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Na TV
As notícias do dia no Sportscenter, às 23h
- 18h00
- 29Jul
Se a bola de Neymar tivesse entrado, hoje o jogador teria sua coragem reverenciada. Seria gênio. Como o goleiro Lee foi ainda mais esperto e preciso, o santista voltou a ser um menino irresponsável.
Diante desse tipo de cobrança de pênalti, devemos ser bem claros: pode ou não pode? Incorreto é esperar pelo resultado para opinar sobre a opção do batedor. Clique e veja o que eu penso sobre o caso.
Diante desse tipo de cobrança de pênalti, devemos ser bem claros: pode ou não pode? Incorreto é esperar pelo resultado para opinar sobre a opção do batedor. Clique e veja o que eu penso sobre o caso.
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O comentarista Paulo Calçade analisa o polêmico lance do pênalti desperdiçado por Neymar; assista
- 00h32
- 29Jul

O placar é muito bom para uma final de Copa do Brasil, muito bom para uma decisão em duas partidas, mas péssimo pelo volume de oportunidades criadas pelo Santos.
O 2 a 0 foi pequeno para o time que finalizou 24 vezes, 11 no alvo.
Até 1 a 0, o resultado não era o ideal, mas mantinha o Vitória com mais chances no Barradão. O problema agora é que dificilmente o Santos passará o jogo final sem marcar.
Houve um caminhão de chances perdidas, de jogadas bonitas, de triangulações, de toques de primeira e bolas fora do alvo.
Diante do 4-2-3-1 do Santos, o Vitória jogou no sistema 4-3-1-2, tentando neutralizar o passe e a armação das jogadas.
A bola, porém, chegou pouco aos atacantes Elkeson e Schwenck. Os baianos finalizaram 8 vezes, apenas uma no gol.
Paulo Henrique Ganso é um gigante. E fica ainda maior quando torna a marcação adversária em algo virtual. Joga muito.
Neymar desperdiçou um pênalti, resultado de uma "cavadinha" defendida pelo bom goleiro Lee. Se a bola entra, o menino é genial; se o goleiro defende, está tudo errado.
Toda decisão no futebol impõe um risco. O futebol de Neymar é assim. Não gosto de cobranças desse tipo, pois amplia a responsabilidade do atacante. Mas é o jeito do garoto, deve ser respeitado.
O Santos ainda não aprendeu a controlar a partida, a entender o momento certo de acelerar ou de tocar a bola, de trocar de ritmo.
O Vitória ainda está vivo, mas aumentou o tamanho do risco.
A boa notícia é que o Santos voltou a ser o... Santos. Mesmo com tantos gols perdidos.
- 17h08
- 28Jul
O Novo estatuto do Torcedor é um avanço. Agora cabe às autoridades implementá-lo e fazer cumprir a lei.
O futebol tem importância cultural, social, política e econômica. É natural que evolua em todos os seus aspectos.
Mas ainda há muito o que fazer para melhorar a estrutura do esporte, aquela que faz o torcedor de arquibancada sofrer com bobagens como falta de bilheterias.
Quando o assunto é organização, o país da Copa do Mundo engatinha. Ir ao estádio ainda é uma experiência dramática.
Pelo menos em teoria, a segurança vai melhorar e os cambistas vão desaparecer do cenário do futebol. Será?
Custa a crer, mas com um pouquinho de boa vontade é possível oferecer ao torcedor mais de conforto.
Muita gente acabou se afastando dos estádios, até pela concorrência de outras formas de diversão, sobretudo nas grandes cidades.
Com o dinheiro da televisão, os grandes clubes deixaram a bilheteria em terceiro plano, excluindo o fã do cenário do jogo.
Sorte de quem pode pagar para ver os jogos no sofá de casa.
Tomara que o avanço da lei seja realmente significativo. Mesmo com um atraso monstro, a Copa de 2014 tem tudo para ser um sucesso.
O problema está no que vai acontecer antes e depois. A cartolagem se garante por apenas 30 dias.
É hora de abrir os portões dos estádios para todos.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO E ASSISTA À ANÁLISE DO COMENTARISTA PAULO CALÇADE
O futebol tem importância cultural, social, política e econômica. É natural que evolua em todos os seus aspectos.
Mas ainda há muito o que fazer para melhorar a estrutura do esporte, aquela que faz o torcedor de arquibancada sofrer com bobagens como falta de bilheterias.
Quando o assunto é organização, o país da Copa do Mundo engatinha. Ir ao estádio ainda é uma experiência dramática.
Pelo menos em teoria, a segurança vai melhorar e os cambistas vão desaparecer do cenário do futebol. Será?
