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- 06h00
- 08Feb
Todos podem sugerir um nome, e o mais votado será o 11° Outsider de 2009.
Para votar, clique no banner abaixo ou visite o www.gooutside.com.br

Participe e ajude a divulgar! Os ganhadores serão conhecidos na edição de março da revista.
- 20h17
- 04Feb
Crédito da imagem: Flavia Mazzaro
Pessoal,
Abaixo, as respostas às perguntas feitas no blog do Planeta EXPN de ontem. Quem quiser ver na íntegra todas as mensagens, acesse o link: http://espnbrasil.terra.com.br/planetaexpn/post/100963_PARTICIPE+DO+PLANETA+EXPN+E+CONCORRA+A+UMA+CAMISETA
Valeu a vibe de toda a galera que participou e asssitiu.
Abrazos e besos.
E.
Angelo Motta Gomes
Sou do Rio. Parabéns pela conquista! Gostaria de saber qual foi a etapa mais penosa, o desafio da difícil escalada ou ter paciência/motivação para vencer a chuva e o frio?
Eliseu: Para mim, foi o penúltimo dia, quando amanhecemos na certeza de que faríamos o cume e não conseguimos. Foi muito frustrante. Mas enfrentar a chuva sem poder sair do lugar também foi muito angustiante.
Rogerio Ferreira
Qual é a maior dificuldade para escalar uma montanha...no início quando você olha de baixo p/cima ou quando está no meio e o cansaço começa a tomar conta do corpo?
Eliseu: Para mim é o início. Depois da metade da parede, é uma contagem regressiva, e no meu caso, fico mais animado.
Gustavo
Gostaria de perguntar como o Eliseu começou no montanhismo e qual o critério que ele usa para escolher seus projetos
Eliseu: conforme vou escalando montanhas, procuro escolher outras que tenham características diferentes: ambiente, rocha, clima... e meu foco são sempre paredes rochosas.
Rafael Mendonça
Escaladores eu queria saber se vocês depois de muitas escaladas ainda sentem um frio na barriga a cada escalada?
Eliseu: Com certeza. Os desafios também aumentaram com o passar dos anos e estamos sempre procurando nos superar.
Gabriel Aliberti
Quanto tempo ficaram no topo da montanha e como foi o retorno? Gostaria de saber também como foi a alimentaçao e como é dormir pendurado daquele jeito?
Eliseu: No topo foi apenas uma noite e uma manhã. Os portaledges são bem confortáveis e é possível descansar bem. Conforme os dias e noites vão passando, a gente se acostuma a viver na vertical.
Eroildo
Eu gostaria de saber porque vocês escolheram esta época de chuva para esse projeto?
Eliseu: na verdade esta é a época que menos chove na região. Tanto que a Venezuela está enfrentando problemas de energia por conta dos reservatórios estarem baixos. Mas no entanto, é importante saber que chuvas acontecem quase que diariamente na região amazônica. Apesar da estiagem, tivemos azar de uma frente fria nos pegar no meio da escalada.
Raissa Pimentel
Gostaria de ter uma idéia de quanto é gasto em uma expedição como essa. Existe incentivo públicoou privado? Sou corredora de aventura e vejo, no meu esporte, como os incentivos estão cada vez mais escassos. Uma das principais provas, o Brasil Wild Extreme, encontra dificuldades para fechar apoios e patrocínios... Motivo? Copa do Mundo e,principalmente eleições. As empresas mudam o foco de destinação das verbas. é uma pena
Eliseu: é difícil fazer uma conta para esta e qualquer expedição. Existe o dinheiro gasto na hora, para locomoção, alimentação... e o equipamento, que são mais de 1.000 itens. Mas não é nenhuma cifra que uma pessoa que tenha o objetivo de escalar uma parede dessas na vida, não consiga juntar. Posso assegurar que custa menos do que um carro popular. Desculpas para não patrocinar , apoiar e incentivar sempre existiram: copa, olimpíadas, crise... uma empresa quem tem compromisso com o esporte e quer, sempre arranja uma maneira de participar.
Guilherme Rocha
Gostaria de saber como eles resolvem as necessidades fisiológicas durante o período da escalada?
Eliseu: Existem caixas estanques próprias para esse fim, onde pode-se colocar todos os dejetos sólidos sem prejuízo para o ambiente.
Cesar Grosso
Como foi a logística de hidratação? Levaram toda a água desde baixo ou foi possível captar água no meio da parede? Teve algum imprevisto sobre a água por causa da forte chuva e a permanência na parede?
Eliseu: Estávamos com a água contada para 6 dias na parede apenas. Com a chuva, conseguimos captar, ferver e utilizar uma quantidade razoável de água, para nos suprir nos dias que estivemos parados. Felizmente!
