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- 21h56
- 14Jun
'Matadores' de primeira jogam como botinudos de terceira
por José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br
Mais que as milagrosas defesas de Felipe, a bicada mortal do Galo, a morte do invicto Peixe, a ótima campanha do tricampeão São Paulo, a redenção de Keirrison e o cavalo paraguaio Vitória, a sexta rodada do Brasileirão com cara e jeito de Brasileirinho entrará para a história por conta da eficiência de três 'matadores de aluguel' e da exibição de gala de um urubu moribundo.
Depois de um longo e tenebroso inverno de caneladas, três badalados goleadores estiveram em campo: o corintiano Ronaldo, o rubro-negro Adriano e o tricolor Fred. Esperava-se que, pelo passado ainda presente na cabeça de cada torcedor, justificassem pelo menos alguns centavos dos milhões que recebem por mês - algo em torno de R$ 2 milhões, juntos.
Tudo, porém, não passou de um sonho de uma tarde de verão com raios, tempestade, enchente e pinguim de cachecol. Ronaldo, Adriano e Fred ficaram 252 minutos em campo, mas nenhum deles acertou o alvo. Mostraram que há razões de sobra para a galera continuar curtindo bangue-bangue pela TV, único jeito para deixar de sentir saudade de um 'matador'. Pior: o Fenômeno e o Imperador não conseguiram sequer tirar o revólver da cartucheira tal o peso na cintura.
Já o urubu moribundo passeou literalmente no Couto Pereira. Tomou cinco. E trouxe à mente de cada rubro-negro uma genial composição de Zé Keti: "Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião..." os jogadores querem mesmo é fundir a cuca de Cuca, levá-lo à fila do desemprego.
#####
A fazenda. Se alguém ainda tem dúvidas de que a bola esparrama leite de primeira qualidade quando rola nos bastidores, elas certamente desaparecerão com algumas demissões no Palmeiras. Uma cozinheira, por exemplo, recebia R$ 8 mil por mês. E um encarregado embolsava R$ 9 mil. Já um integrante do departamento profissional faturava prêmio até em derrotas, segundo o jornal ‘Lance’. Agora se entende por que os periquitos em revista, comandados pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, acumularam um déficit de R$ 8 milhões apenas nos quatro primeiros meses deste ano.
'Fair play'. Pouco ou quase nada se fala sobre uma importante disputa dentro de campo. Ela envolve os samaritanos Kleber e Carlos Alberto. O atacante do Cruzeiro já coleciona importantes votos em 22 jogos: três vermelhos e sete amarelos. O meio-campo vascaíno acumula dois vermelhos e 12 amarelos. And the winner is....
PAC. O ‘Programa de Aceleração da Copa-2014’ informa ao respeitável público: o governo não colocará um tostão na construção ou reforma de estádios, mas o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está de portas e cofres abertos para atender pedidos de empréstimo de empresas privadas interessadas em tocar as obras.
Barricada. O ministro olímpico Orlando Silva Júnior está preocupadíssimo com o futuro do esporte nacional. Há poucos dias, em ágape no clube Espéria, o candidato a deputado federal resolveu desabafar: “Viva o PC do B! Viva o socialismo! Beijo no coração!” Alguns atletas até choraram de emoção.
Mico no pódio. O solerte Carlos 'Rolando Lero' Nunes, comandante em chefe do COB (caixinha, obrigado Brasil), queria o presidente Lula na reunião em que o Rio defenderia a indefensável candidatura aos Jogos de 2016. Lula mudou a agenda e colocou-se à disposição, segundo o colunista Ancelmo Gois, de 'O Globo'. Pois bem, pouco tempo depois, o COI entrou em contato com Nuzman e desaconselhou a presença de Lula, por tratar-se de um encontro estritamente técnico.
Semi-intensivo. Mesmo campeão do mundo e com anos de janela no planeta ludopédio, o brasileiro Leonardo será obrigado a fazer um curso rápido para treinadores antes de assumir o cargo no Milan.
