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- 17h57
- 27Jun
ÁUDIO E VÍDEO: Na estreia de Ricardo Gomes, São Paulo passa pelo Náutico e se reabilita
por ESPN.com.br com agência GE
* (Atualizada com vídeo)
O São Paulo venceu na primeira partida sob o comando de Ricardo Gomes. Neste sábado, a equipe tricolor derrotou o Náutico por 2 a 0, no Estádio do Morumbi, e se reabilitou no Campeonato Brasileiro.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO E VEJA COMO FOI O JOGO
Sem vencer há três rodadas, o São Paulo ainda vinha de uma derrota para o arquirrival Corinthians, domingo passado, no Pacaembu, e precisava de um triunfo para apagar a eliminação na Copa Libertadores da América.
Essa foi apenas a segunda vitória do São Paulo na competição -a última havia sido em 31 de maio, no Morumbi, contra o Cruzeiro. E com o resultado, o atual tricampeão nacional chegou a 10 pontos, ocupando a nona colocação.
O Náutico, por sua vez, perdeu a quarta partida consecutiva. A equipe pernambucana não vence há cinco rodadas, desde o triunfo contra o Atlético-PR, em 24 de maio, na Arena da Baixada. Por isso, perdeu mais duas posições e está em 13º, com oito pontos, ao lado do Atlético-PR.
Na próxima rodada, o São Paulo tentará embalar na competição contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, dia 5 de julho, às 16 horas. O Náutico adiou a reabilitação para o duelo frente o Internacional, no mesmo dia, às 18h30, no Estádio dos Aflitos.
O JOGO
Os primeiros dez minutos da partida em um sábado chuvoso representaram exatamente o que Ricardo Gomes queria. Sem André Dias, suspenso, e Miranda, na seleção brasileira, o substituto de Muricy Ramalho trocou o 3-5-2 por um 4-4-2 com Hernanes de volta ao time titular, na vaga do volante Jean, além de reeditar a dupla de ataque Borges e Washington.
Com esta formação, a intenção era resolver o principal entrave tricolor na opinião do novo chefe: o meio-campo. A ordem era trocar passes rapidamente e de maneira vertical, em busca do gol. Foi o que aconteceu no início do jogo. Mostrando até mais disposição do que com Muricy Ramalho, os homens de frente não deixavam nem o Náutico sair com a bola. Borges dava carrinho para evitar qualquer perigo.
Acuados, os nordestinos se perdiam na tentativa de contar um adversário que tinha apenas o goleiro Denis atrás do meio-campo. Hernanes, eleito capitão da equipe, não estava tão bem, mas Marlos parecia iluminado. Com movimentação e dribles, criava chances e recebia faltas. Em uma delas, aos nove minutos, Washington bateu rente ao travessão. Pouco depois, Richarlyson, outro bom nome do duelo, lançou para Borges chutar cruzado, com perigo.
Os ânimos, porém, começaram a trocar de lado. O estreante Ricardo Gomes, que ficou de pé desde o apito inicial motivando seus jogadores, não se irritou como Muricy fazia, mas passou a ficar preocupado. Aos poucos, o Timbu foi se acertando no confronto, acertando a marcação e adiantando o jogo. Quando os donos da casa perceberam, já estavam levando sustos dos alvirrubros.
Aos 20 minutos, os visitantes tiveram duas ótimas oportunidades. Na primeira, Márcio Barros recebe livre na área, dominou no peito e finalizou com perigo. Na sequência, o lateral esquerdo Anderson Santana entrou na área limpando quem estivesse pela frente e rolou para Ailton bater forte, ainda mais perto do gol de Denis.
