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Rogério Ceni reclamou de Neymar por ter feito a famigerada "paradinha" antes da cobrança do pênalti que abriu o placar em São Paulo 1 x 2 Santos, domingo, em Barueri. Concordo com o capitão são-paulino, sou contra tal artimanha. O goleiro não pode avançar na direção da bola antes do chute, o que está certo, afinal, falamos da "penalidade máxima" do futebol. A ideia é beneficiar o cobrador mesmo. Dar a ele mais uma enorme chance me parece exagero, quase uma covardia.
Contudo, Rogério já recorreu ao mesmo artifício antes. Como no confronto com o Atlético Paranaense, pela Copa Sul-americana de 2008, decidido na disputa de pênaltis — clique aqui para ver o camisa 1 tricolor utilizando o mesmo recurso de Neymar no duelo de domingo. Claro que o goleiro-artilheiro pode ter mudado de ideia de lá para cá. Vejamos se fará novas paradinhas. Por enquanto, a meu ver, não tem razão ao se queixar.
PS: aos que ainda não entenderam, alegam que não vi a entrevista etc, vou insistir: se o Rogério já utilizou a paradinha não deveria reclamar dela. É minha opinião, apenas. Se discordam, paciência.

Após a (justa) vitória do Santos sobre o São Paulo por 2 a 1 com um gol(aço) de Robinho, evidentemente ouviremos e leremos nos próximos dias frases como "é a volta do futebol moleque", ou então "esse é o futebol brasileiro", o "futebol bailarino" um dia citado por Emerson Leão. Deixemos o "oba-oba" para quem gosta disso.
A combinação Neymar-Paulo Henrique Ganso é promissora. Os garotos têm talento e não costumam utlizá-lo apenas para firulas e gracinhas que arrancam elogios fáceis mas nem sempre proporcionam gols e vitórias. Sem Robinho, o Santos dominou o primeiro tempo. Fez 1 a 0 num pênalti à brasileira (inexistente), mas foi bem superior.
Na segunda etapa o São Paulo melhorou, empatou e poderia até virar. Em campo, Robinho apareceu duas vezes. Primeiro numa tabela com Neymar que parou em Rogério Ceni. O camisa 7 mostrou, ali, uma velha deficiência, a finalização quando chega com a bola nos pés à área inimiga. Depois o outro lado da moeda e, de letra, deu a vitória ao Santos.
Robinho é muito habilidoso, tem boa técnica e talvez não tenha se tornado o que sempre sonhou (e dele se esperava) por não ter evoluido tecnicamente. Conduz a bola da defesa ao ataque rapida e facilmente. Quando dribla buscando o gol, é letal. Quando dribla inspirado no tal "futebol moleque", nao vai longe, só firula. Ele ainda tem que melhorar.
Os dois momentos de Robinho no clássico evidenciaram uma virtude e um defeito. Seriedade, treinamento e o bom uso do recurso natural que possui, a habilidade, podem aprimorar sua técnica e torná-lo um jogador muito melhor. O mesmo vale, claro, para os garotos Ganso e Neymar, que demonstram estar no caminho certo, longe da "Síndrome de Denílson".
Não estou dizendo que é proibido driblar, tampouco criticando quem tem talento. Apenas acho um desperdício a habilidade separada da técnica, o drible no meio do campo, sem sair do lugar. E o Santos com essa rapaziada e a volta de Robinho tem ótima oportunidade de reunir beleza plástica, lances bonitos, marcantes, à eficiência que se espera de um time.
Foi assim que derrotou o São Paulo. Na tabela de Robinho e Neymar que parou nas mãos de Rogério. E na jogada de Zé Eduardo e Wesley, que parou nas redes tricolores após o toque genial de Robinho. "Futebol moleque"? Não, obrigado. O Santos, como todo time que dispõe de gente habilidosa em campo, precisa de talento com ousadia e responsabilidade.
Felipe Melo jogou, em média, 82 minutos de partida em suas 18 aparições pela Juventus, em crise (cinco jogos sem vencer e de técnico novo há apenas duas rodadas) no campeonato italiano. Fez dois gols e tem um par de expulsões, a mais recente neste sábado, em meio ao melancólico empate (1 a 1) com o Livorno, ante protestos dos tifosi.
