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- 18h42
- 25Sep
Decisão na Brawn
por Flávio Gomes, colunista do ESPN.com.br
Que tal falar um pouco de corrida, para variar? Afinal, há um campeonato em curso. E a corrida de Cingapura vai dizer se Barrichello continua na luta pelo título, ou se Button conseguirá fazer valer a vantagem que abriu nas primeiras corridas do ano. É tudo que importa nesta prova noturna, que será para sempre lembrada pelo escândalo do ano passado.
Por isso mesmo é difícil fazer qualquer prognóstico. Tudo que aconteceu em 2008 foi fruto de uma manipulação. As paradas de quase todos nos boxes durante o safety-car produzido por Nelsinho foram feitas fora da hora, embaralhando o roteiro. E pode chover, o que deixa as coisas ainda mais indefinidas — no molhado, de noite, esse GP se transforma numa loteria danada.
Em tese, a Brawn deve andar bem em Cingapura. Afinal, ganhou em Mônaco e Valência, as outras duas pistas urbanas do calendário. Olho na Williams de Rosberguinho, também, que pode se meter entre os favoritos. A Force India, atração das últimas duas provas, em Spa e Monza, tende a despencar para o bloco de trás por conta das características de seu carro. Liuzzi não conhece o traçado e certamente vai andar atrás. Sutil tem chances um pouco melhores, mas não deve fazer nada parecido com o que se viu nas pistas de alta.
A Renault, com Alonso, andou muito bem em Marina Bay no ano passado. Falcatruas à parte, é bom lembrar que o espanhol dominou os treinos livres e era favorito à pole quando a bomba de gasolina de seu carro pifou, fazendo com que largasse em 15º — detonando as ideias de jerico de Briatore & Cia. Ele não se conformou, porque sabia que se largasse lá na frente teria chances enormes de ganhar pela primeira vez na temporada.
Button corre para marcar Barrichello. Será sua sombra o fim de semana todo, já que o brasileiro está numa fase melhor e atua, nesta reta final do campeonato, como franco-atirador.
Para o inglês, o importante é não correr o risco de não pontuar. Vai precisar de alguma cautela. Chegar atrás de Rubens, uma ou duas posições, estará de bom tamanho. O companheiro não tem opção. Precisa partir para o ataque. E torcer para Jenson se atrapalhar numa corrida propícia a confusões.
Os primeiros treinos livres deram algumas pistas daquilo que pode acontecer em Marina Bay. A pista continua muito ondulada, mais do que no ano passado, e foi modificada na curva 10, que se tornou mais lenta. A Red Bull foi a surpresa do primeiro dia, porque Vettel, o mais rápido, meio que tinha desistido de andar demais nos treinos livres, por conta da escassez de motores até o fim da temporada.
A McLaren teve bom desempenho com Kovalainen, e foi discreta com Hamilton. Quem não andou nada foi a Ferrari. O chefe da equipe, Stefano Domenicali, confirmou que o time “congelou” o desenvolvimento do carro há dois meses. Assim, os vermelhos vão até o fim do campeonato sem nenhuma perspectiva de melhora. Nesse cenário, Raikkonen tem feito milagre. Em Maranello, os engenheiros só pensam no carro do ano que vem.
O fato tragicômico do dia foi a batida de Grosjean, substituto de Nelsinho Piquet, no mesmo lugar em que o brasileiro se estatelou de propósito no ano passado. E o francês ainda repetiu o famoso “sorry, guys”, pelo rádio. Parecia mentira... A Renault, para quem não percebeu, está correndo sem as logomarcas de dois de seus maiores patrocinadores. O banco holandês ING e a seguradora Mutua Madrileña rescindiram seus contratos. Não querem mais seus nomes associados a um time que fez o que fez.
Por isso mesmo é difícil fazer qualquer prognóstico. Tudo que aconteceu em 2008 foi fruto de uma manipulação. As paradas de quase todos nos boxes durante o safety-car produzido por Nelsinho foram feitas fora da hora, embaralhando o roteiro. E pode chover, o que deixa as coisas ainda mais indefinidas — no molhado, de noite, esse GP se transforma numa loteria danada.
Em tese, a Brawn deve andar bem em Cingapura. Afinal, ganhou em Mônaco e Valência, as outras duas pistas urbanas do calendário. Olho na Williams de Rosberguinho, também, que pode se meter entre os favoritos. A Force India, atração das últimas duas provas, em Spa e Monza, tende a despencar para o bloco de trás por conta das características de seu carro. Liuzzi não conhece o traçado e certamente vai andar atrás. Sutil tem chances um pouco melhores, mas não deve fazer nada parecido com o que se viu nas pistas de alta.
A Renault, com Alonso, andou muito bem em Marina Bay no ano passado. Falcatruas à parte, é bom lembrar que o espanhol dominou os treinos livres e era favorito à pole quando a bomba de gasolina de seu carro pifou, fazendo com que largasse em 15º — detonando as ideias de jerico de Briatore & Cia. Ele não se conformou, porque sabia que se largasse lá na frente teria chances enormes de ganhar pela primeira vez na temporada.
Button corre para marcar Barrichello. Será sua sombra o fim de semana todo, já que o brasileiro está numa fase melhor e atua, nesta reta final do campeonato, como franco-atirador.
Para o inglês, o importante é não correr o risco de não pontuar. Vai precisar de alguma cautela. Chegar atrás de Rubens, uma ou duas posições, estará de bom tamanho. O companheiro não tem opção. Precisa partir para o ataque. E torcer para Jenson se atrapalhar numa corrida propícia a confusões.
Os primeiros treinos livres deram algumas pistas daquilo que pode acontecer em Marina Bay. A pista continua muito ondulada, mais do que no ano passado, e foi modificada na curva 10, que se tornou mais lenta. A Red Bull foi a surpresa do primeiro dia, porque Vettel, o mais rápido, meio que tinha desistido de andar demais nos treinos livres, por conta da escassez de motores até o fim da temporada.
A McLaren teve bom desempenho com Kovalainen, e foi discreta com Hamilton. Quem não andou nada foi a Ferrari. O chefe da equipe, Stefano Domenicali, confirmou que o time “congelou” o desenvolvimento do carro há dois meses. Assim, os vermelhos vão até o fim do campeonato sem nenhuma perspectiva de melhora. Nesse cenário, Raikkonen tem feito milagre. Em Maranello, os engenheiros só pensam no carro do ano que vem.
O fato tragicômico do dia foi a batida de Grosjean, substituto de Nelsinho Piquet, no mesmo lugar em que o brasileiro se estatelou de propósito no ano passado. E o francês ainda repetiu o famoso “sorry, guys”, pelo rádio. Parecia mentira... A Renault, para quem não percebeu, está correndo sem as logomarcas de dois de seus maiores patrocinadores. O banco holandês ING e a seguradora Mutua Madrileña rescindiram seus contratos. Não querem mais seus nomes associados a um time que fez o que fez.
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/flaviogomes
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/flaviogomes
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Página do Flávio Gomes