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As notícias do dia no Sportscenter, às 23h
- 17h29
- 06Jul
Mudanças na CBF são mais do que necessárias e já faz tempo, porém tais mudanças não podem ser simplesmente na comissão técnica, como acontece há anos. As mudanças devem ser mais profundas e mexer na estrutura hierarquia da instituição.
Muito se cobra dos times da elite de nosso futebol uma gestão mais profissional em seus departamentos e porque não cobrar da CBF, entidade máxima do esporte mais popular de nosso país, uma evolução em seus processos administrativos?
A inclusão de um diretor de seleções, que cuidasse do processo ritual da passagem da seleção inferior para a superior, é fundamental para que a renovação da seleção seja feita continuamente de Copa para Copa. É inadmissível que um trabalho de quatro anos, como o da última comissão técnica, não deixe legado nenhum e force que, a próxima comissão, inicie um trabalho do zero.
O modelo de administração da CBF é um modelo obscuro e conseguir informações não é uma tarefa fácil. Para que o amigo leitor possa ter uma idéia a Balanço 2009 foi publicado num pequeno jornal - sendo mais realista: minúsculo jornal – carioca chamado “Monitor Mercantil”. As informações contidas nele são bem interessantes para aqueles que se preocupam, não apenas com a eliminação de uma Copa – um mal menos perto do todo que a entidade pode causar – mas com a transparência que deve existir na administração da entidade.
O lucro da CBF em 2009 deu um salto incrível nos últimos anos e a explicação para isso não é difícil de encontrar: o número de patrocinadores oficiais da entidade cresceu e os valores pagos também cresceram. Se o lucro em 2007 foi de míseros R$ 10,4 milhões agora em 2009 chegamos ao patamar de R$ 72,3 milhões. Um crescimento, em três anos, de quase 600%. Nada mal, hein!!
Claro que lucros tão surpreendentes permitiram que a “diretoria” da CBF realizasse alguns gastos mais luxuosos, que estão publicados no balanço da entidade, como a compra da um jatinho particular por R$ 47,5 milhões.
Analisando o balanço podemos ver que a entrada de dinheiro, nos cofres da CBF, oriunda de patrocinadores também aumentou exponencialmente. Saltou de R$ 104,7 milhões em 2008 para R$ 164,9 milhões em 2009, um crescimento de 57%.
Muito se cobra dos times da elite de nosso futebol uma gestão mais profissional em seus departamentos e porque não cobrar da CBF, entidade máxima do esporte mais popular de nosso país, uma evolução em seus processos administrativos?
A inclusão de um diretor de seleções, que cuidasse do processo ritual da passagem da seleção inferior para a superior, é fundamental para que a renovação da seleção seja feita continuamente de Copa para Copa. É inadmissível que um trabalho de quatro anos, como o da última comissão técnica, não deixe legado nenhum e force que, a próxima comissão, inicie um trabalho do zero.
O modelo de administração da CBF é um modelo obscuro e conseguir informações não é uma tarefa fácil. Para que o amigo leitor possa ter uma idéia a Balanço 2009 foi publicado num pequeno jornal - sendo mais realista: minúsculo jornal – carioca chamado “Monitor Mercantil”. As informações contidas nele são bem interessantes para aqueles que se preocupam, não apenas com a eliminação de uma Copa – um mal menos perto do todo que a entidade pode causar – mas com a transparência que deve existir na administração da entidade.
O lucro da CBF em 2009 deu um salto incrível nos últimos anos e a explicação para isso não é difícil de encontrar: o número de patrocinadores oficiais da entidade cresceu e os valores pagos também cresceram. Se o lucro em 2007 foi de míseros R$ 10,4 milhões agora em 2009 chegamos ao patamar de R$ 72,3 milhões. Um crescimento, em três anos, de quase 600%. Nada mal, hein!!
Claro que lucros tão surpreendentes permitiram que a “diretoria” da CBF realizasse alguns gastos mais luxuosos, que estão publicados no balanço da entidade, como a compra da um jatinho particular por R$ 47,5 milhões.
Analisando o balanço podemos ver que a entrada de dinheiro, nos cofres da CBF, oriunda de patrocinadores também aumentou exponencialmente. Saltou de R$ 104,7 milhões em 2008 para R$ 164,9 milhões em 2009, um crescimento de 57%.
- 15h59
- 05Jul
Passionais, emotivos e fanáticos por futebol. Assim somos nós torcedores. A Copa do mundo vai chegando ao seu final e, de 32 nações, restam apenas quatro. Para nos brasileiros, infelizmente (ou até mesmo felizmente para alguns) o Brasil não está entre eles
.
Mas a Copa é feita de muito mais coisas que apenas as 32 seleções. A geração de imagem, aprimorada a cada quatriênio, nos permite apreciar coisas antes inimagináveis. Não falo apenas de impedimentos não marcados ou marcados, gols mal ou bem anulados, mas de lances do jogo. Aquela divida na bola, a expressão do jogador ao perder ou marcar um gol, os técnicos, a torcida (veja o exemplo da muda paraguaia da Copa).
A Copa do Mundo é capaz de marcar pessoas das maneiras mais interessantes. Vejam o exemplo dos lances entre Brasil e Holanda e Uruguai e Gana.
Felipe Melo se tornou o grande vilão da desclassificação brasileira ao fazer um gol contra (mais tarde a FIFA passou o gol para Sneijder) e ser expulso em lance desleal com o atacante Robben. Já no caso do atacante Suarez temos uma inversão de valores. O jovem atacante do PSV virou ídolo de seu país ao cometer pênalti e ser expulso no mesmo lance. Lance que, por sinal, salvou o Uruguai de ser eliminado e permitiu que a seleção levasse a vaga na disputa de pênaltis.
Muitos também comparam a recepção argentina a sua Seleção com a da torcida brasileira, incluindo aí uma possível falta de berço e educação de nós tupiniquins. Ora, se fosse essa a questão, fico imaginando como deveria ser a recepção a nossos políticos ao fim de cada semana em Brasília e retorno a cidade sede. A questão não é berço, mas sim de expectativa. Nós brasileiros esperamos sempre de nossos jogadores o título. Claro, temos histórica para isso. Somos o país que mais venceu, mais participações teve e, até que a Alemanha chega à final, o que mais esteve em finais. É natural que esperemos de nossa Seleção nada mais que a vitória. Mas a principal diferença vai um pouco além da vitória. Chega na expectativa de ser bem representado. Apesar da derrota por 4x0 o povo argentino se sentiu representado por seus atletas e, nós, pelo visto não.
