ESPN
- Patrocínio do site
PARTICIPE
- /blogs
- /cadastro
- /enquete
- /mural
- /promocoes
DIVERSÃO
- /bolao
- /bolaouefa
CANAIS
- /radioeldoradoespn
SUPORTE E AJUDA
- /afiliadas
- /anuncie
- /assine
- /expediente
- /faleconosco
- /quemsomos
- /quemveste
- /trabalheconosco
- Cadastro / Login
- Faça seu cadastro de fã do Esporte
Carregando...
Carregando...
Carregando...
- 11h16
- 12Mar
Durante toda esta semana, alguns dos melhores pilotos de parapente do país estão na cidade de Afonso Claudio, no Espírito Santo, para a etapa de abertura do Campeonato Brasileiro da modalidade. Este ano, a competição é especialmente importante, já que o ranking nacional vai definir a equipe que representará o país no Campeonato Mundial de 2011, em Piedrahita, na Espanha.
O vôo-livre é um esporte que exige muita técnica de pilotagem, estratégia de competição, conhecimento das condições do tempo e, principalmente, paciência. Procurando pelo significado exato da palavra, encontrei o seguinte: Paciência é ter a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes; capacidade de se libertar da ansiedade.
Durante o vôo, é importantíssimo saber persistir numa térmica fraca quando a condição está ruim. Tentar se manter o máximo de tempo no ar antes de desistir e seguir para o pouso. Saber segurar a ansiedade para não sair desesperado querendo completar logo o trajeto da prova e acabar pousando no meio do caminho.
Mas ter paciência durante o vôo já podemos dizer que é o segundo passo dessa virtude nesse esporte. Difícil mesmo é ter paciência quando as condições não ajudam. Cansei de ficar horas numa rampa de decolagem esperando o vento diminuir, a chuva passar, ou as térmicas melhorarem. Muitas vezes essa espera foi em vão e tivemos que descer a montanha pela estrada, sem poder tirar os pés do chão. Mas pelo menos tem o consolo de que sempre é melhor estar no chão querendo estar no ar do que estar no ar querendo estar no chão.
Essa semana, os pilotos do brasileiro de parapente estão tendo que exercitar muito esta virtude em Afonso Claudio. Como as condições não estão ajudando por lá, apenas uma prova foi válida até agora e a briga pelas vagas na equipe brasileira vai ficando cada vez mais difícil. Luiz Henrique SABIÁ, acostumado a lidar com questões meteorológicas, está lá no Espírito Santo para fazer a cobertura do evento para os canais ESPN e também está exercitando a grande virtude da Paciência.
Pilotos voam em Afonso Claudio/ES
O vôo-livre é um esporte que exige muita técnica de pilotagem, estratégia de competição, conhecimento das condições do tempo e, principalmente, paciência. Procurando pelo significado exato da palavra, encontrei o seguinte: Paciência é ter a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes; capacidade de se libertar da ansiedade.
representação artísitca da Paciência
Durante o vôo, é importantíssimo saber persistir numa térmica fraca quando a condição está ruim. Tentar se manter o máximo de tempo no ar antes de desistir e seguir para o pouso. Saber segurar a ansiedade para não sair desesperado querendo completar logo o trajeto da prova e acabar pousando no meio do caminho.
Mas ter paciência durante o vôo já podemos dizer que é o segundo passo dessa virtude nesse esporte. Difícil mesmo é ter paciência quando as condições não ajudam. Cansei de ficar horas numa rampa de decolagem esperando o vento diminuir, a chuva passar, ou as térmicas melhorarem. Muitas vezes essa espera foi em vão e tivemos que descer a montanha pela estrada, sem poder tirar os pés do chão. Mas pelo menos tem o consolo de que sempre é melhor estar no chão querendo estar no ar do que estar no ar querendo estar no chão.
undefined
Essa semana, os pilotos do brasileiro de parapente estão tendo que exercitar muito esta virtude em Afonso Claudio. Como as condições não estão ajudando por lá, apenas uma prova foi válida até agora e a briga pelas vagas na equipe brasileira vai ficando cada vez mais difícil. Luiz Henrique SABIÁ, acostumado a lidar com questões meteorológicas, está lá no Espírito Santo para fazer a cobertura do evento para os canais ESPN e também está exercitando a grande virtude da Paciência.
undefined
Veja o vídeo desta quarta-feira aqui
Veja o vídeo desta terça-feira aqui
Veja o vídeo desta segunda-feira aqui
Veja o vídeo deste domingo aqui
Veja o vídeo desta quarta-feira aqui
Veja o vídeo desta terça-feira aqui
Veja o vídeo desta segunda-feira aqui
Veja o vídeo deste domingo aqui
- 11h45
- 09Mar
Pra me matar de inveja, Luiz Henrique SABIÁ está em Afonso Claudio, Espírito Santo, para a etapa de abertura do Campeonato Brasileiro de Parapente 2010.
