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- 23h40
- 27May
ÁUDIO: No duelo brasileiro, Cruzeiro abre vantagem sobre o São Paulo, 2 x 1
por ESPN.com.br
O Cruzeiro sofreu, mas venceu o São Paulo no Mineirão por 2 a 1 na partida de ida das quartas de final da Taça Libertadores, nesta quarta-feira. O resultado dá ao time mineiro a vantagem de jogar pelo empate no dia 17 de junho, no Morumbi.
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Leonardo Silva, aos 45min da primeira etapa, marcou de cabeça o primeiro gol dos mandantes. No segundo tempo, Washington, aos 11min, quebrou o jejum de sete jogos sem balançar as redes e igualou o placar. Mas nove minutos depois Zé Carlos, atacante que estreava pelo time celeste, encheu o pé após cruzamento de Jonathan para desempatar.
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"Jogo bom, o time atacou bastante. Tivemos chances de fazer o terceiro. Agora temos que procurar jogar fora com a mesma inteligência com que jogamos hoje", disse o volante Ramires, que fez sua despedida do Mineirão, pois está vendido para o Benfica e fará parte da seleção brasileira.
"O fator campo conta muito, o campo é muito grande e eles sabem jogar nesse campo. Temos que trabalhar agora para buscar esse golzinho no Morumbi e não tomar", pediu Jean.
O jogo
Pelo menos nas formações, os dois treinadores mostraram respeito à altura do adversário. O Cruzeiro veio com Henrique em vez de Athirson no meio-campo. No São Paulo, foi Jean quem herdou a vaga de Hugo, vetado. Assim, Ramires e Hernanes, marcadores de origem, eram os responsáveis pela criação de seus times.
Marcação seria a palavra-chave desde o início da partida, mas que isto não se confunda com retranca. As duas equipes tinham sistemas defensivos armados para dificultar a criação do adversário desde a saída de bola, dificultando a criação.
Aos poucos, o Cruzeiro foi se mostrando mais presente no campo de ataque. Não havia espaços na defesa tricolor, então era preciso encontrar alternativas. A primeira a ser tentada foram os chutes de fora da área. Assim, Gerson Magrão e Jonathan chegaram a assustar o jovem goleiro Denis.
O São Paulo recuava. Cada vez mais, o Cruzeiro tinha a posse de bola e maior presença ofensiva. O time da casa ainda tentava encontrar um caminho para o gol. Passou a atacar pela direita, onde o Tricolor defendia com Richarlyson e Miranda, normalmente. O primeiro a levar perigo foi Jonathan, que obrigou Denis a fazer boa defesa, antes que André Dias pusesse para escanteio. Mais tarde, Henrique bateu forte, rasteiro, e o arqueiro espalmou, mais uma vez para escanteio.
Depois de 45 minutos, estava encontrado o caminho do gol. Não o lado direito, mas sim o escanteio. A tradicional arma são-paulina se virou contra o próprio time. Na cobrança deste escanteio explorado por Henrique, Gerson Magrão cruzou no primeiro pau e Leonardo Silva, de 1,92m, se antecipou a toda a defesa para abrir o placar, já nos acréscimos do primeiro tempo.
Se é que existia algum consolo para o São Paulo, o gol saiu num momento em que seria possível reagir. Afinal, os 15 minutos de intervalo poderiam servir não só para arrumar o time, mas também para evitar que a explosão da torcida celeste se traduzisse em mais pressão dentro de campo.
Contudo, só quem mexeu foi o técnico Adilson Batista. O atacante Thiago Ribeiro sentiu dores musculares e foi substituído por Athirson, que entraria como um meia, com a Raposa armada num 4-5-1.
A tendência era que a partida se invertesse. O São Paulo passava a ter mais obrigações ofensivas - com cautela, assim como o Cruzeiro do primeiro tempo. Já o time da casa poderia se dedicar mais à marcação - atacando quando houvesse espaços, como o Tricolor da primeira etapa.
A grande diferença é que o São Paulo seria bem mais rápido para chegar ao gol. Ele quase saiu aos dez minutos, mas Fábio saiu bem nos pés de Washington, após bom lançamento de Hernanes. Dois minutos depois, Zé Luis cruzou, Dagoberto desviou de cabeça e Fábio defendeu. No rebote, Washington estava livre e conseguiu o giro para bater em gol. Leonardo Silva ainda tentou cortar, mas não evitou o empate.
O gol forçou o técnico do Cruzeiro a desfazer a substituição do intervalo. O atacante Zé Carlos entrou no lugar de Gerson Magrão. Assim, Athirson iria para a lateral-esquerda, refazendo o 4-4-2 da primeira etapa. Muricy Ramalho mantinha o time do início do jogo, no 3-5-2.
Era uma aposta arriscada de Adilson Batista, não pela estratégia, mas pela incógnita que era Zé Carlos. Recém-contratado junto ao Paulista de Jundiaí, o atacante fez apenas duas partidas pela equipe e foi inscrito na Libertadores apenas esta semana.
Zé Carlos mostrou a que veio. O ataque celeste voltou a jogar como sabe, com toques rápidos, e envolveu a defesa são-paulina. Jonathan foi lançado na entrada da área, pela direita e cruzou de primeira, à meia altura. Também de primeira, Zé Carlos bateu. A bola pegou em Denis e no travessão antes de morrer nas redes antes de levar o centroavante e suas trancinhas estilo Oséas à loucura.
Foi então que Muricy Ramalho resolveu mexer em seu time. A entrada de Borges e André Lima no lugar de Dagoberto e Washington alterava a característica do ataque, mas não a composição tática tricolor.
O jogo era tenso e muito disputado. O 2 a 1 era ruim para o São Paulo, por motivos óbvios, mas também não era bom para o Cruzeiro, já que o gol marcado fora de casa serve como um critério de desempate.
Era hora de os goleiros mostrarem serviço. Fábio salvou o Cruzeiro em duas oportunidades diferentes, em chutes fortes de Eduardo Costa e André Lima. Denis também pôde mostrar seus reflexos, numa cobrança de falta de Athirson, perto da área. O jogo seguiu nesta toada até o fim, e não houve tempo para que o placar fosse alterado.
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 1 SÃO PAULO
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 27 de maio de 2009, quarta-feira
Árbitro: Carlos Chandía (Chile)
Assistentes: Cristian Julio e Osvaldo Talamilla (ambos do Chile)
Público pagante: 52.906
Cartões amarelos: Kléber (Cruzeiro); Dagoberto, Richarlyson, Miranda, Zé Luis (São Paulo)
Gols: CRUZEIRO: Leonardo Silva, aos 46 minutos do primeiro tempo; Zé Carlos, aos 20 minutos do segundo tempo; SÃO PAULO: Washington, aos 12 minutos do segundo tempo
CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Gerson Magrão (Zé Carlos); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Ramires; Thiago Ribeiro (Athirson) e Kléber. Técnico: Adilson Batista
SÃO PAULO: Denis; André Dias, Miranda e Richarlyson; Zé Luis, Eduardo Costa, Jean, Hernanes, e Jorge Wagner; Dagoberto (Borges) e Washington (André Lima). Técnico: Muricy Ramalho
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