No fim de tudo, daqui a quatro anos iremos ter esquecido tudo isso (temos uma memória horrível para coisas que não gostamos) e teremos de volta todo o ufanismo “contagiante” que corre na veia dos brasileiros. Se vencermos, em casa, ninguém irá lembrar do dinheiro gasto sem controle, das obras que não aconteceram ou dos estádios que nunca mais serão usados. Se perdermos teremos CPIs, programas de televisão cobrindo e cobrando.. Então, para evitar tudo isso, tenho certeza de que ninguém quer a derrota brasileira em casa, de novo..
Ps. Mas convenhamos que uma derrota seria o start para uma mudança profunda!
.
Mas a Copa é feita de muito mais coisas que apenas as 32 seleções. A geração de imagem, aprimorada a cada quatriênio, nos permite apreciar coisas antes inimagináveis. Não falo apenas de impedimentos não marcados ou marcados, gols mal ou bem anulados, mas de lances do jogo. Aquela divida na bola, a expressão do jogador ao perder ou marcar um gol, os técnicos, a torcida (veja o exemplo da muda paraguaia da Copa).
A Copa do Mundo é capaz de marcar pessoas das maneiras mais interessantes. Vejam o exemplo dos lances entre Brasil e Holanda e Uruguai e Gana.
Felipe Melo se tornou o grande vilão da desclassificação brasileira ao fazer um gol contra (mais tarde a FIFA passou o gol para Sneijder) e ser expulso em lance desleal com o atacante Robben. Já no caso do atacante Suarez temos uma inversão de valores. O jovem atacante do PSV virou ídolo de seu país ao cometer pênalti e ser expulso no mesmo lance. Lance que, por sinal, salvou o Uruguai de ser eliminado e permitiu que a seleção levasse a vaga na disputa de pênaltis.
Muitos também comparam a recepção argentina a sua Seleção com a da torcida brasileira, incluindo aí uma possível falta de berço e educação de nós tupiniquins. Ora, se fosse essa a questão, fico imaginando como deveria ser a recepção a nossos políticos ao fim de cada semana em Brasília e retorno a cidade sede. A questão não é berço, mas sim de expectativa. Nós brasileiros esperamos sempre de nossos jogadores o título. Claro, temos histórica para isso. Somos o país que mais venceu, mais participações teve e, até que a Alemanha chega à final, o que mais esteve em finais. É natural que esperemos de nossa Seleção nada mais que a vitória. Mas a principal diferença vai um pouco além da vitória. Chega na expectativa de ser bem representado. Apesar da derrota por 4x0 o povo argentino se sentiu representado por seus atletas e, nós, pelo visto não.
No fim de tudo, daqui a quatro anos iremos ter esquecido tudo isso (temos uma memória horrível para coisas que não gostamos) e teremos de volta todo o ufanismo “contagiante” que corre na veia dos brasileiros. Se vencermos, em casa, ninguém irá lembrar do dinheiro gasto sem controle, das obras que não aconteceram ou dos estádios que nunca mais serão usados. Se perdermos teremos CPIs, programas de televisão cobrindo e cobrando.. Então, para evitar tudo isso, tenho certeza de que ninguém quer a derrota brasileira em casa, de novo..
Ps. Mas convenhamos que uma derrota seria o start para uma mudança profunda!
- 19h40
- 01Jul
Qual foi a maior loucura que você já fez para acompanhar uma partida da Copa do Mundo? O Loucos por Copa quer saber, e você ainda fica por dentro do maior torneio de futebol do planeta.
A resposta mais criativa será premiada com dois livros: "Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo", do comentarista dos canais ESPN, Paulo Vinicius Coelho, e 'Almanaque dos Mundiais', de Max Gehringer.
CLIQUE NO PLAYER E VEJA VÍDEO SOBRE A PROMOÇÃO:
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- 14h02
- 23Jun
Que a Copa vale milhões ninguém dúvida. Que ela movimenta fortunas entre patrocinadores do evento e das seleções, ou mesmo através do marketing de guerrilha (vejam o caso das holandesas que foram expulsas do estádio), isso também ninguém dúvida. Mas o que pouca gente comenta é como isso pode ser aferido.
A Predicta, empresa especializada em monitorar ações on line, lançou um site bem interessante para analisar o desempenho das marcas neste período de Copa: Copa das Marcas. O site mensura a participação das marcas no Twitter durante o período da Copa do Mundo e divide a analise em três rankings:
Share of Voice
Mede a penetração das marcas patrocinadoras nas conversas no twitter durante o período da Copa.
Marcas Mais Populares
Mostra as marcas mais comentadas positivamente entre os usuários do twitter. O objetivo é entender quais marcas estão sendo vistas mais positivamente no período da Copa do Mundo.
Maior Buzz
Contempla marcas associadas com fatos que geraram maior buzz durante a Copa do Mundo fora do escopo do estudo.
Até o dia 21 de Julho já haviam sido analisadas quase 100 mil “tuitadas” e o resultado gerado surpreendeu um pouco. A Seara vem liderando o item de marca mais popular entre os “tuiteros”, seguida por Volkswagen, Vivo e Sony.
Apesar de ser um monitoramento apenas do twitter serve, sem duvida, como base para uma avaliação mais profunda sobre o impacto dos patrocínios e a forma de ativação das ações de marketing que custam milhões.
Veja a lista de marcas monitoradas:
Nike; Itaú; Vivo; Guaraná Antártica; Nestlé; Volkswagen; Seara; Gillette; Extra; TAM; Visa; Coca-Cola; Adidas; McDonald's; Hyundai; Pepsi; Powerade; Brahma; Petrobras; Topper; Gatorade; Claro; Banco do Brasil; Rexona; Umbro; Reebok; Kappa; Lotto e Puma
A Predicta, empresa especializada em monitorar ações on line, lançou um site bem interessante para analisar o desempenho das marcas neste período de Copa: Copa das Marcas. O site mensura a participação das marcas no Twitter durante o período da Copa do Mundo e divide a analise em três rankings:
Share of Voice
Mede a penetração das marcas patrocinadoras nas conversas no twitter durante o período da Copa.
