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Aílton culpa falha nas finalizações por derrota no Pacaembu
O Náutico soma 35 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e ocupa a indigesta 18ª colocação. A equipe poderá terminar a rodada na penúltima posição, em caso de vitória do Fluminense sobre o Palmeiras
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Notas - Bola de Prata da Revista Placar
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Na rabeira
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Apesar dos desfalques, Náutico crê em vitória sobre Santos
Não bastasse estar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Náutico ainda terá seis desfalques para enfrentar o Santos neste sábado. Mesmo assim, o time pernambucano segue confiando em uma vitória no Pacaembu
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Ingressos para Santos x Náutico estão à venda
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Petkovic segue líder para o troféu Bola de Ouro, mas vê aproximação do também flamenguista Adriano
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Náutico tem que aproveitar má fase do Santos, diz Vagner
No próximo domingo, resta ao time aproveitar a má fase do Santos para vencer fora de casa e finalmente deixar a zona da degola. A instabilidade da equipe dirigida por Vanderlei Luxemburgo é esperança pernambucana
por Celso Unzelte
Como seu próprio nome diz, o Clube Náutico Capibaribe foi fundado para a prática do remo em um dos dois maiores rios que banham o Recife (o outro é o Rio Beberibe), há mais de 100 anos, no dia 7 de abril de 1901. O futebol aparece somente em 1909, mais precisamente no dia 25 de julho daquele ano, quando o time entra em campo pela primeira vez, para enfrentar o Sport, e vence por 3 a 1.
Em 1934, já no profissionalismo, vem o primeiro título pernambucano do alvirrubro no futebol, com uma goleada histórica sobre o Sport na última rodada (8 a 1) e vitória sobre o Santa Cruz em um jogo extra por 2 a 1. De lá para cá foram conquistados mais 20 títulos de campeão pernambucano, mas a melhor fase do timbu (apelido e mascote inspirados em um tipo de gambá que adora beber álcool) ocorreu na década de 1960.
O time-base formado por Lula, Gena, Mauro, Gílson e Clóvis, Salomão e Ivan, Nado, Bita, Nino e Lala foi hexacampeão estadual de 1963 a 1968, um feito não igualado por nenhum rival até hoje. Na Taça Brasil de 1967, derrubou o Santos de Pelé na semifinal, foi vice-campeão nacional ao perder a decisão em um jogo extra, para o Palmeiras, e classificou-se para disputar a Libertadores no ano seguinte.
Em 1974, ao ser novamente campeão, o Náutico tirou do Santa Cruz a chance de igualar o hexa. Em 2001, ano do centenário timbu, fez o mesmo com o Sport. Bi em 2002, novamente campeão estadual em 2004, o Náutico começou a participar do Campeonato Brasileiro em 1972. Esteve presente na elite nacional durante toda a década de 1970 e até 1986. Dali para a frente alternou participações nas Séries A e B do Brasileiro.
No dia 26 de novembro de 2005, o Náutico esteve a apenas alguns minutos da volta para a Série A, na famosa Batalha dos Aflitos. Jogando em casa contra o Grêmio, o time desperdiçou dois pênaltis e mesmo enfrentando um adversário que teve quatro jogadores expulsos acabou derrotado por 1 a 0, com um gol nos acréscimos. Um ano depois, porém, graças a uma excelente campanha em que terminou como terceiro colocado da Série B, o Náutico estava, enfim, de volta ao lugar que merece: a primeira divisão nacional.
Filho de mãe pernambucana, desde cedo eu ouvia falar do Náutico, o time de grande parte da minha família que mora no Recife. Minha primeira referência vem do velho Manual do Zé Carioca, publicado em 1974, que trazia o antigo escudo do clube, parecido com o do Flamengo, em que as listras eram substituídas por estrelas.
Depois, veio o time da rápida passagem de Dadá Maravilha pelo clube, em 1980, derrotado pelo Corinthians no Campeonato Brasileiro. Só depois, bem depois, eu viria saber do Náutico do hexa, de Nado, Bita e Lala, que derrubou o Santos de Pelé, chegou a ser vice da Taça Brasil e representou o país na Libertadores.
Também fases de identificação com o clube em seus períodos mais difíceis. Aliás, é curioso como toda vez em que o Náutico está no buraco aparece um goleador para salvá-lo. Em 1984, fazia dez anos que a equipe não era campeã pernambucana, mas voltou a ser, principalmente graças aos gols do centroavante Lima, emprestado pelo Corinthians.
Em 1989, o time já ameaçava entrar em nova fase de espera após o bi de 1984/85, quando faturou o título estadual de 1989 graças ao gaúcho Bizu, que no Palmeiras havia virado piada e no Recife virou rei. Finalmente, no título do centenário, em 2001, que virou bi em 2002 e ainda rendeu os frutos de um terceiro título pernambucano, conquistado em 2004, Kuki imortalizou-se como um dos maiores ídolos e artilheiros timbus de todos os tempos.
Hoje, para mim, se o Náutico tem um nome ele se chama Lucidio José de Oliveira. Médico, amigo da minha família pelo lado pernambucano há três gerações, ele é hoje um dos maiores historiadores vivos do clube, e seguramente o maior deles em prosa, através de seus livros O Náutico, a Bola e as Lembranças, reeditado em 2008 após 20 anos, e Paixão e Fidelidade.
Jogadores mais marcantes
Tará (atacante, 1940 a 1945)
Orlando Pingo de Ouro (ponta-de-lança, 1943 a 1945)
Nado (ponta-direita, 1968 a 1972)
Bita (centroavante, 1963 a 1968)
Lula (goleiro, 1962 a 1968 e 1972)
Kuki (centroavante, 2001/2002, 2003 a 2007 e 2008)
Nome: Clube Náutico Capibaribe
Fundação: 7/4/1901
Apelido: Timbu
Estádio: Aflitos (próprio), 19 800
Títulos mais importantes
3 Copas Norte (1965, 1966 e 1967); 21 Campeonatos Pernambucanos (1934, 1939, 1945, 1950/51/52, 1954, 1960, 1963/64/65/66/67/68, 1974, 1984/85, 1989, 2001/2002 e 2004)
Hino
Autor: Tovinho
Da união de duas cores mágicas
Nasceu a força e a raça
Vermelho de luta,
Branco de paz
Quem olha não esquece jamais
Da união de sete letras mágicas
N- A- U- T- I- C- O
Nasceu um time que encanta,
Que manda e desmanda
Que faz o nosso Carnaval
Náutico teu caminho é de luz
Tua força, tua garra
Fascina e seduz
No meu coração
Brotou o esplendor
De te adorar com emoção
No meu coração
Brotou o esplendor
De te adorar com muito amor