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- 12Mar
Deuses castigam o fofo Ronaldo na rodada dos 'matadores'
por José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br
Dizem que, quando a maré não está para peixe, não tem mentira de pescador que dê jeito na isca. Pois é, em uma rodada com três empates (Corinthians, Cruzeiro e Internacional) e duas vitórias (São Paulo e Flamengo) na Libertadores, os deuses da bola resolveram castigar justamente o mais badalado astro do torneio continental, o fofo Ronaldo.
Perdido no meio do tico-tico no fubá armado pelo Mano dos manos em Bogotá, o Fenômeno disputou sua pior partida com a camisa do Corinthians.
Com a mesma mobilidade de uma tartaruga após um banquete de folhas de alface, cenouras, espinafre e minhocas, Ronaldo foi uma presa fácil para os limitados zagueiros da equipe colombiana. Que, após o jogo, não tiveram dúvidas em afirmar: “O Gordito vive do passado.”
Nem o mais fiel dos fiéis seria capaz de encontrar uma justificativa para contestar a dura e cruel realidade: o Corinthians jogou com 10 até a saída de Ronaldo, por volta dos 30min do segundo tempo. E, por incrível que possa parecer, o time melhorou com a entrada de Souza – o que antes era uma heresia, hoje é solução para muitos corintianos. Ronaldo, hoje, só não está no olho do furacão porque Dentinho salvou a equipe com um golaço. E o time ainda lidera o grupo.
Mas como desgraça pouca é bobagem, na rodada em que Ronaldo viveu seu pior momento desde que chegou para revolucionar o Corinthians, os ‘matadores’ Vagner Love, Kleber e Washington estufaram a rede dos inimigos, cada um marcando dois gols. E não precisaram jogar nenhuma barbaridade em Caracas e Assunção. Apenas o arroz com feijão, um prato que o fofo Ronaldo tiraria de letra algum tempo atrás.
#####
Fala sério! Os diabólicos seminaristas das torcidas organizadas estão de cabelo em pé. Os engravatados de colarinho branco do STJD mostraram que a jiripoca vai piar neste ano. Primeiro, reduziram a punição imposta ao Coritiba devido ao quebra-quebra no Couto Pereira. A perda de mando de 30 jogos caiu para 10, e a multa de R$ 610 mil foi reduzida para R$ 100 mil. Depois, eles diminuíram o gancho de nove meses imposto ao presidente-economista Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, por ter rasgado os maiores elogios (‘vigarista, safado e crápula’) ao árbitro Carlos Eugênio Simon. A suspensão passou para 130 dias. Finalmente, os impolutos senhores do tribunal carioca absolveram o Corinthians da perda de dois mandos por causa de problemas com a Fiel.
Twitter. Corinthians: no time dos medalhões, as medalhinhas salvadoras de sempre – Dentinho, Jorge Henrique, Elias e Felipe.
Doce Fiel. Enquanto a enlouquecida Fiel paga, no mínimo, R$ 50 para assistir o fofo Ronaldo, RC & Cia. nem sempre bela no Pacaembu, os colombianos desembolsaram entre R$ 8 e R$ 13 para ver o duelo Independiente x Corinthians, pela Libertadores. O ingresso mais caro saiu por R$ 76 – em São Paulo, na área vip, o preço é R$ 500. Menos de 15 mil torcedores pintaram no estádio El Campín. A poucos quilômetros do campo, a banda americana Metallica levava 50 mil pessoas ao parque Simón Bolivar, com os bilhetes variando entre R$ 240 e R$ 330.
Vidraça. Uma no cravo, outra na ferradura. É o Santos. Dentro de campo, um espetáculo com os moleques da ‘Vila Sésamo’; fora, as primeiras decepções, com a transparência prometida pela nova diretoria começando a embaçar.
Zapping. Mesmo com um futebolzinho chinfrim, o Corinthians goleou os moleques da ‘Vila Sésamo’ no ibope. A Globo obteve 27 pontos com a luta corintiana em Bogotá, enquanto a Bandeirantes cravou 5,5 com a histórica goleada santista na Copa do Brasil. Cada ponto equivale a 54 mil domicílios na Grande São Paulo.
Negócio da China. O Palmeiras é fogo na jaca. Deu o maior chapéu no Goiás para ter o lateral-direito Vitor. Convenceu o coirmão a aceitar Wendel, Deyvid Saconni e Daniel Lovinho por empréstimo até o final do ano, sem precisar bancar o salário dos três periquitos. E ainda reforçará o caixa do Serra Dourada com R$ 600 mil. O jogador só poderá ser utilizado no Brasileirão – o prazo de inscrição no Paulistinha está encerrado e o lateral já atuou na Copa do Brasil pelo Goiás. O contrato de Vitor com o time goiano terminaria em dezembro.
