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- 21h00
- 11Nov
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O cinema alternativo de Sergipe. Conheça La CCierva, um apaixonado pela arte da dramaturgia nas telonas.
No 2° Fórum das Caravanas do Esporte e da Música, a riqueza cultural do nosso país, foi pauta das matérias. Assista o vídeo e conheça mais uma iniciativa bacana.
CLIQUE NO PLAYER E ASSISTA O VÍDEO

- 16h40
- 11Nov
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No 2° Fórum, que aconteceu nesse último final de semana em Aracajú-SE, as Caravanas sairam pelo estado para conhecer iniciativas que visam a melhoria da qualidade de vida, a História do país e também a prseservação ambiental.
Nessa matéria, conheça as obras da ponte, que vai ligar os municípios de Estância e Indiaroba e que, através de parcerias, preserva a vegetação local e alguns animais como o peixe-boi. É o progresso sustentável.
CLIQUE NO PLAYER E ASSISTA

- 22h00
- 08Nov
Todos falaram da importância de cada um dos 131 educadores presentes, de 40 cidades do país, mas também da rede formada por todos os envolvidos com as Caravanas, que vai a partir de agora trabalhar a partir de núcleos municipais para crescer o movimento de educação pelo esporte e pelas artes. Esse novo passo chama-se Núcleo Movimento.
"Todos nós saímos daqui diferentes. Com muitos piolhos, coçando a cabeça, como disse o Daniel (Munduruku, escritor e filósofo, que deu palestra no sábado). Terminamos muito inquietos e se perguntando 'como vou fazer agora com tudo isso?", disse Pavan, antes de listar uma série de passos para que os educadores voltem a seus municípios sem ilusões de fazer mais do que podem, mas muito menos sem esperança de que realmente possam mudar a realidade das pessoas mais carentes.
Entre as ações para 2010, Pavan ofereceu publicamente ajuda técnica e política dos escritórios da Unicef no Brasil e sugeriu que cada grupo, em cada município, deva procurar ajuda para melhor divulgar suas ações. "Vocês precisam tornar esses trabalhos mais conhecidos".
Ilusões olímpicas
Ana Moser fez um alerta para que todos tenham cuidado com a euforia que acompanha a vinda ao Brasil da Copa do Mundo de futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. "O esporte de competição se beneficia do que a gente faz. Porém, o contrário não acontece. O sucesso do esporte de rendimento não tem impacto para esse esporte para todos. Não muda o nosso dia-a-dia".
Agradecimento
Adriana Saldanha agradeceu muito a todos os envolvidos. “Queria dividir com vocês a crença que temos nessa nossa grande rede. A gente considera que o Núcleo Movimento é um divisor de águas das Caravanas”.
Sonho impossível
Daniela Mercury também agradeceu e falou da Caravana da Música, idealizada por ela. Mas abriu sua apresentação na mesa, cantando esta letra de Chico: “canto essa música desde pequenininha”.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

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Com o ritmo forte e expressividade na cultura popular do Sergipe, as Cassetereiras são a pauta dessa matéria, que as Caravanas do Esporte e da Música prepararam especialmente para o 2º Fórum.
Conheça o instrumento de origem africana, que está na história do nordeste do Brasil. As Casseteiras fazem parte da primeira manifestação das festas juninas no país.

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Nessa matéria especial conheça a 4ª cidade mais antiga do nosso país e aproveite para deixar a sua mensagem no blog.
Dê a sua opinião e fique por dentro do que está acontecendo no 2º Fórum das Caravanas do Esporte e da Música.

- 14h35
- 08Nov
Crédito da imagem: Willy Ertel
"Meu pai, o sr. Raimundo, nasceu no Ceará e sempre teve de dar muito duro na vida, Ele foi um mascate, um sebo ambulante. Por isso, na minha casa sempre me lembro de ver e ler muitos livros. Esforçado e sem estudo, passou num dos concursos mais concorridos do Brasil, o de agente fiscal da Receita Federal. Depois fomos estudar juntos em Ribeirão Preto".
Sócrates, ídolo do futebol brasileiro, participou da primeira Caravana do Esporte, em 2005