Um dos atletas que mais vezes viu o cartão vermelho na temporada, Melo é, ainda, o quarto jogador mais faltoso do torneio (51), com cinco advertências pelo amarelo. Em desarmes, ponto forte para jogadores de sua posição, é apenas o 44º do ranking liderado por Lúcio, zagueiro da Internazionale e também da seleção brasileira.
A fase do meia revelado pelo Flamengo e que virou volante na Europa é a pior desde que por lá se aventurou. E a apenas quatro meses da Copa do Mundo, que lhe acena com perspectivas de ser o titular. Na Juventus, Felipe Melo já demonstrou destempero e descontrole emocional em meio aos jogos. Um problema antigo, que se reacendeu em Turim.
Dunga parecia ter encontrado o jogador ideal para formar dupla com Gilberto Silva, seu burocrático, mas regular, volante de confiança. Felipe era o cara capaz de melhorar a qualidade do passe a partir das imediações da área brasileira e manter a "pegada". E é, mas com tamanho destempero e em péssima fase, ele o será na África do Sul? Difícil...
Você acredita em Felipe Melo como titular do Brasil na Copa do Mundo? Se a resposta for não, quem indicaria? Na hora "H", boas chances de vermos Josué entre os titulares.
Não só de Boca Juniors x River Plate vive a rivalidade entre times argentinos. Há mais, muito mais, Racing x Independiente, Huracán x San Lorenzo, Rosario Central x Newell's Old Boys... Na noite de quarta-feira, os dois times de La Plata, cidade a cerca de 70 quilômetros de Buenos Aires, estiveram frente a frente.
Campeão da Copa Libertadores, o Estudiantes visitou o Gimnasia y Esgrima pela segunda rodada do torneio Clausura 2010. O blog convidou Zanata La Bruja Arnos para escrever sobre o duelo. Professor de História, 43 anos, músico de Blues e responsável pelo blog Bruxas & Leões de La Plata, ele é apaixonado pelo time Pincha. E relata o duelo.
O Gimnasia derrotou de forma incontestável a equipe Pincha pelo placar de 3 a 1, confirmando sua força ao jogar este especial duelo em seus domínios. Se aproveitou também do acordado com a direção do Estudiantes para que nos confrontos entre suas equipes só entrem no estádio torcedores do time mandante. Foi assim no último Apertura e agora no Clausura 2010.
Marcaram para os Lobos, Denis Stracqualursi aos 44 do primeiro tempo e 35 do segundo tempo. Descontou Juan Sebastían Verón aos 43 do segundo tempo, mas Cuevas, nos acréscimos, aos 48 minutos da etapa final fechou o placar.
Mesmo com a derrota, a estatística atualizada do clássico platense ainda confirma a vantagem Pincha sobre o Gimnasia. O primeiro clássico platense, realizado em 14 de junho de 1931, terminou 1 a 1, gols de Ismael Morgado (Gimnasia) e Enrique Guaita (Estudiantes).
Contando com este empate no primeiro clássico platense, tivemos:
Vitórias:
Estudiantes 51 x 45 Gimnasia y Esgrima
Gols marcados:
Estudiantes 217 x 196 Gimnasia y Esgrima
Empates:
51
Maiores goleadas:
25/08/63 - Gimnasia 5 (Rojas 2, Gómez Sánchez,Diego Bayo e Ciaccia);Estudiantes 2 (Dominguez e Prospitti).
15/10/06 - Estudiantes 7 (Calderón 3, Galván 2 , Pavone e Luguercio); Gimnasia 0.
Maiores goleadores:
Gimnasia – Miguel Fidel e Isidro Orleans, 7 gols.
Estudiantes – Manuel Pelegrina, 11 gols.
O Estudiantes se apresentava pela primeira vez diante de sua torcida após a conquista histórica da sua quarta Libertadores da América. Já o Gimnasia y Esgrima, vinha de uma luta heróica e não menos histórica que livrou os Lobos do rebaixamento no campeonato naquele mesmo 2009.
