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- 20h51
- 18Oct
Urubu carrasco atropela paulistas, e o sonho do caneco renasce
por José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br
Mais que a invencibilidade de nove jogos, o show do vovô Petkovic com direito a gol olímpico, o G-4 cada vez mais perto e o sonho do caneco mais real, o Flamengo confirmou, na vitória sobre o Palmeiras (primeira derrota em casa), que é mesmo o grande carrasco dos paulistas.
Até agora no Brasileirão com cara e jeito de Brasileirinho, o urubu disputou nove partidas contra os coirmãos da Pauliceia desvairada e cheia de crack. Em 27 pontos na roda do samba rubro-negro, 20 conquistados – 10 em casa e 10 fora.
O carrasco vermelho e preto só atravessou uma vez, na derrota para o Palmeiras por 2 a 1, no Maracanã. Mas devolveu com juros e correção monetária no velho Palestra Itália, para desespero da turma do amendoim e do pessoal da pipoca salgada.
Apesar de o time ainda estar numa liderança até certo ponto folgada, graças a caneladas e bicudas de fiéis seguidores, ‘Muriçoca’ Ramalho já começa a ser torpedeado, pois ganhou apenas um ponto em nove nos últimos jogos.
Em compensação, o boa praça Andrade, que assumiu o comando sob a desconfiança geral, colocou o Flamengo nos trilhos, a seis pontos dos periquitos em revista. E incendiou um campeonato onde os candidatos fazem mais força para perder do que para levantar o caneco.
#####
Ecos da rodada 1. Uma jornada inesquecível para o tricolor Jason: quinto tropeço em seis jogos, segunda derrota consecutiva, primeiro fracasso em casa, perda da vice-liderança, tetra só por binóculo e vaga na Libertadores ameaçada – cadê a turma da serra elétrica?; Diego Tardelli odeia carboidratos: colocou o pão francês de Ricardo Gomes para queimar no forno do Morumbi.
Ecos da rodada 2. Corinthians: pior que a má vontade na Ilha de Lost, só mesmo uma derrota com gols dos renegados Arce e Wilson; aos trancos e barrancos, o Grêmio sobrevive, e o Coritiba desafia a funerária; na Arena Barueri, Abelha e Peixe se uniram na dança do siri: dois pra cá, dois pra lá, e nenhum pra frente – agora, quem dá bola são as sereias da Vila.
Ecos da rodada 3. Depois de uma derrota e três empates consecutivos, o ascensorista Avaí grita a plenos pulmões para o Goiás, do ‘eu ganhei, nós empatamos e eles perderam’ Hélio dos Anjos: ‘Desce!!!!!’ – o verde amarelão completou quatro partidas sem vencer; Cruzeiro faz a trinca, afunda Botafogo, mas não consegue subir; Vitória derruba Náutico e troca a pilha da máquina de calcular; Fluminense, o Ghost do campeonato: está do outro lado da vida, mas pensa que ainda está vivo.
De trivela. ‘Muriçoca’ Ramalho saiu em defesa de Maradona, dizendo que “o cara que é pisado não pode ficar calado”. Quem viu o treinador palmeirense após a derrota para o Flamengo, não tem dúvidas: os brutos também amam.
Sugismundo Freud. Há dois tipos de pessoas no planeta: as que concordam comigo e as equivocadas.
Amém. E o São Paulo, hein? Batia no peito que estava acima do bem e do mal, que orgulhosamente era o patinho feio por evitar parcerias e fundos de investimento, mas acabou se curvando aos tentáculos da poderosa Traffic para ter Fernandinho, do Barueri, no próximo ano. Nada se cria, tudo se copia.
Twitter. Demorou, mas finalmente a incorruptível Fifa encontrou um belo e pomposo nome para o ‘troféu fair play’: Diego Armando Maradona.
Gilete press. Do colunista Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “A CBF resolveu aumentar de R$ 155 mil para R$ 220 mil o salário de Dunga. Merece. Aliás, não é demais lembrar que há no Brasil uma meia dúzia de técnicos ganhando mais do que ele.” Alguns, por competência; outros, apenas por fama.