- 12h00
- 08Nov
Crédito da imagem: Willy Ertel
O homem de cabelos negros, escorridos, compridos, subiu ao palco e prometeu jogar na cabeça da platéia de educadores e organizadores das Caravanas do Esporte e da Música um monte de piolhos. E no fim de sua apresentação, realmente muitos coçavam a cabeça.
Nasceu em uma tribo e diz que índio não existe. Tem orgulho das origens que um dia renegou. É brasileiro, mas fala da cultura ocidental como sendo do outro lado do mundo. Essas aparentes contradições não são as características exatamente de Daniel Munduruku. São as de todo filósofo que se preze, destinado mais a fazer pensar do que pensar, mover os olhares das pessoas para ângulos diferentes sobre os assuntos de sempre. E foi o que o filósofo e escritor fez na palestra que deu no 2º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música, realizado no hotel Starfish, em Barra dos Cocos, Sergipe.
Daniel usa o nome de seu povo, Munduruku, como sobrenome. Nunca diz que é índio, mas munduruku. Porque os povos indígenas são bem diferentes entre si. Uma diversidade que, segundo ele, se compreendida de fato pelos brasileiros, valorizaria a própria cultura do país.
Para chegar a essa declaração, ele primeiro deu uma flechada na cultura escolar tradicional. Chamou de cínica a comemoração do Dia do Índio, em 19 de abril, quando comumente vemos crianças indo para as escolas com rostinhos pintados. “Índio é um apelido que pegou. Chamar tanta diversidade de simplesmente índio é menosprezar a própria diversidade”.
Arco e livros
Disseminar a cultura de seu povo é o que Daniel Munduruku vem fazendo ao publicar mais de 30 livros, entre histórias infanis, infanto-juvenis, romances e ensaios. Quase sempre passando em bom português a lógica de pensamento indígena, bem diferente da que ele chama de “ocidental”.
Exemplo claro disso é o entendimento do tempo. “Não há futuro no nosso pensamento. Tudo o que pensamos é no presente. E no passado, que traz os ensinamentos. Em Munduruku não existe palavra que signifique futuro. Não pensamos no que não vivemos”.
O avô, Apolinário, foi quem deixou esse entendimento gravado na mente de Daniel com uma frase que, ironia, brinca com palavras em português, algo como: se o que vivemos agora não fosse maravilhoso, não se chamaria presente.
Foi o avô que resgatou nele o orgulho de ser munduruku, na época em que passou a ir à escola e não queria mais ser diferente dos colegas de classe, ser o “índio”. “Ele me foi contando histórias pra dizer quem realmente sou”. Tinha 13 anos, prestes a passar por mais um ritual de passagem na vida e se tornar adulto. Quando percebeu que o neto havia entendido as mensagens, pelo o que cota Daniel, Apolinário disse “agora eu vou embora”. E morreu.
“Em cima do corpo dele eu prometi que iria levar o conhecimento que tinha me passado adiante e eu nem sabia como seria”, lembrou o escritor.
Quem perde, ganha
Ele convidou os educadores e organizadores das Caravanas a não somente incluir mais representantes de povos indígenas nas atividades, mas também na idealização das ações, que afirmou já serem indígenas em essência, porque reúnem conhecimentos diferentes em uma coisa só, em vez de compartimentá-las.
O esporte, por exemplo, tem lógicas diferentes nas aldeias. “Para os munduruku, quem chega por último ganha. Todos reconhecem que ele se esforçou em chegar. Não tem competição, tem diversão”. Uma forma de pensar que deve ser levada em consideração tanto ao tratar com crianças de povos indígenas quanto pode na formatação de atividades nas cidades.
“Tenho que dar ao outro o direito de ser o que ele é, não o que quero que ele seja”, conclui o filósofo sobre o contínuo desprezo que persiste na relação prática entre diferentes povos e culturas.
Crédito da imagem: Willy Ertel

- 09h00
- 08Nov
“É distante, mas é uma inovação que eu levo pra lá”, resumiu a professora da cidade de 15 mil habitantes, a 6 horas de barco de Parintins.
“É importante essa relação de encontro de culturas diferentes. Ajuda a melhorar a vida das pessoas”, contou o xavante de óculos e celular na mão, sem deixar que a tecnologia ocidental ofusque sua própria visão cultural.
Zenaide aproveitou bem a época de cheias que torna a viagem pelo rio mais tranquila, menos perigosa. A mesma cheia que atrapalha a saída de Caimi por terra pelo Mato Grosso.
Eles são dois dos mais de 130 educadores que participam do Fórum. Dois que mostram na prática a relatividade do que se chama de longe.

