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É engraçado até, mas alguns torcedores que muito distorcem e pouco pensam vêm me acusando de atacar o projeto do estádio do Corinthians por não gostar do clube. Que tolice! Como se este blogueiro não fizesse críticas a outros absurdos que envolvem o futebol.
Quem nos acompanha sabe que não é assim. E um dos maiores alvos de nossas críticas tem sido a caríssima reforma do Maracanã, como combatemos, e muito, a construção do elefante branco batizado Engenhão e entregue quase de graça ao Botafogo.
Até o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, já foi questionado por este blog (e nos respondeu) sobre os quase R$ 400 milhões queimados num estádio que ele mesmo percebeu como mero multiplicador de despesas. E por isso, diz, o despachou logo.
Estive no Maracanã nesta quinta-feira para fazer entrevistas sobre as obras no estádio. Serão mais de R$ 705 milhões, sendo que tal "investimento" pago por nós, contribuintes, poderá aumentar bem. E lá vimos as últimas cadeiras azuis sendo removidas.
Elas são mais de 35 mil e ocupavam o andar inferior, incluindo a extinta geral. Novas, foram retiradas, mas ainda não têm destino definido. Instalados há apenas três anos para os Jogos Pan-Americanos, os assentos podem ser doados ou utilizados no estádio Caio Martins.
Todas as novas cadeiras instaladas para a Copa 2014 serão retráteis. Exigência da Fifa, alega o Estado do Rio. Na Copa da Alemanha, há quatro anos, portanto antes da reforma de 2007 no Maracanã, estádios como o do Borussia Dortmund já tinham esses modelos.
É evidente que se houvesse preocupação com o bem público, com o dinheiro arrecadado a partir do que os contribuintes pagam, os modelos retráteis seriam adquiridos antes do Pan 2007. Mas compraram cadeiras que agora não têm destino e poderão virar sucata em apenas três anos.
Domingo, Flamengo e Santos farão o último jogo antes de interdição do Maraca, que vai até dezembro de 2012. Mesmo com o gramado ruim e sem as cadeiras azuis, seria possível receber mais jogos, mas a CBF decidiu que a partir do dia 6 não marcará mais partidas para o local.
O Fluminense reivindica o direito de continuar jogando no Maracanã, que estaria em condições, segundo quem o administra. Qual a explicação razoável para tal medida? Não há explicação. Como no desperdício das mais dde 35 mil cadeiras azuis. Você acha isso certo?
Veja, abaixo, a reportagem que foi ao ar na programação da ESPN Brasil
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Após a reforma, todos as cadeiras do Maracanã terão assento retrátil
Alguns aspectos que merecem uma análise após a entrevista do diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, sobre o novo estádio do clube:
1) O presidente corintiano, Andrés Sanchez, assegurou que não haveria dinheiro público. No entanto, a utilização da linha de crédito do BNDES configura apoio governamental, já que a instituição é o banco de fomento da União, e por isso pratica taxas de juros muito inferiores às do mercado. É um empréstimo, não uma doação? Sim, claro. Mas é uma ajuda, um socorro com dinheiro público, ou alguém acha que o cofre do BNDES é de alguma instituição particular? Rosenberg, aliás, falou em 6% a 8% de juros, inimagináveis se o auxílio for solicitado em banco privado.
2) Segundo a Folha de S. Paulo desta quinta-feira, graças à isenção fiscal "especialistas estimam em pelo menos R$ 67 milhões os recursos governamentais indiretos à arena" do Corinthians, podendo chegar a R$ 101 milhões - clique aqui para ler a matéria.
3) A linha de crédito para construção de estádios aberta pelo BNDES destina-se às "arenas" da Copa do Mundo de 2014. Se o Corinthians e a construtora Odebrecht vão utilizá-la, isso significa que a obra deve ser voltada ao Mundial. Ou o banco de fomento vai abrir emprestar dinheiro à parceria por outra via? Não ficou claro. O blog tentou contato com o BNDES para obter tal informação, mas ainda não obteve resposta.
