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André Santos não é um grande marcador. Alessandro, pelo contrário, é um lateral que sabe fechar os espaços pelo seu setor. Antes da finalíssima da Copa do Brasil entre Internacional e Corinthians, imaginavámos, eu, PVC, João Palomino e os demais companheiros da ESPN Brasil aqui em Porto Alegre, que o técnico Tite poderia colocar o impetuoso Taison no lado direito do ataque colorado. Assim, impediria os avanços constantes do ala convocado para a seleção brasileira e tentaria explorar seu lado mais fraco, ou seja, a marcação.
Mas Taison continuou preso ao lado esquerdo, onde Alessandro novamente levou a melhor sobre ele, como na partida de ida, em São Paulo. D'Alessandro se projetava pelo flanco oposto, onde encontrava André Santos. E o corintiano levou a melhor. Não satisfeito, ainda fez um gol e deu passe para outro, de Jorge Henrique. Foi o mais importante jogador do Corinthians no jogo do título da Copa do Brasil, o terceiro da história do clube paulista.
No confronto direto com o argentino, André levou vantagem. E fez mais. Enquanto esteve em campo foi o corintiano que mais passes acertou, 36; o que mais desarmou corretamente, sete vezes. E entre os alvinegros apareceu como o atleta que por mais tempo treve a bola nos pés, 1 minuto e 35 segundos contra 1 minuto e 11 de Jorge Henrique. André Santos finalizou corretamente uma só vez. Gol! E cruzou com exatidão também em uma oportunidade. Gol também.
Quanto a Ronaldo, finalizou três vezes, foi o corintiano que mais chutou contra a meta colorada. Duas para fora e na outra parou em Lauro, cara a cara com o goleiro do Inter. Ainda assim foi decisivo. O Fenômeno deu o passe para André Santos fazer 2 a 0, tento que praticamente sepultou as esperanças coloradas e calou ainda mais a torcida do campeão gaúcho. Como disse o PVC na transmissão da ESPN Brasil, Ronaldo foi a "cereja do bolo", um bolo caprichado que o ótimo Mano Menezes começou a preparar há um ano e meio. Título justo.
Corinthians campeão da Copa do Brasil 2009: terceiro título do clube
Ronaldo ainda parece pesadão. Seus números no jogo de ida, em São Paulo, pela decisão da Copa do Brasil não foram dos mais assustadores. Ele acertou dois dribles e errou outros dois. Recebeu três faltas, finalizou corretamente duas vezes e teve, ainda, mais um par de tiros errados contra a meta do Internacional. Mas fez um gol.
Ficou evidente diante do campeão gaúcho que Ronaldo ainda é decisivo. Poderia ter feito dois gols se na finalização da pequena área, no primeiro tempo, defendida por Lauro, não fosse atrapalhado pela ótima participação de Danilo Silva naquele lance. Ainda assim, quando lançado no mano-a-mano com Índio, não deu chances ao goleiro do Inter.
E você, o que faria para deter o velho Fenômeno se fosse técnico ou jogador do Internacional?
Ronaldo comemora: ele tem aproveitamento alto
"Como joga esse Guiñazu". A frase é comum, repetitiva até, a cada jogo do Internacional. O volante argentino de 30 anos impressiona pela vitalidade e maneira incansável como se entrega às partidas. No primeiro confronto decisivo da Copa do Brasil, em São Paulo, os números do placar favoreceram o Corinthians, 2 a 0. Mas os registrados nas estatísticas do duelo apresentaram um colorado em destaque. Ele, é claro.
Nos 90 minutos de partida no Pacaembu, Guiñazu foi quem mais passes acertou, 71 contra 43 de Marcelo Cordeiro, o segundo colocado entre os atletas das duas equipes. O argentino errou somente seis. Desarmou corretamente em nove ocasiões, errando ao tentar roubar a bola apenas uma vez. E ainda foi o segundo homem em campo a sofrer mais faltas, quatro contra cinco de Taison. São números do Footstats.
