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- 21h52
- 21May
Boca perde do Defensor na Bombonera, é eliminado e repete fiasco de 15 anos atrás
por ESPN.com.br com agência GE
Maior temor dos brasileiros, o Boca Juniors foi eliminado da Copa Libertadores da América em pleno estádio La Bombonera. Nesta quinta-feira, a equipe argentina perdeu para o Defensor, do Uruguai, por 1 a 0 e ficou fora das quartas-de-final do torneio sul-americano.
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Essa é a primeira vez desde 1994 que o Boca Juniors fica fora das quartas-de-final das Libertadores de que participou. Na ocasião, o time argentino caiu na primeira fase em um grupo que tinha Palmeiras, Cruzeiro e Vélez Sarsfield, o então campeão.
A derrota em casa manchou o domínio do Boca desde 2000. A equipe, que disputou nove das últimas dez edições, foi campeã em 2000, 2001, 2003 e 2007, foi vice em 2004 (perdeu do Once Caldas), semifinalista em 2008 (Fluminense) e quadrifinalista em 2002 (Olimpia) e 2005 (Chivas).
A supremacia foi justamente o oposto do que aconteceu na década de 90. O Boca, que é o segundo maior vencedor da Libertadores com seis troféus -atrás dos sete do Independiente-, jogou o torneio, além de 94, também em 91, quando foi eliminado nas semifinais pelo Colo Colo, do Chile.
O Defensor, por sua vez, garante pela segunda vez em três anos dois times uruguaios nas quartas-de-final -o Nacional já havia se classificado sem precisar jogar contra o San Luís, do México. Em 2007, os mesmos Defensor e Nacional caíram nas quartas diante de, respectivamente, Cúcuta e Grêmio.
Nas quartas-de-final, o Defensor enfrentará o Estudiantes, que se classificou sem muito esforço em um duelo contra o Libertad, do Paraguai. O confronto do "mata-mata" começará no dia 28, às 19h30, no Uruguai. A volta, na Argentina, será dia 18 de junho, às 21h15.
Agora, Defensor e Nacional tentarão levar o Uruguai às semifinais do torneio pela primeira vez desde 1989. Nessa oportunidade, o Danubio foi o representante do país, tendo sido eliminado pelo Nacional de Medellín. Nos dois anos anteriores, os uruguaios levaram o troféu. O Nacional foi o vencedor em 88, e o arquirrival Peñarol, em 87.
O JOGO
Apesar de começar a partida com a vaga em mãos, o Boca Juniors iniciou pressionando os uruguaios e quase chegou ao primeiro gol com dois minutos de duelo. Riquelme rolou falta da ponta direita para Chávez, o meio-campo chutou forte, exigindo boa defesa de Martín Silva, no rebote, Forlín cabeceou da pequena área, rente à trave direita do goleiro rival.
Os argentinos seguiram melhor na partida, mas não criavam oportunidades reais de gol para abrir o placar. Com isso, o Defensor cresceu dentro de campo e passou a habitar o setor ofensivo em maior frequência. Em uma destas investidas, os uruguaios silenciaram por um minuto o estádio de La Bombonera. Aos 27, Diego de Souza antecipo a zaga Xeneize e fuzilou o goleiro Abondanzieri para abrir o placar em favor dos visitantes.
A mudança no panorama do confronto fez o Boca partir com tudo para o ataque. Com 38 minutos, Cristian Chávez recebeu de Riquelme na marca do pênalti e chutou forte, Martín Silva, bem posicionado, defendeu com muito reflexo. A pressão seguia no campo defensivo do Defensor, e os argentinos chegaram novamente com muito perigo aos 42.
Após cobrança de escanteio, Forlín antecipou a defesa rival e cabeceou. Novamente, Silva fez milagre e salvou a equipe uruguaia. Os primeiros 45 minutos foram favoráveis ao Defensor, que reverteu a vantagem do empate sem gols do Boca.