Sugismundo Freud. Quem não come melado nunca vai ter cárie.
Meteorologista. Após fazer previsões de que uma tempestade desabaria na cidade e por isso seria obrigado a adiar dois jogos do Palmeiras, o chefão do apito na Paulicéia desvairada, Marcos Marinho, ganhou um singelo apelido: ‘cacique cobra coral verde’. O ‘pajé’ da selva da pedra evitou um megaprotesto da Mancha contra a diretoria palmeirense ao atacar de homem do tempo.
Gilete press. Do colunista Renato Maurício Prado, no ‘Globo’: “Você sabia que no Flamengo existe um evento, quase oficial, chamado o ‘Pagode do Imperador’? Trata-se de uma balada capitaneada por Adriano no botequim ‘São Nunca’, na Barra da Tijuca. Ela acontece, geralmente, aos domingos, mas as vezes rola também após as rodadas do meio de semana. Lá, boa parte do elenco costuma se reunir ao som do pagode (primeiro andar) ou funk (segundo). Tudo começou na festa da conquista do hexacampeonato. O problema nem é o encontro em si, mas a ‘esticada’ que se segue.” E vai rolar a festa...
Tititi d’Aline. O megafone rubro-negro anuncia: sai o urubu, entra a cegonha. Vagner Love é papai novamente. O rebento é fruto de uma noite de amor nas estrelas, longe de casa e com regra três. Já a imperatriz Joana Machado estaria grávida de Adriano.
Você sabia que... Jonas já marcou 38 gols em 91 jogos pelo Grêmio, entrando para o grupo dos 25 maiores artilheiros do time nos últimos 50 anos?
Bola de ouro. Richarlyson. O volante abriu o coração em entrevista à revista ‘Rolling Stone’. Confessou que o planeta bola é machista e que enfrenta muito preconceito. Mas não vai mudar. No futuro, ele quer trabalhar com moda.
Bola de latão. Milan. Levou uma chinelada histórica do Manchester United na Liga dos Campeões. Rooney, com o diabo no corpo, queimou ainda mais o filme de Ronaldinho Gaúcho com Dunga, o chefe dos anões da seleção.
Bola de lixo. Real Madrid. O clube investiu 220 milhões de euros em reforços, mas tropeçou pela sexta vez consecutiva nas oitavas da Liga dos Campeões.
Bola sete. “Não vejo nenhum problema em beber uma cervejinha. Não pode é beber um engradado” (do rei da bola, Ricardo Teixeira, sobre o imbróglio Adriano).
Dúvida pertinente. Depois de o médico José Luiz Runco admitir que todo jogador gosta de beber, a 51 vai patrocinar o Flamengo e/ou a seleção?
O que você achou?
jose.r.malia@espn.com
Perdido no meio do tico-tico no fubá armado pelo Mano dos manos em Bogotá, o Fenômeno disputou sua pior partida com a camisa do Corinthians.
Com a mesma mobilidade de uma tartaruga após um banquete de folhas de alface, cenouras, espinafre e minhocas, Ronaldo foi uma presa fácil para os limitados zagueiros da equipe colombiana. Que, após o jogo, não tiveram dúvidas em afirmar: “O Gordito vive do passado.”
Nem o mais fiel dos fiéis seria capaz de encontrar uma justificativa para contestar a dura e cruel realidade: o Corinthians jogou com 10 até a saída de Ronaldo, por volta dos 30min do segundo tempo. E, por incrível que possa parecer, o time melhorou com a entrada de Souza – o que antes era uma heresia, hoje é solução para muitos corintianos. Ronaldo, hoje, só não está no olho do furacão porque Dentinho salvou a equipe com um golaço. E o time ainda lidera o grupo.
Mas como desgraça pouca é bobagem, na rodada em que Ronaldo viveu seu pior momento desde que chegou para revolucionar o Corinthians, os ‘matadores’ Vagner Love, Kleber e Washington estufaram a rede dos inimigos, cada um marcando dois gols. E não precisaram jogar nenhuma barbaridade em Caracas e Assunção. Apenas o arroz com feijão, um prato que o fofo Ronaldo tiraria de letra algum tempo atrás.
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Fala sério! Os diabólicos seminaristas das torcidas organizadas estão de cabelo em pé. Os engravatados de colarinho branco do STJD mostraram que a jiripoca vai piar neste ano. Primeiro, reduziram a punição imposta ao Coritiba devido ao quebra-quebra no Couto Pereira. A perda de mando de 30 jogos caiu para 10, e a multa de R$ 610 mil foi reduzida para R$ 100 mil. Depois, eles diminuíram o gancho de nove meses imposto ao presidente-economista Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, por ter rasgado os maiores elogios (‘vigarista, safado e crápula’) ao árbitro Carlos Eugênio Simon. A suspensão passou para 130 dias. Finalmente, os impolutos senhores do tribunal carioca absolveram o Corinthians da perda de dois mandos por causa de problemas com a Fiel.
