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- 12h51
- 15Jun
Brasil precisa de pênalti no último minuto para ganhar do Egito na estreia
por ESPN.com.br
O Brasil precisou de um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo para vencer o Egito por 4 a 3, nesta segunda-feira, em Bloemfontein, na estreia dos dois países no grupo B na Copa das Confederações. O triunfo garante à seleção brasileira um ano de invencibilidade: a última derrota aconteceu para o Paraguai, em 15 de junho de 2008, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010. Além disso, o time canarinho conseguiu o quinto triunfo em cinco jogos contra seleções africanas.
Veja também:
FOTOS: Galeria traz melhores imagens da partida
Seleção de Dunga leva três gols pela primeira vez; Júlio César fala em "alívio"
Jogadores da seleção adotam discurso do cansaço para justificar sofrimento
Dunga enaltece "orgulho" do time e já fala em rodízio contra os EUA
Kaká faz homenagem a filho e elogia seleção egípcia
André Santos joga 11 minutos e afirma: "minha estrela brilhou"
Luis Fabiano marca 'só' um, mas ainda acredita na artilharia
Robinho faz autocrítica e reconhece que seleção não convenceu
Egito reclama de uso de TV em pênalti e protesta na Fifa
Com saudades, Ronaldo elogia estreia da seleção brasileira
Assim como na partida entre Espanha e Nova Zelândia, o público ficou bem abaixo do esperado, o que já causou revolta em Joseph Blatter, presidente da Fifa.
Kaká abriu o placar com um golaço logo no início. Zidan, de cabeça, surpreendeu e fez o gol de empate aos 8 minutos do primeiro tempo. Mas Luis Fabiano virou o jogo e Juan ampliou, dois gols marcados de cabeça.
No segundo tempo, em apenas um minuto, o Brasil "dormiu", e o Egito empatou surpreendentemente. Shawky marcou aos 9, e Zidan, aos 10. Só aos 45 minutos, com Kaká, de pênalti, o Brasil faz 4 a 3.
Todas as quatro vezes em que venceu a primeira partida nas edições passadas do torneio, o Brasil se classificou para a segunda fase. Em uma delas parou nas semifinais e nas três restantes chegou à decisão. Em 1999 e 2005, foi campeão - curiosamente, vencendo respectivamente Arábia do Sul e Grécia por 3 a 0 na abertura.
Somados os três primeiros pontos no grupo B, o Brasil aguarda a outra partida da chave nesta segunda-feira: às 15h30 (de Brasília), a Itália enfrenta os Estados Unidos, em Pretoria. Na mesma cidade, o time de Dunga encontra os norte-americanos na quinta, às 11 horas. O duelo com a Itália será apenas no domingo, com início marcado para as 15h30.
O jogo
Tão logo a partida foi iniciada o Brasil marcou o primeiro gol em Bloemfontein, com 4 minutos de bola rolando. Em jogada pelo meio, Kaká recebeu a bola na meia-lua e esbanjou genialidade ao aplicar um chapéu no primeiro marcador e, com um toque sutil, tirar o segundo zagueiro da jogada. Cara a cara com o goleiro El Hadary, o camisa 10 não vacilou e tocou rasteiro para as redes.
O gol de Kaká, porém, acabou dando moral ao Egito, que surpreendeu com uma resposta rápida. Três minutos depois, a marcação brasileira passou pro um momento de pane e praticamente assistiu a Aboutrika correr livre pela esquerda e cruzar para o meio da área. Lá apareceu Zidan, que ao menos neste momento lembrou o craque de sobrenome parecido. O egípcio 'xará' de Zinedine apareceu sozinho na pequena área e testou firme, sem qualquer possibilidade de defesa de Júlio César.
Rapidamente, porém, também veio o troco verde-amarelo. Elano cobrou falta na cabeça de Luís Fabiano aos 10 minutos e o Brasil retomou a vantagem. A vitória aparentemente fácil ganhou forma aos 35: sem passar por muitos apuros na defesa, a equipe pentacampeã mundial ampliou com Juan, também de cabeça. O placar marcava 3 a 1 quando o jogo foi para o intervalo.
Bastou uma alteração de Shehata e 60 segundos de desatenção da defesa brasileira para o Egito voltar para o jogo, ganhar moral e empatar. Após sacar o volante Hassan e colocar Eid como um terceiro atacante, o combinado africano conseguiu algo que há quatro anos e uma semana o Brasil não vivia: marcar três gols na seleção verde-amarela.
Um chute de fora da área do volante Shawky aos 8 minutos e mais um do algoz Zidan, concluindo jogada de contra-ataque puxado por Aboutrika, o Egito empatou o jogo por 3 a 3. Desde 8 de junho de 2005, da derrota por 3 a 1 para a Argentina em Buenos Aires pelas Eliminatórias, o Brasil não era tantas vezes vazado em uma mesma partida.
Dunga tentou responder com substituições, na tentativa de deixar o Brasil mais rápido em campo: tirou Elano, Robinho e Kléber e colocou, respectivamente, Ramires, Alexandre Pato e André Santos. O gol da vitória, porém, saiu em uma jogada de bola parada, pela direita. Daniel Alves cobrou falta na cabeça de Luís Fabiano aos 42 minutos e Muhamadi salvou a bola em cima da linha, com o braço - e fez questão de simular uma bolada sofrida no rosto.