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Mauro Cezar analisa as informações do diretor de Marketing do Corinthians
4) O "naming right" (em português, direitos sobre o nome) do estádio precisa ser vendido o quanto antes, embora o dirigente tenha dito que pode fazê-lo em um ano. É algo estratégico. Se demorar a comercializar tal espaço, o Corinthians permitirá que um apelido como "Fielzão" pegue. E aí ninguém irá chamá-lo pelo nome do patrocinador, como aconteceu na fracassada tentativa do Atlético Paranaense em transformar a Arena da Baixada em Kyocera Arena. E a venda do "naming right" não costuma ser o bastante para pagar toda a obra e há exemplos de novos estádios nos Estados Unidos que ainda não conseguiram faturar dessa maneira, apesar da força da maior economia do planeta. Além disso, não existe essa cultura no país e a emissora de TV aberta que transmite todas as competições de futebol do país não costuma fazer referência a patrocinadores que não sejam os seus.
5) O diretor alvinegro disse que o Corinthians tem patrocínio superior ao do Milan. Não é bem assim. Realmente o campeão da Copa do Brasil 2009 possui faturamento com venda de publicidade no uniforme que aparece entre os cinco maiores do planeta, ao lado de Real Madrid, Bayern Munique, Liverpool e Manchester United (veja abaixo). Mas a comparação não faz sentido. Essas equipes faturam pouco mais do que os corintianos dessa maneira vendendo anúncio apenas no peito dos atletas, enquanto o Corinthians cede inúmeros espaços no seu fardamento, em meias, calções, mangas, barras das camisas, costas, peito, dentro dos números e até nas axilas dos jogadores. E ainda há Ronaldo,que belisca parcela significativa dessa verba. Tal comparação é uma óbvia distorção da realidade.
1. Real Madrid (Espanha) / Bwin – 25 milhões de Euros
2. Bayern Munique (Alemanha) T-Home – 25 milhões de Euros
3. Liverpool (Inglaterra) / Standard Chartered Bank – 22,5 milhões de Euros
4. Manchester United (Inglaterra) / Aon – 21,5 milhões de Euros
5. Corinthians (Brasil) / vários - 21 milhões de Euros
Fontes: Sport+Markt e Corinthians
6) A Folha de S. Paulo publicou matéria sobre a existência de dutos da Transpetro (Petrobras) que passam sob o terreno onde seria construído o estádio. É um provável imbróglio que pode dificultar, ou pelo menos atrasar, a obtenção de licenças fundamentais para início da obra. Sim, sei o que disse o diretor-superintendente da organização, Carlos Paschoal. Segundo ele, a empresa fez contatos com a Petrobras e não haverá maiores dificuldades.
Pode ser, mas até que a estatal diga que está tudo ok e as licenças estiverem nas mãos dos responsáveis pela obra, prefiro aguardar. Até porque Paschoal também disse ao jornal: ""Vamos ter que fazer novo estudo para ter mais detalhes sobre os dutos". O Palmeiras anunciou a construção de seu estádio faz tempo e ainda esbarra em burocracias. Até porque os corintianos garantem, que não haverá interferência de políticos, né? Assim, deverão seguir os mesmos trâmites dos palmeirenses.
Pontos a serem respondidos mais adiante, ou que merecem uma reflexão.
Mauro Cezar Pereira questiona declarações de dirigentes como a feita por Andrés Sanchez sobre Ronaldo. O presidente do Corinthians declarou recentemente que não contratou o atacante para jogar futebol. Para o comentarista, Andrés deveria fazer essa mesma declaração aos parceiros que viabilizaram o retorno do atleta ao Brasil. E que a condição física de Ronaldo é minimizada porque o time vai bem no Campeonato Brasileiro.
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'Condição física de Ronaldo é minimizada porque o Corinthians está bem no Brasileiro'
Fluminense x Corinthians, semifinal em jogo único no Campeonato Brasileiro de 1976. Ouvi pelo rádio, em Niterói, aquele cotejo histórico. Na véspera, estive no Maracanã na então tradicional "Chegada de Papai Noel", promoção do jornal O Globo que empolgava a criançada.
Já não acreditava no "Bom Velhinho", mas acompanhei minha irmã, alguns amigos mais novos e, claro, nossas mães. De certa forma os conduzi ao estádio cujo caminho conhecia até de olhos fechados. Que ônibus pegar, onde descer, por qual portão entrar, aquilo era rotina com meu pai.
