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- 16h33
- 25Sep
Verdão vs. Jasons
por Marcos Caetano para o ESPN.com.br
Exceto por uma reviravolta digna dos mais estapafúrdios filmes B de terror, ninguém parece mais acreditar na possibilidade de Freddy Krueger - também conhecido como Sport Club Corinthians Paulista -, ressurgir do nada com suas garras de aço, seu chapéu de feltro e sua indefectível camisa listrada para assombrar o título do Palmeiras. Dessa forma, se alguém ainda é capaz de estragar o final do filme romântico do Verdão, esse alguém é mesmo o Jason.
Jason é o apelido que os torcedores do São Paulo inventaram para se referir ao próprio clube, que antes da chegada de Ricardo Gomes e com Rogério Ceni no estaleiro parecia fora de combate. O apelido é inspirado no “imorrível” vilão da “imorrível” série de cinema Sexta-Feira 13, um sujeito bastante antissocial que usa uma máscara de hóquei e empunha uma peixeira (nos Estados Unidos deve ter outro nome, mas no Brasil aquilo é uma peixeira) para fazer picadinho de jovens com hormônios descontrolados. Os sãopaulinos acreditam que, como faz em todo filme, o Jason do Morumbi retornará do limbo para dar cabo do rival do Parque Antártica. Até aqui, o roteiro do filme do Campeonato Brasileiro tem deixado aberta essa possibilidade. O líder tem três pontos de vantagem, depois da vitória em Belo Horizonte, na última quarta-feira. Uma quarta-feira que não foi 13, mas que poderia ter sido, dada a quantidade de intervenções sobrenaturais na partida.
O monstro do filme do Mineirão, ao menos para os torcedores do Cruzeiro e do São Paulo, foi o árbitro Evandro Rogério, cujo nome está mais para galã de novela mexicana do que para filme de terror. O número de pênaltis a favor do Cruzeiro não assassinados por Rogério varia entre dois e três, dependendo do entrevistado. Muito grave. E o gancho de 30 dias que o paranaense pegou da Comissão Nacional de Arbitragem ficou até barato. Ainda assim, não acredito ser razoável que os fãs de Jason aleguem que tudo não passou de uma manobra para impedi-los de comemorar o quarto título nacional consecutivo, pois o mesmo Palmeiras que esta semana foi favorecido, já foi prejudicado por outros erros de arbitragem.
Mas será que só o Jason do Morumbi é candidato a Jason? Acho que não. É bem verdade que, entre todos os atores que se candidataram para o papel, o São Paulo é o mais cotado, seja pelo talento, seja pelo caráter ameaçador da fama que o precede. Jason bicho-papão, no futebol brasileiro atual, é mesmo o São Paulo. Mas não dá para esquecer do Jason dos Pampas, do Jason do Planalto Central e do Jason das Alterosas (que, aliás, foi o responsável pelo assassinato de Freddy Krueger, bem antes do final do filme). Há até quem diga que existe um outro Jason dos Pampas, que se veste de azul e é rival do que se veste de vermelho. Vá saber... O fato é que este Brasileirão está embolado como jamais esteve na história dos pontos corridos. E isso é garantia de um roteiro bom e um final eletrizante – exigências básicas de qualquer thriller que se preze.
O Palmeiras vem conseguido manter distância da peixeira do vilão do filme, que poderia se chamar “Jason IV – Em Busca do Tetra”. No final de semana, quem diria, as hostes alviverdes torcerão pelo inimigo Freddy Krueger, que pode atrasar ainda mais as ameaçadoras passadas de Jason IV. Mas a equipe de Muricy precisa entender que num filme de terror as ameaças podem estar em qualquer parte, de forma que não é recomendável perder de vista outros candidatos a Jason, venham eles de Goiânia, de Minas ou do Sul.
Jason é o apelido que os torcedores do São Paulo inventaram para se referir ao próprio clube, que antes da chegada de Ricardo Gomes e com Rogério Ceni no estaleiro parecia fora de combate. O apelido é inspirado no “imorrível” vilão da “imorrível” série de cinema Sexta-Feira 13, um sujeito bastante antissocial que usa uma máscara de hóquei e empunha uma peixeira (nos Estados Unidos deve ter outro nome, mas no Brasil aquilo é uma peixeira) para fazer picadinho de jovens com hormônios descontrolados. Os sãopaulinos acreditam que, como faz em todo filme, o Jason do Morumbi retornará do limbo para dar cabo do rival do Parque Antártica. Até aqui, o roteiro do filme do Campeonato Brasileiro tem deixado aberta essa possibilidade. O líder tem três pontos de vantagem, depois da vitória em Belo Horizonte, na última quarta-feira. Uma quarta-feira que não foi 13, mas que poderia ter sido, dada a quantidade de intervenções sobrenaturais na partida.
O monstro do filme do Mineirão, ao menos para os torcedores do Cruzeiro e do São Paulo, foi o árbitro Evandro Rogério, cujo nome está mais para galã de novela mexicana do que para filme de terror. O número de pênaltis a favor do Cruzeiro não assassinados por Rogério varia entre dois e três, dependendo do entrevistado. Muito grave. E o gancho de 30 dias que o paranaense pegou da Comissão Nacional de Arbitragem ficou até barato. Ainda assim, não acredito ser razoável que os fãs de Jason aleguem que tudo não passou de uma manobra para impedi-los de comemorar o quarto título nacional consecutivo, pois o mesmo Palmeiras que esta semana foi favorecido, já foi prejudicado por outros erros de arbitragem.
Mas será que só o Jason do Morumbi é candidato a Jason? Acho que não. É bem verdade que, entre todos os atores que se candidataram para o papel, o São Paulo é o mais cotado, seja pelo talento, seja pelo caráter ameaçador da fama que o precede. Jason bicho-papão, no futebol brasileiro atual, é mesmo o São Paulo. Mas não dá para esquecer do Jason dos Pampas, do Jason do Planalto Central e do Jason das Alterosas (que, aliás, foi o responsável pelo assassinato de Freddy Krueger, bem antes do final do filme). Há até quem diga que existe um outro Jason dos Pampas, que se veste de azul e é rival do que se veste de vermelho. Vá saber... O fato é que este Brasileirão está embolado como jamais esteve na história dos pontos corridos. E isso é garantia de um roteiro bom e um final eletrizante – exigências básicas de qualquer thriller que se preze.
O Palmeiras vem conseguido manter distância da peixeira do vilão do filme, que poderia se chamar “Jason IV – Em Busca do Tetra”. No final de semana, quem diria, as hostes alviverdes torcerão pelo inimigo Freddy Krueger, que pode atrasar ainda mais as ameaçadoras passadas de Jason IV. Mas a equipe de Muricy precisa entender que num filme de terror as ameaças podem estar em qualquer parte, de forma que não é recomendável perder de vista outros candidatos a Jason, venham eles de Goiânia, de Minas ou do Sul.
- 14h30
- 20Nov
/marcoscaetano
Lógica da emoção
Quanto mais eu ganho experiência nessa 'arte' de analisar o futebol, mais me convenço de que ele está muito mais para a poesia do que para a matemática
- 14h44
- 13Nov
/marcoscaetano
Juiz ladrão!
Quem tem mais de 30 anos de idade certamente já ouviu a expressão aí do título, gritada a plenos pulmões por um torcedor enfurecido ou em coro, por toda a torcida
- 19h13
- 06Nov
/marcoscaetano
Na rabeira
Não se fala em outra coisa no país do futebol: o Campeonato Brasileiro de 2009 é o de final mais imprevisível desde que foi adotado o sistema de pontos corridos
Página do Marcos Caetano