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- 10h24
- 05Nov
Zico: 'Flamengo tem que pensar em ser campeão, não em Libertadores'
por Fábio Matos, da redação do ESPN.com.br
Campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes vestindo a camisa 10 do Flamengo, em 1981, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é sinônimo de Flamengo. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o “Galinho”, que participou de quatro dos cinco títulos brasileiros conquistados pelo clube carioca (1980/82/83/87), diz que a equipe comandada pelo técnico Andrade deve se esforçar para faturar nesta temporada o sexto Brasileirão, e não apenas se contentar com uma das vagas na Copa Libertadores da América de 2010.
Zico também falou sobre sua experiência no comando do Olympiakos, da Grécia, equipe que dirige desde setembro, e também sobre a carreira internacional como treinador. O maior ídolo da história do Flamengo não declarou apoio a nenhum dos candidatos à presidência do Rubro-Negro – as eleições estão programadas para dezembro – e descartou qualquer possibilidade de assumir o comando técnico do time de coração ou até mesmo o cargo máximo da hierarquia do clube. Ao menos por enquanto.
Na conversa com o ESPN.com.br, Zico também comenta sobre o sucesso de veteranos como Petkovic no futebol brasileiro, a escolha do Rio como sede olímpica de 2016, a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Mundial da África do Sul em 2010, entre outros assuntos.
Leia a entrevista completa:
ESPN.com.br – O Olympiakos ocupa a vice-liderança do grupo H da UEFA Champions League, com seis pontos em quatro jogos, a quatro pontos do líder Arsenal (na última quarta-feira, a equipe de Zico foi derrotada pelo Standard Liége, da Bélgica, por 2 a 0). Até onde seu time pode chegar no principal torneio da Europa? Qual é o objetivo do clube para esta temporada?
Zico – Caímos em uma chave difícil, e eu cheguei aqui exatamente na estreia do time, horas antes da vitória sobre o AZ Alkmaar (1 a 0, em 16 de setembro). Acho que nossa meta deve ser pensada passo a passo. Primeiro, terminar entre os dois primeiros colocados do grupo e, fazendo o dever de casa, podemos garantir isso. Depois, vemos até onde podemos chegar na fase eliminatória. Nosso objetivo é conquistar o título nacional, que está complicado, pois o Panathinaikos também tem um time muito bom (as duas equipes dividem a liderança do Campeonato Grego, com 25 pontos após nove rodadas), e tentar ir o mais longe possível na Liga dos Campeões.
ESPN.com.br – Antes de assumir o comando do Olympiakos, você teve passagens por Fenerbahce (Turquia), Bunyodkor (Uzbequistão) e CSKA Moscou (Rússia), em centros ainda intermediários do futebol mundial, além da seleção japonesa. Por que Zico ainda não foi técnico de times da Inglaterra, da Itália, da Espanha ou da Alemanha?
Zico – Essa resposta eu não tenho. Parece difícil entender, porque naturalmente todos buscam a minha história como jogador e somam ao meu trabalho como treinador. O fato é que abracei a carreira depois do trabalho na seleção do Japão. Não pensava, até então, em ser treinador. E sabia que precisava ganhar experiência. Aceitei propostas nas quais acreditava e que me deram bagagem para trabalhar na Europa. Estou feliz hoje. Gosto muito, por exemplo, do futebol jogado na Inglaterra hoje e, no futuro, posso trabalhar em um desses grandes centros. Mas estou feliz aqui no Olympiakos. A estrutura do clube é excelente.
ESPN.com.br – Como é a sensação de comandar jogadores brasileiros como Dudu Cearense, Leonardo e Diogo, que fazem parte de uma geração que tem por você uma relação quase de fã para ídolo? O próprio Vagner Love, ex-CSKA e hoje no Palmeiras, já disse que às vezes era um pouco "estranho" ser dirigido pelo Galinho, ídolo de infância...
Zico – Pois é. Isso acontece mesmo. No Japão, em um determinado momento, tive até que trabalhar especificamente para quebrar essa barreira. E no Fenerbahce também vivi questões assim. Mas hoje, com nove títulos no currículo de treinador (Copa da Ásia e Copa Kirin, pelo Japão; Campeonato Turco, Supercopa da Turquia e Antalya Cup, pelo Fenerbahce; Campeonato Uzbeque e Copa do Uzbequistão, pelo Bunyodkor; Supercopa da Rússia e Copa da Rússia, pelo CSKA), sei que eles já conseguem perceber que, além de ídolo, posso ensinar muita coisa, posso ajudá-los.