Na noite desta quarta-feira, precisando de gols, o Internacional terá que contar, mais do que nunca, com a força de Guiñazu. Caberá ao Corinthians detê-lo. Como? Quem você destacaria para marcar o argentino? Você o contrataria para seu time se pudesse?
O volante Guiñazu em ação contra o Corinthians no jogo disputado no Pacaembu
Muitos corintianos gostam de dizer que são-paulinos são arrogantes, não aceitam críticas a seu time, etc. De fato, há tricolores que pensam assim, algo facilmente observado neste blog quando o tricampeão brasileiro é criticado. Mas alvinegros mais xiitas agem da mesma forma. O mais engraçado é que reclamam, reclamam, reclamam, mas sempre voltam ao blog. Devem adorar o que leem aqui. Igualzinho ao comportamento de seguidores do São Paulo que eles mesmos criticam.
Não é uma exclusividade de torcedores deste ou daquele clube. Independentemente da camisa, todas as equipes têm simpatizantes de diferentes perfis, entre eles os intolerantes e os covardes virtuais, gente sem qualificação que vem aqui apenas valorizar a nossa gloriosa tecla delete. Basta ler duas palavras do que o elemento escreveu e... delete! Perdem muito mais tempo tentando articular algumas frases do que desperdiçamos acionando nossa implacável ferramenta anti-idiotas.
Mas há muita gente que vem ao blog, discorda e mantém a linha, que argumenta. A esses, toda nossa atenção. E aos corintianos que veem André Santos como jogador de seleção, algo do que discordo, seguem algumas linhas com o único propósito de estimular um debate saudável, com bom nível. Os que não se enquadram neste perfil vão apenas fazer com que a tecla delete fique mais valorizada no mercado do que o técnico Muricy Ramalho.
Vejo André Santos como um jogador de carreira irregular e que fez uma boa temporada pelo Figueirense em 2007, o que despertou o interesse do Corinthians de Mano Menezes. Competente, o técnico montou um esquema que favorecia as características do ala, bom no apoio, especialmente quando fecha em diagonal e finaliza. Fez golaços na Série B e virou destaque, aproveitando, e muito, a fragilidade dos adversários que a boa equipe corintiana enfrentava em 2008.
Jogadores medianos que se destacam em times populares como Corinthians e Flamengo ganham, naturalmente, autênticos lobbies por convocações. Tanto que Juan foi chamado e André Santos também. Nenhum dos dois tem características para formar na linha defensiva de Dunga, adepto de laterais que marquem bem para depois atacar. Esta é uma das razões que fazem, inclusive, do ótimo Maicon o titular, mesmo com o belo futebol de Daniel Alves. E ele não parece disposto a alterar essa maneira de atuar.
André Santos não é um "jogador de segunda divisão", jamais afirmei isso como alguns elementos entenderam. Afirmo, sim, que se trata de um atleta que só conseguiu ser grande destaque jogando a Série B, e num time muito acima da média naquele torneio. Em competições de melhor nível, não "sobra" na turma como na segundona em 2008. Isso, claro, não significa que seja péssimo, pelo contrário, é bem razoável, útil para o Corinthians, que só abrirá mão dele por um bom dinheiro.
Mesmo com esses predicados, na minha avaliação André Santos não tem futebol para ser tornar titular da seleção. É uma opinião da qual podem discordar, claro, mas a qual tenho direito. Aliás, quando esteve aqui na ESPN Brasil deixou ótima impressão, parece um cara gente boa o André, que na Copa das Confederações apresentou os números abaixo. Confira e depois opine.