Olho vivo. No vácuo da Copa de 2014, a subcomissão criada na Câmara dos Deputados também vai fiscalizar os gastos públicos com os Jogos de 2016, no Rio. O grupo já pediu ao ministro do Esporte, o olímpico Orlando Silva Júnior, todo o projeto da candidatura carioca – só a corrida contra Madri, Tóquio e Chicago consumiu mais de R$ 130 milhões.
Tsunami. Campeão do WQS seis estrelas no Arpoador, Simão Romão é uma felicidade só. Sem patrocinador, o surfista não poderá encarar um desafio no Canadá. Seu pai, bombeiro hidráulico, não tem cacife para bancar a viagem.
Tititi d’Aline. O ex-nadador Fernando ‘Xuxa’ Scherer decidiu mergulhar em ‘A Fazenda 2’, reality show que adora um barraco. As galinhas que se cuidem!
Você sabia que ....o Real Madrid deve faturar R$ 1,8 bilhão em 2010, graças ao marketing (39%), direitos de TV (33%) e Santiago Bernabéu (28%)?
Bola de ouro. Jenson Button. De desempregado a campeão do mundo em um ano. De ‘playboy’ a piloto respeitado no circo da Fórmula 1. Menção honrosa para as sereias da Vila, que deram um show na Libertadores de batom.
Bola de latão. Brasil, sil, sil. A semana esportiva globalizada foi supimpa, invejável: anões de Dunga empatam com a Venezuela; hermanos garantem vaga na Copa-2010; seleção sub-20 tropeça na marca de pênalti e volta sem caneco; Rubinho ‘Bate-ou-quebra’ sai na pole, chega em oitavo em Interlagos e perde o título e a vice-liderança do Mundial.
Bola de lixo. Mídia parafuseta. Se não bastasse o ufanismo verde-amarelo, com direito até a Hino Nacional em uma rádio pela pole de Rubinho, travou uma irritante disputa pelo pódio de ‘o mais entendido’, ‘o cara da rebimboca’, ‘o mestre do circo’.
Bola sete. “Personalidade não se treina. Nós treinamos física e taticamente, mas cabe aos jogadores terem personalidade, coisa que está faltando dentro de campo” (desabafo do goleiro Marcos, depois da derrota para o Flamengo).
Dúvida pertinente. O Palmeiras está dando muita sopa para o azar?
O que você achou?
jose.r.malia@espn.com
Até agora no Brasileirão com cara e jeito de Brasileirinho, o urubu disputou nove partidas contra os coirmãos da Pauliceia desvairada e cheia de crack. Em 27 pontos na roda do samba rubro-negro, 20 conquistados – 10 em casa e 10 fora.
O carrasco vermelho e preto só atravessou uma vez, na derrota para o Palmeiras por 2 a 1, no Maracanã. Mas devolveu com juros e correção monetária no velho Palestra Itália, para desespero da turma do amendoim e do pessoal da pipoca salgada.
Apesar de o time ainda estar numa liderança até certo ponto folgada, graças a caneladas e bicudas de fiéis seguidores, ‘Muriçoca’ Ramalho já começa a ser torpedeado, pois ganhou apenas um ponto em nove nos últimos jogos.
Em compensação, o boa praça Andrade, que assumiu o comando sob a desconfiança geral, colocou o Flamengo nos trilhos, a seis pontos dos periquitos em revista. E incendiou um campeonato onde os candidatos fazem mais força para perder do que para levantar o caneco.
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Ecos da rodada 1. Uma jornada inesquecível para o tricolor Jason: quinto tropeço em seis jogos, segunda derrota consecutiva, primeiro fracasso em casa, perda da vice-liderança, tetra só por binóculo e vaga na Libertadores ameaçada – cadê a turma da serra elétrica?; Diego Tardelli odeia carboidratos: colocou o pão francês de Ricardo Gomes para queimar no forno do Morumbi.
Ecos da rodada 2. Corinthians: pior que a má vontade na Ilha de Lost, só mesmo uma derrota com gols dos renegados Arce e Wilson; aos trancos e barrancos, o Grêmio sobrevive, e o Coritiba desafia a funerária; na Arena Barueri, Abelha e Peixe se uniram na dança do siri: dois pra cá, dois pra lá, e nenhum pra frente – agora, quem dá bola são as sereias da Vila.