Custa a crer, mas com um pouquinho de boa vontade é possível oferecer ao torcedor mais de conforto.
Muita gente acabou se afastando dos estádios, até pela concorrência de outras formas de diversão, sobretudo nas grandes cidades.
Com o dinheiro da televisão, os grandes clubes deixaram a bilheteria em terceiro plano, excluindo o fã do cenário do jogo.
Sorte de quem pode pagar para ver os jogos no sofá de casa.
Tomara que o avanço da lei seja realmente significativo. Mesmo com um atraso monstro, a Copa de 2014 tem tudo para ser um sucesso.
O problema está no que vai acontecer antes e depois. A cartolagem se garante por apenas 30 dias.
É hora de abrir os portões dos estádios para todos.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO E ASSISTA À ANÁLISE DO COMENTARISTA PAULO CALÇADE
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O comentarista Paulo Calçade analisa as mudanças no Estatuto do Torcedor; assista
- 18h02
- 26Jul
A primeira lista de Mano Menezes acabou sendo melhor do que se esperava.
Foi o resultado de poucas horas pensando como treinador da seleção brasileira.
É o começo de um trabalho que deve ter o time formado no sistema 4-2-3-1, muito utilizado pelo treinador e pela maioria das equipes do planeta, inclusive na Copa do Mundo.
Há gente que veio para ficar e gente que vai passar sem ser lembrada no futuro.
É assim que funciona, a nova equipe precisa de um ponto de partida. E ele é bom.
Ainda é muito cedo para definir erros e acertos na convocação.
O tempo e o bom senso vão determinar o caminho de Mano no comando da seleção.
Ficou muito claro na entrevista coletiva que o novo treinador ainda nem havia assinado seu contrato e que muitos detalhes da nova seleção ainda precisam ser definidos.
A CBF tinha um jogo e necessitava de um comandante.
Havia um compromisso na agenda da entidade. antes do delicado e necessário processo de revovação do time nacional.
Primeiro Mano convocou, agora vai cuidar da seleção.
Para trabalhar na CBF é preciso ter jogo de cintura.
Não olhe para a primeira lista como algo definitivo.
A exemplo de Dunga e de tantos outros, para se renovar uma equipe é preciso arriscar.
Arriscar é diferente de inventar e ser teimoso.

Veja a lista de Mano Menezes com as idades dos jogadores. O blog agradece à companheira de ESPN Gabriela Franco pela informação.
GOLEIROS
Jefferson, Botafogo, 27
Renan, Avaí, 19
Victor, Grêmio, 27
LATERAIS DIREITOS
Daniel Alves, Barcelona, 27
Rafael, Manchester United, 20
ZAGUEIROS
David Luiz, Benfica, 23
Henrique, Racing Santander, 23
Réver, Atlético-MG, 25
Thiago Silva, Milan, 25
LATERAIS ESQUERDOS
Marcelo, Real Madrid, 22
André Santos, Fenerbahce, 27
VOLANTES
Jucilei, Corinthians, 22
Lucas, Liverpool, 23
Ramires, Benfica, 23
Sandro, Internacional, 21
MEIAS
Ganso, Santos, 20
Ederson, Lyon, 24
Hernanes, São Paulo, 25
ATACANTES
Neymar, Santos, 18
Diego Tardelli, Atlético-MG, 25
Pato, Milan, 20
Carlos Eduardo, Hoffeinheim, 23
André, Santos/Dinamo de Kiev, 19
Robinho, Santos, 26
* Média de idade dos convocados: 23,08
Foi o resultado de poucas horas pensando como treinador da seleção brasileira.
É o começo de um trabalho que deve ter o time formado no sistema 4-2-3-1, muito utilizado pelo treinador e pela maioria das equipes do planeta, inclusive na Copa do Mundo.
Há gente que veio para ficar e gente que vai passar sem ser lembrada no futuro.
É assim que funciona, a nova equipe precisa de um ponto de partida. E ele é bom.
Ainda é muito cedo para definir erros e acertos na convocação.
O tempo e o bom senso vão determinar o caminho de Mano no comando da seleção.
Ficou muito claro na entrevista coletiva que o novo treinador ainda nem havia assinado seu contrato e que muitos detalhes da nova seleção ainda precisam ser definidos.
A CBF tinha um jogo e necessitava de um comandante.
Havia um compromisso na agenda da entidade. antes do delicado e necessário processo de revovação do time nacional.
Primeiro Mano convocou, agora vai cuidar da seleção.
Para trabalhar na CBF é preciso ter jogo de cintura.