Cruzamentos certos: 2 contra os Estados Unidos
Cruzamentos errados: 5 contra os Estados Unidos, 1 contra a Itália, 2 contra a África do Sul e 2 contra os Estados Unidos na final
Desarmes certos: 4 contra os Estados Unidos, nenhum ante a Itália, 2 contra a África do Sul e 2 contra os Estados Unidos na final
Desarmes errados: 2 contra os Estados Unidos e 2 contra a África do Sul
Dribles certos: 1 contra os Estados Unidos, 2 contra a Itália, 3 contra a África do Sul e 2 contra os Estados Unidos na final
Faltas cometidas: 2 contra os Estados Unidos, 2 contra a Itália, 3 contra a África do Sul e 1 contra os Estados Unidos
Faltas recebidas: 2 contra os Estados Unidos, 2 contra a Itália, 3 contra a África do Sul e 3 contra os Estados Unidos
Perdas de bola: 1 contra o Egito, 6 contra os Estados Unidos, 3 contra a Itália, 4 contra a África do Sul e 1 contra os Estados Unidos
Passes errados: 1 contra os Estados Unidos, 3 contra a Itália, 8 contra a África do Sul e 4 contra os Estados Unidos
Fonte: Footstats
André Santos, Robinho e Felipe Mello festejam o título da Copa das Confederações
O melhor ataque do Brasil em 2009 acaba de sair de uma crise. E justamente quando precisa, mais do que nunca, de gols. Até os 3 a 0 dos reservas sobre o Coritiba, o Internacional não balançava as redes adversárias há 507 minutos e chutava pouco, pouquíssimo contra a meta adversária. Na vitória de domingo foi diferente, com sete finalizações corretas.
Com os titulares, Nilmar entre eles, o Inter terá que modificar totalmente tal cenário fazendo pelo menos dois gols sobre o Corinthians, quarta-feira. Antes do jejum recém-encerrado, a característica do time era chutar muito. Só nos 3 a 1 sobre o Coritiba, em Porto Alegre, pela Copa do Brasil, foram 10 finalizações certas. Mas nos quatro jogos sem marcar o Colorado não foi além de oito finalizações, sendo quatro no seu melhor jogo, justamente contra o campeão paulista.
A média fraca no período, apenas dois chutas no alvo por partida, preocupa, até porque nesta final o time não terá Bolaños, autor dos três gols na vitória sobre o Coxa. Nas sete primeiras rodadas do Brasileirão, o Inter foi simplesmente o time com pior média de finalizações corretas, mirrados 2,71. Qual será o perfil colorado na grande finalíssima de quarta-feira?
Confira o desempenho Colorado no período de jejum de gols:
14/06 Internacional 0 x 0 Vitória Brasileirão Beira-Rio - 2 finalizações certas
17/06 Corinthians 2 x 0 Internacional Copa do Brasil Pacaembu - 4 finalizações certas
21/06 Flamengo 4 x 0 Internacional Brasileirão Maracanã - 1 finalização certa
25/06 Internacional 0 x 1 LDU Recopa Sul-Americana Beira-Rio - 1 finalização certa
Fonte: Footstats
Taison, autor do único chute no alvo na derrota para a LDU pela Recopa
Sim, se achar pertinente, eu critico a seleção mesmo quando vence, como no post anterior. O motivo? Não faço meu trabalho seguindo a corrente do óbvio, com elogios quando se vence e críticas quando se perde. É preciso observar e, aí sim, expor uma opinião. As pessoas podem, evidentemente, concordar, discordar, total ou parcialmente. É assim que funciona.
Há quem veja uma espécie de perseguição. Tolice, o post abaixo também elogia pontos positivos do time, como textos anteriores também. Alguns escrevem aqui no blog protestando. Os mal educados eu deleto, claro. A eles, basta ignorar. Mas os que não concordam com o blogueiro, mas mantêm a categoria, a educação, argumentam, merecem atenção especial. Vamos a eles então.
Antes da Copa do Mundo de 2006, todos se lembram, o Brasil era apontado como favorito destacado ao título. O hexa era mera questão de tempo, apostavam torcedores e parte significativa da imprensa mundial. Não engrossei tal coro, pois aquele time jamais me convenceu. Poderia ter me equivocado, claro, desde que o time de Carlos Alberto Parreira brilhasse na Alemanha.