Celso Fernandes Lopes
Gostaria de saber se em alguma expedição, aconteceu de sair fora do planejado e vocês acabaram ficando sem comida ou algo do tipo?
Eliseu: Já sim Celso. Várias vezes, inclusive passei frio, calor, fome e sede, tendo que racionar víveres. Numa parede rochosa em que se escalada por vários dias, você está muito suscetível a este tipo de privação. Mas existem diversos outras modalidade de escalada em que o comprometimento não é tão alto e em questão de minutos você está na base da parede e seguro.
Rodrigo Marretto
Gostaria de saber quando será publicado o croqui da via, além disso, qual foi o nome dado a via?
Eliseu: a via se chama “Guerra de luz e trevas”.
Tércio Neto
Vocês pretendem fazer um documentário sobre a aventura?
Eliseu: Sim, pretendemos produzir um documentário ainda este semestre.
Gerson Machado
Houve durante a escalada alguma situação em que os ânimos esquentaram?
Eliseu: Em 14 dias de convivência é quase impossível todos não estressarem em algum momento. O importante é manter o respeito, e depois se necessário, pedir desculpas. Nada mormal, pois somos humanos e também temos momentos de fraqueza.
Guerra de Luz e Trevas
Eliseu Frechou, Marcio Bruno e Fernando Leal, janeiro 2010.
- 06h00
- 03Feb
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
O décimo primeiro dia na parede amanheceu lindo, sol brilhando, as araras fazendo festa. Seria o dia perfeito para chegar ao cume. A energia do calor do sol nos deu um ânimo que não sentíamos fazia dias. O Marcio e o Fernando estavam encarregados de puxar os bagas e limpar as cordas fixas. Eu iria limpar a base, soltar os bags e depois jumarear pela corda estática. Na seqüencia o Marcio guiaria o trecho que faltava para chegarmos a um grande totem que acreditávamos, estava perto do topo. Dalí a ponta da corda seria minha, e o reboque seria feito pelo Marcio e enquanto fazia a minha segurança. A idéia era bater no cume neste dia. O primeiro reboque de 110m foi tranqüilo. A jumareada no vazio foi de lascar. A corda muitas vezes sumia no nevoeiro. Mas um veneninho faz parte. Subi rápido, e alcancei o Fernando que estava na segurança do Marcio, que bateu no totem antes das 13h00.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
O plano estava perfeito. Até a minha parte... Ao chegar na 11ª base, me equipei rapidamente e escalei uns metros de mato até a rocha. Quando bati o olho na vidrada de um diedro que dava acesso ao totem, senti um calafrio. A fenda era uma chaminé! Uma chaminé de 100 metros de pedra podre, cheia de blocos e vegetação, e em muitos trechos, a primeira parte era negativa. O caminho seria pela parede, onde escorria água e a pedra era muito lisa. Caracas! Vim até aqui para escalar aderência, xinguei baixinho para o Makunaima não ouvir e piorar minha situação.
Ficou claro nesse momento que não faríamos topo naquele dia. Ainda mais por conta de que o Fernando havia ficado com 3 bags a 60metros abaixo. Fiquei frustrado, com raiva. Estava afins de tentar escalar até o amanhecer, varar a noite mesmo, mesmo tendo de escalar em artificial. Só pensava em chegar no topo e finalizar a tarefa, poder ir pra casa.
Felizmente o bom senso dos comparsas me fez desistir da idéia, que não teria sido muito produtiva mesmo. Então não houve jeito a não ser montar os portaledges novamente e dormir mais esta noite na parede. Foi uma noite tranqüila, apesar de todos termos perdido boas horas de sono na ansiedade de bater no topo. Outro problema seria o de que havíamos combinado com o Rafael de ele vir nos pegar no dia seguinte. E se não estivéssemos no topo, ele cobraria a viagem de resgate mais uma vez... e é caro esse rolê.
Acordamos cedo, o Marcio guiou a enfiada desde o ponto onde eu havia parado, e eu comecei a próxima, que seria a décima segunda, pela fenda. No início a fenda era muito larga, para camalot #5 e #6 e big bros, depois uma seqüência pouco protegida, umas raízes boas para proteger, um teto e uns platôs para dominar. Tive de bater uma chapeleta para descer e recuperar umas peças que já estavam faltando. O atrito da corda estava me travando, então quando cheguei a um platozinho, puxei-a, fixei numa árvore e segui em solitário. Pouco antes das 13h00 cheguei ao topo. Gritei muito alto pros camaradas ouvirem. Havíamos terminado! Tive um descarrego de paz na alma. Havíamos saído da prisão.
Só no final da tarde conseguimos colocar os bags na horizontal e o Fernando jumareou já no escuro. Para nossa sorte, o tempo ficou fechado com nuvens o dia inteiro, o que fez o Rafael desistir de ir nos buscar.