Junto com a empolgação recifense, Ricardo Gomes conheceu de perto outro problema tricolor: a má pontaria de Washington. Dos 23 aos 25 minutos, o camisa 9 causou irritação nos poucos torcedores que estiveram no Morumbi por duas vezes e dois motivos diferentes: se enrolou e prendeu a bola na marca do pênalti até ser desarmado e girou sobre Gladstone antes de bater muito mal nas redes pelo lado de fora. Os são-paulinos só se acalmaram quando Richarlyson cobrou falta rente ao ângulo aos 26.
Ao contrário do centroavante adversário, o zagueiro Asprilla estava inspirado no primeiro tempo. Responsável pela marcação na esquerda no trio de defensores do Timbu, o camisa 4 se aproveitou do confuso lado direito da retaguarda mandante e aparecia como homem surpresa ajudando Gilmar e Anderson Santana. Levou perigo em chute cruzado e cabeçada.
No já tenso time da casa, a salvação estava em Marlos, Richarlyson e em um Borges de incessante movimentação. Aos 28, o meia recebeu de Richarlyson e obrigou Eduardo a fazer boa defesa em arremate cruzado. Aos 32, Borges acertou a trave e Junior Cesar chutou perto do gol no rebote. Tentativas insuficientes para evitar reclamações nas arquibancadas.
Para evitar uma reprovação imediata de seu trabalho, Ricardo Gomes precisava de um gol rapidamente. Mostrou ter sorte, usando a mesma artimanha de Muricy Ramalho. Com apenas um minuto de segundo tempo, Hernanes cobrou falta lateral pela direita e Jean Rolt, livre, pulou para fazer de peixinho seu primeiro gol no clube e o primeiro da Era Ricardo Gomes no Morumbi.
Parecia ser o que o Tricolor precisava. Demonstrando alívio, os mandantes faziam pressão no ataque e o Náutico passou a apelar para as faltas. Aos poucos, porém, o ânimo paulista diminuiu. Para sorte deles, o Timbu já não estava tão bem quando descia bem ao ataque.
Mesmo diante de um adversário diversas vezes impotente no setor ofensivo, o Timbu só assustou em cobrança de falta de Gilmar, que surpreendeu Denis e bateu rente ao travessão aos 19 minutos. Sem muita inspiração após o gol, o São Paulo só assustou quando Borges ajeito de cabeça e Washington tentou marcar de calcanhar. O centroavante falhou e, na soma de erros, foi muito vaiado ao ser trocado por Oscar.
Na sequência, Jorge Wagner e Hugo, dois que Ricardo Gomes diz admirar, entraram em campo nos lugares de Richarlyson e Marlos, destaques da partida. Mas não mudaram o panorama. Com exceção de chute de Hugo que parou nas redes pelo lado de fora, o Tricolor só se preocupava em evitar problemas em um Náutico abatido.
A torcida só se levantou novamente no Morumbi aos 41 minutos. Mais uma vez, Hernanes bateu falta lateral, desta vez pelo lado esquerdo, e Johnny desviou de cabeça para as próprias redes. Com o gol contra, o dono da casa se animou e teve ainda grande chance em jogada individual que Borges finalizou com perigo. Mas o time já vencia. Na bola aérea, como era com Muricy Ramalho.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 NÁUTICO
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de junho de 2009, sábado
Horário: 16h10 (de Brasília)
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Jesmar Benedito Miranda de Paula e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO)
Cartões amarelos: Renato Silva, Richarlyson e Eduardo Costa (São Paulo); Galiardo, Gladstone, Asprilla, Juliano e Derley (Náutico)
Gols: SÃO PAULO: Jean Rolt, a um minuto, e Johnny, contra, aos 41 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Denis; Zé Luis, Renato Silva, Jean Rolt e Junior Cesar; Eduardo Costa, Richarlyson (Jorge Wagner), Hernanes e Marlos (Hugo); Borges e Washington (Oscar)
Técnico: Ricardo Gomes
NÁUTICO: Eduardo; Galiardo, Asprilla e Gladstone; Sidny (Juliano), Derley, Johnny, Aílton (Edson Miolo) e Anderson Santana; Gilmar e Márcio Barros (Anderson Lessa)
Técnico: Márcio Bittencourt
O São Paulo venceu na primeira partida sob o comando de Ricardo Gomes. Neste sábado, a equipe tricolor derrotou o Náutico por 2 a 0, no Estádio do Morumbi, e se reabilitou no Campeonato Brasileiro.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO E VEJA COMO FOI O JOGO
Sem vencer há três rodadas, o São Paulo ainda vinha de uma derrota para o arquirrival Corinthians, domingo passado, no Pacaembu, e precisava de um triunfo para apagar a eliminação na Copa Libertadores da América.
