ESPN
- Sugestões da Redação:
- /programacao
- /tabelas
- /blogs
- /pauloviniciuscoelho
- EXPN
- ESPN360
- Patrocínio do site
PARTICIPE
- /blogs
- /cadastro
- /enquete
- /mural
- /promocoes
DIVERSÃO
- /bolao
- /bolaouefa
CANAIS
- /radioeldoradoespn
SUPORTE E AJUDA
- /afiliadas
- /anuncie
- /assine
- /expediente
- /faleconosco
- /quemsomos
- /quemveste
- /trabalheconosco
- Cadastro / Login
- Faça seu cadastro de fã do Esporte
Carregando...
Carregando...
Carregando...
- 19h43
- 16Oct
Crème de la crème
por Marcos Caetano para o ESPN.com.br
O assunto da semana futebolística foi, sem dúvida, a classificação da Argentina para a Copa do Mundo. Como há alguns dias eu venho divergindo do meu amigo Antero Greco sobre a realização da Olimpíada no Brasil (ele contra, eu a favor), a coluna desta semana será recheada de concordâncias entre nós. Afinal de contas, divergir com respeito é muito saudável para o exercício do bom jornalismo. Tenho certeza de que ambos acompanharemos de perto a condução do projeto olímpico e, na hora em que os jogos começarem, estaremos lá para relatar e celebrar a magia do esporte. Antero gostou da classificação dos hermanos argentinos. Carta para dois. Para mim, uma copa não é uma copa sem os quatro gigantes: Brasil, Argentina, Itália e Alemanha. Quatro gigantes e uma ou outra Cinderela.
Em praticamente todas as copas do mundo a história se repetiu: uma Turquia, uma Croácia ou um Chile se meteram entre os primeiros colocados do torneio. Os exemplos são muitos e poderíamos fazer uma extensa lista de cinderelas – equipes que, após brava campanha, acabam sucumbindo diante dos favoritos de sempre: os campeões do mundo. E quando falo em campeões do mundo me refiro de modo mais específico aos quatro gigantes. A França, principalmente depois do fracasso de 2002 e da derrota na final de 2006, ainda terá que comer muito patê de foie, para poder pleitear um lugar no grupo de elite. Já Uruguai e Inglaterra, em que pese a tradição de ambos, jamais conseguiram repetir as performances do passado.
As cinderelas surgem por várias razões. Pode ser por um forte trabalho nas categorias de base – o que possibilitou boas participações de equipes africanas. Pode ser o fator campo, que transforma as equipes da casa em adversários duríssimos. E existem outros. Mas, independente do motivo de sua aparição, as cinderelas têm sempre hora marcada para que sua carruagem volte a se transformar em abóbora. E essa meia-noite dos contos de fadas costuma ser representada no mundo das copas pelas semifinais. Os deuses do futebol, que eu adoro citar – será profanação? –, costumam permitir que os cadetes se divirtam até certo ponto. Aí, justo na hora do baile de gala da grande final, eles são barrados no portão, que só pode ser cruzado pelos oficiais engalanados. De vez em quando, uma dessas cinderelas não vira abóbora à meia-noite e ganha um ingresso para o clube dos campeões, caso da Inglaterra de 1966 e da França de 1998. Mas isso ainda não é o clube dos grandes campeões, a elite da elite.
Brasil, Argentina, Itália e Alemanha. Quantas histórias para contar? Quantos choques nos quais, como corresponde aos clássicos, o time que parecia mais debilitado triunfou no final? Quantos jogos memoráveis? O improvável Paolo Rossi eliminando o Brasil e, depois, abrindo o caminho para o título contra os alemães, na final de 82. Burruchaga irrompendo entre a zaga alemã – impossivelmente lançado por Maradona – para marcar o terceiro e decisivo gol argentino, na final de 86. A vingança alemã que veio em 90, na fria cobrança de um pênalti. Pênaltis, que deram o tetra ao Brasil contra os italianos. E a final que século 20 esperou, esperou, sem jamais ter visto, mas que o século 21 teve a sorte de testemunhar logo no primeiro Mundial: o Brasil x Alemanha de 2002, decidido por Ronaldo. Pois é. As copas do mundo, definitivamente, não são as mesmas sem os quatro gigantes, sem o crème de la crème. E é por isso que, para mim (e para o amigo Antero), a magia da Copa da África do Sul já está, desde a última quarta, garantida.