Crédito da imagem: Márcio Bruno
A noite foi fria e estrelada, o bivaque com a lona, ficou horrível, mas não estávamos nem aí mais. Daqui pra frente seria só alegria. As 04h30 o Márcio soltou uma mensagem no Spot para que a Beth (minha esposa), ligasse para o Rafael. Fizemos as últimas fotos num amanhecer alucinante e antes das 07h00 ouvimos o heli se aproximando.
Com certeza esta foi uma das experiências mais intensas da minha vida. Agradeço à todos que a fizeram possível, e aos amigos que torceram por nós.
Agradeço também meus patrocinadores: Botas e sapatilhas Snake (www.snake.com.br) roupas de montanha Solo (www.solobr.com) e mochilas e sacos de dormir Deuter (www.deuter.com.br) pelo apoio sem o qual não teria conseguido viver esta aventura. O Marcio tem apio da Kailash (www.kailash.com.br) e o Fernando da Prana Petroquimica (www.quimigel.com.br). Nesta empreitada tivemos todos o apoio de alimentos Liofoods (www.liofoods.com.br), telefone satelital e Spot da Globalstar (www.globalstar.com.br), óculos Prorider (www.prorider.com.br) e cobertura da Webventure (www.webventure.com.br).
Aos guerreiros Márcio e Fernando, está reservado um lugar no coração.
E agradecemos todos às nossas famílias que sempre nos apoiaram e compreenderam.
E vamos pra próxima!

Crédito da imagem: Eliseu Frechou
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- 09h52
- 02Feb

Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Após uma noite na qual os platôs de vegetação acima de nós não pararam de pingar um só minuto, a manhã do nono dia amanheceu nublada, mas sem chuva. A cachoeira ao nosso lado se mostrava gigantesca, e a queda d’água que vimos quando chagamos, havia se transformado em 11 (!) só do nosso lado. Incrível e amedrontador. Era impossível não imaginar que uma delas, a essa altura do campeonato e depois de tanta chuva, não se formasse sobre as nossas cabeças. Makunaimaaaaaaaa tenha piedade de nós!
Logo após um rápido café/almoço, o Marcio Bruno subiu pelas cordas. Tínhamos 2 enfiadas equipadas com cordas fixas acima do platô, que foi batizado de “platô da Resistência”. Assim que ele chegou na base, deu o sinal para que eu seguisse. Conforme fui subindo, saquei a roubada máster do dia. Pingava muito. Uma verdadeira chuva. O Marcio estava vestido apenas com segunda pele e anoraque, e chegou na base da nona enfiada completamente encharcado e batendo os dentes de tanto frio. Um quadro que poderia se transformar rapidamente em hipotermia. Ele mal conseguia falar comigo, que estava apreensivo na oitava base, 60m abaixo. Ele falou que iria descer, e eu o esperei. O cara estava mal. Descemos. Sorte, pois não demorou muito para o sol, que estava tímido, dar lugar no céu para a chuva, que caiu sem parar o resto do dia. A sensação de que estávamos prisioneiros da parede começou a pesar nesse dia, e o resto da tarde foi de pensamentos nem um pouco agradáveis. Fizemos a contagem do rango, e planejamos a racionalização dele, caso a chuva persistisse. Tínhamos ainda comida para 5 dias, mas para não dar bobeira, diminuímos 1 refeição por dia, para assim economizar e termos uma reserva mínima para mais um ou dois dias.
Nunca um sistema de som foi tão necessário quanto nesse dia. Trancera comendo solto e pra variar um Tom Petty, Marillion e outros rocks dos anos 80 e 90.
Neste final de tarde, ligamos para o Rafael com o telefone satelital Globalstar. Ele nos afirmou de que o dia seria de tempo bom e isso nos deixou bem animados. Pena que foi alarme falso. Pelo menos para nós, que estávamos 2.000m de altitude acima de Santa Elena do Uiarén.
Quem vai ganhar a guerra?
No décimo dia, que amanheceu ainda nublado, minha paciência estava esgotada. Estava decidido a escalar. O Marcio se agasalhou melhor e iniciou a subida, como no dia anterior. Já ligado que a chuva de pingos estava grossa, fechei as mangas do meu anoraque com esparadrapo para evitar que a chuva escorresse por dentro delas no momento que estivesse jumareando e com os braços para cima. Ajudou pouco, mas testei o resultado. Antes de subir, o Fernando me falou que se a gente precisasse de ajuda, ele subiria. Beleza, já tínhamos um back up. Liguei o turbo nas cordas fixas, e quando cheguei à base, o Marcio estava mal de novo. Algumas palavras em um momento de indecisão, e ele resolveu descer.
