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- 00h58
- 08Mar
Histórias de vida.
Em Salgueiro, visitar a comunidade quilombola Conceição das Crioulas é um exemplo de mobilização. As ações positivas lideradas pelas mulheres nos últimos dez anos transformaram em pouco tempo a realidade local.
Negras que lutaram e lutam pelos direitos, por ideais de justiça, cidadania e solidariedade.
Crédito da imagem: divulgação Caravana
A produção artesanal em fibra de caroá e palha de catulé feita pelas moradoras da comunidade fortalece sua representatividade e sustento na associação quilombola Conceição das Crioulas.
Crédito da imagem: divulgação Caravana
Neste quilombo, a questão da titulação e ocupação de terra é o centro de todos os debates que pautam a causa do movimento negro no Brasil. Terra, educação, emprego e subsistência com a agricultura familiar, desigualdades raciais e sociais. Se no passado viver isolado em silêncio era a melhor forma de sobreviver, hoje o negro faz com a sua voz uma luta de direitos.
Indicadores do preconceito:
60% dos jovens da periferia sem antecedentes criminais já sofreram violência policial;
A cada quatro pessoas mortas pela polícia, três são negras;
Nas universidades brasileiras, apenas 2 por cento dos alunos são negros;
A cada quatro horas um jovem negro morre violentamente em são paulo.
No quilombo Conceição das Crioulas ou em qualquer canto do Brasil a causa negra é única, uma causa de todos. Como diria Darcy Ribeiro: essa carne negra, de índios, mulatos, brancos que formam esse país chamado Brasil.
Ser criança no quilombo
Crédito da imagem: divulgação Caravana
Correr, dançar, jogar bola, andar de bicicleta, brincar... vida de criança em Conceição das Crioulas é assim: alegre como a infância deve ser.
Modelo de organização político-comunitária, tem como prioridade a educação. As duas escolas recebem diariamente mais de 700 crianças nos ensinos fundamental e médio.
Criança em Conceição das Crioulas hoje tem escola de qualidade, contextualizada com sua identidade e cultura.
Direitos garantidos como toda a infância deve ter.
- 00h45
- 08Mar
Crédito da imagem: divulgação Caravana
Carnavalesco, sertanejo, alfaiate, músico, artesão.
Dizem que mestre Jaime é um homem de várias facetas mas, na verdade, esse senhor elegante é a mais pura identidade brasileira. Patrimônio vivo de Salgueiro, mestre Jaime desde menino encontrou na folia de rua a vitalidade que lhe trouxe até os 88 anos.
A bicharada do mestre nasceu no final da década de 40 e até hoje percorre as ruas da cidade pernanbucana com seus bonecos e bichos coloridos.
Com a sensibilidade e perspicácia que lhe são características, mestre Jaime é a personificação da euforia de um povo alegre, que encontra na magia do carnaval um jeito simples de ver e sentir a vida.
Crédito da imagem: divulgação Caravana
No carro de som as marchinhas antigas como “Mamãe eu Quero”, “Máscara Negra”, “Aurora”, ecoam pelas esquinas de Salgueiro e alimentam o saudosismo dos foliões. Mestre Jaime: um homem que acredita nas máscaras de papel machè e que faz da história de Salgueiro um tributo ao carnaval de antigamente.
Crédito da imagem: divulgação Caravana
- 00h35
- 08Mar
Crédito da imagem: divulgação Caravana
2010: a Caravana completa 5 anos com mais de 100 mil crianças atendidas e 11 mil professores formados no método de arte e esporte para a educação.
Nesta semana os atletas Paulo Cézar Caju, tricampeão mundial de futebol em 1970, a tenista medalha de prata no Pan de 1975, Patrícia Medrado, e a jogadora de vôlei Ida, bronze na Olimpíada de Atlanta 96, chegam à cidade de Salgueiro, sertão pernambucano.
Ao lado dos grandes ídolos do esporte, uma equipe de professores e coordenadores pedagógicos dos Institutos Esporte e Educação, de Ana moser, e Sol da Liberdade, de Daniela Mercury.
De 9 a 12 de março, a Caravana promove atividades de esporte e arte para mais de 3 mil crianças e adolescentes da rede pública de ensino, alunos das escolas da zona urbana e comunidades rurais. A principal delas é o quilombo Conceição das Crioulas, que participa com alunos e 15 professores.
Crédito da imagem: divulgação Caravana
A ação acontece no campo da antiga estação ferroviária, no centro da cidade.
Além da implantação do projeto, Salgueiro também recebe o Seminário Regional Caravana do Esporte e Caravana da Música, com a participação de 32 representantes de 8 cidades dos estados de Pernambuco e Alagoas que já foram atendidas pela Caravana em anos anteriores.
Mais uma novidade – o programa da Caravana estreia novo formato em 2010: gravado na própria comunidade, na praça da Igreja Matriz, será comandado pelo apresentador da ESPN João Palomino.
Convidados, atletas e professores do projeto trarão ao público um amplo debate sobre esporte, arte, educação e a realidade social de Salgueiro. Os grupos culturais, como o bumba meu boi Estrelinha do Sertão, a Orquestra de Frevo e a Filarmônica da cidade animarão a festa.
A Caravana do Esporte é um projeto realizado pela ESPN Brasil com o UNICEF e o Instituto Esporte e Educação. Aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte, tem investimento da Fundação Telefonica, Itaú, IBM e CCR.
A Caravana da Música é um projeto realizado pela ESPN Brasil com o UNICEF e o instituto Sol da Liberdade. Aprovado pela Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, tem investimento do Itaú.
- 21h00
- 11Nov
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O cinema alternativo de Sergipe. Conheça La CCierva, um apaixonado pela arte da dramaturgia nas telonas.
No 2° Fórum das Caravanas do Esporte e da Música, a riqueza cultural do nosso país, foi pauta das matérias. Assista o vídeo e conheça mais uma iniciativa bacana.
CLIQUE NO PLAYER E ASSISTA O VÍDEO

