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- 16h48
- 25Oct
Brasileira Mayra Aguiar ganha bronze e bate recorde
por ESPN.com.br com Agência GE
A brasileira Mayra Aguiar (-78kg) conquistou a medalha de bronze no Mundial Júnior realizado em Paris, neste domingo. Com o terceiro lugar em sua categoria, ela é atleta do país com mais medalhas na competição, já que também foi bronze na República Dominicana-2006 e prata na Tailândia-2008.
Na decisão do terceiro lugar, Mayra venceu a ucraniana Ivana Makukha por ippon. Ela estreou com vitória por wazari sobre a croata Ivana Maranic. Na sequência, bateu a francesa Audrey Tcheumeo por ippon e nas quartas de final perdeu para a japonesa Akari Ogata por ippon. Na repescagem, superou a coreana Ha-Na Shin por ippon.
Com o pódio de Mayra no último dia de competição, o Brasil encerra sua campanha com três medalhas. Sarah Menezes (-48kg) ganhou o ouro e Mariana Silva (-63kg) também conquistou um bronze. Assim, o País é superado por Japão, Ucrânia, França e Coréia do Sul no quadro de medalhas.
Mayra surgiu como revelação em 2006 e ganhou espaço na seleção feminina no Pan-Americano e no Mundial realizados no Rio de Janeiro no ano seguinte. Em 2008, a judoca marcou presença nos Jogos de Pequim, mas sofreu uma grave lesão no joelho direito e passou dez meses longe dos tatames.
"Foi uma fase muito difícil. Se não fosse o apoio da minha família, amigos, técnicos e o pessoal do meu clube, a Sogipa, não teria chegado aqui. Fiquei deprimida e esta medalha me deixa muito feliz, pois comprova que eu posso estar entre as melhores do mundo", diz Mayra Aguiar.
Recordista em número de medalhas conquistadas no Mundial Júnior, ela pode disputar a competição novamente em 2010. "Quero chegar à quarta medalha, e só falta o ouro para mim", avisou. Ela voltou a competir há cerca de um mês justamente para a seletiva nacional que definiu a equipe para o Mundial da França.
Depois de anos lutando na categoria médio (-70kg), Mayra passou a competir no meio-pesado (-78kg), segmento dominado por Edinanci Silva desde 1996. "Ainda preciso ganhar mais peso. Não posso apenas engordar. Existe todo um trabalho que é feito e o objetivo é chegar o mais próximo de 78kg", explicou a judoca, que pesou 76,6kg neste domingo.
Para Luiz Romariz, coordenador técnico internacional das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), é hora de investir na base. "Sentimos a necessidade de promover um maior intercâmbio com a Europa. Todos os resultados positivos foram de atletas que já têm bagagem e alguns judocas poderiam ter ido mais longe. Mas não foram por falta da experiência", analisou.
O Mundial Júnior serviu de teste para algumas mudanças na regra da modalidade, a principal no ataques às pernas com as mãos, conhecidas no judô como "catadas de perna". Caso aprovada, a nova regulamentação começa a valer em 2010. Para Romariz, o resultado comprova a força do estilo brasileiro.
"Para o Brasil, vai favorecer muito. A nossa escola é uma escola técnica. Agora é retomar o judô tradicional. O Brasil já está na frente de muitos países. Agora é aproveitar e impor o nosso estilo neste cenário", declarou o coordenador internacional da CBJ.
Em mais duas lutas realizadas neste domingo, o meio-pesado Jonas Inocêncio (-100kg) perdeu por wazari para o francês Clement Delvert e o pesado Roberto Silva (+100kg) sofreu quatro punições e foi eliminado do combate com o russo Magomed Nazhmudinov. Ambos caíram logo em suas respectivas estreias.
Na decisão do terceiro lugar, Mayra venceu a ucraniana Ivana Makukha por ippon. Ela estreou com vitória por wazari sobre a croata Ivana Maranic. Na sequência, bateu a francesa Audrey Tcheumeo por ippon e nas quartas de final perdeu para a japonesa Akari Ogata por ippon. Na repescagem, superou a coreana Ha-Na Shin por ippon.
Com o pódio de Mayra no último dia de competição, o Brasil encerra sua campanha com três medalhas. Sarah Menezes (-48kg) ganhou o ouro e Mariana Silva (-63kg) também conquistou um bronze. Assim, o País é superado por Japão, Ucrânia, França e Coréia do Sul no quadro de medalhas.
Mayra surgiu como revelação em 2006 e ganhou espaço na seleção feminina no Pan-Americano e no Mundial realizados no Rio de Janeiro no ano seguinte. Em 2008, a judoca marcou presença nos Jogos de Pequim, mas sofreu uma grave lesão no joelho direito e passou dez meses longe dos tatames.
"Foi uma fase muito difícil. Se não fosse o apoio da minha família, amigos, técnicos e o pessoal do meu clube, a Sogipa, não teria chegado aqui. Fiquei deprimida e esta medalha me deixa muito feliz, pois comprova que eu posso estar entre as melhores do mundo", diz Mayra Aguiar.
Recordista em número de medalhas conquistadas no Mundial Júnior, ela pode disputar a competição novamente em 2010. "Quero chegar à quarta medalha, e só falta o ouro para mim", avisou. Ela voltou a competir há cerca de um mês justamente para a seletiva nacional que definiu a equipe para o Mundial da França.
Depois de anos lutando na categoria médio (-70kg), Mayra passou a competir no meio-pesado (-78kg), segmento dominado por Edinanci Silva desde 1996. "Ainda preciso ganhar mais peso. Não posso apenas engordar. Existe todo um trabalho que é feito e o objetivo é chegar o mais próximo de 78kg", explicou a judoca, que pesou 76,6kg neste domingo.
Para Luiz Romariz, coordenador técnico internacional das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), é hora de investir na base. "Sentimos a necessidade de promover um maior intercâmbio com a Europa. Todos os resultados positivos foram de atletas que já têm bagagem e alguns judocas poderiam ter ido mais longe. Mas não foram por falta da experiência", analisou.
O Mundial Júnior serviu de teste para algumas mudanças na regra da modalidade, a principal no ataques às pernas com as mãos, conhecidas no judô como "catadas de perna". Caso aprovada, a nova regulamentação começa a valer em 2010. Para Romariz, o resultado comprova a força do estilo brasileiro.
"Para o Brasil, vai favorecer muito. A nossa escola é uma escola técnica. Agora é retomar o judô tradicional. O Brasil já está na frente de muitos países. Agora é aproveitar e impor o nosso estilo neste cenário", declarou o coordenador internacional da CBJ.
Em mais duas lutas realizadas neste domingo, o meio-pesado Jonas Inocêncio (-100kg) perdeu por wazari para o francês Clement Delvert e o pesado Roberto Silva (+100kg) sofreu quatro punições e foi eliminado do combate com o russo Magomed Nazhmudinov. Ambos caíram logo em suas respectivas estreias.
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