A grande sacada numa trip como essa, é entendermos que podemos e devemos contar com os amigos quando não estivermos bem. Como na enfiada abaixo, na qual o Márcio guiou a parte em livre que era minha. Mais importante do que termos superstars notime, é temos companheiros unidos, que trabalhem em equipe, não importando o trabalho, e na qual nos auxiliamos, e entendemos que ninguém é de aço.
Conforme o Marcio ia montando o rapel, eu falei à ele que desceria em seguida, mas mudei de idéia. Sabia que se me mantivesse em movimento, o frio não seria tão intenso. Kamon. Assim que ele chegou na base, falei pra ele avisar o Fernando para subir. Eu sabia que a operação iria demorar, então montei mais uma vez um sistema para guiar em solitário e parti pra cima. A parede era lisa nesse trecho. Sem problema, pensei: “tenho comigo uma broca de ¼” que faz um furo de cliff que é uma beleza... e eu gosto de martelar! Ahahahaha. Vou abrir o caminho na marreta, e vai ser hoje.” E a cada martelada eu me repetia: “estou mais perto de casa”.
Quando o Fernando chegou, eu já estava uns 8 metros acima da base, sem nenhuma proteção que prestasse. O Fernando rapidamente montou a minha segurança e eu me senti mais a vontade para fazer um trecho misto de livre e artificial. A rocha estava escorrendo muito, mas o lance era relativamente fácil, então fui de bota mesmo. Após mais de 15 metros sem proteger, em fator 2 de queda, achei uma fenda bacanona e entalei 3 peças. Ufa! O trecho resultou num A3, e seria o crux artificial da rota. Mais um monte de passadas estranhas e desengonçadas e cheguei a um negativo que dava um mínimo de proteção da água. Há essa hora, eu estava bem preocupado com o Fernando, que estava tomando chuva, vento e ainda por cima, parado. Fixei a base e pedi pra ele subir. Ainda puxei uns poucos metros acima dessa base, antes de bater uma chapeleta e me dar por vencido pelo frio. Descemos os dois ensopados, mas felizes pelo avanço.![]()
Continua...
- 11h48
- 01Feb
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Não há big wall que eu escale em que não chova. Peguei 2 dias de tempestades na Zenyatta Mondatta, tive que escalar numa enxurrada na Plastic Surgery Disaster - ambas no El Capitan , na Terra de Gigantes da Pedra do Sino teve garoa, na Solução Suicida enfrentamos dois harmatans. E por aí vai. Parece maldição, e se é, no Roraima mais uma vez ela se concretizou.
Acreditávamos que a chuva que começou no sexto dia iria parar. Mas não parou. E no sétimo dia, nossos 4 metros quadrados ficaram pequenos para um três marmanjos. O dia foi entediante, e só não foi mais tenso por conta do sistema de som do Márcio que bommbou um som de prima o dia inteiro, mantendo-nos de moral alto. A seleção de Neil Young, 10.000 Maniacs, The Smiths e Coldplay foram acrescidas de trance por conta do MP3 que eu peguei emprestado de última hora do meu filho Artur, e carreguei com os últimos lançamentos da psicodelia européia.
Já que não havia jeito mesmo, tiramos o dia para engordar e captar água da chuva, uma vez que nossas garrafas estavam contadas para os dias de trabalho. Pode-se beber água da chuva, desde que se a ferva e acrescente algum tipo de suco, comida, sopa... como a água da chuva é uma água desmineralizada (é esse o termo?) , se você a tomar diretamente, ao urinar ela estará levando os sais minerais do seu corpo, deixando-o mais fraco. Se você não tiver nnada para acrescentar, coloque ao menos um pouquinho de terra (!).
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Enfim, encaramos este dia como um dia de descanso. Pena que sequer conseguíamos ficar em pé no nosso barraco. E as conseqüências desse dia encolhido se mostraram a noite, com uma insônia de lascar e dores por todo o corpo. Mas estávamos confiantes de que o tempo abriria na manhã seguinte. Mas uma vez estávamos enganados.
O sétimo dia de escalada amanheceu com chuva forte. Já estávamos ficando surdou com o barulho do vento e da chuva na lona. Agora já começamos a ficar preocupados com a possibilidade de a chuva ser uma frente fria que durasse vários dias. Nada mais horrível do que a ansiedade de querer sair de uma roubada e ter que ficar parado, mal instalado e sem ter o que fazer. Se você não tiver uma úlcera, cuidado para não arranjar uma nessas ocasiões. Som na caixa! E vamos agüentando. Nesse dia fiquei sentado o dia inteiro. Me esforcei para não deixar e assim, talvez dormir melhor. O dia passou lento.