Refiro-me à vitória frente ao Atlético Rafaela no confronto final dos jogos da chamada promocíon*, pelo placar de 3 a 0, denominada de “O Milagre de La Plata”. Tendo perdido a primeira partida pelo mesmo placar, o Gimnasia, que jogava por dois resultados iguais, só conseguiu o terceiro gol com dois de cabeça de Franco “Enano” (anão) Niell, de 1,62m, aos 44 e 46 minutos da etapa final.
A estréia contra o grande rival em 15 de Outubro de 2006, não poderia ter sido melhor.O Estudiantes de La Plata aplicou uma goleada histórica de 7 a 0 , com três gols de Calderón, dois de Galván, um de Pavone e um de Luguercio.
A invencibilidade de Verón contra o Gimnasia jogando pelo Estudiantes de La Plata durou sete clássicos, com seis vitórias e um empate. Até o jogo da noite de quarta-feira, sua única derrota enfrentando o rival havia sido quando ainda pelo Boca Juniors, em 5 de Maio de 1996.
Com esta vitória sobre o Estudiantes na segunda rodada do Clausura 2010, os Lobos se mantêm invencíveis em seu bosque. A equipe Pincha não consegue derrotar o seu tradicional adversário jogando na cancha inimiga há 14 anos.
* Promoción é uma disputa mata-mata que define dois times que estarão na Série A na temporada que começa em agosto. É um sistema meio louco em que o 3º e 4º piores times da primeira divisão enfrentam respectivamente o 3º e o 4º melhores times da segunda divisão. Quem se der bem na disputa, após duas partidas, vai pra Série A e quem perder vai para Série B.
Quais são os times que mais lotam os estádios, independentemente da capacidade? Ou seja, as equipes com maior percentual de ocupação dos lugares disponibilizados para o público nas praças onde mandam seus jogos.
O levantamento do blog, abaixo, mostra que cancha pequena favorece em alguns casos. A ponto de times menores, como o Siena, lanterna do campeonato italiano, apresentar a totalidade de ocupação de suas arquibancadas.
1º) Bayer Leverkusen - Alemanha (1ª) - 22500 - 100%
Siena - Itália (1ª) - 12500 100%
3º) Bayern Munich - Alemanha (1ª) - 69060 - 99.9%
4º) Arsenal - Inglaterra (1ª) - 60432 - 99.0%
5º) Manchester United - Inglaterra (1ª) - 75769 - 98.7%
6º) Wolverhampton Wanderes - Inglaterra (1ª) - 28525 - 98.6%
7º) Tottenham Hotspur - Inglaterra (1ª) - 36310 - 98.5%
8º) Chelsea - Inglaterra (1ª) - 42055 - 98.4%
9º) Schalke 04 - Alemanha (1ª) - 62109 - 98.3%
PS: atualizei o post corrigindo informação equivocada extraída de um site inglês. O Cardiff City mudou de estádio e passou a atuar em local que comporta mais de 26 mil pessoas, portanto sua taxa de ocupação não é tão elevada quando apresentava a fonte da pesquisa. Assim, o time galês foi retirado da lista. Agradeço ao internauta Ricardo Kreische, de Florianópolis, pelo alerta.
Mais de 81 mil torcedores comparecem, em média, aos jogos do Barcelona no Camp Nou pelo campeonato espanhol na temporada 2009/2010 até aqui. É o time com maior frequência em seus compromissos como mandante entre os torneios nacionais de Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França e Escócia.
Claro que as diferentes capacidades dos estádios pesam, mas não deixa de ser interessante observar a presença de torcedores de clubes dos mais diversos, como o Hertha Berlim, lanterna do campeonato alemão e capaz de arrastar quase 44 mil fanáticos aos seus cotejos. Ou o Newcastle, com mais de 42 mil na segunda divisão inglesa.
Veja o ranking abaixo e comente o que mais lhe chama atenção na lista elaborada pelo blog.