Ecos da rodada 3. Depois de uma derrota e três empates consecutivos, o ascensorista Avaí grita a plenos pulmões para o Goiás, do ‘eu ganhei, nós empatamos e eles perderam’ Hélio dos Anjos: ‘Desce!!!!!’ – o verde amarelão completou quatro partidas sem vencer; Cruzeiro faz a trinca, afunda Botafogo, mas não consegue subir; Vitória derruba Náutico e troca a pilha da máquina de calcular; Fluminense, o Ghost do campeonato: está do outro lado da vida, mas pensa que ainda está vivo.
De trivela. ‘Muriçoca’ Ramalho saiu em defesa de Maradona, dizendo que “o cara que é pisado não pode ficar calado”. Quem viu o treinador palmeirense após a derrota para o Flamengo, não tem dúvidas: os brutos também amam.
Sugismundo Freud. Há dois tipos de pessoas no planeta: as que concordam comigo e as equivocadas.
Amém. E o São Paulo, hein? Batia no peito que estava acima do bem e do mal, que orgulhosamente era o patinho feio por evitar parcerias e fundos de investimento, mas acabou se curvando aos tentáculos da poderosa Traffic para ter Fernandinho, do Barueri, no próximo ano. Nada se cria, tudo se copia.
Twitter. Demorou, mas finalmente a incorruptível Fifa encontrou um belo e pomposo nome para o ‘troféu fair play’: Diego Armando Maradona.
Gilete press. Do colunista Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “A CBF resolveu aumentar de R$ 155 mil para R$ 220 mil o salário de Dunga. Merece. Aliás, não é demais lembrar que há no Brasil uma meia dúzia de técnicos ganhando mais do que ele.” Alguns, por competência; outros, apenas por fama.
Olho vivo. No vácuo da Copa de 2014, a subcomissão criada na Câmara dos Deputados também vai fiscalizar os gastos públicos com os Jogos de 2016, no Rio. O grupo já pediu ao ministro do Esporte, o olímpico Orlando Silva Júnior, todo o projeto da candidatura carioca – só a corrida contra Madri, Tóquio e Chicago consumiu mais de R$ 130 milhões.
Tsunami. Campeão do WQS seis estrelas no Arpoador, Simão Romão é uma felicidade só. Sem patrocinador, o surfista não poderá encarar um desafio no Canadá. Seu pai, bombeiro hidráulico, não tem cacife para bancar a viagem.
Tititi d’Aline. O ex-nadador Fernando ‘Xuxa’ Scherer decidiu mergulhar em ‘A Fazenda 2’, reality show que adora um barraco. As galinhas que se cuidem!
Você sabia que ....o Real Madrid deve faturar R$ 1,8 bilhão em 2010, graças ao marketing (39%), direitos de TV (33%) e Santiago Bernabéu (28%)?
Bola de ouro. Jenson Button. De desempregado a campeão do mundo em um ano. De ‘playboy’ a piloto respeitado no circo da Fórmula 1. Menção honrosa para as sereias da Vila, que deram um show na Libertadores de batom.
Bola de latão. Brasil, sil, sil. A semana esportiva globalizada foi supimpa, invejável: anões de Dunga empatam com a Venezuela; hermanos garantem vaga na Copa-2010; seleção sub-20 tropeça na marca de pênalti e volta sem caneco; Rubinho ‘Bate-ou-quebra’ sai na pole, chega em oitavo em Interlagos e perde o título e a vice-liderança do Mundial.
Bola de lixo. Mídia parafuseta. Se não bastasse o ufanismo verde-amarelo, com direito até a Hino Nacional em uma rádio pela pole de Rubinho, travou uma irritante disputa pelo pódio de ‘o mais entendido’, ‘o cara da rebimboca’, ‘o mestre do circo’.
Bola sete. “Personalidade não se treina. Nós treinamos física e taticamente, mas cabe aos jogadores terem personalidade, coisa que está faltando dentro de campo” (desabafo do goleiro Marcos, depois da derrota para o Flamengo).
Dúvida pertinente. O Palmeiras está dando muita sopa para o azar?
O que você achou?
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Página do José Roberto Malia