No oitavo dia, a chuva deu uma ligeira trégua. Mais que rapidamente, o Márcio Bruno subiu a corda fixa, e eu fui atrás. A enfiada seguinte seria com o início em livre. Eu havia colocado mais agasalhos do que deveria para este tipo de escalada, e isso me incomodou no trecho, então voltei e passei a corda pro Márcio, que guiou 25 metros de 6° grau com proteções pequenas, a maioria aliens. Só após os 15 metros ele conseguiu uma colocação bacana, entalando um quadcam e um camalot #1 que ficaram potentes e garantiram um alívio. Uma metros acima e ele instalou uma chapeleta e passou a corda para mim. A seqüência do trecho seria em artificial, com a parede ficando negativa e depois deitando. O trecho não é mais do que um A2+, mas algumas das colocações perto da base foram bem ruins e difíceis de instalar. Mais uma vez terminei a minha parte molhado. Só sofrimento... Mas pelo menos o dia rendeu uma enfiada, o que foi muito bom para adiantar nossa saída da montanha e para nosso moral, que andava bem baixo após dois dias mofando.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Continua...
- 10h50
- 30Jan
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
A segunda noite na parede foi úmida. Uma garoa persistiu durante toda a noite, e a árvore do platô ainda condensava a umidade e pingou sobre o meu rainfly sem parar. Tive de acordar no meio da madrugada e colocar o saco de bivaque por cima do meu saco de dormir para não e molhar, pois o rainfly já se mostrara ineficiente logo na primeira noite.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Acordamos como sempre antes das 05h00 e ao raiar do dia, o Márcio já jumareava as cordas para finalizar a enfiada da fenda. Na primeira parte da manhã, o sol mostrou a cara e nos animou com sua luz amarela, a trabalhar mesmo apesar do frio.
Antes do meio-dia ela já estava com a corda esticada e eu, mais que depressa, subi e iniciei um 5° grau adrenante, com a parede menos inclinada, mas bastante suja. Felizmente as fendas foram aparecendo, a proteção melhorando e eu ficando mais valente, ahahaha. Na metade da corda, meu estoque de TCUs e aliens estava no fim. Como o trecho seguinte se mostrava bem liso e com menos fendas, resolvi bater uma chapeleta e recuperar algumas peças pequenas. A saída da chapeleta pareceu bem ruim... e ainda por cima, a parede estava pingando nesse trecho, com os musgos inchados como gelatina. No problem. Puxei os estribos e iniciei uma seqüência em artificial que se estendeu até a base seguinte, 20 metros acima, resultando num A2+.
A partir deste trecho, a escalada mudou de estilo. A verticalidade e a presença dos tetos nas enfiadas anteriores nos deixara menos suscetíveis às chuvas e escorrimentos de água. A partir desta enfiada, teríamos a água como inimiga implacável. Durante todo o restante do esticão, fiquei debaixo da água que pingava de um dos platôs logo acima. Confesso que mesmo bem agasalhado foi bastante desconfortável guiar este pedaço de pedra, pois mal conseguia olhar para cima, e já tomava pingos nos olhos. O tempo que nesta tarde estava bem nublado também me deixava receoso de uma frente fria estar a caminho.
Na divagação entre furos de cliff e peças que não encaixavam bem, lembrei das histórias do Makunaima. Troquei um papo então, com o espírito da montanha, pedindo mais uma vez permissão para entrar na sua casa. E se Makunaima é o espírito de um guerreiro, com certeza entenderia o que – e porque – estávamos lá. Fiz um acordo de que nos esforçaríamos para intervir o mínimo possível na casa dele, em troca de sua colaboração e bom humor. Por incrível que pareça, após isso, os pingos até diminuíram.
A base seguinte seria em um platô de 10m de comprimento por 1.5m de largura. Bati a base dupla e desci desequipando a enfiada, para facilitar e agilizar o trabalho. Me uni ao Márcio Bruno e descemos para o platô da árvore, onde o Fernando já nos aguardava co um rango pronto. Massa!
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
No quinto dia de escalada, jumareei cedo e junto com o Fernando, puxamos os bags que o Márcio ia soltando. Mesmo no negativo, o trampo é pesado.
Tão logo o Márcio chegou, já se equipou e partiu para a conquista da enfiada seguinte, que seguia por uma parede vertical, que rendeu o crux em livre da rota (VIIa) e depois caia para a direita, num trecho mais positivo e sujo. Enquanto isso, o Fernando ia arrumando as tralhas para o pernoite. Infelizmente no meio da tarde começou a garoar de novo. O Márcio ligou o turbo e conseguiu bater a base seguinte, esticando a corda de 60m.
Logo que o Márcio desceu, a chuva começou a engrossar. Mais que depressa, entendemos que os portaledges não nos salvariam da água que estávamos vendo no horizonte e que com certeza estava vindo em nossa direção. Lembramos da lona preta que carregávamos e depois de algumas tentativas, montamos uma tenda/maloca, apoiando os portaledges em pé na parede para dar uma estrutura, e a lona por cima deles. Apesar da corrida, estávamos relativamente secos e com o moral alto, pois pensávamos que a chuva não persistiria. Puro engano.