Marcas Mais Populares
Mostra as marcas mais comentadas positivamente entre os usuários do twitter. O objetivo é entender quais marcas estão sendo vistas mais positivamente no período da Copa do Mundo.
Maior Buzz
Contempla marcas associadas com fatos que geraram maior buzz durante a Copa do Mundo fora do escopo do estudo.
Até o dia 21 de Julho já haviam sido analisadas quase 100 mil “tuitadas” e o resultado gerado surpreendeu um pouco. A Seara vem liderando o item de marca mais popular entre os “tuiteros”, seguida por Volkswagen, Vivo e Sony.
Apesar de ser um monitoramento apenas do twitter serve, sem duvida, como base para uma avaliação mais profunda sobre o impacto dos patrocínios e a forma de ativação das ações de marketing que custam milhões.
Veja a lista de marcas monitoradas:
Nike; Itaú; Vivo; Guaraná Antártica; Nestlé; Volkswagen; Seara; Gillette; Extra; TAM; Visa; Coca-Cola; Adidas; McDonald's; Hyundai; Pepsi; Powerade; Brahma; Petrobras; Topper; Gatorade; Claro; Banco do Brasil; Rexona; Umbro; Reebok; Kappa; Lotto e Puma
- 16h11
- 22Jun
EUA pleiteia sediar a Copa de 2018 ou 2022, mas provável a de 22 já que o Mundial de 18 deverá ser sediado por algum país europeu. As perspectivas do Mundial ocorrer lá são boas devido aos ótimos resultados que o Tio Sam vem apresentado no mundo da bola jogada com os pés, tanto dentro quanto fora dos gramados.
A principal surpresa para todos aconteceu na aquisição dos ingressos para a Copa da África. Os Estados Unidos foi a o país que mais adquiriu ingressos para a competição: 140 mil aproximadamente. Para temos uma idéia este número é superior a soma dos ingressos adquiridos por ingleses e alemães, países com muito mais historio no futebol que nossos vizinhos do hemisfério norte. A representatividade destes números no crescimento do futebol em sola americano fica claro quando analisamos que os números anteriores: em 2006, os EUA tiveram direito a 8% dos ingressos para os três jogos da primeira fase, ou algo próximo de 10 mil ingressos, o que gerou fila de 40 mil pessoas. O total vendido em 2006 é superior à soma dos ingressos comprados para as Copas de 90, 98 e 2002.
Na abertura da participação americana em terras africanas a audiência da TV também surpreendeu. Cerca de 20 milhões de norte-americanos ligaram suas TVs para ver a estréia de sua seleção. O número pode parecer pouco se comparado com o Brasil ou mesmo com a audiência do superbowl, mas é o dobro do que viram a estréia em 2006 e significa a quinta maior audiência do futebol por lá, atrás apenas de: EUA x China, Final do Mundial feminino, 1999; Brasil x Itália, Final da Copa de 1994; Brasil x EUA, oitavas de final da Copa de 1994 e Itália x França, final da Copa de 2006.
Claro que o futebol ainda não desfruta de enorme popularidade nos EUA e podemos até ter dúvidas se um dia irá desfrutar. A Liga de futebol ainda é fraca, mas já começa a atrair alguns craques antes da aposentadoria. Os americanos, tradicionalmente um país olímpico, sabem de sua força em outros esportes e o fato de não terem ganhado, até o momento, nenhuma competição importante com as bolas nos pés dificulta a popularização do esporte. Porém o crescimento da audiência é uma clara mostra de que outras surpresas estão reservadas para um futuro breve.
A principal surpresa para todos aconteceu na aquisição dos ingressos para a Copa da África. Os Estados Unidos foi a o país que mais adquiriu ingressos para a competição: 140 mil aproximadamente. Para temos uma idéia este número é superior a soma dos ingressos adquiridos por ingleses e alemães, países com muito mais historio no futebol que nossos vizinhos do hemisfério norte. A representatividade destes números no crescimento do futebol em sola americano fica claro quando analisamos que os números anteriores: em 2006, os EUA tiveram direito a 8% dos ingressos para os três jogos da primeira fase, ou algo próximo de 10 mil ingressos, o que gerou fila de 40 mil pessoas. O total vendido em 2006 é superior à soma dos ingressos comprados para as Copas de 90, 98 e 2002.
Na abertura da participação americana em terras africanas a audiência da TV também surpreendeu. Cerca de 20 milhões de norte-americanos ligaram suas TVs para ver a estréia de sua seleção. O número pode parecer pouco se comparado com o Brasil ou mesmo com a audiência do superbowl, mas é o dobro do que viram a estréia em 2006 e significa a quinta maior audiência do futebol por lá, atrás apenas de: EUA x China, Final do Mundial feminino, 1999; Brasil x Itália, Final da Copa de 1994; Brasil x EUA, oitavas de final da Copa de 1994 e Itália x França, final da Copa de 2006.
Claro que o futebol ainda não desfruta de enorme popularidade nos EUA e podemos até ter dúvidas se um dia irá desfrutar. A Liga de futebol ainda é fraca, mas já começa a atrair alguns craques antes da aposentadoria. Os americanos, tradicionalmente um país olímpico, sabem de sua força em outros esportes e o fato de não terem ganhado, até o momento, nenhuma competição importante com as bolas nos pés dificulta a popularização do esporte. Porém o crescimento da audiência é uma clara mostra de que outras surpresas estão reservadas para um futuro breve.
Está semana na coluna Mundo, da rádio bandeirantes, o jornalista Demétrio Magnoli apresentou uma analise a respeito de um estudo realizado para avaliar os impactos dos grandes eventos esportivos no país sede. Neste estudo foram analisados as Olimpíadas de Atenas e de Sidney, a Copa do Mundo do Japão e de Alemanha e, também, a Eurocopa de Portugal. A idéia central do trabalho era analisar três fatores centrais, utilizado por aqueles que defendem a realização dos eventos nos moldes atuais: forte impulso ao crescimento do PIB do país sede, o aumento continuado do turismo e se os lucros justificam os investimentos, ou seja, existe a tal recompensa financeira para o país sede.
