A regra básica das finanças, gastar menos do que se recebe, parece que ainda não foi aprendida pelo Flamengo. As receitas rubro-negras têm disparado nos últimos anos, mas ao invés de fazer sua enorme dívida diminuir, ela só aumenta porque as despesas continuam muito altas.
A diretoria alega que o futebol é superavitário, mas só isso não adianta. Com 36 milhões com despesas bancárias, R$ 24 milhões com clube social e esportes olímpicos, além do que foi assumido de dívidas por causa da Timemania, resultaram num prejuízo de R$ 59 milhões.
Um rombo e tanto que contribuiu para que o Flamengo fechasse o balanço de 2007 com um patrimônio líquido negativo em R$ 48 milhões. Isso quer dizer que se o Rubro-Negro vendesse todos os seus bens, ainda precisaria de mais R$ 48 milhões para quitar todas as suas dívidas.
E mesmo com esta situação mais do que delicada, o orçamento para 2008 foi aprovado prevendo um déficit de R$ 18 milhões. Este valor foi coberto com as vendas de Souza, Marcinho e Renato Augusto, mas ainda assim é provável que o clube termine o ano no vermelho.
Para resolver a situação, o presidente Márcio Braga prega que a solução é separar o futebol do resto do clube. Mas isso só não basta. É preciso que o clube realmente aumente suas receitas (em 2009 o Flamengo deve receber cerca de R$ 180 milhões), mas é preciso que os gastos sejam menores e que o lucro seja usado para aos poucos sanear as finanças rubro-negras.