Na saída, vi muitas camisas do Corinthians, carros com placas de São Paulo e bandeiras alvinegras tremulando em suas janelas. Havia algo de diferente na cidade. Deu vontade de voltar ao estádio no domingo para ver de perto o que estava por acontecer. Infelizmente naquela época não era possível tomar tal decisão sozinho. E sem companhia "mais velha", perdi a chance única.
Foi a famosa "Invasão Corintiana", no dia 5 de dezembro daquele ano. Evidente que havia muitos rubro-negros engrossando a massa alvinegra. Vascaínos, botafoguenses e americanos, trio que perdeu o quadrangular final do Estadual para o Flu, também ocuparam espaços no lado direito da arquibancada do Maraca. Foram secar o então melhor time do Rio, o bicampeão carioca.
O triunfo do Corinthians era improvável. O Fluminense de Rivelino, montado pelo então revolucionário Francisco Horta, tinha muito mais time. Máquina Tricolor. Era esse o apelido daquele esquadrão que, no entanto, fracassara na reta final do Nacional um ano antes, quando bateu de frente com outro timaço, o Internacional de Falcão, Carpegiani & Companhia.
O habilidoso Carlos Alberto Pintinho fez 1 a 0. Era a lógica. Mas Ruço, o "Beijinho Doce", igualou o placar "de maneira sensacional", como narrava pela Rádio Tupi o meu ídolo Doalcei Bueno de Camargo. Em casa, pela primeira vez ouvi fogos em festa por um gol que não era de time carioca. Sim, havia mesmo algo diferente no ar além dos morteiros, ou rojões como se diz em São Paulo.
No vídeo abaixo, mais uma narração de arrepiar do estupendo Osmar Santos, que resumiu: "O amor fala mais alto no Maracanã". Suas palavras definem bem o fenômeno que acontecia naquele domingo de forte temporal no Rio, com o Cristo Redentor escondido em meio a pesadas nuvens.
Com o campo encharcado, o jogo ficou igual. A técnica tricolor não conseguiu se impor ao coração corintiano. E a força vinha das arquibancadas, que independentemente do reforço dos rivais do Fluminense, tinha muitos alvinegros, mas muitos mesmo. Falam em 70 mil. Exagero. Mas é fato: aquele foi o maior deslocamento de uma torcida na história do futebol brasileiro. Jamais se repetirá.
Confira a ficha do jogo histórico e veja, abaixo, o vídeo com o gol e a festa incrível em preto e branco na arquibancada do Maracanã. Para ver o post anterior com o vídeo do gol de Basílio no título paulista de 1977 e mais uma narração do genial locutor, clique aqui.
Fluminense 1 x 1 Corinthians - nos pênaltis 1 x 4
Árbitro Saul Mendes(BA); Renda Cr$ 4.027.250,00; Público 146.043
Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir, Givanildo (Basílio), Ruço e Neca; Vaguinho, Geraldão (Lance) e Romeu. Técnico: Duque
Fluminense: Renato, Rubens Galaxe, Carlos Alberto Torres, Edinho e Rodrigues Neto; Carlos Alberto Pintinho, Cléber (Erivélto) e Rivelino; Gil, Doval e Dirceu. Técnico: Mário Travaglini
Gols: Carlos Alberto Pintinho (18min do 1º tempo) e Ruço (29min do 1º tempo).
Pênaltis convertidos - Fluminense: Doval; Corinthians: Neca, Ruço, Moisés e Zé Maria.
Pênaltis perdidos - Fluminense: Rodrigues Neto e Carlos Alberto
Aqui os gols e os pênaltis decisivos:
O Corinthians faz 100 anos. Este blog não vai derramar clichês e frases melodramáticas como será possível ler ali e acolá. Como defensor do futebol como ele realmente é, popular, com torcidas vibrantes, arquibancadas bonitas, embandeiradas e com muita festa, publico, abaixo, vídeo em homenagem à Fiel. Torcida que nos anos 70, 80 e até 90 fazia belíssimas festas nos estádios, tão bacanas quanto às do Maracanã, onde ainda há algum espaço para autênticas manifestações.