Não olhe para a primeira lista como algo definitivo.
A exemplo de Dunga e de tantos outros, para se renovar uma equipe é preciso arriscar.
Arriscar é diferente de inventar e ser teimoso.

Veja a lista de Mano Menezes com as idades dos jogadores. O blog agradece à companheira de ESPN Gabriela Franco pela informação.
GOLEIROS
Jefferson, Botafogo, 27
Renan, Avaí, 19
Victor, Grêmio, 27
LATERAIS DIREITOS
Daniel Alves, Barcelona, 27
Rafael, Manchester United, 20
ZAGUEIROS
David Luiz, Benfica, 23
Henrique, Racing Santander, 23
Réver, Atlético-MG, 25
Thiago Silva, Milan, 25
LATERAIS ESQUERDOS
Marcelo, Real Madrid, 22
André Santos, Fenerbahce, 27
VOLANTES
Jucilei, Corinthians, 22
Lucas, Liverpool, 23
Ramires, Benfica, 23
Sandro, Internacional, 21
MEIAS
Ganso, Santos, 20
Ederson, Lyon, 24
Hernanes, São Paulo, 25
ATACANTES
Neymar, Santos, 18
Diego Tardelli, Atlético-MG, 25
Pato, Milan, 20
Carlos Eduardo, Hoffeinheim, 23
André, Santos/Dinamo de Kiev, 19
Robinho, Santos, 26
* Média de idade dos convocados: 23,08
- 22h55
- 25Jul
Mano Menezes assina contrato com a CBF e, imediatamente, saca uma lista de jogadores do bolso.
Não deveria funcionar assim, mas com a entidade que dirige o futebol brasileiro tudo é meio bagunçado mesmo.
Acostumado às dificuldades de grandes equipes do futebol brasileiro, como Grêmio e Corinthians, Mano vai tirar de letra no início.
O problema está na primeira convocação. Com o início da temporada europeia e os jogos decisivos na Libertadores, o novo treinador terá muitas restrições logo na primeira chamada.
É preciso ter calma. Toda essa correria acontece devido aos compromissos comerciais da CBF.
O jogo contra os norte-americanos, independentemente do que aconteceria na Copa, estava marcado. É assim que funciona e todo treinador sabe disso.
Logo de cara, Mano Menezes pode se diferenciar de Dunga fazendo algo fundamental para um treinador de seleção: ir aos estádios de futebol ver os jogadores.
É o básico, é no campo que o novo trabalho deve ser desenvolvido. Com paciência e a busca por um estilo.
Poucos times no mundo ainda podem decidir a maneira de jogar. O Brasil é um deles.
O talento deve ser a base, o ponto de partida para a nova seleção.
É possível montar uma equipe competitiva e que não jogue a tradição do futebol brasileiro na lata do lixo.
É o desafio de Mano Menezes.
Não deveria funcionar assim, mas com a entidade que dirige o futebol brasileiro tudo é meio bagunçado mesmo.
Acostumado às dificuldades de grandes equipes do futebol brasileiro, como Grêmio e Corinthians, Mano vai tirar de letra no início.
O problema está na primeira convocação. Com o início da temporada europeia e os jogos decisivos na Libertadores, o novo treinador terá muitas restrições logo na primeira chamada.
É preciso ter calma. Toda essa correria acontece devido aos compromissos comerciais da CBF.
O jogo contra os norte-americanos, independentemente do que aconteceria na Copa, estava marcado. É assim que funciona e todo treinador sabe disso.
Logo de cara, Mano Menezes pode se diferenciar de Dunga fazendo algo fundamental para um treinador de seleção: ir aos estádios de futebol ver os jogadores.
É o básico, é no campo que o novo trabalho deve ser desenvolvido. Com paciência e a busca por um estilo.
Poucos times no mundo ainda podem decidir a maneira de jogar. O Brasil é um deles.
O talento deve ser a base, o ponto de partida para a nova seleção.
É possível montar uma equipe competitiva e que não jogue a tradição do futebol brasileiro na lata do lixo.
É o desafio de Mano Menezes.

Qualquer treinador sonha comandar o time nacional.
Não é fácil dizer não à seleção brasileira.
Mas também não é difícil dizer não à seleção brasileira dirigida por esta CBF.
Muricy é racional, parece ter a cabeça no lugar mesmo diante de um convite oficial, provavelmente no dia mais importante de sua carreira como treinador.
A história de que o Fluminense não o liberou não convence.
Se tivesse sentido firmeza nas palavras do presidente da CBF, Muricy trabalharia pela liberação do Flu.
O processo de escolha do novo treinador da seleção seguiu o padrão de gestão da CBF no futebol.