Os resultados apresentados são uma ducha de água fria nas entidades que “comandam” estes eventos.
Na primeira questão, a respeito do PIB nacional, fica evidente que não existe o tal impulso. A Copa do Japão não impediu o país de entrar em recessão e na Alemanha o impacto foi tão ínfimo que foi desprezado pela analise.
Na questão relacionada ao turismo o estudo revela mais uma farsa. É verdade que o turismo aumento no ano do evento, mas ele não se sustenta nos anos seguintes. Mesmo na Austrália, que apostou muito no crescimento do turismo no país e investiu para isso, o retorno ficou muito aquém do esperado.
Por fim, o ponto principal. Os custos de tais eventos compensam, pois as recompensas financeiras são enormes?
Mais uma mentira. Fica comprovado nos estudos que os custos finais são sempre muito superiores aos custos iniciais que norteiam as analises de viabilidade financeira. Os exemplos são evidentes: Nas Olimpíadas de Atenas os custos estimados eram de US$ 1,5 bilhões e acabou custando US$ 15 bilhões. Já na Copa da África os custos iniciais foram orçados em US$ 300 milhões e a conta final ficou acima dos US$ 4 bilhões fora os investimentos em infra-estrutura. As contas finais apresentam números na ordem dos US$ 8 bilhões. Em compensação o PIB do país ficará abaixo dos US$ 3 bilhões de dólares demonstrando um claro prejuízo ao país sede.
Então a Copa da prejuízo?
Para o país anfitrião com certeza, para a FIFA não. Para o país sede as contas são ainda piores. A entidade máxima do futebol obriga o país que recebe o evento a conceder inúmeros incentivos fiscais que beneficiam a entidade. Na África, assim como no Brasil, a FIFA recebeu garantias por escrito de que não pagará impostos sobre a comercialização de produtos, direitos de transmissão e quase todas as formas de receita ligadas à Copa.
Assim enquanto a África, que já sofre com inúmeros problemas sociais, terá que arcar com as dividas deixadas pela passagem da Copa em seu solo, a FIFA e as Confederações ligadas a ela engordam cada vez mais seus cofres sem se preocupar com mais nada.
E o tão falado legado?
O legado deixado pelos grandes eventos esportivos está totalmente relacionado à capacidade política do país. O verdadeiro legado são as obras de infra-estrutura que tais eventos podem agilizar, mas que de qualquer maneira deveriam ser realizadas com ou sem o evento.
Um ponto interessante do estudo apresentado diz respeito a uma das questões mais faladas para a Copa no Brasil: os estádios.
Com exceção da Alemanha, que possuí um campeonato nacional lucrativo (o mais lucrativo da Europa, diga-se de passagem) em locais como a África e até mesmo Portugal, os estádios tendem a virar verdadeiras ruínas pós modernas. E muitos dirão: Ah.. O Brasil tem um grande campeonato nacional! Verdade. Mas concentrado no eixo sul-sudeste do país. Arenas serão construídas em 12 cidades, nos mais diferentes cantos e muitas delas tenderão a serem classificadas como verdadeiras ruínas ou os chamados elefantes brancos. Todas as cidades sedes deveriam apresentar publicamente planos, não apenas de viabilidade financeira, mas de utilização do local pós evento para evitarmos que o Estado tenha que intervir no processo de manutenção. Manter uma arena é impossível pensando apenas em futebol ou numa Copa do Mundo.
Em suma, do ponto de vista econômico os grandes eventos compensam para poucos e deixam como grande legado dividas enormes que serão pagas pela população durante mais de 30 anos.
O Brasil e as cidades sedes da próxima Copa são muito maiores que qualquer evento e é bom todos nós abrirmos os olhos para não sermos enganados. Como o próprio estudo apontou, o único ganhou real para o país, com estes grandes eventos, é o chamado efeito econômico da felicidade. A sensação de felicidade nacional, de propósito em direção de um objetivo comum, criando uma unidade nacional capaz de causar impactos sociais e econômicos, desde que bem aproveitada pela classe política do país, para o bem do país. Mas por enquanto só quem está sabendo usar isso, no Brasil, é a CBF, que está transformando tudo em uma decisão fomentada por paixão clubísticas e deixando de lado as verdadeiras necessidades do país e, principalmente, das cidades que irão sediar a farra estrangeira.
Os resultados apresentados são uma ducha de água fria nas entidades que “comandam” estes eventos.
Na primeira questão, a respeito do PIB nacional, fica evidente que não existe o tal impulso. A Copa do Japão não impediu o país de entrar em recessão e na Alemanha o impacto foi tão ínfimo que foi desprezado pela analise.
Na questão relacionada ao turismo o estudo revela mais uma farsa. É verdade que o turismo aumento no ano do evento, mas ele não se sustenta nos anos seguintes. Mesmo na Austrália, que apostou muito no crescimento do turismo no país e investiu para isso, o retorno ficou muito aquém do esperado.
Por fim, o ponto principal. Os custos de tais eventos compensam, pois as recompensas financeiras são enormes?
Mais uma mentira. Fica comprovado nos estudos que os custos finais são sempre muito superiores aos custos iniciais que norteiam as analises de viabilidade financeira. Os exemplos são evidentes: Nas Olimpíadas de Atenas os custos estimados eram de US$ 1,5 bilhões e acabou custando US$ 15 bilhões. Já na Copa da África os custos iniciais foram orçados em US$ 300 milhões e a conta final ficou acima dos US$ 4 bilhões fora os investimentos em infra-estrutura. As contas finais apresentam números na ordem dos US$ 8 bilhões. Em compensação o PIB do país ficará abaixo dos US$ 3 bilhões de dólares demonstrando um claro prejuízo ao país sede.
Então a Copa da prejuízo?
Para o país anfitrião com certeza, para a FIFA não. Para o país sede as contas são ainda piores. A entidade máxima do futebol obriga o país que recebe o evento a conceder inúmeros incentivos fiscais que beneficiam a entidade. Na África, assim como no Brasil, a FIFA recebeu garantias por escrito de que não pagará impostos sobre a comercialização de produtos, direitos de transmissão e quase todas as formas de receita ligadas à Copa.
Assim enquanto a África, que já sofre com inúmeros problemas sociais, terá que arcar com as dividas deixadas pela passagem da Copa em seu solo, a FIFA e as Confederações ligadas a ela engordam cada vez mais seus cofres sem se preocupar com mais nada.
