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- 14h27
- 28Oct
Desnecessária arrogância
por José Inácio Werneck, colunista do ESPN.com.br
Começo me penitenciando junto aos torcedores do Lakers, por ter surripiado seu título de 2009, atribuindo-o ao Celtics. Não é porque eu torça pelo Celtics. Melhor dizendo, só torço pelo Celtics quando se trata de enfrentar o Knicks. Mas, entre Lakers e Celtics, quero ver a vitória do melhor, pois são dois grandes times.
Embrulhei as temporadas e deveria simplesmente ter dito que o Celtics foi o campeão em 2008, como era minha intenção original. Keep it simple, dizem eles por aqui, sem essa de ficar falando em títulos 2007/2008 e 2008/2009.
Tanto o Celtics quanto o Lakers estão entre os favoritos para a temporada 2009/2010 (lá vamos nós, outra vez), que se inicia agora. Devo por sinal dizer que este ano os troca-trocas (criação da NBA que Francisco Horta supostamente inventou no futebol brasileiro, quando estava na presidência do Fluminense) estão fugindo à sua finalidade precípua, que é ou era de equilibrar as forças, tornando o campeonato mais interessante.
Seis dos oito times mais ricos da NBA melhoraram seus elencos com as transações de verão, deixando apenas dois dentre eles (o Knicks e o Jazz) em nível mais baixo ou no mesmo nível em que se encontravam.
O Lakers agora tem Ron Artest, um jogador complicado mas excelente. Vocês devem se lembrar que há alguns anos ele foi suspenso por quase uma temporada inteira por ter pulado na arquibancada para dar pescoções nos torcedores (devo confessar: torci pelo Artest).
O Cavaliers vai de Shaquille O’Neal ao lado de LeBron James. O Boston Celtics, com Kevin Garnett outra vez em forma, tem também Rasheed Wallace, outro jogador temperamental mas valioso. Jamais esquecerei o dia em que Rasheed Wallace fez um “afago” nada amistoso nas bochechas de seu companheiro de time, o gigantesco pivô lituano Arvydas Sabonis, quando ambos jogavam pelo Trail Blazers.
O San Antonio Spurs deve ter Manu Ginobili outra vez em forma e reforçou-se com o veterano ala e armador Richard Jefferson.
Outro diz vi alguns minutos de um dos jogos do Denver Nuggets contra o Lakers, na pré-temporada, e Nenê me pareceu em boa forma (embora nunca esteja em condições físicas para jogar pelo Brasil). A grande estrela, mais uma vez, deverá ser Carmelo Anthony, cestinha da equipe nestas partidas de preparação.
Terça-feira afinal começou o grande espetáculo. O Celtics derrotou o Cavaliers, em Cleveland, e me pareceu que Shaquille O’Neal já não se constitui na ameaça de outrora. O Lakers derrotou o Clippers, como já se esperava, numa noite que se iniciou com a entrega dos anéis comemorando o último título.
Times de basquete, beisebol e futebol americano insistem em se intitular campeões do mundo. Os jogadores do Lakers vestiam seus vistosos blusões ornamentados com as estrelas referentes a cada título. David Stern, o chefão da NBA, vive dizendo que o basquete será em breve o “esporte mais popular do mundo”.
É interessante notar que, se falamos do mundo propriamente dito, o basquete era, depois do futebol, o esporte mais popular, antes da criação da NBA, e assim continua. Mas, se o mundo é algo que começa em Nova York e acaba em San Francisco, o basquete é apenas o terceiro em popularidade, depois do beisebol e do futebol americano.
(Assistam também aos meus comentários em vídeo, aqui mesmo no ESPN.com.br).
Embrulhei as temporadas e deveria simplesmente ter dito que o Celtics foi o campeão em 2008, como era minha intenção original. Keep it simple, dizem eles por aqui, sem essa de ficar falando em títulos 2007/2008 e 2008/2009.
Tanto o Celtics quanto o Lakers estão entre os favoritos para a temporada 2009/2010 (lá vamos nós, outra vez), que se inicia agora. Devo por sinal dizer que este ano os troca-trocas (criação da NBA que Francisco Horta supostamente inventou no futebol brasileiro, quando estava na presidência do Fluminense) estão fugindo à sua finalidade precípua, que é ou era de equilibrar as forças, tornando o campeonato mais interessante.
Seis dos oito times mais ricos da NBA melhoraram seus elencos com as transações de verão, deixando apenas dois dentre eles (o Knicks e o Jazz) em nível mais baixo ou no mesmo nível em que se encontravam.
O Lakers agora tem Ron Artest, um jogador complicado mas excelente. Vocês devem se lembrar que há alguns anos ele foi suspenso por quase uma temporada inteira por ter pulado na arquibancada para dar pescoções nos torcedores (devo confessar: torci pelo Artest).
O Cavaliers vai de Shaquille O’Neal ao lado de LeBron James. O Boston Celtics, com Kevin Garnett outra vez em forma, tem também Rasheed Wallace, outro jogador temperamental mas valioso. Jamais esquecerei o dia em que Rasheed Wallace fez um “afago” nada amistoso nas bochechas de seu companheiro de time, o gigantesco pivô lituano Arvydas Sabonis, quando ambos jogavam pelo Trail Blazers.
O San Antonio Spurs deve ter Manu Ginobili outra vez em forma e reforçou-se com o veterano ala e armador Richard Jefferson.
Outro diz vi alguns minutos de um dos jogos do Denver Nuggets contra o Lakers, na pré-temporada, e Nenê me pareceu em boa forma (embora nunca esteja em condições físicas para jogar pelo Brasil). A grande estrela, mais uma vez, deverá ser Carmelo Anthony, cestinha da equipe nestas partidas de preparação.
Terça-feira afinal começou o grande espetáculo. O Celtics derrotou o Cavaliers, em Cleveland, e me pareceu que Shaquille O’Neal já não se constitui na ameaça de outrora. O Lakers derrotou o Clippers, como já se esperava, numa noite que se iniciou com a entrega dos anéis comemorando o último título.
Times de basquete, beisebol e futebol americano insistem em se intitular campeões do mundo. Os jogadores do Lakers vestiam seus vistosos blusões ornamentados com as estrelas referentes a cada título. David Stern, o chefão da NBA, vive dizendo que o basquete será em breve o “esporte mais popular do mundo”.
É interessante notar que, se falamos do mundo propriamente dito, o basquete era, depois do futebol, o esporte mais popular, antes da criação da NBA, e assim continua. Mas, se o mundo é algo que começa em Nova York e acaba em San Francisco, o basquete é apenas o terceiro em popularidade, depois do beisebol e do futebol americano.
(Assistam também aos meus comentários em vídeo, aqui mesmo no ESPN.com.br).
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