Em praticamente todas as copas do mundo a história se repetiu: uma Turquia, uma Croácia ou um Chile se meteram entre os primeiros colocados do torneio. Os exemplos são muitos e poderíamos fazer uma extensa lista de cinderelas – equipes que, após brava campanha, acabam sucumbindo diante dos favoritos de sempre: os campeões do mundo. E quando falo em campeões do mundo me refiro de modo mais específico aos quatro gigantes. A França, principalmente depois do fracasso de 2002 e da derrota na final de 2006, ainda terá que comer muito patê de foie, para poder pleitear um lugar no grupo de elite. Já Uruguai e Inglaterra, em que pese a tradição de ambos, jamais conseguiram repetir as performances do passado.
As cinderelas surgem por várias razões. Pode ser por um forte trabalho nas categorias de base – o que possibilitou boas participações de equipes africanas. Pode ser o fator campo, que transforma as equipes da casa em adversários duríssimos. E existem outros. Mas, independente do motivo de sua aparição, as cinderelas têm sempre hora marcada para que sua carruagem volte a se transformar em abóbora. E essa meia-noite dos contos de fadas costuma ser representada no mundo das copas pelas semifinais. Os deuses do futebol, que eu adoro citar – será profanação? –, costumam permitir que os cadetes se divirtam até certo ponto. Aí, justo na hora do baile de gala da grande final, eles são barrados no portão, que só pode ser cruzado pelos oficiais engalanados. De vez em quando, uma dessas cinderelas não vira abóbora à meia-noite e ganha um ingresso para o clube dos campeões, caso da Inglaterra de 1966 e da França de 1998. Mas isso ainda não é o clube dos grandes campeões, a elite da elite.
Brasil, Argentina, Itália e Alemanha. Quantas histórias para contar? Quantos choques nos quais, como corresponde aos clássicos, o time que parecia mais debilitado triunfou no final? Quantos jogos memoráveis? O improvável Paolo Rossi eliminando o Brasil e, depois, abrindo o caminho para o título contra os alemães, na final de 82. Burruchaga irrompendo entre a zaga alemã – impossivelmente lançado por Maradona – para marcar o terceiro e decisivo gol argentino, na final de 86. A vingança alemã que veio em 90, na fria cobrança de um pênalti. Pênaltis, que deram o tetra ao Brasil contra os italianos. E a final que século 20 esperou, esperou, sem jamais ter visto, mas que o século 21 teve a sorte de testemunhar logo no primeiro Mundial: o Brasil x Alemanha de 2002, decidido por Ronaldo. Pois é. As copas do mundo, definitivamente, não são as mesmas sem os quatro gigantes, sem o crème de la crème. E é por isso que, para mim (e para o amigo Antero), a magia da Copa da África do Sul já está, desde a última quarta, garantida.
- 14h30
- 20Nov
/marcoscaetano
Lógica da emoção
Quanto mais eu ganho experiência nessa 'arte' de analisar o futebol, mais me convenço de que ele está muito mais para a poesia do que para a matemática
- 14h44
- 13Nov
/marcoscaetano
Juiz ladrão!
Quem tem mais de 30 anos de idade certamente já ouviu a expressão aí do título, gritada a plenos pulmões por um torcedor enfurecido ou em coro, por toda a torcida
- 19h13
- 06Nov
/marcoscaetano
Na rabeira
Não se fala em outra coisa no país do futebol: o Campeonato Brasileiro de 2009 é o de final mais imprevisível desde que foi adotado o sistema de pontos corridos
Página do Marcos Caetano