Continua...
- 06h00
- 29Jan
Crédito da imagem: Márcio Bruno
Na segunda noite, ainda no chão, a chuva noturna deu uma aliviada e tivemos uma noite tranqüila. Logo cedo, o Márcio jumareou a corda de 110m que havíamos levado para fixar e rebocar. Na seqüência, lá fui eu montanha acima
A tática era: eu guiaria a próxima enfiada enquanto o Márcio me fazia segurança e ao mesmo tempo (quando eu estivesse num trecho tanquilo), ir rebocando os haul bags que o Fernando iria preparando no chão. Como eu já havia abastecido a base com água, sobrou pro Fernando limpar tudo e fechar os equipos de pernoite. A partir de agora, a idéia era não descer mais, pois a umidade do chão já começava a incomodar.
Crédito da imagem: Márcio Bruno
Minha parte já começou na roubada. Havíamos visualizado 3 linhas, para atravessar os dois tetos logo acima da segunda base. A linha da direita parecia ter mais fendas, e foi nessa que eu apostei as fichas. O início era um terceiro grau totalmente podre, continuação do pesadelo que o Márcio havia enfrentado no dia anterior. A possibilidade de queda fator 2 era uma realidade nesse trecho. Fui escalando com cuidado mesclando partes em livre e artificial para não jogar muito peso num bloco ou numa peça apenas. Logo após passar o tetinho abaixo do teto maior, um diedro 20 metros acima parecia bem interessando, e nele, havia uma passagem para outro sistema de fenda que acreditávamos, daria num platô. Então o lance foi encaixar uma peças, fazer uns furinhos de cliff, e depois de um lance de A2+ e uma saída em livre de 4° grau, alcancei uma pequeno platô onde montei uma base em móvel, pois a corda já estava com bastante atrito. Até esse momento, o Fernando não havia conseguido preparar os bags, então o Márcio não poderia subir até mim para aliviar o atrito da corda e assim, eu continuasse pelo diedro. Esperei uns minutos e resolvi fazer o restante em solitário.
Puxei a corda até o final, ancorei-a e parti em solitário os 25 metros restantes da corda, até chegar à saída dos tetos. Bati uma chapeleta e fixei a corda. Neste momento, o Márcio já havia puxado um dos haul bags e resolveu subir. Ele limpou a a enfiada e descemos para puxar os bags juntos, o que ainda assim, não foi tarefa fácil. Tínhamos, além do equipamento, 44 litros de água! O reboque nesta parede positiva deu muito trabalho, pois além do atrito, os bags enroscavam a todo momento na vegetação ou na pedra.
Crédito da imagem: Márcio Bruno
Ao anoitecer já estávamos os três no platô, com os portaledges montados e curtindo o visual das alturas amazônicas.
O quarto dia também teve início ás 04h30. Almoçamos, subimos o Márcio e eu, eu guiei mais um trecho de 40m. Então cheguei no platô seguinte, que tinha uma árvore que havíamos avistado do chão, mas que para nosso azar, era bem inclinado. Tudo bem, fazer o que? Na seqüência iniciei o reboque do equipo, que veio mais fácil desta vez, pelo fato de estarem no ar.
Os guerreiros subiram na seqüência, primeiro o Fernando depois o Márcio, que já iniciou a enfiada seguinte, que era uma fenda/diedro bem larga, e suja. Enquanto o Fernando arrumou as tralhas e montou os portaledges, o Márcio esticou 30 metros e desceu. Conseguimos um lugar plano de 40cm para cozinhar e deu para acender o fogareiro e mandar um rango quente pra dentro, o que foi ótimo, pois nessa tarde já esfriou à valer.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Pernoitamos aí com uma grande surpresa no final do dia e no raiar do sol: revoadas de maritacas invadiram a parede para nidificar nos platôs de vegetação. Alucinante.
Continua....
- 06h00
- 27Jan
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Não posso negar que o Roraima tem sido meu sonho de consumo há mais de 4 anos. Depois da tentativa frustrada de 2008, quando o piloto do helicóptero colocou o rabo entre as pernas a menos de 2km da parede e desistiu de pousar na montanha, tremendo como uma vara verde, a vontade de voltar e tocar naquela parede ficou maior ainda.
Histórias como da expedição inglesa que abriu a primeira via na proa em 1972, lendas sobre o espírito do guerreiro Makunaima são peças de uma história que eu precisava viver.
Pra quem já escalou por boa parte desse Brasil, no deserto do Sahel, em Yosemite... escalar no maio da floresta amazônica seria algo novo, e que me fascinava.