Essa foi apenas a segunda vitória do São Paulo na competição -a última havia sido em 31 de maio, no Morumbi, contra o Cruzeiro. E com o resultado, o atual tricampeão nacional chegou a 10 pontos, ocupando a nona colocação.
O Náutico, por sua vez, perdeu a quarta partida consecutiva. A equipe pernambucana não vence há cinco rodadas, desde o triunfo contra o Atlético-PR, em 24 de maio, na Arena da Baixada. Por isso, perdeu mais duas posições e está em 13º, com oito pontos, ao lado do Atlético-PR.
Na próxima rodada, o São Paulo tentará embalar na competição contra o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, dia 5 de julho, às 16 horas. O Náutico adiou a reabilitação para o duelo frente o Internacional, no mesmo dia, às 18h30, no Estádio dos Aflitos.
O JOGO
Os primeiros dez minutos da partida em um sábado chuvoso representaram exatamente o que Ricardo Gomes queria. Sem André Dias, suspenso, e Miranda, na seleção brasileira, o substituto de Muricy Ramalho trocou o 3-5-2 por um 4-4-2 com Hernanes de volta ao time titular, na vaga do volante Jean, além de reeditar a dupla de ataque Borges e Washington.
Com esta formação, a intenção era resolver o principal entrave tricolor na opinião do novo chefe: o meio-campo. A ordem era trocar passes rapidamente e de maneira vertical, em busca do gol. Foi o que aconteceu no início do jogo. Mostrando até mais disposição do que com Muricy Ramalho, os homens de frente não deixavam nem o Náutico sair com a bola. Borges dava carrinho para evitar qualquer perigo.
Acuados, os nordestinos se perdiam na tentativa de contar um adversário que tinha apenas o goleiro Denis atrás do meio-campo. Hernanes, eleito capitão da equipe, não estava tão bem, mas Marlos parecia iluminado. Com movimentação e dribles, criava chances e recebia faltas. Em uma delas, aos nove minutos, Washington bateu rente ao travessão. Pouco depois, Richarlyson, outro bom nome do duelo, lançou para Borges chutar cruzado, com perigo.
Os ânimos, porém, começaram a trocar de lado. O estreante Ricardo Gomes, que ficou de pé desde o apito inicial motivando seus jogadores, não se irritou como Muricy fazia, mas passou a ficar preocupado. Aos poucos, o Timbu foi se acertando no confronto, acertando a marcação e adiantando o jogo. Quando os donos da casa perceberam, já estavam levando sustos dos alvirrubros.
Aos 20 minutos, os visitantes tiveram duas ótimas oportunidades. Na primeira, Márcio Barros recebe livre na área, dominou no peito e finalizou com perigo. Na sequência, o lateral esquerdo Anderson Santana entrou na área limpando quem estivesse pela frente e rolou para Ailton bater forte, ainda mais perto do gol de Denis.
Junto com a empolgação recifense, Ricardo Gomes conheceu de perto outro problema tricolor: a má pontaria de Washington. Dos 23 aos 25 minutos, o camisa 9 causou irritação nos poucos torcedores que estiveram no Morumbi por duas vezes e dois motivos diferentes: se enrolou e prendeu a bola na marca do pênalti até ser desarmado e girou sobre Gladstone antes de bater muito mal nas redes pelo lado de fora. Os são-paulinos só se acalmaram quando Richarlyson cobrou falta rente ao ângulo aos 26.