É assim, erramos e acertamos, o importante é ter opinião e ser honesto ao emiti-la. Seguir a corrente da conveniência com elogios fáceis é algo fora de cogitação. Abaixo, uma coluna que publiquei no antigo site da ESPN Brasil em 1º de junho de 2006, portanto, 12 dias antes da estréia brasileira diante da Croácia. Peço atenção especial ao começo do penúltimo parágrafo.
Carlos Alberto Parreira como técnico da seleção em 2006
Por Mauro Cezar Pereira
Carlos Alberto Parreira está nervoso, sempre nervoso. Quando vai para a entrevista coletiva, parece em pleno martírio. As perguntas dos repórteres nem sempre são das mais brilhantes, admitamos, mas as respostas, inexplicavelmente, são quase que invariavelmente ríspidas, grosseiras até. Alguns jornalistas nem conseguem concluir seus questionamentos, são abruptamente interrompidos pelo treinador da seleção brasileira que, de primeira, nega, rebate, discorda. E com veemência. Impera o mau humor.
Curiosa, estranha, esquisita mesmo tal situação. Um profissional que tem como características o perfil calmo e a educação se comporta como se não fosse ele, ou se jamais tivesse desempenhado tal papel. Parreira foi técnico da seleção brasileira nos anos 80, na década de 90 e retornou ao cargo há três anos e meio. Sabe, desde 1983, que o cargo projeta, abre as portas para a fama, gera contratos publicitários, proporciona a chance de projeção profissional, ou seja, tem vários atrativos. Mas vem acompanhado de uma série de incômodos com os quais é preciso saber lidar.
E Parreira sabe, contudo, não parece mais conseguir. Como explicar isso diante da perspectiva de mais um título mundial? Em uma seleção que se caracteriza pelo mistério, na qual até o peso dos atletas é tratado como segredo de Estado, podem ser várias as razões, mas a real dificilmente será um dia revelada. Pelo jeito, a responsabilidade já pesa sobre os ombros do treinador. Ele sabe que se não for campeão do mundo com um elenco estelar nas mãos, será taxado de perdedor por muitos. E a hora da verdade se aproxima, ampliando a ansiedade e a irritação.
Na quarta-feira, no horário do jogo entre Suíça e Itália, que ignorou, como outros amistosos pré-Copa; Parreira recebeu colunistas de jornais para um jantar. Fernando Calazans e Tostão, ambos também da ESPN Brasil, estavam entre eles. Calazans, inclusive, revelou no programa Bate-Bola que o futebol não foi o tema central. Durante boa parte do tempo o papo foi sobre amenidades, como pintura, vinhos, o trabalho da imprensa...
De qualquer forma, o convite poderia ser interpretado como um sinal de trégua, um ato voltado à aproximação. Uma tentativa de estabelecer bom entendimento com a mídia por intermédio de alguns de seus mais importantes integrantes. Tal hipótese se mostrou absolutamente irreal na tarde seguinte, quando o técnico bateu o recorde do mau humor em entrevistas concedidas na Suíça. Isso poucos dias depois de garantir ao próprio Calazans, em outra coletiva, que estava “de bem com a vida”.
Em campo os jogadores brincam, demonstram amizade, companheirismo, alegria, humor. Parece o paraíso. Mas Parreira sabe que esse cenário pode se alterar radicalmente se o Brasil não se apresentar bem na Copa do Mundo. Uma eventual atuação abaixo do esperado diante da Croácia seria a senha para a intensificação da crise de relacionamento entre o treinador e boa parte da imprensa que o acompanha. Já um fiasco detonaria uma bomba.
A meu ver o Brasil não é “o” favorito destacado, mas sim um dos candidatos ao título. Tem talentos, mas eles se concentram no setor ofensivo. Como a equipe de 1982, o time pode ser encantador, inesquecível, mas tem suas fragilidades, é vulnerável em alguns pontos. Fosse a Copa do Mundo uma competição por pontos corridos, dificilmente perderia o título, creio.