Na volta do intervalo, o técnico Carlos Ischia colocou sua equipe ao ataque e praticamente abdicou do sistema defensivo. Três jogadores de características mais defensivas (Morel Rodríguez, Battaglia e Chávez) por dois meias e um atacante (Nicolás Gaitán, Leandro Gracián e Luciano Figueroa). A pressão tornou-se gigante, mas o Defensor assustava no contra-ataque.
Em duas oportunidades, aos 10 e 20 minutos, o 'Pato'Abbondanzieri salvou o Boca Juniors de levar o segundo gol e praticamente decretar a eliminação. Apesar de manter a posse de bola e pressionar o adversário, os argentinos não criavam chances claras de gol e pouco exigia trabalho de Martín Silva.
Mas conforme o tempo avançava, o desespero do Boca entrava dentro de campo e a paciência acabava dentro de campo. Porém, aos 37, Palacio recebeu dentro da área e rematou forte, Martín Silva, principal destaque dos uruguaios em campo, espalmou para escanteio.
Apostando nas bolas cruzadas na área, o Boca Juniors chegou novamente. Aos 41, Gracián deu um lindo voleio e exigiu outro milagre de Martín Silva. Em um dia apagado de Riquelme, a pressão dos argentinos não resultou em gols e a surpresa pintou em La Bombonera.
FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS (ARG) 0 X 1 DEFENSOR SPORTING (URU)
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 21 de maio de 2009, quinta-feira
Horário: 20 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spníola Fagundes (BRA)
Assistentes: Ednílson Corona (BRA) e Hilton Rodrigues (BRA)
Cartões amarelos: Fabián Vargas e Morel Rodríguez (Boca Juniors); Jorge Curbelo e Pablo Gaglianone (Defensor Sporting)
Gol: DEFENSOR SPORTING: Diego de Souza, aos 27 minutos do primeiro tempo
BOCA JUNIORS: Roberto Abbondanzieri; Facundo Roncaglia, Juan Forlín, Julio Cáceres e Morel Rodríguez (Nicolás Gaitán); Sebastián Battaglia (Leandro Gracián), Fabián Vargas, Cristian Chávez (Luciano Figueroa) e Juan Román Riquelme; Rodrigo Palacio e Martín Palermo
Técnico: Carlos Ischia
DEFENSOR SPORTING: Martín Silva; Pablo Pintos, Jorge Curbelo, Mario Risso e Cabrera; Julio Marchant, Pablo Ganglianone, Miguel Amado e Diego Ferrera (Rodrigo Mora); Diego de Souza (e Diego Vera (Álvaro Navarro)
Técnico: Jorge da Silva
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A derrota em casa manchou o domínio do Boca desde 2000. A equipe, que disputou nove das últimas dez edições, foi campeã em 2000, 2001, 2003 e 2007, foi vice em 2004 (perdeu do Once Caldas), semifinalista em 2008 (Fluminense) e quadrifinalista em 2002 (Olimpia) e 2005 (Chivas).
A supremacia foi justamente o oposto do que aconteceu na década de 90. O Boca, que é o segundo maior vencedor da Libertadores com seis troféus -atrás dos sete do Independiente-, jogou o torneio, além de 94, também em 91, quando foi eliminado nas semifinais pelo Colo Colo, do Chile.
O Defensor, por sua vez, garante pela segunda vez em três anos dois times uruguaios nas quartas-de-final -o Nacional já havia se classificado sem precisar jogar contra o San Luís, do México. Em 2007, os mesmos Defensor e Nacional caíram nas quartas diante de, respectivamente, Cúcuta e Grêmio.
Nas quartas-de-final, o Defensor enfrentará o Estudiantes, que se classificou sem muito esforço em um duelo contra o Libertad, do Paraguai. O confronto do "mata-mata" começará no dia 28, às 19h30, no Uruguai. A volta, na Argentina, será dia 18 de junho, às 21h15.