A recusa de Muricy Ramalho foi mais uma derrota da cartolagem que nunca perde.
O fracasso pertence apenas ao treinador e aos jogadores, jamais ao presidente.
A CBF se preocupa apenas com as obras para o Mundial.
O futebol continua sendo supérfluo, perder uma Copa em casa não significa grande coisa, afinal os patrocinadores continuam chegando.
Será que o polvo Paul não poderia dar uma força?
Com certeza, o cefalópode entende mais de futebol do que os cartolas da CBF!

Que história a Copa África do Sul contaria se a pancadaria da Holanda tivesse vencido a Espanha?
Seria péssimo para o futebol.
A vitória espanhola demonstra ser possível jogar bonito e ter um time competitivo.
Os espanhóis não foram exuberantes, mas mereceram.
Aos 41 minutos do segundo tempo, quando a prorrogação parecia inevitável, Vicente del Bosque trocou Xabi Alonso por Fábregas.
Coragem, essa é a palavra para definir a substituição na Espanha.
Diante do jogo brusco holandês, a substituição improvável tornaria a equipe ainda mais leve no meio-campo, mas foi importantíssima para instalar de vez o time no campo adversário.
A verdade é que a Holanda passou todo o segundo tempo de olho nos contra-ataques. E batendo. Apenas isso.
É verdade também que o árbitro inglês Howard Webb foi péssimo, manteve De Jong na partida depois de uma entrada criminosa sobre Xabi Alonso, aos 29 do primeiro tempo.
Lance para expulsão, a menos que se altere a regra do jogo.
Uma vergonha.
A prova de que a arbitragem da Copa foi ruim é o volante Van Bommel.
Terminou jogando, sem ser expulso em nenhuma partida.
A grande contribuição da Espanha para a Copa do Mundo é o passe.
É o estilo de um futebol que diz muito aos brasileiros.
Nós não inventamos o passe, mas sempre nos esforçamos para dignificá-lo.
Por isso, podemos dizer que esta Espanha tem um pouco das características abandonadas pela seleção brasileira.
Tem o nosso sabor, a paixão pela bola, nos devolve a sensação de controlar o espaço e, principalmente, o inimigo.
A marca registrada do estilo espanhol é Xavi Hernandez, 30 anos, 1m70, 636 minutos jogados no Mundial e 669 passes.
Mas apenas sete chutes a gol, nenhum no alvo.
Não espere dele o faro artilheiro, os gols são mesmo raros.
O negócio de Xavi é a manutenção do estilo.
Talvez Iniesta seja para muitos o grande jogador desta campanha, ao lado de Villa.
Mas a referência é Xavi, é o sujeito que confere uma identidade à seleção espanhola.
A antiga Fúria, agora é dona de uma leveza, de uma sensibilidade, de um controle absoluto sobre o espaço que poderia ser nosso, brasileiro.
Que bom ver a Espanha de Xavi, Iniesta e Fábregas campeã do mundo.
Que ela sirva de exemplo para a próxima seleção brasileira.
Hoje, espanhóis e brasileiros ainda podem escolher uma maneira de jogar. Isso é para poucos.
Que façamos a escolha certa.
Importante: Xavi fez apenas uma falta em sete partidas.
Toda a dificuldade da Espanha em transformar David Villa e Pedro no destino de seus passes foi dissolvida por um escanteio cobrado por Xavi, aos 27 minutos do segundo tempo.
Mais baixo do que dez dos 11 jogadores alemães no momento do gol, sozinho na entrada da área, Puyol tomou distância, decolou e colocou a Espanha na final pela primeira vez.
Se vencerem a Holanda, os espanhóis serão os primeiros campeões do mundo derrotados na primeira rodada (Suíça 1 a 0).
Depois de goleadas sobre Inglaterra e Argentina, os alemães chegaram ao confronto empurrados pelo melhor futebol da Copa, mas não tiveram a bola até levarem o gol e os espanhóis recuarem.
O detalhe do jogo é que a Espanha mantém a posse de bola, custe o que custar, com ou sem uma referência na área.
Del Bosque desembarcou na semi ainda procurando o time ideal, inicialmente escalado com Villa e Pedro.
A dupla pode ser mantida ou Fernando Torres retornar para a final.
Sorte de quem olha para o banco de reservas e encontra opções para tentar resolver os problemas.
Sem Thomas Mueller, a Alemanha perdeu agressividade, aumentou a responsabilidade sobre Oezil e o viu absorvido pela marcação de Busquets e Xabi Alonso.
O time da posse de bola foi o time da bola parada.