Clube dos 40 mil
Equipes com público médio acima de 40 mil pessoas - entre parênteses a divisão do clube
1) Barcelona - Espanha (1ª) 81642
2) Borussia Dortmund - Alemanha (1ª) 76030
3) Manchester United - Inglaterra (1ª) 74810
4) Bayern Munich (1ª) - Alemanha 69000
5) Real Madrid - Espanha (1ª) 68500
6) Schalke 04 - Alemanha (1ª) 61108
7) Arsenal - Inglaterra (1ª) 59847
8) Hamburgo - Alemanha (1ª) 52372
9) Celtic - Escócia (1ª) 51106
10) Internazionale - Itália (1ª) 49933
11) Colonia - Alemanha (1ª) 47880
12) Borussia Mönchengladbach - Alemanha (1ª) 47620
13) Olympique de Marseille - França (1ª) 47504
14) Rangers - Escócia (1ª) 47061
15) Eintracht Frankfurt - Alemanha (1ª) 46668
16) Manchester City - Inglaterra (1ª) 45384
17) Valencia - Espanha (1ª) 44667
18) Hertha Berlin - Alemanha (1ª) 43710
19) Liverpool - Inglaterra (1ª) 43288
20) Milan - Itália(1ª) 42434
21) Newcastle United - Inglaterra (2ª) 42273
22) Napoli (1ª) - Itália 42182
23) Sevilla - Espanha (1ª) 41955
24) Chelsea - Inglaterra (1ª) 41409
25) Nuremberg - Alemanha (1ª) 41235
26) Stuttgart - Alemanha (1ª) 40864
27) Sunderland - Inglaterra (1ª) 40054
PS: Havia um erro na fonte da pesquisa, o Leeds United tem média inferior a 40 mil pessoas por jogo, por isso o time inglês foi retirado da lista acima.
Treinos da Fórmula 1 em Valencia, Espanha. Um jornalista pergunta a Rubens Barrichello se teria alguma dica para dar ao jovem Nico Rosberg, companheiro de Michael Schumacher na equipe Mercedes. E o piloto da Williams mandou esta: "Sim, eu tenho. Saia já daí. É a única coisa que posso falar para ele".
Pela enésima vez Barrichello se posiciona, mesmo que indiretamente, como vítima de Schumacher e da equipe. É aquela velha história, como se o brasileirinho não tivesse sido campeão do mundo porque a Ferrari beneficiaria o alemão, blá, blá, blá...
Desnecessário dizer que não foi por ser "beneficiado" que Schumacher acumulou sete títulos mundiais e diversos recordes. Língua solta quando o assunto é o alemão, Rubinho tentou consertar: "Desejo o melhor a ele (Nico). Amanhã, talvez, vocês verão os jornais dizendo: ‘Rubens diz para Nico cair fora dali’, mas não estou sendo maldoso".
Rubinho jamais seria campeão do mundo enquanto Schumacher estivesse na pista com um carro competitivo, fosse ele ferrarista, ou não. Da mesma forma que não conseguiu o título correndo no melhor bólido da temporada passada e tendo como companheiro de time, e adversário principal, o inglês Jenson Button, bom piloto mas que evidentemente não faz sombra ao germânico.
Foi a grande chance de Barrichello. Não deu. Melhor deixar de lado essas mágoas estimuladas pela turma do oba-oba, os brasileirinhos de plantão. Ainda na Fórmula 1, ele pode, e deve, fazer seu melhor em 2010, mostrar que ainda é capaz de fazer um bom trabalho. Porque trabalho excepcional é algo para pilotos de outro patamar. Como Michael Schumacher, por exemplo.
Cuca era o técnico e Kléber Leite o vice-presidente de futebol. Os dois torceram os respectivos narizes quando o então presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, acertou a volta de Petkovic à Gávea como parte de um acordo na justiça do trabalho. O retorno do sérvio reduziria a asfixia financeira provocada nos rubro-negros pelas inúmeras ações do gênero.
Pet, que há tempos não jogava bem, surpreendeu e conduziu o Flamengo ao título brasileiro. De humilde coadjuvante ele, por méritos próprios, voltara à condição de ídolo, com mais prestígio até do que na passagem anterior pelo clube. No começo de 2010, ainda não mostrou o futebol do ano passado e parece ter deixado a humildade lá atrás, pelo que fez domigo.
Deixar o estádio no intervalo de um jogo por ter sido substituído é uma atitude intempestiva e incompatível com um jogador rodado, experiente como Petkovic. E em campo, no segundo tempo, os fatos mostraram que Andrade estava com a razão ao sacá-lo. Afastar o jogador até que ele assuma o erro e se desculpe é o único ato aceitável por parte da diretoria do Flamengo.