Mas tudo na vida tem seu tempo, sua hora. E eis que dois anos depois, o Márcio Bruno, Fernando Leal e eu, voltamos para finalizar o serviço.
Crédito da imagem: Márcio Bruno
Desta vez, já sabíamos que um dos crux da viagem seria o piloto. Não existe nenhuma área para pouso, mas acreditávamos achar alguma lage, clareira ou campo que seria possível pairar o heli e e gente saltar. Ano passado, estive no tepuy Uillo, e na ocasião contratamos um piloto muito habilidoso chamado Rafael em Santa Elena do Uairén, primeira cidade venezuelana após Pacaraima (RR). O cara é bom. E não tem medo. Resolvido isso, descolada a grana (muita!!!!) e chacados os mais de 1000 itens entre equipamentos, alimentação e tralhas em geral que vão desde soro anti-ofídico até pilhas para o som, embarcamos para Boa Vista.
A idéia era fazer uma viagem curta mesmo, só o suficiente para escalar a montanha e voltar. Chegamos de madrugada em Boa Vista e já seguimos para Santa Elena. Brifamos o piloto e marcamos para estar as 05h00 no hangar, para sairmos o mais cedo possível.
O vôo até o Roraima, com o Kukenan bem ao lado é lindíssimo. Ao amanhecer fica mais irado ainda, com a luz suave e o jogo das sombras no terreno montanhoso. Conforme chegávamos perto da montanha, a ansiedade aumentava. Não sabíamos ainda onde iríamos pousar, então a idéia seria escolher entre as paredes da proa, uma em que pudéssemos dispor de uma área mínima aberta para o Rafael tentar o pouso.
Íamos contornando a parede e o Márcio à frente, ia dizendo ao Rafael as paredes que nos interessavam. E eis que do lado de uma delas, estava uma cachoeira gigante onde havia um bloco caído de 3x5m. O Rafael acenou ao Márcio que poderia pairar lá. Ainda continuamos e demos a volta na proa. Nada legal. Voltamos, e num instante, tudo aconteceu muito rápido. O heli embicou na pedra, e o Márcio saltou pra fora, abriu minha porta e já começou a puxar os haul bags. Nunca na vida achei que algo poderia dar tão errado. Pedra molhada, água caindo, o heli pairando e dois pares de hélices prontos para nos deceparem, a poucos centímetros das nossas cabeças. Em menos de 1 minuto, o Rafael deu um aceno e partiu. Senti um mix de alívio e pesar. Descemos salvos. Agora teríamos que subir a parede, pois ficou claro que ele não poderia nos resgatar no chão. A saída teria de ser pelo topo.
Crédito da imagem: Márcio Bruno
Agilizamos-nos para transferir os equipamentos até um lugar seco (hã? Mal sabíamos que lá não existem lugares secos!). Mas saímos de perto da cachoeira em direção à Proa. Andamos uns 800m e encontramos um lugar “menos ruim” onde montamos nossa tenda de lona. Alí seria nossa base pelos próximos 2 dias.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
A parede inteira do Roraima pinga. Se não está chovendo, a névoa que impregna nas vegetação condensa e cai. Montamos os portaledges longe do chão para evitar os insetos, pois logo na primeira hora, o Márcio Bruno já topara com um escorpião negro.
Antes do anoitecer, ainda rolou de darmos um role pela parede. A base, além de molhada é quase toda pantanosa. Atolávamos até a canela a todo momento. Mas não havia jeito de escapar, então melhor dar uma ripa no trampo e começar a subir a parede o quanto antes.
Nesse role, achamos um diedro que parecia promissor. Como os primeiros 100m da parede (inteira!) são cobertos de vegetação, este nos pareceu o melhor caminho até uma séria de tetos e negativos, que eram protegidos da chuva e limpos.
Ficou acertado que o Márcio Bruno e o Fernando puxariam esse trecho, enquanto eu iria encher as garrafas PET de água e transportá-las até a base para serem rebocadas até o platô que visualizávamos no final do diedro.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
A primeira noite foi úmida. Choveu demais, e a impermeabilização do fly do meu portaledge não segurou a broca. Má notícia. Passei para a barraca de lona e terminei a noite encolhido.
Logo pela manhã os caras partiram e o Márcio brigou o dia inteiro com a vegetação para abrir as duas primeiras enfias, esticando a corda e chegando num platô bem bacanão. Como já era tarde, resolvemos dormir mais um dia no chão e fazermos o reboque no terceiro dia.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Continua...
- 09h49
- 24Jan
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Brothers + Sisters,
Após 12 dias na parede da Proa do Monte Roraima, Márcio Bruno, Fernando Leal e eu conseguimos abrir a rota no Monte Roraima. A via se chama "Guerra de luz e trevas", e o grau sugerido é D6 6° VIIa A3 J4 / 650m.
