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- 14h01
- 09Oct
Mais de 90 anos depois, rúgbi volta ao programa olímpico
por ESPN.com.br com Agência EFE
Disputado pela última vez nos Jogos de 1924, em Paris, o rúgbi foi confirmado hoje como modalidade olímpica na programação da edição de 2016, no Rio de Janeiro, junto ao golfe.
A diferença é que, antigamente, a modalidade disputada era a de 15 para cada lado, e a aprovação de hoje foi para o rúgbi de sete. Os dois esportes superaram uma lista que tinha ainda beisebol, softbol, caratê, squash e patinação.
O rúgbi começou nos Jogos de 1900, também em Paris, com os donos da casa como campeões; quatro anos depois, em Londres, o ouro foi para a Austrália; os Estados Unidos venceram as duas últimas edições, na Antuérpia (1920) e Paris (1924).
A participação do rúgbi esteve marcada pelas interrupções - não houve disputa em Saint Louis, no ano de 1904, e Estocolmo, em 1912 - e algumas lembranças próprias do espírito ainda amador da época.
Exemplo disso aconteceu nos Jogos de 1908 e 1920, que tiveram apenas dois participantes cada. No primeiro, em Londres, a Austrália ganhou dos donos da casa, e na Antuérpia os Estados Unidos passaram pela França.
A França (um ouro e duas pratas), Estados Unidos (dois ouros) e Austrália (um ouro) lideram até o momento o quadro de medalhas olímpico do esporte, completado pela prata e o bronze da Inglaterra, a prata alemã em 1900 e o bronze da Romênia em 1924.
A atual implantação do rúgbi na França se deve, em grande parte, ao trabalho do barão Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos. Ele sempre demonstrou interesse pela modalidade e a definiu como "uma mistura perpétua de individualismo e disciplina".
Entretanto, o belga Henri Baillet-Latour, sucessor do barão na Presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI), não partilhava do mesmo entusiasmo pelo esporte, que deixou de ser olímpico em 1928.
A federação internacional de rúgbi foi confirmada como uma das integrantes do COI em 1994, em reunião na cidade de Cardiff, capital do País de Gales. O reconhecimento foi um passo para o retorno do esporte ao programa olímpico, movimento iniciado ainda nos anos 90.
O ideal seria o retorno para os Jogos de Londres, em 2012, mas a decisão acabou ficando para o Rio de Janeiro e o Brasil - país no qual o esporte ainda engatinha. O rúgbi de sete é praticado por mais de três milhões de jogadores e tem muitos fãs em todo o mundo.
Para a federação internacional de rúgbi, a decisão de hoje é "rentável" para o movimento olímpico, já que a construção de novos estádios não seria necessária. A inclusão também atrairá novos patrocinadores e espectadores de uma faixa de público jovem não atendida até o momento.
A inclusão do rúgbi de sete foi recomendada pelo comitê olímpico por ser mais espetacular e dinâmica. A experiência foi bem-sucedida nos Jogos da Comunidade Britânica de 2002, com um público total de 130 mil pessoas - superado apenas pelo das provas de atletismo.
Criado por um açougueiro escocês, Ned Haig, no final do século 19, o rúgbi de sete requer velocidade, técnica e boa forma física. As partidas duram 14 minutos, com dois tempos de sete. O líder do ranking mundial da modalidade é a África do Sul, vencedora do Mundial de 2007, na França. Nova Zelândia e Austrália aparecem em seguida. A melhor da América do Sul é a Argentina.
A inclusão do rúgbi de sete no programa dos Jogos do Rio aumentará a chance de medalha de países como Fiji, nona seleção do mundo, e Samoa, na 11ª posição. Após conhecer a decisão do COI em Copenhague, o francês Bernard Lapasset, presidente da federação internacional, disse que este é "um momento histórico".
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