Já confirmado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) através de seu presidente, Roberto Gesta de Melo, o novo caso de doping no atletismo brasileiro, revelado nessa terça-feira com exclusividade pela ESPN Brasil e o ESPN.com.br, começa a fazer como vítimas até profissionais que nada têm a ver com o escândalo.
Abatido e triste com mais uma vergonha dentro do grupo que mantém, no caso, do triplista Leonardo Elisário dos Santos, o presidente da equipe Rede deixou clara sua insatisfação e cogitou até em acabar com toda a equipe, reduzi-la ou até mesmo trabalhar apenas com jovens talentos a partir de agora. Caso opte pela primeira ou segunda opção, a campeã olímpica Maurren Maggi pode não ter seu contrato renovado para 2010.
"A pergunta é um pouco prematura [sobre acabar com a equipe], mas eu estou gerenciando esta situação. Já acabei com a área de velocidade. Não sei, a decisão não foi tomada, mas a equipe será muito menor, com certeza. Mas ficou complicado. Ficou complicada a manutenção, ficou complicado os patrocínios, ficou complicado eu explicar para aqueles que são relcionados com o grupo Rede", afirmou garantiu Jorge Queiroz.
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Queiroz ainda mostrou-se envergonhado com a forma que os atletas veem o escândalo. "Para mim é um choque absoluto. Eu conversei com todos os atletas sobre esse assunto. Ninguém está arrependido por ter feito alguma coisa errada, ou quase ninguém. Estão preocupados por terem sido pegos, o erro foi ter sido pego, o erro não foi ter tomado a substância. Isso é que é o mais grave de tudo, um erro conceitual brutal."
Leonardo Elisário testou positivo para a substância stanozolol, que aumenta a força muscular, durante o Sul-Americano da modalidade realizado em Lima, no Peru, em junho. Assim como ele, Fernanda Gonçalves, dos saltos em distância e triplo, e João Gabriel dos Santos Sousa, do salto com vara, ambos da equipe BM&F, foram pegos no exame.
O espanhol Paquillo Fernández, vice-campeão da marcha de 20 km nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, viu nesta terça-feira seu nome ligado a uma rede de doping na Espanha
Distribuindo US$ 6,63 milhões em prêmios, o circuito que substituirá a Golden League nasce com o propósito de levar as principais provas do atletismo para fora da Europa