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A Fórmula 1 nasceu em 1950 quando a Europa ainda curava as feridas da Segunda Guerra, encerrada cinco anos antes. Mas sua origem é bem mais remota, vem dos anos 20 do século passado, quando começaram a ser disputadas as corridas chamadas de “Grand Prix”, sem regras muito claras ou circuitos definidos, normalmente em estradas ou cidades.
Foi quando surgiram os primeiros autódromos, já que a escalada da velocidade era vertiginosa e as provas passaram a oferecer enorme risco ao público. Basta constatar que na década de 30 já havia carros capazes de ultrapassar a barreira dos 350 km/h de média em pistas como Avus, em Berlim, ou Monza, na Itália.
Grandes marcas, como Auto Union, Mercedes e Alfa Romeo, viram nas corridas uma ótima ferramenta de publicidade, e o desenvolvimento dos carros no pré-Guerra foi frenético na Alemanha, Inglaterra, França e Itália, especialmente. Quando o conflito começou, as corridas eram popularíssimas e arrastavam centenas de milhares de torcedores aos autódromos. E já se esboçava uma categoria com regulamento definido em termos de cilindrada dos motores, peso dos carros e potência, um rascunho do que seria a Fórmula 1 após a guerra.
O nome “Fórmula 1” vem exatamente dos vários regulamentos de corridas criados para equilibrar as disputas entre carros muito diferentes entre si. Havia várias “fórmulas” propostas, que contemplavam todo tipo de prova — como as subidas de montanha, os “raides” de longa duração e as corridas em circuitos fechados — e de veículo — monopostos, carros de série, protótipos.
A “primeira fórmula” regulamentada pelas autoridades esportivas da época, a mais importante, foi a dos monopostos com motores de 1.500 cc com compressor, ou 4.500 cc sem compressor. Criou-se um campeonato com pontuação definida e calendário próprio, seguindo o circuito dos principais “Grand Prix” dos anos 30. E assim nasceu a F-1, com sete etapas programadas em 1950, número que foi crescendo ao longo dos anos até chegar às 18 de 2008 por todo o mundo, num negócio de bilhões de dólares que hoje atrai milhões de espectadores aos autódromos e algumas das principais montadoras de automóveis do planeta.
Neste mais de meio século de história, o Brasil assumiu papel muito importante a partir do início da década de 70, quando Emerson Fittipaldi ganhou seu primeiro título. Desde 1973, o país faz parte do calendário e conquistou, no total, oito campeonatos com três pilotos diferentes, incluindo na lista dos maiores pilotos de todos os tempos seus três maiores campeões — Emerson, em 1972 e 1974, Nelson Piquet, em 1981, 1983 e 1987, e Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991.
Grandes nomes da história
Juan Manuel Fangio
O primeiro grande fenômeno da categoria, com cinco títulos mundiais conquistados em 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957. A marca só veio a ser superada por Michael Schumacher. Mesmo assim, para muita gente o piloto argentino é insuperável.
Colin Chapman
Não foi um piloto vencedor. Foi um criador de campeões com suas idéias e máquinas incríveis. Em 1952, fundou a Lotus. E com essa equipe, desenvolveu os recursos tecnológicos mais revolucionários da história da Fórmula 1. Morreu em 1982.
Jim Clark
O ousado escocês foi duas vezes campeão do mundo (1963 e 65) e vinha batendo todos os recordes da categoria, quando morreu em acidente durante prova de Fórmula 2, na Alemanha, em 1968. Em 72 corridas, ganhou 25 e fez 32 pole-positions.
Niki Lauda
Onde estão Jackie Stewart ou Alain Prost? Por que o austríaco Lauda? Há muitos grandes pilotos na história da F1. Mas poucos resumem num só nome o que significa superação. Lauda foi tricampeão (1975, 1977 e 1984). Em 1976, sobreviveu a um dos acidentes mais terríveis da história do automobilismo. Quando tirava capacete e balaclava após cada corrida, as cicatrizes das queimaduras surgiam como marcas da maior de suas vitórias.
Michael Schumacher
Sete vezes campeão mundial (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004). Como os números, mesmo impressionantes, não dizem tudo, leia mais sobre o piloto alemão em /schumacher.
Principais brasileiros
Emerson Fittipaldi
O pioneiro. E como se não bastasse ser importante por isso, campeão mundial por duas vezes, em 1972 e 1974. Leia mais em /fittipaldi.
José Carlos Pace
Venceu uma corrida na Fórmula 2 em 1972, foi segundo colocado nas 24 horas de Le Mans em 73 e na Fórmula 1 venceu o GP Brasil de 1975. O Moco, como era chamado pelos amigos, dá nome ao autódromo de Interlagos, em São Paulo. Morreu em um acidente aéreo em 1977.
Nelson Piquet
Dividiu com Senna a supremacia brasileira na Fórmula 1 dos anos 80. Conquistou três títulos mundiais (1981, 1983 e 1987). Leia mais em /piquet.
Ayrton Senna
Três vezes campeão do mundo, o brasileiro só perdeu o recorde de pole-positions para Michael Schumacher. Morreu em acidente durante o GP de Ímola, em 1994. Quer mais? /senna.
Rubens Barrichello
Não houve outro piloto a participar de tantas corridas quanto o brasileiro (mais de 260, desde 1993). No meio, é considerado um grande piloto. Popularmente, no Brasil, foi alvo de piadas por não ter se tornado um vencedor como Emerson, Piquet e Senna. Foi vice-campeão mundial em 2002 e 2004, atrás de Michael Schumacher nas duas vezes.
Felipe Massa
Herdou a vaga de Barrichello na Ferrari em 2006. Com a aposentadoria de Schumacher, disputou o título de 2007 (terminou em quarto lugar) e tem a chance de ser campeão na temporada de 2008. Leia mais em /felipe massa.