No primeiro dia de competições, o carioca Bruno Menescal levou a melhor e venceu a prova do dia. Em segundo chegou o piloto da Moldavia, Alexandro Cojocari, seguido pelo catarinense Donizete Lemos.
Muito legal ver o Bruno matando prova de Campeonato Brasileiro, prova de que no vôo-livre a experiência conta muito. Bruno é um dos pioneiros do vôo-livre no Brasil, foi presidente da Associação Brasileira de Vôo Livre e figura sempre presente nos eventos pelo país.
Já na segunda-feira, o vento forte fez com que a Comissão técnica optasse por cancelar a prova do dia, já que o grande número de vales na região podia causar problemas aos pilotos, com muitas áreas de turbulência.
Veja aqui o vídeo feita pelo Sabiá nesta segunda pela manhã.
Veja aqui o vídeo sobre a prova cancelada nesta segunda-feira.
No primeiro dia de competições, o carioca Bruno Menescal levou a melhor e venceu a prova do dia. Em segundo chegou o piloto da Moldavia, Alexandro Cojocari, seguido pelo catarinense Donizete Lemos.
Muito legal ver o Bruno matando prova de Campeonato Brasileiro, prova de que no vôo-livre a experiência conta muito. Bruno é um dos pioneiros do vôo-livre no Brasil, foi presidente da Associação Brasileira de Vôo Livre e figura sempre presente nos eventos pelo país.
Já na segunda-feira, o vento forte fez com que a Comissão técnica optasse por cancelar a prova do dia, já que o grande número de vales na região podia causar problemas aos pilotos, com muitas áreas de turbulência.
Veja aqui o vídeo feita pelo Sabiá nesta segunda pela manhã.
Veja aqui o vídeo sobre a prova cancelada nesta segunda-feira.
- 13h20
- 07Mar
Como disse no post anterior, achei num sebo de Havana o livro chamado "Fidel y el Deporte", uma seleção de pensamentos do líder cubano sobre a importância do esporte na revolução socialista. É muito interessante em perceber o quanto uma política de Estado pode fazer com que um país se desenvolva ao ponto de tornar-se uma potência olímpica, assim como ocorreu com Cuba.
Afinal, qual amante do esporte com mais de 30 anos não se lembra da lenda do salto em altura Javier Sotomayor, ainda hoje um ídolo no país e um dos poucos "milionários" da ilha de Fidel. E aquelas equipes imbatíveis de vôlei? O que dizer então dos boxeadores e judocas cubanos?
Todo o trabalho feito para desenvolver o esporte na ilha teve como base as escolas do país, passando pela construção de estádios e grandes áreas para a prática esportiva de toda a população. Como resultado, muitas medalhas e a melhora da saúde e qualidade de vida da população. Lembrando que na ilha socialista não existe esporte profissional. Todos são amadores e os atletas olímpicos são como funcionários do governo.
Além das diversas edições de Jogos Panamericanos, Cuba passou a ter grande destaque em nível mundial a partir da Olimpíada de Moscou, em 1980. Com o boicote americano aos jogos, os atletas de Fidel conquistaram 20 medalhas, sendo 10 no boxe, e terminaram em quarto lugar no quadro geral. O auge de todo esse trabalho chegou em Barcelona, em 1992, quando Cuba faturou 31 medalhas e terminou na quinta colocação geral. A partir daí, com a escassez financeira depois da queda da União Soviética, os atletas cubanos seguiram tendo um bom desempenho, mas já não mais com aquela força toda de anos anteriores. Mesmo assim, Cuba é o país que tem o maior índice de medalhas por habitante.Veja o desempenho do país nas últimas edições dos jogos olímpicos:
Atlanta-EUA, 1996 - 25 medalhas
Sydney-Austrália, 2000 - 29 medalhas
Atenas-Grécia, 2004 - 27 medalhas
Pequim-China 2008 - 24 medalhas
Mais uma vez, tenho a impressão de que Fidel parou no tempo e poderia ter se aproveitado melhor do desempenho de seus atletas para deixar que eles treinassem fora, competissem mais em disputas internacionais e seguissem desenvolvendo o esporte no país. De qualquer forma, o desenvolvimento do esporte em Cuba é um exemplo e tanto para outros países, em especial o Brasil.
Separei alguns pensamentos contidos nesse livro, que acho que encaixam-se perfeitamente para qualquer situação, independente dos ideiais revolucionários ou formas de governo de qualquer país. Já que seremos sede de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada ainda nesta década, quem sabe ainda dá tempo de desenvolvermos alguns campeões...