- 16h40
- 11Nov
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No 2° Fórum, que aconteceu nesse último final de semana em Aracajú-SE, as Caravanas sairam pelo estado para conhecer iniciativas que visam a melhoria da qualidade de vida, a História do país e também a prseservação ambiental.
Nessa matéria, conheça as obras da ponte, que vai ligar os municípios de Estância e Indiaroba e que, através de parcerias, preserva a vegetação local e alguns animais como o peixe-boi. É o progresso sustentável.
CLIQUE NO PLAYER E ASSISTA

- 22h00
- 08Nov
Todos falaram da importância de cada um dos 131 educadores presentes, de 40 cidades do país, mas também da rede formada por todos os envolvidos com as Caravanas, que vai a partir de agora trabalhar a partir de núcleos municipais para crescer o movimento de educação pelo esporte e pelas artes. Esse novo passo chama-se Núcleo Movimento.
"Todos nós saímos daqui diferentes. Com muitos piolhos, coçando a cabeça, como disse o Daniel (Munduruku, escritor e filósofo, que deu palestra no sábado). Terminamos muito inquietos e se perguntando 'como vou fazer agora com tudo isso?", disse Pavan, antes de listar uma série de passos para que os educadores voltem a seus municípios sem ilusões de fazer mais do que podem, mas muito menos sem esperança de que realmente possam mudar a realidade das pessoas mais carentes.
Entre as ações para 2010, Pavan ofereceu publicamente ajuda técnica e política dos escritórios da Unicef no Brasil e sugeriu que cada grupo, em cada município, deva procurar ajuda para melhor divulgar suas ações. "Vocês precisam tornar esses trabalhos mais conhecidos".
Ilusões olímpicas
Ana Moser fez um alerta para que todos tenham cuidado com a euforia que acompanha a vinda ao Brasil da Copa do Mundo de futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. "O esporte de competição se beneficia do que a gente faz. Porém, o contrário não acontece. O sucesso do esporte de rendimento não tem impacto para esse esporte para todos. Não muda o nosso dia-a-dia".
Agradecimento
Adriana Saldanha agradeceu muito a todos os envolvidos. “Queria dividir com vocês a crença que temos nessa nossa grande rede. A gente considera que o Núcleo Movimento é um divisor de águas das Caravanas”.
Sonho impossível
Daniela Mercury também agradeceu e falou da Caravana da Música, idealizada por ela. Mas abriu sua apresentação na mesa, cantando esta letra de Chico: “canto essa música desde pequenininha”.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

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Com o ritmo forte e expressividade na cultura popular do Sergipe, as Cassetereiras são a pauta dessa matéria, que as Caravanas do Esporte e da Música prepararam especialmente para o 2º Fórum.
Conheça o instrumento de origem africana, que está na história do nordeste do Brasil. As Casseteiras fazem parte da primeira manifestação das festas juninas no país.

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Nessa matéria especial conheça a 4ª cidade mais antiga do nosso país e aproveite para deixar a sua mensagem no blog.
Dê a sua opinião e fique por dentro do que está acontecendo no 2º Fórum das Caravanas do Esporte e da Música.