E o tão falado legado?
O legado deixado pelos grandes eventos esportivos está totalmente relacionado à capacidade política do país. O verdadeiro legado são as obras de infra-estrutura que tais eventos podem agilizar, mas que de qualquer maneira deveriam ser realizadas com ou sem o evento.
Um ponto interessante do estudo apresentado diz respeito a uma das questões mais faladas para a Copa no Brasil: os estádios.
Com exceção da Alemanha, que possuí um campeonato nacional lucrativo (o mais lucrativo da Europa, diga-se de passagem) em locais como a África e até mesmo Portugal, os estádios tendem a virar verdadeiras ruínas pós modernas. E muitos dirão: Ah.. O Brasil tem um grande campeonato nacional! Verdade. Mas concentrado no eixo sul-sudeste do país. Arenas serão construídas em 12 cidades, nos mais diferentes cantos e muitas delas tenderão a serem classificadas como verdadeiras ruínas ou os chamados elefantes brancos. Todas as cidades sedes deveriam apresentar publicamente planos, não apenas de viabilidade financeira, mas de utilização do local pós evento para evitarmos que o Estado tenha que intervir no processo de manutenção. Manter uma arena é impossível pensando apenas em futebol ou numa Copa do Mundo.
Em suma, do ponto de vista econômico os grandes eventos compensam para poucos e deixam como grande legado dividas enormes que serão pagas pela população durante mais de 30 anos.
O Brasil e as cidades sedes da próxima Copa são muito maiores que qualquer evento e é bom todos nós abrirmos os olhos para não sermos enganados. Como o próprio estudo apontou, o único ganhou real para o país, com estes grandes eventos, é o chamado efeito econômico da felicidade. A sensação de felicidade nacional, de propósito em direção de um objetivo comum, criando uma unidade nacional capaz de causar impactos sociais e econômicos, desde que bem aproveitada pela classe política do país, para o bem do país. Mas por enquanto só quem está sabendo usar isso, no Brasil, é a CBF, que está transformando tudo em uma decisão fomentada por paixão clubísticas e deixando de lado as verdadeiras necessidades do país e, principalmente, das cidades que irão sediar a farra estrangeira.
- 19h54
- 18Jun
Pode se reclamar e muito da seleção do Dunga, eu mesmo sou um dos que reclamam, mas uma coisa é inegável: Dunga conseguiu dar um padrão tático ao time, coisa que muita seleção não tem mostrado na Copa.
Enquanto França e Inglaterra possuem bons nomes no papel, mas não conseguem demonstrar em campo a eficiência e eficácia necessária para vencer uma partida, Dunga conseguiu reunir uma base contestável de jogadores e dar a esta base um padrão capaz de levantar a Taça do Mundo.
E por que tanta gente reclama?
A grande questão, que levanta a bola para todas as reclamações, está no modelo implementado pelo treinador. O padrão tático adotado, que vem sendo vitorioso e, até certo ponto incontestável, não é o padrão que a maioria dos brasileiros gostam, mas sejamos honestos: que time brasileiro, hoje, possuí tal padrão? (Alguém falou algum time além do Santos?)
Em outras épocas entravamos em uma Copa do Mundo causando medo aos adversários pela nossa capacidade de “meter” bolas na rede. Em 2010 o que mais falamos é sobre o fato de termos a melhor defesa do mundo. O camisa dez da Seleção, sempre venerado, hoje é um objeto raro nos gramados brasileiros. Kaká, que ostenta esta camisa hoje, não vem bem e não consegue desempenhar o papel que dele se espera e, mesmo que consiga, será apenas um em meio a mais nove.
Se antes pedíamos Gansos e Neymares na seleção, com ela montada já aceitamos Ramires e Daniel Alves no lugar dos brucutus. Por quê? Porque somos todos órfãos de um futebol que encantou o mundo e deu espetáculo e, mesmo assim, venceu algumas vezes e perdeu outras.
A seleção de Dunga pode até levantar a Taça este ano, mas torcerei para que não comecem a achar que volantes e zagueiros são a solução para se vencer. No futebol não precisamos jogar apenas no erro dos adversários. Sempre tivemos jogadores capazes de forçar nossos adversários a errar e é nisso que o Brasil sempre foi bom!
Que venham os marfineses e que tenhamos a capacidade de jogar o futebol brasileiro!
Enquanto França e Inglaterra possuem bons nomes no papel, mas não conseguem demonstrar em campo a eficiência e eficácia necessária para vencer uma partida, Dunga conseguiu reunir uma base contestável de jogadores e dar a esta base um padrão capaz de levantar a Taça do Mundo.
E por que tanta gente reclama?
A grande questão, que levanta a bola para todas as reclamações, está no modelo implementado pelo treinador. O padrão tático adotado, que vem sendo vitorioso e, até certo ponto incontestável, não é o padrão que a maioria dos brasileiros gostam, mas sejamos honestos: que time brasileiro, hoje, possuí tal padrão? (Alguém falou algum time além do Santos?)
Em outras épocas entravamos em uma Copa do Mundo causando medo aos adversários pela nossa capacidade de “meter” bolas na rede. Em 2010 o que mais falamos é sobre o fato de termos a melhor defesa do mundo. O camisa dez da Seleção, sempre venerado, hoje é um objeto raro nos gramados brasileiros. Kaká, que ostenta esta camisa hoje, não vem bem e não consegue desempenhar o papel que dele se espera e, mesmo que consiga, será apenas um em meio a mais nove.
Se antes pedíamos Gansos e Neymares na seleção, com ela montada já aceitamos Ramires e Daniel Alves no lugar dos brucutus. Por quê? Porque somos todos órfãos de um futebol que encantou o mundo e deu espetáculo e, mesmo assim, venceu algumas vezes e perdeu outras.
A seleção de Dunga pode até levantar a Taça este ano, mas torcerei para que não comecem a achar que volantes e zagueiros são a solução para se vencer. No futebol não precisamos jogar apenas no erro dos adversários. Sempre tivemos jogadores capazes de forçar nossos adversários a errar e é nisso que o Brasil sempre foi bom!
Que venham os marfineses e que tenhamos a capacidade de jogar o futebol brasileiro!