Aí vai:
"O companheiro Fidel e as principais autoridades esportivas cubanas tem expressado reiteradamente uma preocupação em relação aos cada vez mais altos gastos com as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos olímpicos e a influência dos lucros e ofertas das grandes cidades para tornarem-se sede desses eventos, deixando de fora as pequenas cidades, independentemente do desenvolvimento do esporte no país, da capacidade de organização e dos méritos esportivos alcançados"
"Quando cada garoto encontrar em sua cidade, seu bairro, sua vila um lugar apropriado para desenvolver suas condições físicas e dedicar-se por inteiro para a prática do esporte de sua preferência, satisfaremos o desejo de todos que fizeram esta revolução"
"Vocês têm oportunidade de passear, de divertir-se fazendo exercícios e isso também é educação...
... Nós aprendemos a fazer a guerra jogando bola, basquete, beisebol, fazendo todos os esportes, nadando no mar, nadando nos rios e subindo montanhas"
"Não tem que ser uma estrela, um campeão, mas deve cultivar a educação física como sua formação geral...
... Não se concebe um jovem revolucionário que não seja esportista...
... O esporte fortalece fisica, mentalmente e também o caráter... e mais do que isso, também entretem o povo e o faz feliz."
"Os atletas do futuro têm que ser preparados desde já nas escolas..."
"Para nós, o esporte não é uma atividade comercial. Se fazem negócio com o espírito dos atletas, com o esforço do atleta e até se converte o atleta em propriedade privada de corporações, isso não é espírito esportivo..."
"Chegará o dia em que toda a nação estará praticando esporte. E vale mil vezes mais o esporte de um apaixonado que o esporte profissional. É o amor próprio, a honra do atleta e a obrigação que sente frente ao público que o faz realizar coisas que não fariam por dinheiro."
"O esporte cultiva os músculos, educa o caráter, desenvolve a inteligência, faz cidadãos mais saudáveis e preparados em todos os sentidos."
"Tem que se fundir a condição de bom estudante e de bom atleta... se conseguirmos isso, estaremos alcançando uma meta que beneficiará extraordinariamente os nossos jovens e formaremos uma geração magnífica, uma geração muito mais apta para a vida em todos os conceitos do que as gerações anteriores."
"Não importaria que nossa delegação fosse a última em medalhas e vitórias, se pudéssemos ter a satisfação de ver um dia que o esporte triunfa como um instrumento da felicidade e bem-estar do povo. E não é nossa culpa, mas uma consequencia que nossos atletas encham o peito de medalhas."
"Quando o esporte começar a ser praticado desde o ventre da mãe, porque é aí - e não pensem que é exagero -, na atenção que recebem as mães, na atenção médica, nas condições de higiene, na alimentação que recebe a mãe que começa a formar-se o atleta."
Essas são algumas das citações que extrai do livro, mas tem muita coisa interessante que nossos dirigentes deveriam pelo menos ler e refletir. Mas aí acho que é querer demais, né!
Afinal, qual amante do esporte com mais de 30 anos não se lembra da lenda do salto em altura Javier Sotomayor, ainda hoje um ídolo no país e um dos poucos "milionários" da ilha de Fidel. E aquelas equipes imbatíveis de vôlei? O que dizer então dos boxeadores e judocas cubanos?
Todo o trabalho feito para desenvolver o esporte na ilha teve como base as escolas do país, passando pela construção de estádios e grandes áreas para a prática esportiva de toda a população. Como resultado, muitas medalhas e a melhora da saúde e qualidade de vida da população. Lembrando que na ilha socialista não existe esporte profissional. Todos são amadores e os atletas olímpicos são como funcionários do governo.
Além das diversas edições de Jogos Panamericanos, Cuba passou a ter grande destaque em nível mundial a partir da Olimpíada de Moscou, em 1980. Com o boicote americano aos jogos, os atletas de Fidel conquistaram 20 medalhas, sendo 10 no boxe, e terminaram em quarto lugar no quadro geral. O auge de todo esse trabalho chegou em Barcelona, em 1992, quando Cuba faturou 31 medalhas e terminou na quinta colocação geral. A partir daí, com a escassez financeira depois da queda da União Soviética, os atletas cubanos seguiram tendo um bom desempenho, mas já não mais com aquela força toda de anos anteriores. Mesmo assim, Cuba é o país que tem o maior índice de medalhas por habitante.Veja o desempenho do país nas últimas edições dos jogos olímpicos:
Atlanta-EUA, 1996 - 25 medalhas
Sydney-Austrália, 2000 - 29 medalhas
Atenas-Grécia, 2004 - 27 medalhas
Pequim-China 2008 - 24 medalhas
Mais uma vez, tenho a impressão de que Fidel parou no tempo e poderia ter se aproveitado melhor do desempenho de seus atletas para deixar que eles treinassem fora, competissem mais em disputas internacionais e seguissem desenvolvendo o esporte no país. De qualquer forma, o desenvolvimento do esporte em Cuba é um exemplo e tanto para outros países, em especial o Brasil.
