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- 22h00
- 14Oct
Empate injusto
por José Inácio Werneck, para o ESPN.com.br
Acabo de comentar a partida entre Brasil e Venezuela pelas eliminatórias da Copa do Mundo, com narração de Flávio Pereira, numa transmissão da ESPN Deportes para o público de nosso país que mora nos Estados Unidos e naturalmente quer ouvir um jogo de nossa Seleção em português.
Não foi um grande resultado, mas… paciência. Não comentei apenas esta partida, mas sim todas as de nosso grupo pela América do Sul. No momento em que escrevo, não foi iniciado ainda o jogo entre Paraguai e Colômbia, que poderá nos tirar o primeiro lugar nas eliminatórias do continente.
Merecemos ganhar, porém, e gostei do time pelo espírito de luta que mostrou, sobretudo depois de ficar com um jogador a menos, num lance infantil de Miranda, que lhe valeu a expulsão. Devo porém dizer que quem mais mereceu o cartão vermelho foi Kaká, por usar o cotovelo, um pouco além no segundo tempo, com muito mais intenção de machucar o adversário do que Miranda fizera. Mas, àquela altura, o juiz peruano achou mais diplomático relevar a attitude de Kaká. Foi o jogador venezuelano que acabou recebendo um cartão – o amarelo, também merecido, por ter agarrado Kaká.
O Brasil deveria ter ganho e teve azar na partida. Poderíamos ter feito 1 a 0 ainda no primeiro tempo se Luís Fabiano, em vez de procurar passar pelo goleiro, tivesse simplesmente colocado a bola à sua esquerda. Por que o preciosismo? E por que depois tentar cavar um pênalti? Luís Fabiano poderia ter ganho ali um cartão, e acho que escapou apenas porque houve um pequeno contato do goleiro –embora longe de justificar uma queda tão espalhafatosa. Foi por causa de um lance semelhante, pelos jogos preliminares da atual Liga dos Campeões da Europa, que o brasileiro/croata Eduardo da Silva acabou suspenso por dois jogos pela UEFA, embora depois a punição viesse a ser cancelada.
O Brasil levou mesmo azar nos dois lances de bola na trave, em que o goleiro Renny Vega estava totalmente batido. Gilberto Silva – que, diga-se a bem da verdade, não chega a ser uma sumidade quando vai ao ataque – cabeceou com consciência, para o chão e no canto. Já nos acréscimos, a mesma trave impediu um gol que teria sido muito bonito de Kaká, em jogada toda individual. Para cúmulo, a bola correu ainda sobre a linha do gol e por pouco não bate nas pernas de Vega, que nem sabia onde ela estava. Se toca nele, era gol do Brasil.
Mas gostei de ver Dunga recusar-se a fazer a clássica manobra de tirar um atacante ou um homem de meio de campo quando um zagueiro é expulso. Ao contrário, nosso técnico tornou o Brasil ainda mais ofensivo, com a entrada de Alex no lugar de Filipe.
Quem quiser informar-se em profundidade sobre o que penso da “era Dunga”, veja por favor o que escrevi, há coisa de duas ou três semanas, no site “Direto da Redação”. Por aqui, despeço-me dizendo apenas que será até bom se não terminarmos em primeiro lugar no grupo sul-americano. Vai dar a Dunga e aos jogadores motivação maior para uma preparação séria para a Copa no ano que vem.
(Assistam também aos meus comentários em video aqui mesmo no site da ESPN Brasil).
Não foi um grande resultado, mas… paciência. Não comentei apenas esta partida, mas sim todas as de nosso grupo pela América do Sul. No momento em que escrevo, não foi iniciado ainda o jogo entre Paraguai e Colômbia, que poderá nos tirar o primeiro lugar nas eliminatórias do continente.
Merecemos ganhar, porém, e gostei do time pelo espírito de luta que mostrou, sobretudo depois de ficar com um jogador a menos, num lance infantil de Miranda, que lhe valeu a expulsão. Devo porém dizer que quem mais mereceu o cartão vermelho foi Kaká, por usar o cotovelo, um pouco além no segundo tempo, com muito mais intenção de machucar o adversário do que Miranda fizera. Mas, àquela altura, o juiz peruano achou mais diplomático relevar a attitude de Kaká. Foi o jogador venezuelano que acabou recebendo um cartão – o amarelo, também merecido, por ter agarrado Kaká.
O Brasil deveria ter ganho e teve azar na partida. Poderíamos ter feito 1 a 0 ainda no primeiro tempo se Luís Fabiano, em vez de procurar passar pelo goleiro, tivesse simplesmente colocado a bola à sua esquerda. Por que o preciosismo? E por que depois tentar cavar um pênalti? Luís Fabiano poderia ter ganho ali um cartão, e acho que escapou apenas porque houve um pequeno contato do goleiro –embora longe de justificar uma queda tão espalhafatosa. Foi por causa de um lance semelhante, pelos jogos preliminares da atual Liga dos Campeões da Europa, que o brasileiro/croata Eduardo da Silva acabou suspenso por dois jogos pela UEFA, embora depois a punição viesse a ser cancelada.
O Brasil levou mesmo azar nos dois lances de bola na trave, em que o goleiro Renny Vega estava totalmente batido. Gilberto Silva – que, diga-se a bem da verdade, não chega a ser uma sumidade quando vai ao ataque – cabeceou com consciência, para o chão e no canto. Já nos acréscimos, a mesma trave impediu um gol que teria sido muito bonito de Kaká, em jogada toda individual. Para cúmulo, a bola correu ainda sobre a linha do gol e por pouco não bate nas pernas de Vega, que nem sabia onde ela estava. Se toca nele, era gol do Brasil.
Mas gostei de ver Dunga recusar-se a fazer a clássica manobra de tirar um atacante ou um homem de meio de campo quando um zagueiro é expulso. Ao contrário, nosso técnico tornou o Brasil ainda mais ofensivo, com a entrada de Alex no lugar de Filipe.
Quem quiser informar-se em profundidade sobre o que penso da “era Dunga”, veja por favor o que escrevi, há coisa de duas ou três semanas, no site “Direto da Redação”. Por aqui, despeço-me dizendo apenas que será até bom se não terminarmos em primeiro lugar no grupo sul-americano. Vai dar a Dunga e aos jogadores motivação maior para uma preparação séria para a Copa no ano que vem.
(Assistam também aos meus comentários em video aqui mesmo no site da ESPN Brasil).
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