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- 14h35
- 23Jun
A volta do presidente galáctico
por Fernando Fleury, colunista do ESPN.com.br
Em sua primeira passagem pelo Real Madrid, Florentino estabeleceu um novo conceito no que diz respeito à compra de jogadores. Investindo alto em estrelas da bola transformou o clube no time com a maior receita, muito à frente de outros clubes europeus e das franquias americanas. Porém na parte esportivo o clube deixou a desejar na conquista de títulos, tanto que o próprio Florentino acabou deixando a presidência.
“As loucuras” do presidente já voltaram com as contratações milionárias de Kaká e Cristiano Ronaldo. E com isso muitos começaram a se perguntar se o Real Madrid teria ou têm dinheiro para bancar essas loucuras. Segundo Amir Somoggi, do blog http://futebolnegocio.wordpress.com/, dinheiro não será problema, já que o clube gerou um superávit de 96 milhões de euros nos últimos quatro anos. Porém equilibrar as entradas e saídas do clube, com a mudança na folha salarial será uma luta de gigantes para a nova administração.
Florentino aposta suas fichas na mesma matemática de sua gestão anterior: grandes boleiros trazem grandes receitas. Seja com a venda de camisas e outros souvenires, como com a presença in loco para as partidas. Na teoria a matemática tem lógica comercial, porém vale lembrarmos que em sua primeira gestão Florentino pegou um clube que tinha receitas na ordem de 138 milhões de euros e elevou para 240 milhões em dois anos e o clube, o balanço 2007/08 apresentou receitas na ordem de 366 milhões.
Os números mais interessantes de Florentino dizem respeito às receitas geradas por ações de marketing/comercial: na temporada 01/02 eram de 8,4 milhões e na de 03/04 passaram para 84 milhões, um crescimento de 915%. O grande problema é que agora estamos num momento de crise econômica mundial e, com isso, será difícil aumentar nas mesmas proporções as receitas.
Para que algo semelhante ocorra, diferentemente de sua última gestão, títulos e conquistas serão fundamentais para o clube promover com sucesso suas ações e trazer novas receitas com consumidores e novos investidores e patrocinadores. E isso poderá trazer uma pressão constante para comissão técnica e jogadores. Vai valer apena acompanhar o Real Madrid nesta nova temporada e ver como o clube irá lidar com tudo isso.
Em tempo: a dívida atual do clube, em seu última balanço é de 563 milhões de Euros.
O fim de uma era
Falar após o acontecido é fácil, sei disso, mas é impossível não comentarmos sobre a saída do treinador mais vitorioso dos últimos anos no Brasil. Na segunda-feira, pós demissão, estive almoçando com algumas pessoas influentes no São Paulo e todos comentaram sobre o relacionamento do Muricy com os jogadores. Não dá para dizer que os jogadores “queimaram” o técnico, mas é certo que, como o próprio Muricy disse, este time não deu liga, e não deu liga com o técnico. Muitos jogadores já estavam saturados pela forma de trabalho do comandante e já não falavam mais com o treinador. Em alguns jogos a escalação, feita por Muricy, foi levada ao vestiário pela auxiliar Milton Cruz.
A escolha da diretoria era simples: desmanchar o elenco ou demitir o treinador.
Muricy, como ele mesmo diz, não é um cara de ficar fazendo marketing, nem com cartola, em com jogadores. É um profissional de excelente qualidade e cobra pesado que todos sejam como ele.
A vinda de jogadores com “carimba” para serem titulares desmotivou o plantel que havia conquistado o tri-campeonato. Juntando tudo isso dá para imaginar que o ambiente de trabalho no São Paulo estivesse próximo a um barril de pólvora e antes que ele explodisse o presidente tomou as medidas que achou melhor.
Dizer que, com a demissão, o São Paulo se juntou a vala comum dos times que mandam técnico embora por causa de resultado é uma burrice das grandes. Podemos até discutir se o momento era o ideal. Para mim, não. Principalmente devido às opções do mercado para substituí-lo, mas é certo que o São Paulo precisava de mudanças. Resta ver com o time irá reagir agora no Brasileiro. Se irá lutar pelo Tetra ou fará do Brasileiro apenas um período sabático para o clube paulista.
Rápidas do mercado
Volkswagen
A decisão entre São Paulo e Cruzeiro, na última quinta-feira, serviu de palco para a inauguração do camarote Torcida Volkswagen, localizado no setor inferior azul para 500 pessoas. A Volkswagen é uma das empresas que negociam com o São Paulo para participar da obra visando a Copa do Mundo de 2014. O camarote, que também poderá ser utilizado para eventos em dias sem jogos, é o primeiro passo.
Conta gorda
A FIFA anúncio seu balanço financeiro na semana passada e o lucro surpreendeu a todos: 130 milhões de euros. Boa parte graças aos torneios realizados pela Federação.
Mangá da Fiel
Aproveitando o bom momento do time nas competições a diretoria de marketing irá lançar uma HQ, em estilo mangá, contando a história dos últimos dois anos do clube: Da queda ao retorno para a primeirona.
- 17h30
- 03Oct
E deu Rio, parabéns então!
Como sempre expliquei não tenho dúvida a respeito de nossa qualidade técnica para produzir as Olimpíadas ou a Copa, mas acredito que o Pan foi uma sacanagem geral e deve, no mínimo, fazer com que abramos os olhos
- 01h36
- 30Sep
Rio 2016 não é uma questão regional
Escrevo esta coluna antes de saber quem será a escolhida para sediar a Olimpíada de 2016, porém sei que estarei sujeito a muitas reclamações, mas vamos lá
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- 15Sep
Jogos para família
No último sábado estive no Morumbi para acompanhar o jogo entre São Paulo x Avaí e uma das coisas que me chamou muito a atenção foi a quantidade de pais com seus filhos presentes as arquibancadas
Fernando Fleury, Professor de Marketing - especializado em Marketing Esportivo, Editor-Executivo do site www.fanaticosporfutebol.com.br, blogueiro (www.fanaticosporfutebol.net) e fanático por esporte.