A cena do egípcio não convenceu o árbitro Howard Webb. O inglês marcou pênalti e expulsou Muhamadi. Chance única para o Brasil, que teve seu número 10 pegando a bola para bater o tiro de 11 metros. Na cobrança, Kaká bateu forte, rasteiro, e mesmo El Hadary acertando o canto, a bola morreu nas redes.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 4 X 3 EGITO
Local: Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Data: 15 de junho de 2009, segunda-feira
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Auxiliares: Michael Mullarkey e Peter Kirkup (ambos da Inglaterra)
Cartão amarelo: Moawad (Egito)
Cartão vermelho: Muhamadi (Egito)
Gols: BRASIL - Kaká, aos 4 minutos do primeiro tempo e aos 45 do segundo (de pênalti); Luís Fabiano, aos 10; e Juan, aos 36 minutos do primeiro tempo; EGITO - Zidan, aos 7 minutos do primeiro tempo e aos 9 do segundo; Shawky, aos 8 do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Juan, Lúcio e Kléber (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Luís Fabiano. Técnico: Dunga
EGITO: El Hadary; Ahmed Said, Gomaa, Hani Said e Moawad; Shawky, Hassan (Eid), Fathi e Abd Rabou (Muhamadi); Aboutrika e Zidan. Técnico: Hassan Shehata
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Kaká abriu o placar com um golaço logo no início. Zidan, de cabeça, surpreendeu e fez o gol de empate aos 8 minutos do primeiro tempo. Mas Luis Fabiano virou o jogo e Juan ampliou, dois gols marcados de cabeça.
No segundo tempo, em apenas um minuto, o Brasil "dormiu", e o Egito empatou surpreendentemente. Shawky marcou aos 9, e Zidan, aos 10. Só aos 45 minutos, com Kaká, de pênalti, o Brasil faz 4 a 3.
Todas as quatro vezes em que venceu a primeira partida nas edições passadas do torneio, o Brasil se classificou para a segunda fase. Em uma delas parou nas semifinais e nas três restantes chegou à decisão. Em 1999 e 2005, foi campeão - curiosamente, vencendo respectivamente Arábia do Sul e Grécia por 3 a 0 na abertura.
Somados os três primeiros pontos no grupo B, o Brasil aguarda a outra partida da chave nesta segunda-feira: às 15h30 (de Brasília), a Itália enfrenta os Estados Unidos, em Pretoria. Na mesma cidade, o time de Dunga encontra os norte-americanos na quinta, às 11 horas. O duelo com a Itália será apenas no domingo, com início marcado para as 15h30.
O jogo
Tão logo a partida foi iniciada o Brasil marcou o primeiro gol em Bloemfontein, com 4 minutos de bola rolando. Em jogada pelo meio, Kaká recebeu a bola na meia-lua e esbanjou genialidade ao aplicar um chapéu no primeiro marcador e, com um toque sutil, tirar o segundo zagueiro da jogada. Cara a cara com o goleiro El Hadary, o camisa 10 não vacilou e tocou rasteiro para as redes.
O gol de Kaká, porém, acabou dando moral ao Egito, que surpreendeu com uma resposta rápida. Três minutos depois, a marcação brasileira passou pro um momento de pane e praticamente assistiu a Aboutrika correr livre pela esquerda e cruzar para o meio da área. Lá apareceu Zidan, que ao menos neste momento lembrou o craque de sobrenome parecido. O egípcio 'xará' de Zinedine apareceu sozinho na pequena área e testou firme, sem qualquer possibilidade de defesa de Júlio César.
Rapidamente, porém, também veio o troco verde-amarelo. Elano cobrou falta na cabeça de Luís Fabiano aos 10 minutos e o Brasil retomou a vantagem. A vitória aparentemente fácil ganhou forma aos 35: sem passar por muitos apuros na defesa, a equipe pentacampeã mundial ampliou com Juan, também de cabeça. O placar marcava 3 a 1 quando o jogo foi para o intervalo.
Bastou uma alteração de Shehata e 60 segundos de desatenção da defesa brasileira para o Egito voltar para o jogo, ganhar moral e empatar. Após sacar o volante Hassan e colocar Eid como um terceiro atacante, o combinado africano conseguiu algo que há quatro anos e uma semana o Brasil não vivia: marcar três gols na seleção verde-amarela.
Um chute de fora da área do volante Shawky aos 8 minutos e mais um do algoz Zidan, concluindo jogada de contra-ataque puxado por Aboutrika, o Egito empatou o jogo por 3 a 3. Desde 8 de junho de 2005, da derrota por 3 a 1 para a Argentina em Buenos Aires pelas Eliminatórias, o Brasil não era tantas vezes vazado em uma mesma partida.
Dunga tentou responder com substituições, na tentativa de deixar o Brasil mais rápido em campo: tirou Elano, Robinho e Kléber e colocou, respectivamente, Ramires, Alexandre Pato e André Santos. O gol da vitória, porém, saiu em uma jogada de bola parada, pela direita. Daniel Alves cobrou falta na cabeça de Luís Fabiano aos 42 minutos e Muhamadi salvou a bola em cima da linha, com o braço - e fez questão de simular uma bolada sofrida no rosto.
A cena do egípcio não convenceu o árbitro Howard Webb. O inglês marcou pênalti e expulsou Muhamadi. Chance única para o Brasil, que teve seu número 10 pegando a bola para bater o tiro de 11 metros. Na cobrança, Kaká bateu forte, rasteiro, e mesmo El Hadary acertando o canto, a bola morreu nas redes.
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BRASIL 4 X 3 EGITO
Local: Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Data: 15 de junho de 2009, segunda-feira
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Auxiliares: Michael Mullarkey e Peter Kirkup (ambos da Inglaterra)
Cartão amarelo: Moawad (Egito)
Cartão vermelho: Muhamadi (Egito)
Gols: BRASIL - Kaká, aos 4 minutos do primeiro tempo e aos 45 do segundo (de pênalti); Luís Fabiano, aos 10; e Juan, aos 36 minutos do primeiro tempo; EGITO - Zidan, aos 7 minutos do primeiro tempo e aos 9 do segundo; Shawky, aos 8 do segundo tempo
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