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- 14h21
- 07Jun
Crítica perde o senso crítico e entra no oba-oba para os anões de Dunga
por José Roberto Malia, blogueiro do ESPN.com.br
Não se pode negar que foi um chocolate histórico no pasto do Centenário. Por muito tempo, os uruguaios discutirão os 4 a 0 que determinaram a queda de um tabu de 33 anos, uma goleada que colocou a seleção brasileira na liderança das eliminatórias da Copa do Mundo.
O triunfo ainda melhorou um pouco o retrospecto do Brasil em Montevidéu. Agora, em 21 jogos, são oito vitórias uruguaias, 10 empates e apenas três festas brasileiras. Mais: o resultado confirmou o prestígio de visitante indigesto da seleção. Em sete jogos fora de casa nas eliminatórias, três vitórias (Chile, Venezuela e Uruguai), três empates (Colômbia, Peru e Equador) e só uma derrota (Paraguai).
Números e blablablá que enchem de orgulho o globalizado Circo Brasileiro de Futebol. Mas que não apagam, lamentavelmente, um fato: a crítica perdeu o senso crítico. E, com raras exceções, vestiu a amarelinha desbotada dos anões de Dunga. Para o pragmático técnico-patrão, uma vitória nota 10; para quem se acostumou a apreciar uma boa seleção, uma nota seis, e olhe lá.
Quando uma equipe depende dos milagres de um goleiro (Júlio César) e de um irmão de fé 'brasiguaio' (Sebastian Viera), alguma coisa vai mal. E não se pode ignorá-la em nome dos três pontos conquistados. O meio-campo continua sem um pingo de talento, com Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano. Já o ataque vive de lampejos de Kaká, da força física de Luís Fabiano e do tico-tico no fubá de Robinho, dono de uma injustificável cadeira cativa - há tempos merece esquentar o bumbum no banco.
#####
Xerife. A Fiel aposta numa arma poderosa para 'matar' o Inter na final da Copa do Brasil. Mano Menezes é considerado um dos reis do bangue-bangue da pelota. Ele já participou de 31 mata-matas e levou a melhor em 26. No Grêmio, venceu sete e perdeu dois. No Corinthians, faturou 12 e 'morreu' uma vez. Duas balas, porém, provocaram feridas profundas: uma em 2007, disparada pelo Boca Juniors na decisão da Libertadores, e outra em 2008, que partiu do Sport, na Ilha de Lost.
Rá-Tim-Bum. Depois da saraivada de críticas ao Morumbi, o São Paulo resolveu contra-atacar com obras a fim de mostrar que o estádio tem totais condições de receber o primeiro jogo da Copa-2014. Responsável pelo novo desenho do Morumbi, o arquiteto Ruy Ohtake bolou um bufê infantil que permitirá à criançada sair de um salão e aterrissar no gramado graças a um escorregador. A molecada poderá brincar atrás de um dos gols. Raí será sócio do Tricolor no bufê.
PAC. O 'Programa de Aceleração da Copa-2014' informa ao respeitável público: em 2008, a Fifa obteve um lucro de US$ 184 milhões, apesar da crise mundial. Nada menos do que 95% das receitas são atribuídas ao Mundial.
Pugilato. A turma do amendoim e o pessoal da pipoca salgada venceram a queda-de-braço com o 'pofexô' Vanderlei Luxemburgo. O presidente palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo enquadrou o treinador: não pode mais reclamar da torcida. Para ele, protestar e vaiar faz parte do esporte. Lugar de cabeça quente é debaixo de chuveiro frio. Ao saber da mordaça, o treinador afirmou que sua única diferença é a organizada Mancha Alviverde. E, de leve, cutucou o cartola, lembrando que Belluzzo lutou contra a ditadura e não vai cercear seu direito de expressão.
Olha a cobra! O ex-palmeirense Vagner Love comprou um tremendo sítio em Vargem Grande. A inauguração será com uma festa junina, no fim do mês. A irmã do artilheiro do CSKA Moscou, Vânia Love, uma mulata para mais de 500 talheres, cuida de todos os detalhes do arraial. Da pipoca ao quentão.
Dois toques. O palmeirense Marco Polo Del Nero reassumiu o trono da Federação Paulista. O imaculado cartola cumpriu 90 dias de gancho. Ninguém sentiu saudade.
Bico. A marca Flamengo é mesmo incrível. Até no banco de reservas o jogador colhe frutos. Nos momentos de folga, o goleiro Diego fatura com palestras sobre como trabalhar em grupo e superar desafios - e nos últimos tempos, não foram poucos os desafios de Diego com os salários atrasados.
