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- 13h48
- 09Oct
Estrelas do rúgbi não estarão nos Jogos do Rio de Janeiro; golfe deve ter grandes nomes e Tiger Woods quer vir
por Lucas Borges para o ESPN.com.br
Em 2016, o Rio de Janeiro não poderá assistir às grandes estrelas do rúgbi, que foi confirmado nesta sexta-feira como esporte olímpico depois dos Jogos de Londres, em 2012. Em compensação, os principais atletas do golfe, que também estreará na Olimpíada em solo carioca, devem comparecer à competição no Brasil.
Leia mais:
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Incluídos nos Jogos, golfe e rúgbi ganharão verba do COB
São Januário receberá rúgbi, e golfe ainda não tem local definido, revela COB
Mais de 90 anos depois, rúgbi volta ao programa olímpico
O rúgbi estará ‘desfalcado’ por um motivo simples: o que será visto no Rio é um forma diferente da disputa. Enquanto na Copa do Mundo, principal torneio, atua-se com 15 jogadores em cada time, na Olimpíada será jogado o chamado ‘Rugby Seven-a-side’, com sete pessoas por equipe.
“Por conta de ser uma Olimpíada, pode ser que um ou outro jogador de cada país participe para trazer mais apelo. Mas dificilmente os atletas que jogam com 15 atuam também no de sete”, explica Antonio Martoni, comentarista de Rúgbi da ESPN Brasil.
Martoni afirma, contudo, que o ‘Seven-a-side’ é bastante difundido pelo mundo e também tem grande apelo. Como os competidores têm mais espaço para jogarem, a disputa acaba sendo mais dinâmica e tem mais pontos.
O especialista prevê que pode acontecer entre o Mundial e a Olimpíada de rúgbi o mesmo que acontece com o futebol, que tem nos Jogos uma competição importante, mas secundária. Ainda assim, ele acredita que a inclusão da prática esportiva em 2016 deve dar mais visibilidade e atrair novos fãs.
Quanto às chances do Brasil no Rio de Janeiro, a equipe feminina até pode ‘beliscar’ uma medalha, diz Martoni. As meninas brasileiras terminaram o Mundial de ‘Seven’ neste ano em Dubai em décimo. Já os homens não têm grandes perspectivas, segundo o especialista, mas podem ser beneficiados pela entrada de mais verba no esporte.
Os melhores do golfe no Rio
A disputa do golfe na Olimpíada, por outro lado, terá o formato tradicional: quatro dias de torneio, 72 buracos, quem fizer menos tacadas é campeão. E já está confirmado que os 15 primeiros colocados do ranking da PGA estarão garantidos nos Jogos. “Só por essa decisão já se percebe que o mundo do golfe está dando importância para a Olimpíada”, analisa o especialista da ESPN Brasil Ricardo Melo.
O norte-americano Tiger Woods, principal golfista da atualidade e um dos maiores da história, até já manifestou sua vontade de estar no Rio para ganhar a primeira medalha de ouro do esporte. A idade dele e de outros grandes atletas, porém, podem impedir suas presenças. Woods terá 41 anos em 2016. Phil Mickelson, também dos EUA, número dois do mundo, terá 46. No entanto, garante Melo, os jovens talentos do golfe de hoje provavalemente virão à capital carioca.
O comentarista lembra, entretanto, que dois grandes torneios que acontecem no mesmo período das Olimpíadas terão que ser reagendados para que a competição estreante não seja ‘esvaziada’. Em julho e agosto acontecem, respectivamente, o ‘British Open’ e o 'PGA Championship', duas disputas de Grand Slam.
“Para o golf profissional a Olimpiada vai ser um bom negócio, porque vai aumentar o interesse dos patrocinadores. Mas acho que a grande melhora vai ser para o esporte amador, pela melhora da estrutura e das condições, e no sentido de que o atleta amador vai ter condições de se profissionalizar."
Melo prevê um bom cenário para o Brasil no esporte até 2016. “O Brasil tem jovens jogadores muito bons, a maioria deles estudando nos EUA.” Mas pondera. “O que vai ter muita importância para o golfe no país vai ser o apoio das entidades: verbas do governo para melhorias de tecnologias e das técnicas de ensino, e diminuição dos impostos dos equipamentos, o que encarece muito o esporte.”
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“Por conta de ser uma Olimpíada, pode ser que um ou outro jogador de cada país participe para trazer mais apelo. Mas dificilmente os atletas que jogam com 15 atuam também no de sete”, explica Antonio Martoni, comentarista de Rúgbi da ESPN Brasil.
Martoni afirma, contudo, que o ‘Seven-a-side’ é bastante difundido pelo mundo e também tem grande apelo. Como os competidores têm mais espaço para jogarem, a disputa acaba sendo mais dinâmica e tem mais pontos.
O especialista prevê que pode acontecer entre o Mundial e a Olimpíada de rúgbi o mesmo que acontece com o futebol, que tem nos Jogos uma competição importante, mas secundária. Ainda assim, ele acredita que a inclusão da prática esportiva em 2016 deve dar mais visibilidade e atrair novos fãs.
Quanto às chances do Brasil no Rio de Janeiro, a equipe feminina até pode ‘beliscar’ uma medalha, diz Martoni. As meninas brasileiras terminaram o Mundial de ‘Seven’ neste ano em Dubai em décimo. Já os homens não têm grandes perspectivas, segundo o especialista, mas podem ser beneficiados pela entrada de mais verba no esporte.
Os melhores do golfe no Rio
A disputa do golfe na Olimpíada, por outro lado, terá o formato tradicional: quatro dias de torneio, 72 buracos, quem fizer menos tacadas é campeão. E já está confirmado que os 15 primeiros colocados do ranking da PGA estarão garantidos nos Jogos. “Só por essa decisão já se percebe que o mundo do golfe está dando importância para a Olimpíada”, analisa o especialista da ESPN Brasil Ricardo Melo.
O norte-americano Tiger Woods, principal golfista da atualidade e um dos maiores da história, até já manifestou sua vontade de estar no Rio para ganhar a primeira medalha de ouro do esporte. A idade dele e de outros grandes atletas, porém, podem impedir suas presenças. Woods terá 41 anos em 2016. Phil Mickelson, também dos EUA, número dois do mundo, terá 46. No entanto, garante Melo, os jovens talentos do golfe de hoje provavalemente virão à capital carioca.
O comentarista lembra, entretanto, que dois grandes torneios que acontecem no mesmo período das Olimpíadas terão que ser reagendados para que a competição estreante não seja ‘esvaziada’. Em julho e agosto acontecem, respectivamente, o ‘British Open’ e o 'PGA Championship', duas disputas de Grand Slam.
“Para o golf profissional a Olimpiada vai ser um bom negócio, porque vai aumentar o interesse dos patrocinadores. Mas acho que a grande melhora vai ser para o esporte amador, pela melhora da estrutura e das condições, e no sentido de que o atleta amador vai ter condições de se profissionalizar."
Melo prevê um bom cenário para o Brasil no esporte até 2016. “O Brasil tem jovens jogadores muito bons, a maioria deles estudando nos EUA.” Mas pondera. “O que vai ter muita importância para o golfe no país vai ser o apoio das entidades: verbas do governo para melhorias de tecnologias e das técnicas de ensino, e diminuição dos impostos dos equipamentos, o que encarece muito o esporte.”
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