Mais baixo do que dez dos 11 jogadores alemães no momento do gol, sozinho na entrada da área, Puyol tomou distância, decolou e colocou a Espanha na final pela primeira vez.
Se vencerem a Holanda, os espanhóis serão os primeiros campeões do mundo derrotados na primeira rodada (Suíça 1 a 0).
Depois de goleadas sobre Inglaterra e Argentina, os alemães chegaram ao confronto empurrados pelo melhor futebol da Copa, mas não tiveram a bola até levarem o gol e os espanhóis recuarem.
O detalhe do jogo é que a Espanha mantém a posse de bola, custe o que custar, com ou sem uma referência na área.
Del Bosque desembarcou na semi ainda procurando o time ideal, inicialmente escalado com Villa e Pedro.
A dupla pode ser mantida ou Fernando Torres retornar para a final.
Sorte de quem olha para o banco de reservas e encontra opções para tentar resolver os problemas.
Sem Thomas Mueller, a Alemanha perdeu agressividade, aumentou a responsabilidade sobre Oezil e o viu absorvido pela marcação de Busquets e Xabi Alonso.
O time da posse de bola foi o time da bola parada.
- 14h20
- 05Jul

Dunga e Maradona têm apenas uma semelhança: ganharam uma seleção para brincar de treinador, antes de experiências consistentes no comando de equipes de futebol.
O brasileiro foi escalado para recuperar a ordem, a vontade de jogar pela seleção e acreditou que bastaria para vencer a Copa do Mundo.
Todos os problemas da equipe foram expostos e exaustivamente debatidos. Teimoso, pagou para ver.
O argentino é uma figura mítica, que nem mesmo a goleada história sofrida contra a Alemanha será capaz de manchá-la. Foi paizão, amigo, mas Copa do Mundo exige mais do que isso.
Agora ambos estão fora de combate, Maradona anunciou que o ciclo à frente da seleção argentina está encerrado. E Dunga foi dispensado pela CBF antes que pudesse sonhar em ficar no cargo.
Brasil e Argentina precisam de treinadores de verdade.
Seleção e clube grande não são lugares para teste, para ver o que acontece. Só mesmo na AFA e na CBF.
Pior no caso brasileiro, já que por aqui o futebol do campo sempre é menos importante.
Por isso Felipão surge como o melhor nome para a seleção, inclusive para a CBF.
O campeão mundial tem lastro, história e atrairia toda a atenção após o fracasso de Dunga, enquanto a Confederação cuidaria do mais importante: as obras para 2014.

O primeiro tempo da seleção brasileira deixou uma falsa impressão sobre a partida.
O time se comportou bem, demonstrou aquela arrogância vencedora citada pelo treinador Bert van Marwijk, mas se deixou contaminar por ela.
A Holanda não jogou, manteve-se estática, sem mobilidade, distante do gol de Júlio César.
O possível cenário de dominação holandesa surgiu apenas no segundo tempo.
Robben e Snejder tomaram conta do setor de Michel Bastos e levaram o destemperado Felipe Melo para o buraco.
Do jeito que estava, a Holanda não poderia ficar. O time foi inteligente ao aumentar o número de jogadores sobre o setor mais frágil do Brasil.
Não seria absurdo pensar em ganhar a Copa com o time de Dunga, apesar de todos os seus defeitos e do excesso de teimosia.
Na porta de saída do Mundial estava escrito exatamente o que a imprensa havia enxergado há muito tempo.
As limitações da seleção brasileira a mandaram para casa.
O lado esquerdo não funcionou e não havia opções no banco.
Quando a Holanda chegou para o segundo tempo, com mais volume de jogo e contundência, algo deveria ter sido feito.
Mas com um jogador a menos, não havia como mexer no time sem desestruturá-lo ainda mais.
A Holanda conseguiu algo raro, virar um jogo na Copa do Mundo.
Robinho foi o atacante mais perigoso.
Kaká passou muito tempo contundido e jamais conseguiu entrar em forma.
Dunga apostou na consistência defensiva e nos contra-ataques.
Foi engolido pelos dois.
A defesa falhou e os contra-ataques não foram capazes de matar o jogo no momento de superioridade, no primeiro tempo.
É triste, mas não há brasileiro surpreso.
A história não é estranha, fica para a próxima.
Para quem gosta de futebol, a Copa do Mundo continua.
Jornalista há 25 anos, é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Eldorado ESPN. Pós-graduado em futebol, pela Escola de Educação Física e Esporte (USP), acredita que a ciência tem um papel importante no futebol atual. Este blog será um espaço também para se discutir estas questões