O gol no histórico título paulista de 1977 não deve ser observado apenas pelo que aconteceu dentro das quatro linhas. Veja a festa nos três anéis do Morumbi após o petardo de Basílio que fez a bola explodir nas redes ponte-pretanas. Bandeiras, fogos, um show. Dá saudade ver um estádio de futebol assim, algo cada vez mais raro. Festa do povo, como narra o genial Osmar Santos (que em 1977 era da Rádio Globo) nesta edição da TV Cultura. Festa que os mais jovens não viram in loco.
Por isso, parabéns Corinthians e sua fanática torcida pelos 100 anos. E ódio, eterno, ao futebol moderno com estádios esterilizados e sem locais populares onde seja possível realmente torcer. Veja o vídeo com o gol de Basílio e mate as saudades das arquibancadas como elas eram. Isso é futebol. Isso é Corinthians!
PS: as palavras de Osmar Santos após o gol são de arrepiar. Demais! Saudades de suas narrações também, como as de Jorge Curi, Doalcei Camargo e outros gênios do rádio.
O Ministro do Esporte discursou na cerimônia de centenário do Corinthians depois que Lula foi homenageado. Orlando Silva elogiou o presidente, pintou um mundo maravilhoso que não corresponde à realidade brasileira, e falou sobre a Copa do Mundo 2014, um evento que ele prevê, será maior demonstração de capacidade do nosso povo, bla, bla, bla...
O ministro é baiano. Conhece Salvador, onde nasceu. E na Bahia, há nove dias o jornal A Tarde divulgou que "Ilegalidades e irregularidades no projeto para construção do novo estádio da Fonte Nova levaram os ministérios públicos Federal (MPF) e do Estado da Bahia (MP-BA) a recomendarem que o BNDES não conceda financiamento de R$ 400 milhões para a realização da obra".
Que belo exemplo, não? Mas o ministro está orgulhoso. Talvez tenha ficado animado com o futuro após o mergulho no fundo do poço com a morte de sete torcedores na Fonte Nova, em 2007. É como se a tragédia fosse enterrada nos entulhos do demolido estádio. Preste muito atenção às próximas linhas, extraídas da reportagem de A Tarde, em especial aos trechos grifados.
"A demolição e a construção da arena foram estimadas em R$ 591 milhões. O governo pediu R$ 400 milhões ao BNDES, dando como garantia o Fundo de Participação do Estado (FPE) e pediu, ainda, R$ 50 milhões emprestados ao Desenbahia. O total seria repassados ao consórcio, que precisaria complementar cerca de R$ 140 milhões.
Mesmo obtendo a maior parte do dinheiro para o projeto com os empréstimos, o governo baiano terá de pagar R$ 107,3 milhões anualmente ao consórcio, por 15 anos, após a entrega do estádio. Ao final do prazo, o Estado terá desembolsado R$ 1,6 bilhão, quase três vezes o valor estimado (...)" . - clique aqui e leia a íntegra.
Depois do Ministro do Esporte foi a vez de Lula, do PT discursar. Antes, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e o governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), aliados do presidenciável tucano José Serra, foram ao local onde deverá surgir o estádio do Corinthians aparecer diante das câmeras. O centenário do clube mais popular de São Paulo virou palanque. A história alvinegra não merecia isso.
O buraco por onde as pessoas caíram e morreram na Fonte Nova em 2007
Rodrigo Prada é um dos diretores do Portal 2014 - A arena dos negócios da Copa, apoiado pelo Sinaenco - Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva. É uma das pessoas que mais atentamente acompanham o que envolve as obras e demais interesses ligados ao Mundial de futebol a se realizar no Brasil.
Após o anúncio do novo estádio do Corinthians, o jornalista escreveu no blog do Portal 2014 a respeito do que espera os alvinegros após as festas pelos 100 anos do clube. Ele não acredita que a Fifa vá aliviar em suas exigências (muitas absurdas, por sinal) para que Itaquera abrigue o jogo de abertua da Copa. Leia, abaixo, um trecho:
"Não pensem vocês que a Fifa vai aliviar suas exigências para abertura da Copa, somente porque o Andrés Sanchez votou no candidato do Ricardo Teixeira na eleição do Clube dos 13.
