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Metodista vence e se aproxima do título
Na noite desta quinta-feira o time do ABC paulista superou o Blumenau/Furb por 25 a 17, em Brusque (SC), no primeiro jogo da decisão. A artilheira do confronto foi a ponta direita Célia Costa, da equipe paulista
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Homero, na Odisséia, foi quem primeiro citou o handebol através do jogo de “Urânia” praticado na antiga Grécia, com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos, mas sem balizas. Também os Romanos, segundo Cláudio Galero (130-200 DC), conheciam um jogo praticado com as mãos, “Hasparton”, mas a Alemanha é que iniciou o jogo como se conhece hoje.
O período da primeira Grande Guerra (1915 a 1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando o Professor de ginástica Berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do “Torball”, e quando os homens começaram a praticá-lo o campo foi aumentando para as medidas do futebol. Em 1919, o Professor Alemão Karl Schelenz reformulou o “Torball”, alterando seu nome para “Handball” com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica, para o jogo com 11 jogadores.
Em 1920 o Diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tomou o jogo como desporto oficial. Cinco anos mais tarde, Alemanha e Áustria fizeram o 1º jogo internacional, com vitória dos austríacos por 6 a 3. Na reunião de agosto de 1927 do Comitê de Handebol da IAAF adotaram as regras alemãs como as oficiais, motivando a que na 25ª sessão do Comitê Olímpico Internacional, realizado no mesmo ano, fosse pedida a inclusão do handebol no programa olímpico.
Como crescia o número de países praticantes, o caminho foi a independência da IAAF, o que aconteceu no dia 4 de agosto de 1928, no Congresso de Amsterdã, quando 11 países escolheram o americano Avery Brudage como membro da Presidência da FIHA.
Berlim, 1936
O COI então decidiu em 1934 que o handebol seria incluído nas olimpíadas de Berlim de 1936, o que realmente aconteceu com a participação de 6 dos 26 países então filiados, com a Alemanha vencendo a Áustria no jogo final por 10 a 6, perante 100.000 pessoas no Olympia Stadium de Berlim.
Tão logo terminou a Guerra Mundial, os dirigentes de handebol reuniram-se em Copenhague e fundaram a atual Federação Internacional com sede na Suécia sob a presidência do sueco Costa Bjork. Em 1950 a sede da IHF mudou-se para a Basiléia, na Suíça.
Por razão climática, falta de espaço, pela preferência do futebol e pelo reconhecimento de que era mais veloz, o handebol de salão como é conhecido atualmente, passou a ter a preferência do público e a modalidade se impôs, a ponto de ser suspensa a realização de campeonatos mundiais de campo, desde 1966. Hoje, o handebol leva multidões aos ginásios, principalmente na Europa, onde os grandes astros são bem pagos e reconhecidos.
Esporte Olímpico
A decisão de que o handebol com sete jogadores em quadra se tornaria um esporte definitivo nas olimpíadas só foi tomada em 1965 pelo Comitê Olímpico Internacional.
A primeira participação masculina foi em 1972 nos jogos de Monique na Alemanha, com a Yugoslávia ganhando a medalha de ouro. Em Montreal no Canadá/1976, tivemos a participação também do feminino, tendo a União Soviética em primeiro lugar, nas duas competições.
O Handebol no Brasil
Têm-se notícia de que o handebol tenha chegado ao Brasil após 1930, introduzido pelas colônias européias, fugitivas, e que procuraram os estados do sul e sudeste do país.
O handebol só se tornou conhecido depois de incluído no Jogos Estudantis e Universitários (JEBs e JUBs). O marco inicial deve-se ao Professor Auguste Listello, que, em 1954, no Curso Internacional de Santos, ofereceu aulas de handebol. Alguns professores de outros estados aplicaram os conhecimentos adquiridos em seus colégios e, assim, foram criados novos centros de handebol.
Entre as primeiras experiências internacionais do Brasil, o terceiro Campeonato Mundial, na Alemanha (1958), a terceira Copa Latina de Esperanças (1970, em Lisboa), a quinta Copa Latina (Romênia, 1973), a sexta Copa Latina (Itália, 1974) e também as Eliminatórias para o Mundial de 1974.
Em 1970, Niterói, sob o patrocínio da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), foi realizado o 1º Campeonato Juvenil Brasileiro, masculino e feminino, contando com a participação de oito estados.
Em 1972, face ao impulso gerado por eventos internacionais e pela introdução do handebol nos JEBs e JUBs, sua prática já se espalhava por todo o Brasil.
A Confederação Brasileira de Handebol foi fundada em 1º de junho de 1979, e instalada na cidade de São Paulo (SP). Atualmente sua sede encrontra-se em Aracajú (SE).
Ídolos do handebol
Andrei Lavrov
O russo é bicampeão olímpico (Seul/88 e Barcelona/92), bicampeão mundial (Suécia/93 e Japão/97). Eleito cinco vezes para o All-Star Team.
Magnus Wislander
Eleito o melhor jogador do mundo em 1990 e quatro vezes escolhido para o “All Star Team”, o sueco tem duas medalhas olímpicas de prata, em Barcelona/92 e Atlanta/96, e dois títulos mundiais, em 1990 e 1999.
Talant Duishebaev
Russo de nascimento, naturalizado espanhol (a partir de 94). Duas vezes eleito o melhor do mundo, em 1994 e 1996. Também por quatro vezes escolhido para o “All Star Team”. Campeão olímpico em Barcelona/92, bronze em Atlanta/96 e campeão mundial em 1993.
Jackson Richardson
O francês medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Barcelona/1992 foi eleito o melhor do mundo em 1995, quando foi eleito o melhor do mundo.
Gro Hammerseng
A norueguesa foi campeã européia de seleções em 2004 e 2006 e vice-campeã mundial em 2001 e 2007.
Destaques no Brasil
Bruno Souza
O brasileiro foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo em 2003. É o principal jogador da seleção brasileira. Bicampeão pan-americano em Santo Domingo/2003 e Rio de Janeiro/2007.
Daniela Piedade e Chana Masson
Tricampeã Pan-americana em Winnipeg/1999, Santo Domingo/2003 e Rio de Janeiro/2007