ESPN.com.br – Você participou de quatro dos cinco títulos brasileiros conquistados pelo Flamengo. De que forma vê essa arrancada da equipe na reta final do Brasileirão, com oito vitórias nos últimos 12 jogos? Aposta no hexacampeonato nacional do Rubro-Negro ou uma vaga na Libertadores já estaria de bom tamanho? E como avalia o trabalho de Andrade, seu antigo companheiro de time?
Zico – Sempre defendi uma oportunidade para o Andrade, que conhece muito o Flamengo. Vejo com alegria esse momento, principalmente por causa dele. O time tem jogadores talentosos como o Petkovic e o Adriano, e o campeonato está muito nivelado. Acho que essa combinação permitiu uma arrancada nesta reta final. Mas o Flamengo precisa pensar sempre em ser campeão e não deve se contentar só em chegar entre os quatro que vão para a Libertadores.
ESPN.com.br – Muito tem se falado, aqui no Brasil, sobre a grande fase de Petkovic, aos 37 anos. Como você analisa o sucesso atual de veteranos nos gramados nacionais, como Pet, Ronaldo, Marcelinho Paraíba, Paulo Baier e Ramon? Eles são diferenciados ou o futebol brasileiro está em um mau momento?
Zico – Não diria um mau momento. Há uma grande quantidade de jogadores de qualidade saindo do país, até mesmo atletas médios, e isso não é novidade. Mas como os clubes já se acostumaram aos pontos corridos, todos entenderam o campeonato, a possibilidade de nivelamento aumenta. Esses jogadores mais experientes ganham espaço nesse contexto. Há muitos jogadores jovens e times oscilando muito. Experiência pode fazer a diferença nessas horas.
ESPN.com.br – Apesar da boa fase em campo, o ambiente político do Flamengo continua turbulento. Nas próximas eleições presidenciais do clube, no dia 7 de dezembro, devem concorrer seis chapas diferentes, encabeçadas por Plínio Serpa Pinto, Clóvis Sahione, Delair Dumbrosck (presidente em exercício), Lysias Itapicuru, Patrícia Amorim e Pedro Ferrer. O que você espera do futuro do clube? Apoia algum candidato?
Zico – Estou acompanhando as eleições, sei quais são os candidatos, as chapas... O que espero é o que todo torcedor espera: um clube mais profissional que retome a força do Flamengo. Não apoio ninguém, tenho ótima relação com alguns candidatos, mas fico na torcida para que aquele que vença as eleições pense no melhor para o Flamengo.
ESPN.com.br – Como maior ídolo da história do Flamengo, seu nome é sempre cogitado como possível candidato a técnico da equipe profissional ou até a presidente do clube. De que forma Zico se vê, no futuro, ajudando o time pelo qual se consagrou?
Zico – Hoje não penso nisso. Sempre vou ajudar o Flamengo como puder, mas hoje sou profissional do Olympiakos e estou muito feliz com o trabalho que estamos fazendo aqui.
ESPN.com.br – O que você achou da escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016? Acredita que os erros do Pan-americano de 2007 não vão se repetir desta vez?
Zico – Sou daqueles que acham maravilhoso para o Rio o fato de receber uma Olimpíada. O governador (Sérgio Cabral Filho) e o prefeito (Eduardo Paes) são meus amigos. Mas temos que pensar em trabalhar para que a cidade esteja pronta. E fiscalizar, cobrar, ficar atento para que os erros não se repitam. Mas estou muito feliz como carioca e brasileiro.
ESPN.com.br – Recentemente, o Rio foi palco de novos confrontos entre policiais e o crime organizado que resultaram na morte de mais de 20 pessoas em um único fim de semana. Como esse acontecimento repercutiu na Grécia?
Zico – Não há uma repercussão específica por causa disso (escolha da sede olímpica). Seria notícia com o Rio sendo ou não organizador de uma Olimpíada.
ESPN.com.br – E a Copa do Mundo de 2014, no Brasil? Está feliz com a possibilidade de o país receber o evento ou preocupado com possíveis problemas administrativos?
Zico - É importante o Brasil receber grandes eventos. Temos o futebol no nosso sangue e a festa também, basta ver o Réveillon e o Carnaval. Mas, assim como na Olimpíada, precisamos realmente estar de olho e torcer para que as mudanças necessárias aconteçam. Os dois eventos são grandes oportunidades para o Brasil e para o Rio resolverem problemas antigos. Por tudo o que o Brasil vem fazendo no futebol, seus resultados de seleções e clubes, mereceu voltar a organizar uma Copa do Mundo.
ESPN.com.br – Falando em Copa do Mundo... Quais são as equipes favoritas ao título mundial de 2010 na África do Sul? Alguma chance de Zico comandar outra seleção em um Mundial, como aconteceu em 2006, com o Japão?