Jerôme Valcke, que ficou conhecido como algoz do Morumbi, será o carrasco da arena corinthiana.
O negócio da Fifa é a Copa do Mundo. É através deste evento que a entidade máxima do futebol faz caixa para os quatro anos seguintes. A abertura do torneio é conhecida como o “crème de la crème” para seus patrocinadores e a mídia. Por isso, tudo aquilo que foi cobrado do Morumbi será cobrado do Corinthians.
Soma-se a isso o fato de Jerôme disputar com Teixeira a presidência da Fifa pós-Copa do Mundo. Se por um lado o presidente da CBF precisa mostrar que é capaz de organizar o Mundial, por outro, Jerôme também, e não aceitará realizar a abertura num 'puxadinho'.
No Morumbi, nem Ruy Othake, que dispensa apresentação, nem a alemã GMP, com experiência em estádios modernos em diversos pontos do planeta, conseguiram agradar aos técnicos da Fifa. Quando conseguiram este feito, quem não gostou foi o SPFC, pois a conta ficou “impagável”.
O presidente do Corinthians disse ontem (29) à “Folha de S.Paulo” que o Comitê Organizador da Copa ainda nem conhece o projeto batizado de Arena Corinthians. Podem acreditar, o escritório carioca responsável pelo projeto desta arena terá muito trabalho para equacionar todos os requisitos da Fifa para abertura do torneio.
Logo de cara, eles terão de mostrar como será possível em 200 mil metros quadrados de terreno implantar um estádio com capacidade para mais de 65 mil pessoas, um estacionamento para mais de 2.700 vagas, um media center, área para TV Compound, áreas vips, áreas comerciais, acessos especiais, escritórios da Fifa, vilas de hospitalidade, heliporto, dentre outros.
Quando acabar a folia do centenário, o Corinthians terá de ajustar seus ponteiros com precisão suíça, para que possa entregar a tempo e a contento seu estádio para festa da abertura da Copa de 2014. Caso não seja possível, baianos, mineiros, candangos e cariocas poderão continuar sonhando em realizar a abertura do maior evento midiático do planeta."
Clique aqui para ler as matérias do Portal 2014, que por sinal foi o primeiro a dar a notícia da nova casa corintiana, na tarde de sexta-feira. Depois, diga o que você espera das relações futuras entre Corinthians e Fifa. A barra vai pesar?
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke (de óculos) e o presidente da Fifa, Sepp Blatter
A troca de técnico muitas vezes se mostra uma precipitação dos dirigentes, mas parece ser a única saída do Atlético Mineiro no momento. Um dos piores times do Campeonato Brasileiro, o Galo vem fazendo uma campanha abaixo do esperado em relação aos investimentos feitos e a Série B parece ser um pesadelo próximo de ser revivido. Foram 21 contratações com o aval de Vanderlei Luxemburgo, por muito tempo o melhor do Brasil. Veja o comentário de Mauro Cezar Pereira sobre a crise atleticana feito no programa Linha de Passe, da ESPN Brasil.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO PARA VER A ANÁLISE
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Está no blog do jornalista Guilherme Barros: "A construção do estádio do Corinthians pela Odebrecht contará com financiamento do BNDES e isenção fiscal(...). O presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time" — clique aqui e leia. Já a Folha de S. Paulo publicou que "Lula sugeriu à empreiteira Odebrecht a construção do estádio para o clube" — clique aqui para ler.
Na mesma Folha, a coluna de Mônica Bergamo trouxe a informação no dia 25 de agosto: "Lula entrou em campo para ajudar o Corinthians a construir o seu estádio. Ele está 'estimulando fortemente o Emílio Odebrecht', da Odebrecht, a fazer a arena, diz um interlocutor do presidente. As conversas entre dirigentes do clube e a empreiteira estão a pleno vapor e um acordo pode ser anunciado nos próximos dias" — clique aqui e leia.
