Trabalhei de ponta a ponta nesta Copa São Paulo de Futebol Junior. Fiz o primeiro jogo do Corinthians, a melancólica estréia com o CSP (Clube Sportivo Paraibano), e o empate por 1x1. Naquele dia, era praticamente improvável a conquista do título. Era só o primeiro jogo. Adaílton Ladeira mexeu na estrutura da equipe e o promissor Marcelinho começou a jogar. Daí em diante, o Timãozinho decolou. Antes da final deste domingo, a lógica apontava uma maior capacidade técnica do Atlético Paranaense. O zagueiro Manuel, o lateral Raúl e o atacante Patrick foram os destaques do Furacão ao longo do torneio. Mas, a lógica nunca é convidada para uma partida de futebol.
Crédito da imagem: Conrado Giulietti Cenas da festa corintiana no Pacaembu
O Corinthians teve ao seu lado 35 mil torcedores- que pagaram ingresso- e mais o Pacaembu, sua casa.
Pesou também a tradição do clube, maior vencedor da Copinha (são sete títulos agora).
Título garantido, e a sensação de que, pelo menos, dois jogadores podem crescer muito no Parque São Jorge: o lateral esquerdo Bruno Bertucci e o meia Marcelinho, artilheiro com sete gols. São promessas. A lógica, porém, é persona non grata neste esporte.
O jornalista Celso unzelte lança nesta terça-feira o livro "Timão 100 anos, 100 Jogos, 100 Ídolos". Será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, a partir da 19 horas.