Twitter. Corinthians: no time dos medalhões, as medalhinhas salvadoras de sempre – Dentinho, Jorge Henrique, Elias e Felipe.
Doce Fiel. Enquanto a enlouquecida Fiel paga, no mínimo, R$ 50 para assistir o fofo Ronaldo, RC & Cia. nem sempre bela no Pacaembu, os colombianos desembolsaram entre R$ 8 e R$ 13 para ver o duelo Independiente x Corinthians, pela Libertadores. O ingresso mais caro saiu por R$ 76 – em São Paulo, na área vip, o preço é R$ 500. Menos de 15 mil torcedores pintaram no estádio El Campín. A poucos quilômetros do campo, a banda americana Metallica levava 50 mil pessoas ao parque Simón Bolivar, com os bilhetes variando entre R$ 240 e R$ 330.
Vidraça. Uma no cravo, outra na ferradura. É o Santos. Dentro de campo, um espetáculo com os moleques da ‘Vila Sésamo’; fora, as primeiras decepções, com a transparência prometida pela nova diretoria começando a embaçar.
Zapping. Mesmo com um futebolzinho chinfrim, o Corinthians goleou os moleques da ‘Vila Sésamo’ no ibope. A Globo obteve 27 pontos com a luta corintiana em Bogotá, enquanto a Bandeirantes cravou 5,5 com a histórica goleada santista na Copa do Brasil. Cada ponto equivale a 54 mil domicílios na Grande São Paulo.
Negócio da China. O Palmeiras é fogo na jaca. Deu o maior chapéu no Goiás para ter o lateral-direito Vitor. Convenceu o coirmão a aceitar Wendel, Deyvid Saconni e Daniel Lovinho por empréstimo até o final do ano, sem precisar bancar o salário dos três periquitos. E ainda reforçará o caixa do Serra Dourada com R$ 600 mil. O jogador só poderá ser utilizado no Brasileirão – o prazo de inscrição no Paulistinha está encerrado e o lateral já atuou na Copa do Brasil pelo Goiás. O contrato de Vitor com o time goiano terminaria em dezembro.
Sugismundo Freud. Quem não come melado nunca vai ter cárie.
Meteorologista. Após fazer previsões de que uma tempestade desabaria na cidade e por isso seria obrigado a adiar dois jogos do Palmeiras, o chefão do apito na Paulicéia desvairada, Marcos Marinho, ganhou um singelo apelido: ‘cacique cobra coral verde’. O ‘pajé’ da selva da pedra evitou um megaprotesto da Mancha contra a diretoria palmeirense ao atacar de homem do tempo.
Gilete press. Do colunista Renato Maurício Prado, no ‘Globo’: “Você sabia que no Flamengo existe um evento, quase oficial, chamado o ‘Pagode do Imperador’? Trata-se de uma balada capitaneada por Adriano no botequim ‘São Nunca’, na Barra da Tijuca. Ela acontece, geralmente, aos domingos, mas as vezes rola também após as rodadas do meio de semana. Lá, boa parte do elenco costuma se reunir ao som do pagode (primeiro andar) ou funk (segundo). Tudo começou na festa da conquista do hexacampeonato. O problema nem é o encontro em si, mas a ‘esticada’ que se segue.” E vai rolar a festa...
Tititi d’Aline. O megafone rubro-negro anuncia: sai o urubu, entra a cegonha. Vagner Love é papai novamente. O rebento é fruto de uma noite de amor nas estrelas, longe de casa e com regra três. Já a imperatriz Joana Machado estaria grávida de Adriano.
Você sabia que... Jonas já marcou 38 gols em 91 jogos pelo Grêmio, entrando para o grupo dos 25 maiores artilheiros do time nos últimos 50 anos?
Bola de ouro. Richarlyson. O volante abriu o coração em entrevista à revista ‘Rolling Stone’. Confessou que o planeta bola é machista e que enfrenta muito preconceito. Mas não vai mudar. No futuro, ele quer trabalhar com moda.
Bola de latão. Milan. Levou uma chinelada histórica do Manchester United na Liga dos Campeões. Rooney, com o diabo no corpo, queimou ainda mais o filme de Ronaldinho Gaúcho com Dunga, o chefe dos anões da seleção.
Bola de lixo. Real Madrid. O clube investiu 220 milhões de euros em reforços, mas tropeçou pela sexta vez consecutiva nas oitavas da Liga dos Campeões.
Bola sete. “Não vejo nenhum problema em beber uma cervejinha. Não pode é beber um engradado” (do rei da bola, Ricardo Teixeira, sobre o imbróglio Adriano).
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Página do José Roberto Malia