A Odebrecht é um gigante que atua em diversas áreas — engenharia e construção, óleo e gás, química e petroquímica, etc — e se espalha pelo mundo. E desenvolve muitas das grandes obras feitas para o governo brasileiro. Isso bastaria para que Lula jamais fizesse qualquer tipo de pedido à companhia, como afirmam órgãos da imprensa. A Agência Estado informou que os R$ 300 milhões para a construção seriam pagos pela empresa, que em troca exploraria o nome da "arena", o chamado naming rights. Retorno garantido? Não é bem assim.
Ricardo Araujo relata no site da revista Exame — clique aqui — que nos Estados Unidos o time de futebol americano do Dallas Cowboys levantou sua arena por US$ 1,3 bilhão e negociava um contrato que bancaria cerca de 33% da obra. Veio a crise e o tal patrocinador não apareceu. Já o estádio New Meadowlands, em Nova Jersey, onde Mano Menezes estreou à frente da seleção, torrou US$ 1,7 bilhão de dois times. Giants e Jets se depararam com surpreendente dificuldade para vender o naming rights. Isso na região de Nova York!!!
Diante desse cenário, quais seria a motivação da Odebrecht para enterrar seu rico dinheirinho no estádio do Corinthians? Caridade? Paixão pelo Timão? Ou um pedido do presidente que vai eleger sua sucessora pesa um pouco? É... amigo. E tem mais. A Fonte Nova foi implodida e o novo está orçado em R$ 591 milhões. Ele será tocado pela... Odebrecht! O que explicaria o estádio baiano, pago pelo governo, custar o dobro(!) da "casa" corintiana, bancada pela empreiteira? Difícil entender, não?
Se as licitações de estádios da Copa tivessem uma tabela de "classificação", a Odebrecht lideraria com R$ 2,769 bilhões, quase dez vezes o custo estimado para o campo do Corinthians. Aliás, o portal Copa 2014 publicou ranking da revista “O Empreiteiro”, e a Andrade Gutierrez aparece abaixo, com R$ 1,9 bilhão. Ela, a Odebrecht e a Delta farão juntas a reforma do Maracanã, a mais cara da Copa: R$ 705,6 milhões que podem virar (já avisaram) R$ 880 milhões.
Na Fonte Nova a parceria da Odebrecht é com a OAS, podendo alcançar R$ 1,6 bilhão na reconstrução, acrescenta o site. Há, ainda, participação da companhia na construção do estádio pernambucano da Copa, a Arena Capibaribe, no Grande Recife. Segundo a revista “O Empreiteiro”, as 100 maiores construtoras do Brasil faturaram R$ 54,4 bilhões em 2009. O setor cresceu 15,3%. Crise para as empreiteiras? Jamais, ainda por cima com a farra da Copa.
E você, acha legítimo o presidente da república fazer esse tipo de pedido? Por favor, não vamos jogar o nível lá embaixo alegando que é correto porque outros clubes teria levantado seus estádios com ajuda governamental e existem exemplos absurdos como o Engenhão. O que é errado é errado e erros do passado não podem chancelar novos absurdos. Ou você é tolerante ou adepto do vale tudo, ou do famoso "rouba, mas faz"?
O projeto do novo estádio do Corinthians: obra seria bancada por uma grande empreiteira
O Flamengo anunciou, nesta sexta-feira, a demissão do técnico Rogério Lourenço e colocou Toninho Barroso, diretor das divisões de base do clube, para dirigir a equipe interinamente contra o Guarani, neste final de semana.
Comentarista dos canais ESPN, Mauro Cezar Pereira disse não ver sentido na demissão, porque o clube não tem ninguém para colocar no lugar.
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Comentarista dos canais ESPN, Mauro Cezar Pereira disse não ver sentido na demissão, porque o clube não tem ninguém para colocar no lugar.
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Mauro Cezar acredita que o Flamengo se equivocou ao demitir Rogério Lourenço
Mauro Cezar Pereira é de Niterói (RJ). Jornalista desde 1983, passou pelas rádios Tupi, Sistema Globo e Manchete, Jornal dos Sports, O Globo, O Dia, JB, Placar e Valor Econômico, entre outras publicações. Lecionou em faculdades de jornalismo e é comentarista dos canais ESPN, e da Rádio Eldorado/ESPN. * COMENTÁRIOS EM MAIÚSCULAS SERÃO DELETADOS
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