Mas isso não é tão certo em um mata-mata, aliás, só “mata” mesmo, pois a partir da segunda fase não há partidas de ida e volta, é apenas um jogo. Por mais que o mundo grite que o hexa é questão de tempo, Parreira sabe que a vida real não é bem assim. Mas o mau humor demonstrado na Suíça não vai mudar isso. É provável que o técnico da seleção sinta falta de companhias para falar sobre amenidades. Talvez o futebol já o deixe saturado.
Seleção ainda tem deficiência no jogo pelas laterais
Os 3 a 2 sobre os Estados Unidos foram emocionantes, sofridos. Mas foram sobre... os Estados Unidos. Não é preciso ir muito além. "Ah, mas a Espanha, campeã européia, foi eliminada pelos americanos", dirá o Pacheco de plantão, agarrado a uma vuvuzela verde-amarela. Azar dos espanhóis, ora, estamos analisando a seleção do Brasil.

O empenho, a união, a luta dos jogadores, a dedicação, o envolvimento e a seriedade com a qual encaram os jogos são inegáveis virtudes. Muitos pontos para Dunga por isso. No entanto, seguem os defeitos há tempos observados, como a vulnerabilidade que permitiu ao time dos Estados Unidos abrir 2 a 0, o segundo gol num contra-ataque mortal.
Em cinco toques os americanos foram do desarme às redes, com Donavan. O Brasil sentiu, ali, que pode, sim, ser ferido com a sua principal arma, o contragolpe. Ramires, apesar de seu jogo mais vistoso, ainda não pode ser elevado à condição de titular absoluto se Elano, que disputa a vaga com ele, é o melhor brasileiro na bola parada. O gol do heróico Lúcio mostrou isso.
André Santos, convenhamos, não possui futebol para defender a seleção. Teve sua chance, mas não conseguiu aproveitá-la. O motivo? Falta de qualidade técnica mesmo. É bom para um clube, especialmente na segunda divisão, não muito mais do que isso. Para quem não entendeu: trata-se de um jogador apenas razoável, que na Série B ganhou status de destaque. Seleção para ele? Demais a meu ver.
É preciso definir quem substituirá o constantemente lesionado Juan, caso ele fique no estaleiro durante o Mundial. Há tempo, ainda, para convocações, definições, testes e, principalmente, treinos. Assim o time pode chegar ao Mundial da África do Sul mais forte, competitivo. Até porque as demais seleções, em sua maioria hoje abaixo da brasileira, utilizarão esse período de quase um ano para melhorar. E algumas provavelmente conseguirão.
PS: se o jogo terminasse, digamos, empatado em 2 a 2 e nos pênaltis os americanos vencessem, as observações acima seriam as mesmas.
Seleção comemora o título da Copa das Confederações de 2009
Vanderlei Luxemburgo não se considera um técnico de futebol. Ele se acha muito mais do que isso, algo como um diretor técnico, um chefão, embora jamais tenha sido destacado na embalagem do jogo Fifa Soccer Manager. Fala de tudo quando bem entende, não importa o tema e o momento. Critica jogadores, árbitros, decisões de dirigentes, empresários, tudo.
No Palmeiras não era diferente. E diante da saída de Keirrison, sobre a qual não foi consultado, se irritou e disparou para todos os lados. O presidente Luís Gonzaga Belluzzo, que assumiu o clube no começo de 2009, quando Luxemburgo já estava há um ano no cargo, não gostou.
O dirigente mostrou quem manda e demitiu o técnico de resultados baixos pelo preço que cobra (é um kit, que inclui a comissão técnica nada barata). Resta saber quem estará disposto a desembolsar cerca de R$ 1 milhão mensais para contar com Luxemburgo e sua equipe. Você o contrataria? Na sua opinião, qual será o próximo destino do treinador?