Pó-de-mico. A torcida do Fluminense tem razões de sobra para festejar com bolinhos de jaca a administração do ilustre mandatário Roberto Horcades. Em um ano, o mais novo candidato ao 'Nobel de Chuteiras Furadas' elevou a dívida do clube de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões.
Zagalucho. Apressado come cru e/ou queima a língua. Mas o supimpa presidente do Grêmio, Duda Kroeff, não está nem aí para o preço da carne de bode. Ele propaga pela chaminé do Olímpico que só faltam cinco jogos para a grande festa da Libertadores.
A vida é bela. Com oito anos de casa, comida e roupa lavada, os cartolas da Fifa já têm direito a aposentadoria. Qualquer semelhança com a 'ilha da fantasia do mestre Tatoo' não é mera coincidência. A bola é a mãe de todos.
DJ. Depois de dar (poucas) e receber (muitas) porradas, Maguila resolveu nocautear a MPB: o ex-campeão mundial lançou um CD só com sambas.
Raquetada. Piadinha que circula pelo mundo da bolinha. A americana Vania King só não chegou ao título de duplas mistas em Roland Garros porque estava cansada de carregar nas costas o brasileiro Marcelo Melo.
Circo. Jenson Button, seis vitórias em sete GPs. A conquista do título é só uma questão de quilometragem. Rubinho 'Bate-ou-quebra' já está em prantos.
Tititi d'Aline. O publicitário e corintiano Washington Olivetto deve lançar no fim deste ano mais um livro. 'Corinthians x Outros, os melhores nossos contra os menos ruins deles' será uma obra de ficção. Olivetto promete deixar o coração de lado... mas o Corinthians sempre vai levar a melhor.
Bola de ouro. Júlio César. O goleiro brasileiro está numa fase espetacular. Pega até pensamento.
Bola de lixo. Fábio Costa. É o exterminador de chuteiras. A última vítima do carinhoso goleiro santista: Gustavo Nery, 60 dias no estaleiro.
Bola sete. "Minha expectativa é que ele volte à forma da Copa de 2002, e aí, como disse o Lula, vou defender o Fofão na seleção" (do rei da bola, Ricardo Teixeira, sobre a convocação de Ronaldo).
Dúvida pertinente. A seleção brasileira já recuperou a identidade com a torcida?
O que você achou?
jose.r.malia@espn.com
O triunfo ainda melhorou um pouco o retrospecto do Brasil em Montevidéu. Agora, em 21 jogos, são oito vitórias uruguaias, 10 empates e apenas três festas brasileiras. Mais: o resultado confirmou o prestígio de visitante indigesto da seleção. Em sete jogos fora de casa nas eliminatórias, três vitórias (Chile, Venezuela e Uruguai), três empates (Colômbia, Peru e Equador) e só uma derrota (Paraguai).
Números e blablablá que enchem de orgulho o globalizado Circo Brasileiro de Futebol. Mas que não apagam, lamentavelmente, um fato: a crítica perdeu o senso crítico. E, com raras exceções, vestiu a amarelinha desbotada dos anões de Dunga. Para o pragmático técnico-patrão, uma vitória nota 10; para quem se acostumou a apreciar uma boa seleção, uma nota seis, e olhe lá.
Quando uma equipe depende dos milagres de um goleiro (Júlio César) e de um irmão de fé 'brasiguaio' (Sebastian Viera), alguma coisa vai mal. E não se pode ignorá-la em nome dos três pontos conquistados. O meio-campo continua sem um pingo de talento, com Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano. Já o ataque vive de lampejos de Kaká, da força física de Luís Fabiano e do tico-tico no fubá de Robinho, dono de uma injustificável cadeira cativa - há tempos merece esquentar o bumbum no banco.
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Xerife. A Fiel aposta numa arma poderosa para 'matar' o Inter na final da Copa do Brasil. Mano Menezes é considerado um dos reis do bangue-bangue da pelota. Ele já participou de 31 mata-matas e levou a melhor em 26. No Grêmio, venceu sete e perdeu dois. No Corinthians, faturou 12 e 'morreu' uma vez. Duas balas, porém, provocaram feridas profundas: uma em 2007, disparada pelo Boca Juniors na decisão da Libertadores, e outra em 2008, que partiu do Sport, na Ilha de Lost.