Vingança. A Fórmula 1 deve chegar à Cidade Maravilhosa em março, mais precisamente à praia do Flamengo. O bilionário Eike Batista organizará a primeira corrida de lanchas off-shores do país, “para matar paulista de inveja”. Elas atingem 250 km/h. Ainda não se sabe se o tiro de largada será dado no morro.
Baú. O ‘patrão’ Silvio Santos insiste: quer porque quer Ronaldo como porta-bandeira, apesar da pressão global. $ espera lançar um perfume com o cheiro preferido do Fenômeno. E, também, convencê-lo a empre$tar a imagem para outros produtos do grupo.
The book. O são-paulino Richarlyson abandonou o curso de Educação Física. Depois de dois anos, chegou à conclusão de que “não era a minha”. Mas não desistiu de estudar. Em julho, vai prestar vestibular para Jornalismo. O jogador adora um microfone.
Tititi d’Aline. O meia Kaká e a mulher Caroline prometem uma festa de arromba para o filho Luca, que completou um ano. Conhecido por ser mão aberta, o jogador vai torrar R$ 8 mil dos R$ 170 milhões que ganhou com a transferência do Milan para o Real Madrid. A comemoração será após a Copa das Confederações e reunirá 120 convidados.
Bola de ouro. Atlético/MG. Quatro vitórias, dois empates, 14 gols a favor e cinco contra: líder do campeonato. Celso Roth, de burro a cavalo puro sangue.
Bola de latão. 'Muriçoca' Ramalho. Escorregou feio na maionese vencida ao culpar a mídia pela língua de trapo dos jogadores.
Bola de lixo. Avaí. Um time de segunda na primeira. Única equipe que ainda não venceu.
Bola sete. "Antes do jogo, nosso adversário é muito forte. Depois que ganhamos, é muito fraco. Se a gente perde, somos ruins. Nunca estão satisfeitos" (do técnico-patrão Dunga, sobre as críticas da imprensa à seleção).
Dúvida pertinente. 'Muriçoca' Ramalho ou 'pofexô' Luxemburgo: quem vai morrer primeiro no mata-mata da Libertadores?
O que você achou?
jose.r.malia@espn.com
Depois de um longo e tenebroso inverno de caneladas, três badalados goleadores estiveram em campo: o corintiano Ronaldo, o rubro-negro Adriano e o tricolor Fred. Esperava-se que, pelo passado ainda presente na cabeça de cada torcedor, justificassem pelo menos alguns centavos dos milhões que recebem por mês - algo em torno de R$ 2 milhões, juntos.
Tudo, porém, não passou de um sonho de uma tarde de verão com raios, tempestade, enchente e pinguim de cachecol. Ronaldo, Adriano e Fred ficaram 252 minutos em campo, mas nenhum deles acertou o alvo. Mostraram que há razões de sobra para a galera continuar curtindo bangue-bangue pela TV, único jeito para deixar de sentir saudade de um 'matador'. Pior: o Fenômeno e o Imperador não conseguiram sequer tirar o revólver da cartucheira tal o peso na cintura.
Já o urubu moribundo passeou literalmente no Couto Pereira. Tomou cinco. E trouxe à mente de cada rubro-negro uma genial composição de Zé Keti: "Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião..." os jogadores querem mesmo é fundir a cuca de Cuca, levá-lo à fila do desemprego.
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A fazenda. Se alguém ainda tem dúvidas de que a bola esparrama leite de primeira qualidade quando rola nos bastidores, elas certamente desaparecerão com algumas demissões no Palmeiras. Uma cozinheira, por exemplo, recebia R$ 8 mil por mês. E um encarregado embolsava R$ 9 mil. Já um integrante do departamento profissional faturava prêmio até em derrotas, segundo o jornal ‘Lance’. Agora se entende por que os periquitos em revista, comandados pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, acumularam um déficit de R$ 8 milhões apenas nos quatro primeiros meses deste ano.