Bobby Robson, na capa do Fifa Soccer Manager
Os "professores" se valorizaram nos últimos anos, ocupam espaço enorme na mídia e ofuscam, em alguns casos, até jogadores importantes. Um estudo da universidade espanhola de Navarra apresenta os treinadores mais midiáticos do mundo na temporada de 2008/2009. O levantamento usa como base o número de vezes que os técnicos apareceram na imprensa mundial. Confira a lista e diga, na sua opinião, quem está faltando.
Ranking dos treinadores mais mediáticos em 2008/2009 e sua pontuação no estudo:
1 Alex Ferguson - escocês - Manchester Utd - 29,7
2 Arséne Wenger - francês - Arsenal - 24,0
3 José Mourinho - português - Internazionale - 20,8
4 Luiz Felipe Scolari - brasileiro - Chelsea - 19,2
5 Rafael Benitez - espanhol - Liverpool - 19,0
6 Harry Redknapp - inglês - Tottenham - 16,4
7 Jurgen Klinsmann -alemão - Bayern Munich - 15,0
8 Josep Guardiola - espanhol - Barcelona - 14,0
9 Bernd Schuster - alemão - Real Madrid - 13,7
10 Carlos Ancelotti - italiano - Milan - 13,1
11 Juande Ramos - espanhol - Real Madrid - 12,0
12 Mark Hughes - galês - Manchester City - 10,6
13 Luis Aragonés - espanhol - Espanha Fenerbahce - 9,9
14 Mustafa Denizli - turco -Besiktas - 9,4
15 Joe Kinnear - irlandês - Newcastle Utd - 8,6
16 Ralf Rangnick - alemão - Hoffenheim - 7,3
17 Claudio Ranieri - italiano - Juventus - 6,9
18 Michael Skibbe - alemão -Galatasaray - 6,2
19 Javier Aguirre - mexicano - Atlético de Madrid - 5,5
20 Luciano Spalletti - italiano - Roma - 5,4
Fonte: Universidade de Navarra, Espanha
Ferguson e Scolari, em ação no confronto entre Manchester United e Chelsea
São 445 minutos sem marcar sequer um gol, desde que Magrão abriu o placar do Mineirão aos cinco minutos no empate (1 a 1) com o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro. Sim, o Internacional do badalado melhor ataque do país na temporada vive um terrível jejum, justamente quando está a poucos dias da partida mais importante do ano. E precisa de pelo menos dois tentos na decisão da Copa do Brasil, diante do Corinthians.
Na derrota para a LDU, quinta-feira, pela Recopa Sul-americana, o Inter conclui corretamente contra a meta equiatoriana apenas uma vez, por intermédio de Taison. Só o argentino Claudio Bieler, autor do único gol da partida, finalizou no alvo, em cinco oportunidades diante do arqueiro Lauro. A esterilidade repentina da linha de frente colorada é preocupante para a torcida campeã gaúcha.
É difícil imaginar que o rertorno de Nilmar bastará para reestabelecer a antiga realidade ofensiva do Internacional. Atacante de evidentes qualidades, o centroavante, que apenas acompanha os jogos da seleção da CBF na Copa das Confederações, retornará da África do Sul como salvador da pátria. Nele serão depositadas as esperanças de uma vitória ampla sobre os corintianos.
D'Alessandro, que reapareceu contra a Liga Deportiva Universitaria de Quito, foi quem mais passes acertou pelo Inter, mas ficou distante do que dele se espera na decisão da Copa do Brasil. Será preciso mais, do camisa 10 e de Andrezinho, que se como substituto do argentino foi ótimo no Pacaembu, mas pela Recopa errou passes demais (13) e acabou novamente sustituído.
Na zaga, Álvaro, criticadíssimo após os 4 a 0 impostos pelo Flamengo no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro, cedeu seu posto a Danny Morais. Mas o jovem zagueiro não mostrou ser capaz de superar o até então parceiro de Índio no setor. Foi e cima dele que Cristian "El Diablo" Lara, meia de 1,65 metro de altura que reestreou pela LDU, construiu a jogada que resultou na vitória equatoriana.