- 14h01
- 17Jun
Nem FIFA, nem CBF são loucos de pensar numa Copa sem a participação da maior cidade brasileira e, porque não, a mais importante. A Copa custo bilhões de reais para os patrocinadores e representa cerca de 85% da receita total de FIFA, que ficou na ordem de quatro bilhões de dólares no último ciclo de quatro anos, um crescimento de 42% em relação ao ciclo passado. Para os patrocinadores, não contar com a presença e o interesse de uma cidade como São Paulo, é algo fora de qualquer questão e que poderá ter impacto negativo nas receitas geradas pela Copa. Mas por outro lado Ricardo Teixeira e a FIFA apostam que a cidade de São Paulo e os governantes também não possuem interesse em ficar de fora do evento e que, na última hora, estarão dispostas a fazer o que for necessário para ter a Copa e é aí que mora o perigo.
A discussão, já faz tempo, deixou de ser racional e se transformou em uma questão de interesse político – por um lado – e clubístico – na paixão dos torcedores. Existe uma clara briga entre CBF e São Paulo Futebol Clube. Durante anos o clube paulista votou em branco nas eleições que sempre escolhiam Ricardo Teixeira como Presidente da CBF, único candidato por sinal, e Ricardo Teixeira viu neste momento uma boa oportunidade de retalhar o clube do Morumbi.
Do lado do torcedor é natural as brincadeiras com relação à “arrogância” são paulina ou as declarações dos tricolores que a Copa é o do menos para o clube, mas neste momento o mais importante não é a paixão clubística e, sim, a analise profissional em cima do assunto. Não se trata de “dar” ou não um estádio para o Corinthians ou de se tirar a Copa do estádio do São Paulo. A questão que deve ser debatida é a viabilidade econômica de um projeto orçado em R$650 milhões para receber a abertura.
A manutenção de um estádio com a estrutura exigida pela FIFA fica, a grosso modo, em pelo menos R$ 3 milhões por mês. A possibilidade de arrecadação com futebol, imaginando que o estádio tenha média de 30.000 torcedores por jogo, a um preço médio de R$ 40,00 e com possibilidade de receber cerca de 50 jogos por ano, estamos falando de uma receita total de R$ 60.000.000,00. O que de, de maneira superficial, daria um lucro próximo dos R$ 24 milhões por ano, sem contar os impostos que devem ser cobrados. Contando o que pode ser arrecado com shows e outros eventos, podemos imaginar uma receita adicional de R$ 15 milhões por ano. O que dá uma arrecadação para a arena na ordem dos R$ 39 milhões por ano. Se dividirmos os R$ 650 milhões chegamos à conclusão que, nesta conta de padaria, os investidores de tal arena levariam cerca de 16 anos para recuperarem os investimentos.
O que vemos aqui é um jogo de apostas alto. FIFA e CBF apostam que o Governo Paulista e a Prefeitura da cidade, ao final, irão bancar os investimentos necessários e com isso a cidade mais rica da Federação receberia, não apenas os jogos, mas a abertura. Por outro lado os responsáveis pela Copa na cidade são firmes ao afirmar que dinheiro público não será usado em hipótese alguma.
As cartas foram lançadas e as apostas já estão na mesa. Resta saber quem levará a melhor. O discurso e os interesses das entidades que conduzem o futebol ou os interesses da população da cidade de São Paulo. Não é uma questão de ser ou não o Morumbi. Se existir investimentos privados que paguem a construção de uma arena, que seja. Se será ou não do Corinthians depois é outra questão e isso não tem relevância no cenário atual. Mas tenho, a cada dia que passa, a sensação de que a Copa da Iniciativa privada, prometida por Ricardo Teixeira em seu primeiro discurso após escolha do Brasil como país sede, está ficando cada vez mais apenas no discurso e essa é a aposta principal da CBF e da FIFA: que no fim os governos pagam a conta da farra do futebol.
A discussão, já faz tempo, deixou de ser racional e se transformou em uma questão de interesse político – por um lado – e clubístico – na paixão dos torcedores. Existe uma clara briga entre CBF e São Paulo Futebol Clube. Durante anos o clube paulista votou em branco nas eleições que sempre escolhiam Ricardo Teixeira como Presidente da CBF, único candidato por sinal, e Ricardo Teixeira viu neste momento uma boa oportunidade de retalhar o clube do Morumbi.
Do lado do torcedor é natural as brincadeiras com relação à “arrogância” são paulina ou as declarações dos tricolores que a Copa é o do menos para o clube, mas neste momento o mais importante não é a paixão clubística e, sim, a analise profissional em cima do assunto. Não se trata de “dar” ou não um estádio para o Corinthians ou de se tirar a Copa do estádio do São Paulo. A questão que deve ser debatida é a viabilidade econômica de um projeto orçado em R$650 milhões para receber a abertura.
A manutenção de um estádio com a estrutura exigida pela FIFA fica, a grosso modo, em pelo menos R$ 3 milhões por mês. A possibilidade de arrecadação com futebol, imaginando que o estádio tenha média de 30.000 torcedores por jogo, a um preço médio de R$ 40,00 e com possibilidade de receber cerca de 50 jogos por ano, estamos falando de uma receita total de R$ 60.000.000,00. O que de, de maneira superficial, daria um lucro próximo dos R$ 24 milhões por ano, sem contar os impostos que devem ser cobrados. Contando o que pode ser arrecado com shows e outros eventos, podemos imaginar uma receita adicional de R$ 15 milhões por ano. O que dá uma arrecadação para a arena na ordem dos R$ 39 milhões por ano. Se dividirmos os R$ 650 milhões chegamos à conclusão que, nesta conta de padaria, os investidores de tal arena levariam cerca de 16 anos para recuperarem os investimentos.

O que vemos aqui é um jogo de apostas alto. FIFA e CBF apostam que o Governo Paulista e a Prefeitura da cidade, ao final, irão bancar os investimentos necessários e com isso a cidade mais rica da Federação receberia, não apenas os jogos, mas a abertura. Por outro lado os responsáveis pela Copa na cidade são firmes ao afirmar que dinheiro público não será usado em hipótese alguma.