Zico – Favoritos em Copas do Mundo são sempre os mesmos países, aqueles considerados mais tradicionais, as grandes seleções. A Espanha está muito bem, mas precisamos ver como estará no Mundial. E, principalmente, como estarão os grandes jogadores na época da Copa, sobretudo em relação ao aspecto físico. Isso pode pesar. Hoje não penso em comandar seleção alguma no Mundial. Tenho contrato com o Olympiakos e estou muito contente aqui.
Zico também falou sobre sua experiência no comando do Olympiakos, da Grécia, equipe que dirige desde setembro, e também sobre a carreira internacional como treinador. O maior ídolo da história do Flamengo não declarou apoio a nenhum dos candidatos à presidência do Rubro-Negro – as eleições estão programadas para dezembro – e descartou qualquer possibilidade de assumir o comando técnico do time de coração ou até mesmo o cargo máximo da hierarquia do clube. Ao menos por enquanto.
Na conversa com o ESPN.com.br, Zico também comenta sobre o sucesso de veteranos como Petkovic no futebol brasileiro, a escolha do Rio como sede olímpica de 2016, a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Mundial da África do Sul em 2010, entre outros assuntos.
Leia a entrevista completa:
ESPN.com.br – O Olympiakos ocupa a vice-liderança do grupo H da UEFA Champions League, com seis pontos em quatro jogos, a quatro pontos do líder Arsenal (na última quarta-feira, a equipe de Zico foi derrotada pelo Standard Liége, da Bélgica, por 2 a 0). Até onde seu time pode chegar no principal torneio da Europa? Qual é o objetivo do clube para esta temporada?
Zico – Caímos em uma chave difícil, e eu cheguei aqui exatamente na estreia do time, horas antes da vitória sobre o AZ Alkmaar (1 a 0, em 16 de setembro). Acho que nossa meta deve ser pensada passo a passo. Primeiro, terminar entre os dois primeiros colocados do grupo e, fazendo o dever de casa, podemos garantir isso. Depois, vemos até onde podemos chegar na fase eliminatória. Nosso objetivo é conquistar o título nacional, que está complicado, pois o Panathinaikos também tem um time muito bom (as duas equipes dividem a liderança do Campeonato Grego, com 25 pontos após nove rodadas), e tentar ir o mais longe possível na Liga dos Campeões.
ESPN.com.br – Antes de assumir o comando do Olympiakos, você teve passagens por Fenerbahce (Turquia), Bunyodkor (Uzbequistão) e CSKA Moscou (Rússia), em centros ainda intermediários do futebol mundial, além da seleção japonesa. Por que Zico ainda não foi técnico de times da Inglaterra, da Itália, da Espanha ou da Alemanha?
Zico – Essa resposta eu não tenho. Parece difícil entender, porque naturalmente todos buscam a minha história como jogador e somam ao meu trabalho como treinador. O fato é que abracei a carreira depois do trabalho na seleção do Japão. Não pensava, até então, em ser treinador. E sabia que precisava ganhar experiência. Aceitei propostas nas quais acreditava e que me deram bagagem para trabalhar na Europa. Estou feliz hoje. Gosto muito, por exemplo, do futebol jogado na Inglaterra hoje e, no futuro, posso trabalhar em um desses grandes centros. Mas estou feliz aqui no Olympiakos. A estrutura do clube é excelente.
ESPN.com.br – Como é a sensação de comandar jogadores brasileiros como Dudu Cearense, Leonardo e Diogo, que fazem parte de uma geração que tem por você uma relação quase de fã para ídolo? O próprio Vagner Love, ex-CSKA e hoje no Palmeiras, já disse que às vezes era um pouco "estranho" ser dirigido pelo Galinho, ídolo de infância...
Zico – Pois é. Isso acontece mesmo. No Japão, em um determinado momento, tive até que trabalhar especificamente para quebrar essa barreira. E no Fenerbahce também vivi questões assim. Mas hoje, com nove títulos no currículo de treinador (Copa da Ásia e Copa Kirin, pelo Japão; Campeonato Turco, Supercopa da Turquia e Antalya Cup, pelo Fenerbahce; Campeonato Uzbeque e Copa do Uzbequistão, pelo Bunyodkor; Supercopa da Rússia e Copa da Rússia, pelo CSKA), sei que eles já conseguem perceber que, além de ídolo, posso ensinar muita coisa, posso ajudá-los.
ESPN.com.br – Você participou de quatro dos cinco títulos brasileiros conquistados pelo Flamengo. De que forma vê essa arrancada da equipe na reta final do Brasileirão, com oito vitórias nos últimos 12 jogos? Aposta no hexacampeonato nacional do Rubro-Negro ou uma vaga na Libertadores já estaria de bom tamanho? E como avalia o trabalho de Andrade, seu antigo companheiro de time?