A meu ver hoje Petkovic precisa mais do Flamengo do que o Flamengo precisa de Pet. E pra você?
Ernesto Tecla Farías fará 30 anos em 29 de maio. Nasceu em Buenos Aires e é um goleador. Sua contratação pelo Cruzeiro é ótima aposta, já que, em troca, o clube Celeste cedeu o atacante Kléber e embolsará cerca de 6 milhões de euros. Negócio dos mais interessantes.
Farías surgiu há 12 anos no Estudiantes de La Plata, atual campeão da Libertadores. Foi principal artilheiro do Apertura em 2003 com 13 tentos, superando nomes como Cavenaghi, então no River Plate (fez 9), Milito, ainda no Racing (8) e Carlitos Tévez, à época revelação do Boca Juniors (8).
Fracassou no Palermo da Itália, mas retornou para brilhar pelo River. Não ficou no Toluca do México, mas no Porto manteve sua bela média de gols (veja abaixo), quase um a cada duas partidas. Não se firmou na seleção, tampouco é o melhor centroavante argentino, mas pode ser útil ao time. Veja nos vídeos abaixo alguns dos gols de "El Tecla", típico atacante de área.![]()
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Mesmo na reserva do colombiano Falcão Garcia, Farías vinha jogando regularmente. Fez 20 partidas, quase todas por poucos minutos, saindo do banco na temporada entre campeonato português e Liga dos Campeões. Marcou seis gols. O técnico Jesualdo Ferreira costumava lançá-lo quando resolvia trocar um meia ou defensor por um atacante.
O River desejavam repatriar "El Tecla", apelido que ganhou porque, ainda garoto, teria dentes semelhantes ao teclado de um piano. Campeão português em 2008 e 2009, Farías é mais finalizador do que Kléber e vai disputar a posição com o Wellington Paulista. Sim, o brasileiro é superior ao argentino, mas colocando na balança o dinheiro pago pelo Porto e os problemas do "Gladiador" em Belo Horizonte com parte da torcida, é uma opção válida.
Ernesto Tecla Farías - Média de gols por jogo
* Estudiantes 0,46
* River Plate 0,51
* Porto 0,44
Ronaldo não foi até o fim da sua segunda partida pelo Corinthians em 2010. O Fenômeno saiu do jogo com o Mirassol (1 a 1) aos 23 minutos do segundo tempo sentindo, segundo os médicos alvinegros, a mesma contusão que o fez deixar o campo no primeiro tempo do duelo com o Flamengo, há dois meses.
Estranho que tanto tempo depois, mesmo após as férias e todo o período de treinamento em Itu, Ronaldo venha sentir a mesma lesão. O que estaria acontecendo? Será que, agora que o clube paulista tanto precisa dele, o maior goleador das Copas do Mundo deixará o time na mão? Perigo...
Antes de chegar ao Parque São Jorge, há pouco mais de um ano, Ronaldo vinha há tempos sem conseguir encaixar uma série de pelo menos seis partidas, tanto pelo Real Madrid quanto com a camisa do Milan, seu último clube na Europa. Superou tal marca defendendo o Corinthians. E agora?
Claro que é praticamente impossível ter um atacante como ele e um substituto do mesmo nível, mas a diferença entre o camisa 9 e seus eventuais reservas é gigantesca. E contra o Mirassol Ronaldo fez quatro das seis finalizações certas do time, além do gol, claro. Após sua saída o time piorou demais.
Com a sonhada Copa Libertadores pelo caminho, é preciso que o Corinthians reavalie a situação do seu astro maior. Ficar sem Ronaldo é, aparentemente, um problema sem solução.
Mauro Cezar Pereira é de Niterói (RJ) e começou no jornalismo em 1983. Passou pela Rádio Tupi, Sistema Globo de Rádio, Rádio Manchete, O Globo, O Dia e Jornal do Brasil, além de Editor do Jornal dos Sports. Comentarista dos canais ESPN, e da Rádio Eldorado/ESPN, assina uma coluna na revista Trivela
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