- 14h35
- 08Nov
Crédito da imagem: Willy Ertel
"Meu pai, o sr. Raimundo, nasceu no Ceará e sempre teve de dar muito duro na vida, Ele foi um mascate, um sebo ambulante. Por isso, na minha casa sempre me lembro de ver e ler muitos livros. Esforçado e sem estudo, passou num dos concursos mais concorridos do Brasil, o de agente fiscal da Receita Federal. Depois fomos estudar juntos em Ribeirão Preto".
Sócrates, ídolo do futebol brasileiro, participou da primeira Caravana do Esporte, em 2005

- 12h00
- 08Nov
Crédito da imagem: Willy Ertel
O homem de cabelos negros, escorridos, compridos, subiu ao palco e prometeu jogar na cabeça da platéia de educadores e organizadores das Caravanas do Esporte e da Música um monte de piolhos. E no fim de sua apresentação, realmente muitos coçavam a cabeça.
Nasceu em uma tribo e diz que índio não existe. Tem orgulho das origens que um dia renegou. É brasileiro, mas fala da cultura ocidental como sendo do outro lado do mundo. Essas aparentes contradições não são as características exatamente de Daniel Munduruku. São as de todo filósofo que se preze, destinado mais a fazer pensar do que pensar, mover os olhares das pessoas para ângulos diferentes sobre os assuntos de sempre. E foi o que o filósofo e escritor fez na palestra que deu no 2º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música, realizado no hotel Starfish, em Barra dos Cocos, Sergipe.
Daniel usa o nome de seu povo, Munduruku, como sobrenome. Nunca diz que é índio, mas munduruku. Porque os povos indígenas são bem diferentes entre si. Uma diversidade que, segundo ele, se compreendida de fato pelos brasileiros, valorizaria a própria cultura do país.
Para chegar a essa declaração, ele primeiro deu uma flechada na cultura escolar tradicional. Chamou de cínica a comemoração do Dia do Índio, em 19 de abril, quando comumente vemos crianças indo para as escolas com rostinhos pintados. “Índio é um apelido que pegou. Chamar tanta diversidade de simplesmente índio é menosprezar a própria diversidade”.
Arco e livros
Disseminar a cultura de seu povo é o que Daniel Munduruku vem fazendo ao publicar mais de 30 livros, entre histórias infanis, infanto-juvenis, romances e ensaios. Quase sempre passando em bom português a lógica de pensamento indígena, bem diferente da que ele chama de “ocidental”.
Exemplo claro disso é o entendimento do tempo. “Não há futuro no nosso pensamento. Tudo o que pensamos é no presente. E no passado, que traz os ensinamentos. Em Munduruku não existe palavra que signifique futuro. Não pensamos no que não vivemos”.
O avô, Apolinário, foi quem deixou esse entendimento gravado na mente de Daniel com uma frase que, ironia, brinca com palavras em português, algo como: se o que vivemos agora não fosse maravilhoso, não se chamaria presente.
Foi o avô que resgatou nele o orgulho de ser munduruku, na época em que passou a ir à escola e não queria mais ser diferente dos colegas de classe, ser o “índio”. “Ele me foi contando histórias pra dizer quem realmente sou”. Tinha 13 anos, prestes a passar por mais um ritual de passagem na vida e se tornar adulto. Quando percebeu que o neto havia entendido as mensagens, pelo o que cota Daniel, Apolinário disse “agora eu vou embora”. E morreu.
“Em cima do corpo dele eu prometi que iria levar o conhecimento que tinha me passado adiante e eu nem sabia como seria”, lembrou o escritor.
Quem perde, ganha
Ele convidou os educadores e organizadores das Caravanas a não somente incluir mais representantes de povos indígenas nas atividades, mas também na idealização das ações, que afirmou já serem indígenas em essência, porque reúnem conhecimentos diferentes em uma coisa só, em vez de compartimentá-las.
O esporte, por exemplo, tem lógicas diferentes nas aldeias. “Para os munduruku, quem chega por último ganha. Todos reconhecem que ele se esforçou em chegar. Não tem competição, tem diversão”. Uma forma de pensar que deve ser levada em consideração tanto ao tratar com crianças de povos indígenas quanto pode na formatação de atividades nas cidades.
“Tenho que dar ao outro o direito de ser o que ele é, não o que quero que ele seja”, conclui o filósofo sobre o contínuo desprezo que persiste na relação prática entre diferentes povos e culturas.
Crédito da imagem: Willy Ertel

Esporte e arte para a educação e o desenvolvimento humano. Esta é a essência dos projetos Caravana do Esporte e Caravana da Música, realizados pela ESPN Brasil em parceria com o UNICEF, Instituto Esporte e Educação, de Ana Moser, e Instituto Sol da Liberdade, de Daniela Mercury