As cartas foram lançadas e as apostas já estão na mesa. Resta saber quem levará a melhor. O discurso e os interesses das entidades que conduzem o futebol ou os interesses da população da cidade de São Paulo. Não é uma questão de ser ou não o Morumbi. Se existir investimentos privados que paguem a construção de uma arena, que seja. Se será ou não do Corinthians depois é outra questão e isso não tem relevância no cenário atual. Mas tenho, a cada dia que passa, a sensação de que a Copa da Iniciativa privada, prometida por Ricardo Teixeira em seu primeiro discurso após escolha do Brasil como país sede, está ficando cada vez mais apenas no discurso e essa é a aposta principal da CBF e da FIFA: que no fim os governos pagam a conta da farra do futebol.
- 11h00
- 15Jun
A primeira Copa que me lembro é a de 82. Na de 78 tinha apenas três anos e tenho certeza de que as coisas que lembro são muito mais devido às inúmeras vezes que vi replay do que a memória real, mas a de 82 não. Desta lembro bem, principalmente devido ao prazer que era assistir a nossa seleção naquela Copa. Passando por 86, já mais velho, confesso que foi a primeira Copa que chorei. Ser eliminado pela França, nos pênaltis, com a bola batendo nas costas do Carlos, foi algo dramático demais. A Copa de 90 foi a última que chorei. Apesar de nunca ter acredito naquela Seleção ser vencido pela Argentina doeu, mas doeu muito mais ver o futebol que apresentamos.
Quando chegamos em 94 e levantamos a taça não senti aquele prazer que achei que sentiria. Vencemos, é verdade, mas nos pênaltis, sem apresentar um grande futebol, mas, sem dúvida, apresentando um futebol vencedor. Claro que guardo boas lembranças desta Copa, afinal foi a primeira que vi nosso capitão levantar a taça.
Em 98 a animação com a seleção era grande. Todos esperávamos boas coisas da Seleção, que até se refletiram em campo, tanto que chegamos à final. Perdemos, é verdade, mas perdemos para uma seleção que, naquela partida, deu um show de bola em nós. Não chorei, fiquei chateado, mas não a ponto de chorar. O que mais me irritou neste jogo foi ter que assistir a final ao lado de dois franceses que eu nunca tinha visto na vida e os comentários dos ufanistas que, ao invés de aceitar que a França jogou melhor, preferiram inventar inúmeras teorias para a derrota.
Em 2002, finalmente, vi nossa Seleção marcar gols em uma final, jogar bem e a voltar a apresentar, se não o belo futebol de 82 ou 86, ao menos uma alma que nos motivava a torcer. Felipão teve todos os méritos neste aspecto e conseguiu conquistar o respeito dos torcedores.
Quando chegamos em 2006 a Seleção brasileira deixou de ser, de uma vez por todas, a Seleção brasileira e passou a ser a seleção da CBF. Parreira deixou de ser treinador, como ele mesmo falou, para ser “um administrador de talentos”. E neste papel, ele tem que admitir, foi muito mal. Não administrou nada, perdeu a mão, e fomos eliminados, de novo pela França, mas desta vez de maneira melancólica. Não chorei e acho que quase nenhum brasileiro chorou. E um dos motivos foi a atitude dos jogadores em campo. Não, não culpo Roberto Carlos, seleção é um grupo e todos, sem exceção, esqueceram uma coisa que, para mim, é fundamental: a alma.
Nesta Terça, dia 15 de junho, o Brasil entra em campo para sua primeira partida na Copa da África. Quatro anos de trabalho duro serão postos aprova e, já faz tempo, perdi o ufanismo de torcer. Vibrarei se o Brasil for campeão? Sem duvida, mas vibrarei mais ainda se o Brasil nos surpreender e jogar um futebol que tenha a essência e a alma brasileira. Vibrarei ainda se algum time apresentar um futebol de qualidade e se este time vencer. Perdi o ufanismo, mas não perdi o gosto pelo futebol e acho que o Brasil, desde 94, perdeu sua alma.
Talvez eu exija demais. A própria Copa do Mundo vem sendo um fracasso de gols ano após anos. Times que nos dão prazer perderam espaço para times mais cirúrgicos que optam por jogar um futebol de puro resultado. Parreira já havia nos avisado disso em 2006 quando disse que não era um técnico e sim um administrador de talentos.
Veja, tenho até confiança que a Seleção atual vença a Copa. O Brasil possuí uma das, se não a melhor, defesa do mundo atualmente, porém para nossas tradições é pouco, muito pouco. O Brasil sempre se destacou pela criação do meio e perfeição dos atacantes. Nesta terça, quando o Brasil, entrar em campo o destaque será em Lucio, Juan, Julio Cesar e Maicon.
Torcerei, não para o Brasil, mas sim pelo Brasil. Torcerei para que Kaká, Robinho e Luis Fabiano possam resgatar a alma brasileira e com isso resgatar o espírito do nosso futebol e descarta de vez o tal espírito guerreiro. Prefiro a alma dos velhos poetas, que jogavam o “fino” da bola pelo prazer de vencer, de encantar, de ser brasileiro. Não vamos para a guerra, vamos para a FESTA e, quem sabe, com alegria de voltar a jogar futebol, pelo bem de nossas tradições em campo.
Hoje começa a Copa para o Brasil, mas que vença a melhor seleção!
Quando chegamos em 94 e levantamos a taça não senti aquele prazer que achei que sentiria. Vencemos, é verdade, mas nos pênaltis, sem apresentar um grande futebol, mas, sem dúvida, apresentando um futebol vencedor. Claro que guardo boas lembranças desta Copa, afinal foi a primeira que vi nosso capitão levantar a taça.
Em 98 a animação com a seleção era grande. Todos esperávamos boas coisas da Seleção, que até se refletiram em campo, tanto que chegamos à final. Perdemos, é verdade, mas perdemos para uma seleção que, naquela partida, deu um show de bola em nós. Não chorei, fiquei chateado, mas não a ponto de chorar. O que mais me irritou neste jogo foi ter que assistir a final ao lado de dois franceses que eu nunca tinha visto na vida e os comentários dos ufanistas que, ao invés de aceitar que a França jogou melhor, preferiram inventar inúmeras teorias para a derrota.
Em 2002, finalmente, vi nossa Seleção marcar gols em uma final, jogar bem e a voltar a apresentar, se não o belo futebol de 82 ou 86, ao menos uma alma que nos motivava a torcer. Felipão teve todos os méritos neste aspecto e conseguiu conquistar o respeito dos torcedores.
