O Corinthians começou a temporada rebaixado para a segunda divisão e com uma dívida de mais de R$ 100 milhões herdada dos anos em que Alberto Dualib foi presidente do clube.
O primeiro passo na tentativa de sanear as contas foi cortar ao máximo as despesas e ampliar as receitas. Mesmo na Série B, o Timão conseguiu fechar um bom contrato com a televisão, ampliou suas ações de marketing e melhorou os valores recebidos com patrocínio e material esportivo. A receita prevista para 2008 é de R$ 90 milhões com despesas na ordem de R$ 83 milhões.
O lucro de R$ 7 milhões, no entanto, fica apenas na teoria em virtude da quantidade das dívidas a vencer a curto prazo. O passo a seguir foi a renegociação com os credores, mas para fazer frente às parcelas por vencer o Corinthians teve que se desfazer de parte dos direitos federativos de atletas como André Santos e Dentinho, além da parte que ainda era de propriedade do clube relativa ao atacante Jô, que em seguida foi negociado pelo CSKA, da Rússia, com o Manchester City, da Inglaterra.
A expectativa era vender jogadores para pagar boa parte das dívidas, mas a janela de transferência de agosto rendeu bem menos do que esperavam os dirigentes corintianos. O único negociado, o volante Carlão, serviu pelo menos para acabar com a dívida que mais atormentava o clube, com o Lyon relativa ainda a Nilmar. Como o pagamento foi determinado pela Fifa, o Corinthians corria risco de ser punido com perda de pontos ou com um novo rebaixamento caso não honrasse o compromisso.