'Fair play'. Pouco ou quase nada se fala sobre uma importante disputa dentro de campo. Ela envolve os samaritanos Kleber e Carlos Alberto. O atacante do Cruzeiro já coleciona importantes votos em 22 jogos: três vermelhos e sete amarelos. O meio-campo vascaíno acumula dois vermelhos e 12 amarelos. And the winner is....
PAC. O ‘Programa de Aceleração da Copa-2014’ informa ao respeitável público: o governo não colocará um tostão na construção ou reforma de estádios, mas o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está de portas e cofres abertos para atender pedidos de empréstimo de empresas privadas interessadas em tocar as obras.
Barricada. O ministro olímpico Orlando Silva Júnior está preocupadíssimo com o futuro do esporte nacional. Há poucos dias, em ágape no clube Espéria, o candidato a deputado federal resolveu desabafar: “Viva o PC do B! Viva o socialismo! Beijo no coração!” Alguns atletas até choraram de emoção.
Mico no pódio. O solerte Carlos 'Rolando Lero' Nunes, comandante em chefe do COB (caixinha, obrigado Brasil), queria o presidente Lula na reunião em que o Rio defenderia a indefensável candidatura aos Jogos de 2016. Lula mudou a agenda e colocou-se à disposição, segundo o colunista Ancelmo Gois, de 'O Globo'. Pois bem, pouco tempo depois, o COI entrou em contato com Nuzman e desaconselhou a presença de Lula, por tratar-se de um encontro estritamente técnico.
Semi-intensivo. Mesmo campeão do mundo e com anos de janela no planeta ludopédio, o brasileiro Leonardo será obrigado a fazer um curso rápido para treinadores antes de assumir o cargo no Milan.
Vingança. A Fórmula 1 deve chegar à Cidade Maravilhosa em março, mais precisamente à praia do Flamengo. O bilionário Eike Batista organizará a primeira corrida de lanchas off-shores do país, “para matar paulista de inveja”. Elas atingem 250 km/h. Ainda não se sabe se o tiro de largada será dado no morro.
Baú. O ‘patrão’ Silvio Santos insiste: quer porque quer Ronaldo como porta-bandeira, apesar da pressão global. $ espera lançar um perfume com o cheiro preferido do Fenômeno. E, também, convencê-lo a empre$tar a imagem para outros produtos do grupo.
The book. O são-paulino Richarlyson abandonou o curso de Educação Física. Depois de dois anos, chegou à conclusão de que “não era a minha”. Mas não desistiu de estudar. Em julho, vai prestar vestibular para Jornalismo. O jogador adora um microfone.
Tititi d’Aline. O meia Kaká e a mulher Caroline prometem uma festa de arromba para o filho Luca, que completou um ano. Conhecido por ser mão aberta, o jogador vai torrar R$ 8 mil dos R$ 170 milhões que ganhou com a transferência do Milan para o Real Madrid. A comemoração será após a Copa das Confederações e reunirá 120 convidados.
Bola de ouro. Atlético/MG. Quatro vitórias, dois empates, 14 gols a favor e cinco contra: líder do campeonato. Celso Roth, de burro a cavalo puro sangue.
Bola de latão. 'Muriçoca' Ramalho. Escorregou feio na maionese vencida ao culpar a mídia pela língua de trapo dos jogadores.
Bola de lixo. Avaí. Um time de segunda na primeira. Única equipe que ainda não venceu.
Bola sete. "Antes do jogo, nosso adversário é muito forte. Depois que ganhamos, é muito fraco. Se a gente perde, somos ruins. Nunca estão satisfeitos" (do técnico-patrão Dunga, sobre as críticas da imprensa à seleção).
Dúvida pertinente. 'Muriçoca' Ramalho ou 'pofexô' Luxemburgo: quem vai morrer primeiro no mata-mata da Libertadores?
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Página do José Roberto Malia