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- 07h00
- 09Oct
Ano esquisito
por ESPN.com.br
Este é, definitivamente, o campeonato mais esquisito de todos os tempos. E, por isso mesmo, interessante. Mais do que aqueles em que todos sabiam que ganhava ou Ferrari, ou McLaren.
Nem os pilotos conseguem dizer mais onde seus carros podem se dar bem. Quem teria, por exemplo, uma explicação razoável para o fato de Barrichello ter vencido com a Brawn em Valência, pista de rua, lenta e travada, e logo depois em Monza, a mais rápida de todas? Seu carro, afinal, é bom em circuito lento ou rápido?
E, depois, o que explica a Brawn não ter andado bem em Cingapura, circuito urbano como Valência, nem em Suzuka, veloz como Monza?
Red Bull, McLaren e Ferrari, as outras que também venceram corridas neste ano, têm igualmente oscilado de circuito para circuito, sem nenhuma lógica aparente. Uma hora a justificativa é o tipo de traçado, outra, a temperatura, outra ainda, os pneus.
Ninguém entende mais nada. Force India, Toyota e Williams também têm altos e baixos: aqui lutam pelo pódio; ali para passar do Q1. Uma zona. E o Mundial vai terminar sem que ninguém tenha entendido nada, mesmo, pois faltam só duas provas para o final. E esses carros que vimos em 2009 não veremos mais, porque os projetos da próxima temporada serão completamente diferentes.
Assim, sem previsões para os próximos dois GPs. Não dá para apostar em nada com convicção. E o que é mais incompreensível para quem chegou de Marte ontem, é que os dois candidatos ao título (Vettel tem chances muito remotas, menores que Rubens, deixemo-lo de lado), os dois ponteiros na classificação, foram meros coadjuvantes nas últimas duas corridas. Estiveram longe de lutar pela vitória, e é bem capaz que Button levante a taça em Interlagos ou Abu Dhabi com um glorioso sexto ou sétimo lugar, distante do pódio e do champanhe.
Tudo muito estranho, mesmo.
Como estranho se desenha o próximo campeonato, com tantos pilotos mudando de endereço, a saber: Alonso (da Renault para a Ferrari), Kubica (da BMW Sauber para a Renault), Raikkonen (da Ferrari para algum lugar, talvez a McLaren, talvez a Brawn), Barrichello (muito provavelmente da Brawn para a Williams), Rosberg (da Williams para a Brawn, ou McLaren), Glock e Trulli (ambos de saída da Toyota), para ficar só em alguns nomes.
E mais as equipes novas, Manor, Campos, USF1, Lotus “paraguaia”, e ainda o que vier a ser da BMW Sauber, comprada por um grupo misterioso de gente sem identidade. Como serão seus carros? Quem vai pilotá-los? Alguma será capaz de surpreender, como fez a Brawn neste ano?
Junte-se a esse pacote o novo regulamento, que acaba com o reabastecimento e as estratégias mirabolantes de pit stops, para se imaginar um 2010 igualmente imprevisível. O que, no fundo, é bom para a F-1.
Nem os pilotos conseguem dizer mais onde seus carros podem se dar bem. Quem teria, por exemplo, uma explicação razoável para o fato de Barrichello ter vencido com a Brawn em Valência, pista de rua, lenta e travada, e logo depois em Monza, a mais rápida de todas? Seu carro, afinal, é bom em circuito lento ou rápido?
E, depois, o que explica a Brawn não ter andado bem em Cingapura, circuito urbano como Valência, nem em Suzuka, veloz como Monza?
Red Bull, McLaren e Ferrari, as outras que também venceram corridas neste ano, têm igualmente oscilado de circuito para circuito, sem nenhuma lógica aparente. Uma hora a justificativa é o tipo de traçado, outra, a temperatura, outra ainda, os pneus.
Ninguém entende mais nada. Force India, Toyota e Williams também têm altos e baixos: aqui lutam pelo pódio; ali para passar do Q1. Uma zona. E o Mundial vai terminar sem que ninguém tenha entendido nada, mesmo, pois faltam só duas provas para o final. E esses carros que vimos em 2009 não veremos mais, porque os projetos da próxima temporada serão completamente diferentes.
Assim, sem previsões para os próximos dois GPs. Não dá para apostar em nada com convicção. E o que é mais incompreensível para quem chegou de Marte ontem, é que os dois candidatos ao título (Vettel tem chances muito remotas, menores que Rubens, deixemo-lo de lado), os dois ponteiros na classificação, foram meros coadjuvantes nas últimas duas corridas. Estiveram longe de lutar pela vitória, e é bem capaz que Button levante a taça em Interlagos ou Abu Dhabi com um glorioso sexto ou sétimo lugar, distante do pódio e do champanhe.
Tudo muito estranho, mesmo.
Como estranho se desenha o próximo campeonato, com tantos pilotos mudando de endereço, a saber: Alonso (da Renault para a Ferrari), Kubica (da BMW Sauber para a Renault), Raikkonen (da Ferrari para algum lugar, talvez a McLaren, talvez a Brawn), Barrichello (muito provavelmente da Brawn para a Williams), Rosberg (da Williams para a Brawn, ou McLaren), Glock e Trulli (ambos de saída da Toyota), para ficar só em alguns nomes.
E mais as equipes novas, Manor, Campos, USF1, Lotus “paraguaia”, e ainda o que vier a ser da BMW Sauber, comprada por um grupo misterioso de gente sem identidade. Como serão seus carros? Quem vai pilotá-los? Alguma será capaz de surpreender, como fez a Brawn neste ano?
Junte-se a esse pacote o novo regulamento, que acaba com o reabastecimento e as estratégias mirabolantes de pit stops, para se imaginar um 2010 igualmente imprevisível. O que, no fundo, é bom para a F-1.
- 14h33
- 20Nov
/flaviogomes
Os novos inimigos
Mercedes e McLaren, unidas desde 1995 na F-1, tendem a virar as maiores inimigas da categoria depois dos anúncios desta semana. A montadora alemã, que comprou a Brawn, vai se desfazer dos 40% que possui no time inglês
- 16h35
- 16Nov
/pauloviniciuscoelho
VÍDEO: Para comentaristas, hegemonia do estado de São Paulo é ruim para o Brasileiro
Para os comentaristas do programa Bate-Bola 1ª edição, da ESPN Brasil, Flavio Gomes e Paulo Vinicius Coelho, a hegemonia do estado é ruím para a competição nacional
- 19h00
- 13Nov
/flaviogomes
O carro que ri
Este é um desagravo, em defesa da verdade e para rebater calúnias inomináveis e mentiras históricas veiculadas pela imprensa de todo o planeta nos últimos dias
Página do Flávio Gomes