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- 17h52
- 16Oct
Faíscas
por Flávio Gomes para ESPN.com.br
Felipe Massa não é um cara encrenqueiro. Se nunca morreu de amores por nenhum companheiro de equipe (Schumacher é a exceção, a relação era de irmão mais velho e caçula), nunca teve problemas com ninguém. Nem com Villeneuve, conhecido mala sem alça, com quem dividiu o mesmo teto na Sauber. Felipe até falava bem do canadense, não se davam mal.
Agora vem Alonso. Para quem já teve como parceiro um heptacampeão como Schumacher e, depois, foi obrigado a engolir o recém-chegado Raikkonen ganhar um título logo no primeiro ano, um Fernando a mais, um Fernando a menos...
Mas, nesta semana, meio sem querer querendo, Felipe deu uma espetada no espanhol, num encontro com jornalistas brasileiros em São Paulo. Quando desatou a falar sobre o escândalo de Cingapura, cravou: “Ele sabia. Com certeza. Lógico que sabia. Não tinha como não saber”.
“Ele” é Alonso. Quando afirma que o espanhol sabia da armação mais escandalosa da história da F-1, Felipe dá pistas sobre o que acha de seu futuro companheiro de equipe.
A Ferrari se apressou em acionar o extintor de incêndio e no fim da tarde do mesmo dia, quarta-feira, divulgou comunicado no qual Massa diz que não quis dizer exatamente nada disso, e que se a FIA achou que Alonso era inocente, inocente é, e o que ele, Felipe, falou, não tinha base em fato algum, apenas em impressão pessoal.
Nem precisava, esse tipo de desmentido só serve para jogar lenha na fogueira, mas no fim das contas esse foguinho vai se extinguir sozinho, porque há uma decisão de Mundial pela frente, meses até a primeira corrida de 2010, testes de inverno, equipes novas, pilotos mudando de endereço, um monte de coisa até que as primeiras faíscas entre Alonso e Massa se tornem visíveis.
Ontem, em Interlagos, os dois se encontraram pela primeira vez desde que a Ferrari anunciou a contratação de Alonso, algumas semanas atrás. O espanhol, na quinta, já havia se encarregado de apagar os últimos focos do incêndio que se insinuava. Não comentou as declarações do futuro companheiro, falou que o mais importante era saber que Felipe está se recuperado bem, e fez previsões otimistas para os italianos em 2010. “Vamos dar muitas alegrias aos nossos torcedores”, garantiu.
O encontro aconteceu no “puxadinho” que a Ferrari usa como refeitório atrás dos boxes, onde Massa estava, de uniforme e tudo, e fez a festa dos fotógrafos e dos cinegrafistas. Os dois pilotos trocaram sorrisos e um aperto de mão. Conversaram pouco. “Estava todo mundo olhando”, justificou Alonso. Para muita gente, é daqueles momentos que, daqui a alguns meses, todos se lembrarão se a dupla começar a trocar farpas depois das primeiras provas do ano que vem.
Mas pode ser que elas nem apareçam. Fernando não vai chegar a Maranello falando grosso. “Vai ter de se enquadrar num time que ainda não conhece e que eu conheço muito bem, sei como trabalha, todos gostam de mim”, como disse Felipe. E Alonso ainda traz muito viva na lembrança a experiência traumática da parceria com Hamilton na McLaren em 2007. Pode ser que sossegue o facho, afinal. Coisas que só o tempo dirá.
Agora vem Alonso. Para quem já teve como parceiro um heptacampeão como Schumacher e, depois, foi obrigado a engolir o recém-chegado Raikkonen ganhar um título logo no primeiro ano, um Fernando a mais, um Fernando a menos...
Mas, nesta semana, meio sem querer querendo, Felipe deu uma espetada no espanhol, num encontro com jornalistas brasileiros em São Paulo. Quando desatou a falar sobre o escândalo de Cingapura, cravou: “Ele sabia. Com certeza. Lógico que sabia. Não tinha como não saber”.
“Ele” é Alonso. Quando afirma que o espanhol sabia da armação mais escandalosa da história da F-1, Felipe dá pistas sobre o que acha de seu futuro companheiro de equipe.
A Ferrari se apressou em acionar o extintor de incêndio e no fim da tarde do mesmo dia, quarta-feira, divulgou comunicado no qual Massa diz que não quis dizer exatamente nada disso, e que se a FIA achou que Alonso era inocente, inocente é, e o que ele, Felipe, falou, não tinha base em fato algum, apenas em impressão pessoal.
Nem precisava, esse tipo de desmentido só serve para jogar lenha na fogueira, mas no fim das contas esse foguinho vai se extinguir sozinho, porque há uma decisão de Mundial pela frente, meses até a primeira corrida de 2010, testes de inverno, equipes novas, pilotos mudando de endereço, um monte de coisa até que as primeiras faíscas entre Alonso e Massa se tornem visíveis.
Ontem, em Interlagos, os dois se encontraram pela primeira vez desde que a Ferrari anunciou a contratação de Alonso, algumas semanas atrás. O espanhol, na quinta, já havia se encarregado de apagar os últimos focos do incêndio que se insinuava. Não comentou as declarações do futuro companheiro, falou que o mais importante era saber que Felipe está se recuperado bem, e fez previsões otimistas para os italianos em 2010. “Vamos dar muitas alegrias aos nossos torcedores”, garantiu.
O encontro aconteceu no “puxadinho” que a Ferrari usa como refeitório atrás dos boxes, onde Massa estava, de uniforme e tudo, e fez a festa dos fotógrafos e dos cinegrafistas. Os dois pilotos trocaram sorrisos e um aperto de mão. Conversaram pouco. “Estava todo mundo olhando”, justificou Alonso. Para muita gente, é daqueles momentos que, daqui a alguns meses, todos se lembrarão se a dupla começar a trocar farpas depois das primeiras provas do ano que vem.
Mas pode ser que elas nem apareçam. Fernando não vai chegar a Maranello falando grosso. “Vai ter de se enquadrar num time que ainda não conhece e que eu conheço muito bem, sei como trabalha, todos gostam de mim”, como disse Felipe. E Alonso ainda traz muito viva na lembrança a experiência traumática da parceria com Hamilton na McLaren em 2007. Pode ser que sossegue o facho, afinal. Coisas que só o tempo dirá.
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/flaviogomes
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/flaviogomes
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Página do Flávio Gomes