Ao contrário do centroavante adversário, o zagueiro Asprilla estava inspirado no primeiro tempo. Responsável pela marcação na esquerda no trio de defensores do Timbu, o camisa 4 se aproveitou do confuso lado direito da retaguarda mandante e aparecia como homem surpresa ajudando Gilmar e Anderson Santana. Levou perigo em chute cruzado e cabeçada.
No já tenso time da casa, a salvação estava em Marlos, Richarlyson e em um Borges de incessante movimentação. Aos 28, o meia recebeu de Richarlyson e obrigou Eduardo a fazer boa defesa em arremate cruzado. Aos 32, Borges acertou a trave e Junior Cesar chutou perto do gol no rebote. Tentativas insuficientes para evitar reclamações nas arquibancadas.
Para evitar uma reprovação imediata de seu trabalho, Ricardo Gomes precisava de um gol rapidamente. Mostrou ter sorte, usando a mesma artimanha de Muricy Ramalho. Com apenas um minuto de segundo tempo, Hernanes cobrou falta lateral pela direita e Jean Rolt, livre, pulou para fazer de peixinho seu primeiro gol no clube e o primeiro da Era Ricardo Gomes no Morumbi.
Parecia ser o que o Tricolor precisava. Demonstrando alívio, os mandantes faziam pressão no ataque e o Náutico passou a apelar para as faltas. Aos poucos, porém, o ânimo paulista diminuiu. Para sorte deles, o Timbu já não estava tão bem quando descia bem ao ataque.
Mesmo diante de um adversário diversas vezes impotente no setor ofensivo, o Timbu só assustou em cobrança de falta de Gilmar, que surpreendeu Denis e bateu rente ao travessão aos 19 minutos. Sem muita inspiração após o gol, o São Paulo só assustou quando Borges ajeito de cabeça e Washington tentou marcar de calcanhar. O centroavante falhou e, na soma de erros, foi muito vaiado ao ser trocado por Oscar.
Na sequência, Jorge Wagner e Hugo, dois que Ricardo Gomes diz admirar, entraram em campo nos lugares de Richarlyson e Marlos, destaques da partida. Mas não mudaram o panorama. Com exceção de chute de Hugo que parou nas redes pelo lado de fora, o Tricolor só se preocupava em evitar problemas em um Náutico abatido.
A torcida só se levantou novamente no Morumbi aos 41 minutos. Mais uma vez, Hernanes bateu falta lateral, desta vez pelo lado esquerdo, e Johnny desviou de cabeça para as próprias redes. Com o gol contra, o dono da casa se animou e teve ainda grande chance em jogada individual que Borges finalizou com perigo. Mas o time já vencia. Na bola aérea, como era com Muricy Ramalho.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 NÁUTICO
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de junho de 2009, sábado
Horário: 16h10 (de Brasília)
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Jesmar Benedito Miranda de Paula e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO)
Cartões amarelos: Renato Silva, Richarlyson e Eduardo Costa (São Paulo); Galiardo, Gladstone, Asprilla, Juliano e Derley (Náutico)
Gols: SÃO PAULO: Jean Rolt, a um minuto, e Johnny, contra, aos 41 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Denis; Zé Luis, Renato Silva, Jean Rolt e Junior Cesar; Eduardo Costa, Richarlyson (Jorge Wagner), Hernanes e Marlos (Hugo); Borges e Washington (Oscar)
Técnico: Ricardo Gomes
NÁUTICO: Eduardo; Galiardo, Asprilla e Gladstone; Sidny (Juliano), Derley, Johnny, Aílton (Edson Miolo) e Anderson Santana; Gilmar e Márcio Barros (Anderson Lessa)
Técnico: Márcio Bittencourt
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