Quando chegamos em 2006 a Seleção brasileira deixou de ser, de uma vez por todas, a Seleção brasileira e passou a ser a seleção da CBF. Parreira deixou de ser treinador, como ele mesmo falou, para ser “um administrador de talentos”. E neste papel, ele tem que admitir, foi muito mal. Não administrou nada, perdeu a mão, e fomos eliminados, de novo pela França, mas desta vez de maneira melancólica. Não chorei e acho que quase nenhum brasileiro chorou. E um dos motivos foi a atitude dos jogadores em campo. Não, não culpo Roberto Carlos, seleção é um grupo e todos, sem exceção, esqueceram uma coisa que, para mim, é fundamental: a alma.
Nesta Terça, dia 15 de junho, o Brasil entra em campo para sua primeira partida na Copa da África. Quatro anos de trabalho duro serão postos aprova e, já faz tempo, perdi o ufanismo de torcer. Vibrarei se o Brasil for campeão? Sem duvida, mas vibrarei mais ainda se o Brasil nos surpreender e jogar um futebol que tenha a essência e a alma brasileira. Vibrarei ainda se algum time apresentar um futebol de qualidade e se este time vencer. Perdi o ufanismo, mas não perdi o gosto pelo futebol e acho que o Brasil, desde 94, perdeu sua alma.
Talvez eu exija demais. A própria Copa do Mundo vem sendo um fracasso de gols ano após anos. Times que nos dão prazer perderam espaço para times mais cirúrgicos que optam por jogar um futebol de puro resultado. Parreira já havia nos avisado disso em 2006 quando disse que não era um técnico e sim um administrador de talentos.
Veja, tenho até confiança que a Seleção atual vença a Copa. O Brasil possuí uma das, se não a melhor, defesa do mundo atualmente, porém para nossas tradições é pouco, muito pouco. O Brasil sempre se destacou pela criação do meio e perfeição dos atacantes. Nesta terça, quando o Brasil, entrar em campo o destaque será em Lucio, Juan, Julio Cesar e Maicon.
Torcerei, não para o Brasil, mas sim pelo Brasil. Torcerei para que Kaká, Robinho e Luis Fabiano possam resgatar a alma brasileira e com isso resgatar o espírito do nosso futebol e descarta de vez o tal espírito guerreiro. Prefiro a alma dos velhos poetas, que jogavam o “fino” da bola pelo prazer de vencer, de encantar, de ser brasileiro. Não vamos para a guerra, vamos para a FESTA e, quem sabe, com alegria de voltar a jogar futebol, pelo bem de nossas tradições em campo.
Hoje começa a Copa para o Brasil, mas que vença a melhor seleção!

Antes de falar sobre a chegada a Johanesburgo, acho melhor começar a viagem à África do Sul pelo voo 223 da South African, que saiu de São Paulo ontem com uma hora de atraso. O piloto comunicou que a demora foi motivada pelo embarque de um passageiro. E mais não disse. O tal passageiro, na verdade, era o rei Pelé, vestindo azul e sentado na primeira fila da classe executiva.
Quando o pessoal da classe econômica descobriu que Pelé estava no avião, logo depois do jantar, foi aquele alvoroço. Os comissários não conseguiram conter jornalistas e fãs. Uma das aeromoças chegou a ameaçar no alto-falante: se todos não voltassem a seus lugares, o avião retornaria a São Paulo. Ficou na ameça. Até porque as próprias comissárias resolveram pedir autógrafos ao rei nas camisetas da seleção sul-africana que elas vestiam. O ex-centroavante e hoje comentarista Casagrande, que também estava na executiva, comentou com Pelé quando a poeira baixou: “Quem mandou você marcar 1.000 gols. Olha só: ninguém vem me pedir autógrafos!”
Vim na última parte da equipe da ESPN-Brasil que irá cobrir o Mundial. Agora somos 70 aqui. Na chegada, a fila de migração andou bem depressa e, logo depois de receber dois carimbos nopassando o carimbo, jovens com bandejas ofereciam latinhas de Coca-Cola de boas vindas (as latinhas aqui têm 200 ml). Por hoje só deu tempo de fazer a credencial e conhecer a redação da TV no centro de imprensa.
Ah, para quem acha que a vinda de Pelé no mesmo voo é um bom presságio, uma última informação. O uruguaio Gigghia, que fez o gol que tirou o título do Brasil na Copa de 1950, também estava em nosso avião.
Quando o pessoal da classe econômica descobriu que Pelé estava no avião, logo depois do jantar, foi aquele alvoroço. Os comissários não conseguiram conter jornalistas e fãs. Uma das aeromoças chegou a ameaçar no alto-falante: se todos não voltassem a seus lugares, o avião retornaria a São Paulo. Ficou na ameça. Até porque as próprias comissárias resolveram pedir autógrafos ao rei nas camisetas da seleção sul-africana que elas vestiam. O ex-centroavante e hoje comentarista Casagrande, que também estava na executiva, comentou com Pelé quando a poeira baixou: “Quem mandou você marcar 1.000 gols. Olha só: ninguém vem me pedir autógrafos!”
Vim na última parte da equipe da ESPN-Brasil que irá cobrir o Mundial. Agora somos 70 aqui. Na chegada, a fila de migração andou bem depressa e, logo depois de receber dois carimbos nopassando o carimbo, jovens com bandejas ofereciam latinhas de Coca-Cola de boas vindas (as latinhas aqui têm 200 ml). Por hoje só deu tempo de fazer a credencial e conhecer a redação da TV no centro de imprensa.
Ah, para quem acha que a vinda de Pelé no mesmo voo é um bom presságio, uma última informação. O uruguaio Gigghia, que fez o gol que tirou o título do Brasil na Copa de 1950, também estava em nosso avião.
Este é o 'gramado virtual' do programa que vai além do tempo regulamentar. Os bastidores, imagens e sons garimpados do fundo do baú. Este blog é mantido por: Marcelo Duarte - Apresentador, Celso Unzelte - Apresentador, PVC - Apresentador, Roberto Porto - Colunista, Karen Barbosa - Editora, Augusto Alves - Editor, Marcella Novaes - Produtora
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