Zico – Sempre defendi uma oportunidade para o Andrade, que conhece muito o Flamengo. Vejo com alegria esse momento, principalmente por causa dele. O time tem jogadores talentosos como o Petkovic e o Adriano, e o campeonato está muito nivelado. Acho que essa combinação permitiu uma arrancada nesta reta final. Mas o Flamengo precisa pensar sempre em ser campeão e não deve se contentar só em chegar entre os quatro que vão para a Libertadores.
ESPN.com.br – Muito tem se falado, aqui no Brasil, sobre a grande fase de Petkovic, aos 37 anos. Como você analisa o sucesso atual de veteranos nos gramados nacionais, como Pet, Ronaldo, Marcelinho Paraíba, Paulo Baier e Ramon? Eles são diferenciados ou o futebol brasileiro está em um mau momento?
Zico – Não diria um mau momento. Há uma grande quantidade de jogadores de qualidade saindo do país, até mesmo atletas médios, e isso não é novidade. Mas como os clubes já se acostumaram aos pontos corridos, todos entenderam o campeonato, a possibilidade de nivelamento aumenta. Esses jogadores mais experientes ganham espaço nesse contexto. Há muitos jogadores jovens e times oscilando muito. Experiência pode fazer a diferença nessas horas.
ESPN.com.br – Apesar da boa fase em campo, o ambiente político do Flamengo continua turbulento. Nas próximas eleições presidenciais do clube, no dia 7 de dezembro, devem concorrer seis chapas diferentes, encabeçadas por Plínio Serpa Pinto, Clóvis Sahione, Delair Dumbrosck (presidente em exercício), Lysias Itapicuru, Patrícia Amorim e Pedro Ferrer. O que você espera do futuro do clube? Apoia algum candidato?
Zico – Estou acompanhando as eleições, sei quais são os candidatos, as chapas... O que espero é o que todo torcedor espera: um clube mais profissional que retome a força do Flamengo. Não apoio ninguém, tenho ótima relação com alguns candidatos, mas fico na torcida para que aquele que vença as eleições pense no melhor para o Flamengo.
ESPN.com.br – Como maior ídolo da história do Flamengo, seu nome é sempre cogitado como possível candidato a técnico da equipe profissional ou até a presidente do clube. De que forma Zico se vê, no futuro, ajudando o time pelo qual se consagrou?
Zico – Hoje não penso nisso. Sempre vou ajudar o Flamengo como puder, mas hoje sou profissional do Olympiakos e estou muito feliz com o trabalho que estamos fazendo aqui.
ESPN.com.br – O que você achou da escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016? Acredita que os erros do Pan-americano de 2007 não vão se repetir desta vez?
Zico – Sou daqueles que acham maravilhoso para o Rio o fato de receber uma Olimpíada. O governador (Sérgio Cabral Filho) e o prefeito (Eduardo Paes) são meus amigos. Mas temos que pensar em trabalhar para que a cidade esteja pronta. E fiscalizar, cobrar, ficar atento para que os erros não se repitam. Mas estou muito feliz como carioca e brasileiro.
ESPN.com.br – Recentemente, o Rio foi palco de novos confrontos entre policiais e o crime organizado que resultaram na morte de mais de 20 pessoas em um único fim de semana. Como esse acontecimento repercutiu na Grécia?
Zico – Não há uma repercussão específica por causa disso (escolha da sede olímpica). Seria notícia com o Rio sendo ou não organizador de uma Olimpíada.
ESPN.com.br – E a Copa do Mundo de 2014, no Brasil? Está feliz com a possibilidade de o país receber o evento ou preocupado com possíveis problemas administrativos?
Zico - É importante o Brasil receber grandes eventos. Temos o futebol no nosso sangue e a festa também, basta ver o Réveillon e o Carnaval. Mas, assim como na Olimpíada, precisamos realmente estar de olho e torcer para que as mudanças necessárias aconteçam. Os dois eventos são grandes oportunidades para o Brasil e para o Rio resolverem problemas antigos. Por tudo o que o Brasil vem fazendo no futebol, seus resultados de seleções e clubes, mereceu voltar a organizar uma Copa do Mundo.
ESPN.com.br – Falando em Copa do Mundo... Quais são as equipes favoritas ao título mundial de 2010 na África do Sul? Alguma chance de Zico comandar outra seleção em um Mundial, como aconteceu em 2006, com o Japão?
Zico – Favoritos em Copas do Mundo são sempre os mesmos países, aqueles considerados mais tradicionais, as grandes seleções. A Espanha está muito bem, mas precisamos ver como estará no Mundial. E, principalmente, como estarão os grandes jogadores na época da Copa, sobretudo em relação ao aspecto físico. Isso pode pesar. Hoje não penso em comandar seleção alguma no Mundial. Tenho contrato com o Olympiakos e estou muito contente aqui.
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