crônica de sexta, entre torcedores do seu time e adverte: “Veja o que esse cara está falando do São Paulo, vamos mandar e-mails para o f.d.p. e provar que somos homens”.
Calma, amigo tricolor, é só uma pequena mostra entre centenas que recolho. O efeito, porém, é maluco.
Você recebe meia hora depois milhares de xingamentos e ameaças por uma coisa que nunca escreveu.
O leitor que não lê nem sequer passa o olho no texto, simplesmente segue a boiada virtual liderada por um leitor que caiu de paraquedas e não entendeu o espírito da prosa.
No momento, o leitor que não lê alveja este cronista em desagravo ao “povo goiano”. Eu teria escrito contra Goiás. O LQNL deve estar confundindo, creio, uma crítica feita ao comportamento do técnico Hélio dos Anjos, que dirige o time homônimo do Estado, no episódio em que atacou os torcedores do Flamengo que comparecem ao Serra Dourada.
Não falo do leitor que me xinga com razão, nem do sagrado “juris esperniandi”, nem do rapaz atento que me corrige. Trato do LQNL que promete me pegar na esquina e mostra que sabe onde moro. Para com isso, amigo palmeirense, uma coisa é o corvo Edgar, el secador fracassado, outra é a pessoa física, afino, mirando covardemente os bíceps de campeão de palitinhos no espelho.
Embora seja um tipo raríssimo, o LQNL patriota também enche o saco. Desconfiava de Dunga da mesma forma que o cronista; agora já se sente hexacampeão do mundo.
O pior do leitor que não lê é que não tem humor nunca. Ao contrário do leitor “sussa”, de sossegado, que promete só denunciar a criação ilegal do corvo ao Ibama ou fazê-lo churrasco, entre outros gracejos.
“La buena onda”, como me diz aqui El Domador de Yacarés, feliz com o triunfo do seu Paraguai sobre “os curepas boludos” da Argentina.
Para os LQNLs violentos, a gente aplica a lição do Drummond: “Se o meu verso não deu certo foi o seu ouvido que entortou”. Na gozação, óbvio, pois não temos cancha para amarrar as chuteiras do poeta, mineiro de Itabira e torcedor do Vasco.
Leitor que não lê, você é a mais linda lição na dialética da internet. Os gutenberguianos, viciados em um jornal de papel, agradecem.
Defensor dos pontos corridos, tenho motivos de sobra para comemorar, que não me impedem de enxergar o que se passa com a competição.
Não se deve medir a qualidade de um campeonato pelo número de pontos dos primeiros colocados.
O Brasileiro 2009 é superior às competições onde apenas dois times brigam pela ponta, o que normalmente acontece na Espanha.
A sete rodadas do encerramento do BR-09, a luta pelo título é simplesmente sensacional.
Temos, em tese, o melhor cenário do mundo para um campeonato nacional, em função da quantidade de clubes grandes no Brasil.
O problema é que nem sempre estão grandes.
Os grandes são vistos dessa maneira pela sua história e, principalmente, pelo tamanho de suas torcidas.
Refiro-me ao potencial dos 12 maiores clubes brasileiros: Grêmio, Internacional, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Fluminense, Flamengo, Botafogo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, que convidaram o Bahia e fundaram o Clube dos 13, em julho de 1987.
A prova de que ser grande nem sempre é garantia de estar grande é o rebaixamento, implacável com alguns deles nos últimos anos.
Além desse grupo, de enorme apelo popular, não podemos esquecer da força de Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Sport e Náutico, que não se enquadram na definição acima, mas também não são pequenos.
Com um pouquinho de organização, que passa pelo conceito dos pontos corridos e pela diminuição dos estaduais, teríamos boas condições para construir a melhor liga do mundo.

O Brasileiro 2009 deverá ter o campeão com o pior rendimento da recente história dos pontos corridos, a menos que Palmeiras ou Atlético-MG vençam as sete partidas que restam.
O Palmeiras empacou e deu cores especiais à disputa do Brasileiro 2009.
O time de Muricy Ramalho permitiu a aproximação da concorrência ao conquistar apenas um dos 12 últimos pontos disputados.
A diferença entre os cinco primeiros é de apenas três pontos.
Nesse período em que o Palmeiras apresenta ridículos 8% de aproveitamento, o Cruzeiro ganhou 12.
O time mineiro merece respeito, apesar de estar a seis pontos da liderança.
O nível técnico da competição está longe do ideal, mas não falta emoção, argumento muito usado para justificar a volta do mata-mata.
O pior é que ainda tem gente pretendendo aumentar essa fragilidade nossa de cada dia com a volta do antigo sistema, incompatível com o campeonato base de um país.
Veja a pontuação e o aproveitamento dos seis primeiros colocados nas quatro últimas rodadas, a partir do momento que o Palmeiras passou a permitir a aproximação da concorrência:
1 – Cruzeiro, 12, 100%
2 – Flamengo, 10, 83%
3 – Internacional, 8, 67%
4 – Atlético-MG, 6, 50%
5 – São Paulo, 4, 33%
6 – Palmeiras, 1, 8% 
Confira o aproveitamento dos campeões na era dos pontos corridos:
2003 – Cruzeiro, 72,5%
2004 – Santos, 64,5%
2005 – Corinthians, 64%
2006 – São Paulo, 68%
2007 – São Paulo, 67,5%
2008 – São Paulo, 66%
2009 – O Palmeiras possui atualmente 58% e poderá atingir, no máximo, 66%
Todo bom brasileiro se considera um especialista em futebol, mas Paulo Calçade é um dos poucos que realmente podem usar o título com propriedade. O comentarista dos canais ESPN e da rádio Eldorado ESPN é pós-graduado em futebol pela USP, onde atualmente é professor-convidado da disciplina Jornalismo e Esporte do curso de Esportes.
Além da paixão pelo futebol, Calçade também cultiva o gosto pelos estudos. “Sempre estou por aí nos cursos. O primeiro que fiz foi sobre arbitragem. Já fiz até um na Getúlio Vargas, de Administração, para profissionais do esporte. Estudar sempre dá uma facilidade para se atualizar, porque você não pode passar para o assinante informação envelhecida”.
Antes de entrar para a ESPN Brasil, em 1994, quando o canal ainda era a TVA Esportes, o jornalista havia trabalhado em jornais, como Gazeta Esportiva, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo.
Em tevês, passou por Record e Bandeirantes, onde também trabalhou na rádio.
Cobriu as Copas do Mundo da França/98 e Alemanha/2006.
Atualmente, comanda o programa Fora de Jogo, da ESPN. Participa das transmissões de jogos internacionais, de seleções, faz comentários no Bate Bola, no SportsCenter, nas jornadas da Rádio Eldorado ESPN, além das participações no Bola da Vez.
Jornalista há 25 anos, é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Eldorado ESPN. Pós-graduado em futebol, pela Escola de Educação Física e Esporte (USP), acredita que a ciência tem um papel importante no futebol atual. Este blog será um espaço também para se discutir estas questões