Agora, Defensor e Nacional tentarão levar o Uruguai às semifinais do torneio pela primeira vez desde 1989. Nessa oportunidade, o Danubio foi o representante do país, tendo sido eliminado pelo Nacional de Medellín. Nos dois anos anteriores, os uruguaios levaram o troféu. O Nacional foi o vencedor em 88, e o arquirrival Peñarol, em 87.
O JOGO
Apesar de começar a partida com a vaga em mãos, o Boca Juniors iniciou pressionando os uruguaios e quase chegou ao primeiro gol com dois minutos de duelo. Riquelme rolou falta da ponta direita para Chávez, o meio-campo chutou forte, exigindo boa defesa de Martín Silva, no rebote, Forlín cabeceou da pequena área, rente à trave direita do goleiro rival.
Os argentinos seguiram melhor na partida, mas não criavam oportunidades reais de gol para abrir o placar. Com isso, o Defensor cresceu dentro de campo e passou a habitar o setor ofensivo em maior frequência. Em uma destas investidas, os uruguaios silenciaram por um minuto o estádio de La Bombonera. Aos 27, Diego de Souza antecipo a zaga Xeneize e fuzilou o goleiro Abondanzieri para abrir o placar em favor dos visitantes.
A mudança no panorama do confronto fez o Boca partir com tudo para o ataque. Com 38 minutos, Cristian Chávez recebeu de Riquelme na marca do pênalti e chutou forte, Martín Silva, bem posicionado, defendeu com muito reflexo. A pressão seguia no campo defensivo do Defensor, e os argentinos chegaram novamente com muito perigo aos 42.
Após cobrança de escanteio, Forlín antecipou a defesa rival e cabeceou. Novamente, Silva fez milagre e salvou a equipe uruguaia. Os primeiros 45 minutos foram favoráveis ao Defensor, que reverteu a vantagem do empate sem gols do Boca.
Na volta do intervalo, o técnico Carlos Ischia colocou sua equipe ao ataque e praticamente abdicou do sistema defensivo. Três jogadores de características mais defensivas (Morel Rodríguez, Battaglia e Chávez) por dois meias e um atacante (Nicolás Gaitán, Leandro Gracián e Luciano Figueroa). A pressão tornou-se gigante, mas o Defensor assustava no contra-ataque.
Em duas oportunidades, aos 10 e 20 minutos, o 'Pato'Abbondanzieri salvou o Boca Juniors de levar o segundo gol e praticamente decretar a eliminação. Apesar de manter a posse de bola e pressionar o adversário, os argentinos não criavam chances claras de gol e pouco exigia trabalho de Martín Silva.
Mas conforme o tempo avançava, o desespero do Boca entrava dentro de campo e a paciência acabava dentro de campo. Porém, aos 37, Palacio recebeu dentro da área e rematou forte, Martín Silva, principal destaque dos uruguaios em campo, espalmou para escanteio.
Apostando nas bolas cruzadas na área, o Boca Juniors chegou novamente. Aos 41, Gracián deu um lindo voleio e exigiu outro milagre de Martín Silva. Em um dia apagado de Riquelme, a pressão dos argentinos não resultou em gols e a surpresa pintou em La Bombonera.
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BOCA JUNIORS (ARG) 0 X 1 DEFENSOR SPORTING (URU)
Local: Estádio La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 21 de maio de 2009, quinta-feira
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Árbitro: Sálvio Spníola Fagundes (BRA)
Assistentes: Ednílson Corona (BRA) e Hilton Rodrigues (BRA)
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Gol: DEFENSOR SPORTING: Diego de Souza, aos 27 minutos do primeiro tempo
BOCA JUNIORS: Roberto Abbondanzieri; Facundo Roncaglia, Juan Forlín, Julio Cáceres e Morel Rodríguez (Nicolás Gaitán); Sebastián Battaglia (Leandro Gracián), Fabián Vargas, Cristian Chávez (Luciano Figueroa) e Juan Román Riquelme; Rodrigo Palacio e Martín Palermo
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