A vantagem feita pelo Corinthians na primeira partida foi ampla, dois gols sem sofrer um sequer em seus domínios. Caberá ao Internacional jogar o que não consegue há semanas para chegar ao título da Copa do Brasil. É, evidentemente, algo possível, mas o retrospecto nada indica nesta direção. As atuações recentes do Colorado ampliam a nítida sensação de favoritismo do rival.
E você, acredita que o Inter volte a atuar bem na decisão do título que levará seu campeão à próxima Copa Libertadores? Responda, justifique e dê o seu palpite de placar para o cofronto decisivo da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, no Beira Rio.
Guiñazú encara a marcação de Vera, enquanto Reasco (13) apenas observa
Começou no jornalismo na Rádio Tupi (RJ), passou pelo Sistema Globo de Rádio e Rádio Manchete, também no Rio de Janeiro, onde ainda foi repórter de O Globo, editor do Jornal dos Sports, repórter também em O Dia e no Jornal do Brasil.
Já em São Paulo foi editor da Revista Placar entre 1993 e 1994. Posteriormente, tornou-se editor executivo da Revista do Futebol, editor-chefe das revistas Audio Car, Som & Carro, Cidade e Som e Casa, repórter da revista Forbes Brasil e do jornal Valor Econômico, editor-chefe do portal Ajato, editor da TV Terra, portal Terra, além de editor do site do programa Auto Esporte, da Rede Globo.
Lecionou nas faculdades de Jornalismo e Rádio e TV da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo, por quatro anos (entre 2002 e 2006). Também deu aulas de Rádio e TV na Internet, no curso de Rádio e TV do Ceinter-FASP em 2004. Em 2007 foi professor no curso de pós-graduação em jornalismo esportivo da FMU, em São Paulo.
Comentou futebol na Rádio CBN entre 2001 e 2002 e desde 2004 é comentarista da Rádio Eldorado/ESPN e dos canais ESPN Brasil e ESPN, onde acumula a função de chefe de reportagem. Assina uma coluna na revista Trivela e, além de todo o conhecimento de futebol, acumula o interesse pelo automobilismo e divide a mesa do programa Limite com Flávio Gomes e João Carlos Albuquerque.
Já em São Paulo foi editor da Revista Placar entre 1993 e 1994. Posteriormente, tornou-se editor executivo da Revista do Futebol, editor-chefe das revistas Audio Car, Som & Carro, Cidade e Som e Casa, repórter da revista Forbes Brasil e do jornal Valor Econômico, editor-chefe do portal Ajato, editor da TV Terra, portal Terra, além de editor do site do programa Auto Esporte, da Rede Globo.
Lecionou nas faculdades de Jornalismo e Rádio e TV da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo, por quatro anos (entre 2002 e 2006). Também deu aulas de Rádio e TV na Internet, no curso de Rádio e TV do Ceinter-FASP em 2004. Em 2007 foi professor no curso de pós-graduação em jornalismo esportivo da FMU, em São Paulo.
Comentou futebol na Rádio CBN entre 2001 e 2002 e desde 2004 é comentarista da Rádio Eldorado/ESPN e dos canais ESPN Brasil e ESPN, onde acumula a função de chefe de reportagem. Assina uma coluna na revista Trivela e, além de todo o conhecimento de futebol, acumula o interesse pelo automobilismo e divide a mesa do programa Limite com Flávio Gomes e João Carlos Albuquerque.
Mauro Cezar Pereira é de Niterói (RJ) e começou no jornalismo em 1983. Passou pela Rádio Tupi, Sistema Globo de Rádio, Rádio Manchete, O Globo, O Dia e Jornal do Brasil, além de Editor do Jornal dos Sports. Comentarista dos canais ESPN, e da Rádio Eldorado/ESPN, assina uma coluna na revista Trivela