- 14h30
- 07Nov
Crédito da imagem: Willy Ertel
A queniana Auma Obama tem um trabalho muito maior do que seu sobrenome famoso, mas na balança da curiosidade humana o importante é uma medida bastante imprecisa.
No contato com as pessoas, ela mostra uma leveza oposta à realidade dura da infância e juventude pobre dos cinco países em que atua: sua terra natal, o Quênia, mais Uganda, Tanzânia, Burundi e Ruanda. Ao mesmo tempo é desconfiada com quem se aproxima do nada, sem prévias apresentações, ainda mais se portando câmeras de vídeo ou foto – nunca sabe se estão apontando para a consultora da CARE International ou para a irmã do atual presidente norte-americano.
Auma Obama tem 50 anos de idade, que não aparenta, e tem trabalhado muito. Ela voou de São Paulo para Aracaju, para participar do 2º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música sem lamentar do cansaço. Porque network, sua rede de contatos, é das prioridades de seu trabalho para melhorar e crescer o atendimento às crianças. Mesmo que signifique ficar longe de casa.
A grande semelhança do trabalho dela na CARE com as Caravanas é a utilização do esporte como elemento de educação e valorização das pessoas. “Eu quero participar de uma Caravana. Quero ver de perto. Essa experiência me traria muitas idéias novas”, disse a incansável ao diretor-geral da ESPN no Brasil, German Hartenstein, numa mesa de almoço, logo após conceder entrevista por telefone ao jornal O Globo e prestes a embarcar de volta a São Paulo e viajar novamente, para os Estados Unidos. Ufa.
Nesse mesmo momento ela deu uma entrevista à ex-titular da seleção brasileira de vôlei Ana Moser, diretora do Instituto Esporte Educação, pilar da Caravana do Esporte, para a ESPN Brasil. Foi quando reassumiu a intenção de participar de uma Caravana em 2010.
Atenção às meninas
As meninas são o foco de Auma na África. Sempre que fala no assunto – e foi assim também na palestra de abertura do 2º Fórum Caravana do Esporte e Caravana da Música – ela se mostra incomodada em não parecer que relega os meninos a um segundo plano. Mas é que ela acredita no maior poder de mudança da sociedade a partir da ação das mulheres.
As meninas, na África, sofrem comumente com violência sexual, mutilação genital, casam-se e são mães muito cedo, param de estudar logo após o que seria o primário, quase não brincam.
Nas ações da CARE, que tem apoio da Nike, o futebol e o boxe são usados como instrumentos de educação. Com o boxe, elevam a confiança delas. Com o futebol, a auto-estima, a liderança, a união e o respeito a diferenças. Um vídeo apresentado na palestra mostra garotas que foram atendidas pelo projeto de Auma trabalhando como instrutoras num jogo a ver com o futebol, falando da necessidade de todos se protegerem do HIV, o vírus causador da AIDS.
No fundo, os desafios africanos tem mais semelhanças do que diferenças com os brasileiros. A aproximação de Auma Obama com Ana Moser e Adriana Saldanha aproxima também as soluções, tanto lá como cá. E nisso está a alma de um encontro como o Fórum das Caravanas.

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Aqui no blog das Caravanas você vai acompanhar a semana que antecedeu o 2º Fórum. Saber mais dos bastidores e também sobre os impactos ambientais na cidade de Aracajú. Na música vai conhecer um instrumento chamado Casseteira. Além de uma viagem na história do Brasil. Voltar às raízes e ver, São Cristóvão, a 4ª cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1590.
Fique com a gente, veja as notícias online sobre o Fórum e aproveite para deixar a sua opinião.
No primeira matéria, saiba quais são as expectativas para o Fórum das Caravanas.

Esporte e arte para a educação e o desenvolvimento humano. Esta é a essência dos projetos Caravana do Esporte e Caravana da Música, realizados pela ESPN Brasil em parceria com o UNICEF, Instituto Esporte e Educação, de Ana Moser, e Instituto Sol da Liberdade, de Daniela Mercury