Rá-Tim-Bum. Depois da saraivada de críticas ao Morumbi, o São Paulo resolveu contra-atacar com obras a fim de mostrar que o estádio tem totais condições de receber o primeiro jogo da Copa-2014. Responsável pelo novo desenho do Morumbi, o arquiteto Ruy Ohtake bolou um bufê infantil que permitirá à criançada sair de um salão e aterrissar no gramado graças a um escorregador. A molecada poderá brincar atrás de um dos gols. Raí será sócio do Tricolor no bufê.
PAC. O 'Programa de Aceleração da Copa-2014' informa ao respeitável público: em 2008, a Fifa obteve um lucro de US$ 184 milhões, apesar da crise mundial. Nada menos do que 95% das receitas são atribuídas ao Mundial.
Pugilato. A turma do amendoim e o pessoal da pipoca salgada venceram a queda-de-braço com o 'pofexô' Vanderlei Luxemburgo. O presidente palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo enquadrou o treinador: não pode mais reclamar da torcida. Para ele, protestar e vaiar faz parte do esporte. Lugar de cabeça quente é debaixo de chuveiro frio. Ao saber da mordaça, o treinador afirmou que sua única diferença é a organizada Mancha Alviverde. E, de leve, cutucou o cartola, lembrando que Belluzzo lutou contra a ditadura e não vai cercear seu direito de expressão.
Olha a cobra! O ex-palmeirense Vagner Love comprou um tremendo sítio em Vargem Grande. A inauguração será com uma festa junina, no fim do mês. A irmã do artilheiro do CSKA Moscou, Vânia Love, uma mulata para mais de 500 talheres, cuida de todos os detalhes do arraial. Da pipoca ao quentão.
Dois toques. O palmeirense Marco Polo Del Nero reassumiu o trono da Federação Paulista. O imaculado cartola cumpriu 90 dias de gancho. Ninguém sentiu saudade.
Bico. A marca Flamengo é mesmo incrível. Até no banco de reservas o jogador colhe frutos. Nos momentos de folga, o goleiro Diego fatura com palestras sobre como trabalhar em grupo e superar desafios - e nos últimos tempos, não foram poucos os desafios de Diego com os salários atrasados.
Pó-de-mico. A torcida do Fluminense tem razões de sobra para festejar com bolinhos de jaca a administração do ilustre mandatário Roberto Horcades. Em um ano, o mais novo candidato ao 'Nobel de Chuteiras Furadas' elevou a dívida do clube de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões.
Zagalucho. Apressado come cru e/ou queima a língua. Mas o supimpa presidente do Grêmio, Duda Kroeff, não está nem aí para o preço da carne de bode. Ele propaga pela chaminé do Olímpico que só faltam cinco jogos para a grande festa da Libertadores.
A vida é bela. Com oito anos de casa, comida e roupa lavada, os cartolas da Fifa já têm direito a aposentadoria. Qualquer semelhança com a 'ilha da fantasia do mestre Tatoo' não é mera coincidência. A bola é a mãe de todos.
DJ. Depois de dar (poucas) e receber (muitas) porradas, Maguila resolveu nocautear a MPB: o ex-campeão mundial lançou um CD só com sambas.
Raquetada. Piadinha que circula pelo mundo da bolinha. A americana Vania King só não chegou ao título de duplas mistas em Roland Garros porque estava cansada de carregar nas costas o brasileiro Marcelo Melo.
Circo. Jenson Button, seis vitórias em sete GPs. A conquista do título é só uma questão de quilometragem. Rubinho 'Bate-ou-quebra' já está em prantos.
Tititi d'Aline. O publicitário e corintiano Washington Olivetto deve lançar no fim deste ano mais um livro. 'Corinthians x Outros, os melhores nossos contra os menos ruins deles' será uma obra de ficção. Olivetto promete deixar o coração de lado... mas o Corinthians sempre vai levar a melhor.
Bola de ouro. Júlio César. O goleiro brasileiro está numa fase espetacular. Pega até pensamento.
Bola de lixo. Fábio Costa. É o exterminador de chuteiras. A última vítima do carinhoso goleiro santista: Gustavo Nery, 60 dias no estaleiro.
Bola sete. "Minha expectativa é que ele volte à forma da Copa de 2002, e aí, como disse o Lula, vou defender o Fofão na seleção" (do rei da bola, Ricardo Teixeira, sobre a convocação de Ronaldo).
Dúvida pertinente. A seleção brasileira já recuperou a identidade com a torcida?
O que você achou?
jose.r.malia@espn.com
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- 24Nov
/joserobertomalia
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Quadro de estatísticas do Circo Brasileiro de Futebol rebaixa urubuzada para segundo lugar
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- 23Nov
/joserobertomalia
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/joserobertomalia
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Página do José Roberto Malia