A escalada foi muito extenuante e arriscada, com direito a um pouso arriscadíssimo numa laje embaixo de uma das maiores cachoeiras do Roraima, quatro dias de tempestade no meio da parede, rocha podre, blocos soltos, jungle climbing, jumareadas alucinantes, escorpiões a rodo e tudo o que se tem direito em um big wall.
Ainda estou com os pensamentos confusos, os dedos inchados demais para teclar e é hora de dar atenção à família, após tanto tempo fora. Durante a semana prometo postar aqui o dia-a-dia da conquista.
Agradeço toda a vibe positiva que vocês enviaram e que nos ajudou a vencer todos os desafios.
Bezos e abrazos.
- 06h00
- 18Jan
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Muitos escaladores ainda tem dúvidas sobre que freio comprar para fazer segurança ou rapel. Os dois modelos mais usados, que possibilitam rapelar com duas cordas e ainda fazer segurança, são o oito e os tubos (ATC, Bug, Cubik...). Religiosidades à parte, tanto um quanto outro dispositivo, tem vantagens e desvantagens, mas é óbvio que para a escalada em rocha, os freios em formato de tudo levam de larga vantagem, a preferência dos escaladores.
Um pouco de história
O oito foi o primeiro aparelho produzido em larga escala para a função de freio. Isso, lá por meados dos anos 60, quando as cordas eram muito mais grossas e duras em comparação com as de hoje, e assim ofereciam maior atrito. Com a evolução das fibras e dos processos de fabricação, as cordas foram diminuindo de espessura e ficando mais “lisas” que suas avós. Isso melhorou a vida dos escaladores, que hoje carregam cordas mais leves em suas mochilas – e que deslizam melhor na rocha.
OK, mas e daí?
Então... aconteceu que o atrito fornecido pelo oito numa corda de 9,5mm por exemplo, já não era suficiente para, segurar uma queda de guia, como aconteceria se a corda fosse de 12mm. Além do que, o oito fornece uma segurança baseada no atrito (dinâmica), o que na prática quer dizer que conforme o escalador vai descendo num rapel, a corda vai ficando mais leve, e consequentemente exigirá mais força na mão que controla a corda para não acontecer um aumento da velocidade. Outro ponto contra o oito, é que para dar o devido e correto atrito, a configuração da corda faz uma volta que prejudica a mesma, torcendo-a excessivamente e com o tempo, fazendo a alma ou a capa da corda escorregar.
O funcionamento dos tubos é baseado no esmagamento da corda entre as paredes internas do aparelho e o mosquetão, fornecendo uma segurança estática. Se o seu tubo estiver adequado à bitola da sua corda, basta posicionar a corda no sentido da trava que a corda será esmagada e freiada no mesmo instante.
A boa notícia para os donos de oito, é que ainda hoje, existem situações em que estes aparelhos são mais adequados que os tubos. Então, não jogue seu oito no lixo nem o venda para um museu.
Em situações onde a corda de escalada ou rapel ficará constantemente molhada ou suja, como no canyoning, espeleologia ou escalada em gelo, a corda age como uma lixa. Conforme a corda molhada vai passando por cristais de rocha, terra ou qualquer outro material abrasivo, este vai sendo grudado na corda úmida. Ao passar pelo freio, esse material abrasivo literalmente lixa o corpo do aparelho, ou mosquetão. Assim, melhor que a corda devore o oito (que é bem grosso), do que o mosquetão de segurança por onde a corda passa nos tubos.
Crédito da imagem: Eliseu Frechou
Claro que com a gama de desenhos e materiais que existe hoje no mercado, podem haver algumas exceções. Existem desenhos de oito que possibilitam a segurança quase igual ao de um tubo, mas eles ainda “seguram” a corda. Também existem tubos que podem ser usados com dois mosquetões, o que diminuiria o risco de desgaste excessivo no caso de corda molhada... Mas não é isso que estou tentando explicar aqui. O motivo deste post é o de confrontar os dispositivos e práticas mais usadas. O objetivo é dar uma luz a quem quer usar o aparelho de maneira simples e não sabe qual comprar. No mais, como em qualquer ouro artigo técnico, o recomendável é sempre procurar instrução adequada, ler com atenção o manual de instrução que acompanha cada dispositivo (e guardá-lo para eventuais consultas) e assim aprender a usar corretamente o seu modelo de freio.
Eliseu Frechou se dedica há 25 anos ao montanhismo. É fundador da Montanhismus, 1ª escola de escalada do Brasil e do Mountain Voices - Informe Brasileiro de Montanhismo e Escalada. Atleta profissional já escalou algumas das maiores e mais difíceis montanhas do mundo. Colaborador da ESPN-Brasil desde 1999
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