Separei alguns pensamentos contidos nesse livro, que acho que encaixam-se perfeitamente para qualquer situação, independente dos ideiais revolucionários ou formas de governo de qualquer país. Já que seremos sede de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada ainda nesta década, quem sabe ainda dá tempo de desenvolvermos alguns campeões...
O livro Fidel y el deporte, com citações do líder cubano sobre o esporte e a revolução socialista
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Aí vai:
"O companheiro Fidel e as principais autoridades esportivas cubanas tem expressado reiteradamente uma preocupação em relação aos cada vez mais altos gastos com as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos olímpicos e a influência dos lucros e ofertas das grandes cidades para tornarem-se sede desses eventos, deixando de fora as pequenas cidades, independentemente do desenvolvimento do esporte no país, da capacidade de organização e dos méritos esportivos alcançados"
"Quando cada garoto encontrar em sua cidade, seu bairro, sua vila um lugar apropriado para desenvolver suas condições físicas e dedicar-se por inteiro para a prática do esporte de sua preferência, satisfaremos o desejo de todos que fizeram esta revolução"
"Vocês têm oportunidade de passear, de divertir-se fazendo exercícios e isso também é educação...
... Nós aprendemos a fazer a guerra jogando bola, basquete, beisebol, fazendo todos os esportes, nadando no mar, nadando nos rios e subindo montanhas"
"Não tem que ser uma estrela, um campeão, mas deve cultivar a educação física como sua formação geral...
... Não se concebe um jovem revolucionário que não seja esportista...
... O esporte fortalece fisica, mentalmente e também o caráter... e mais do que isso, também entretem o povo e o faz feliz."
"Os atletas do futuro têm que ser preparados desde já nas escolas..."
"Para nós, o esporte não é uma atividade comercial. Se fazem negócio com o espírito dos atletas, com o esforço do atleta e até se converte o atleta em propriedade privada de corporações, isso não é espírito esportivo..."
"Chegará o dia em que toda a nação estará praticando esporte. E vale mil vezes mais o esporte de um apaixonado que o esporte profissional. É o amor próprio, a honra do atleta e a obrigação que sente frente ao público que o faz realizar coisas que não fariam por dinheiro."
"O esporte cultiva os músculos, educa o caráter, desenvolve a inteligência, faz cidadãos mais saudáveis e preparados em todos os sentidos."
"Tem que se fundir a condição de bom estudante e de bom atleta... se conseguirmos isso, estaremos alcançando uma meta que beneficiará extraordinariamente os nossos jovens e formaremos uma geração magnífica, uma geração muito mais apta para a vida em todos os conceitos do que as gerações anteriores."
"Não importaria que nossa delegação fosse a última em medalhas e vitórias, se pudéssemos ter a satisfação de ver um dia que o esporte triunfa como um instrumento da felicidade e bem-estar do povo. E não é nossa culpa, mas uma consequencia que nossos atletas encham o peito de medalhas."
"Quando o esporte começar a ser praticado desde o ventre da mãe, porque é aí - e não pensem que é exagero -, na atenção que recebem as mães, na atenção médica, nas condições de higiene, na alimentação que recebe a mãe que começa a formar-se o atleta."
Essas são algumas das citações que extrai do livro, mas tem muita coisa interessante que nossos dirigentes deveriam pelo menos ler e refletir. Mas aí acho que é querer demais, né!
- 21h30
- 04Mar
Acabo de voltar de uma viagem de férias a Cuba. Fazia tempo que não sabia o que era viajar sem ter a obrigação de registrar fatos, entrevistar pessoas e pensar em boas histórias pra contar. Mas como faz parte de mim esse espírito curioso, não tive como deixar de escrever este texto sobre minha passagem pela maior ilha do Caribe. Pra não deixar um post tão grande, gostaria de ter publicado textos ao longo da viagem, mas a dificuldade pra se conseguir acesso à internet por lá não permitiu. Portanto, peço desculpas desde já por me alongar tanto aqui.
As belezas naturais do arquipélago formado por mais de 4mil restingas, ilhas e ilhotas são especiais. Entre vôos em Antonovs russos e alguns mergulhos com a deliciosa presença de tubarões, barracudas, moréias e corais lindíssimos, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre toda a situação política, econômica e social da ilha dos irmãos Fidel e Raul Castro.
Conversei com muita gente por lá e pude perceber o orgulho muito grande com que os cubanos falam de seu país, de sua forma de governo e das grandes conquistas nos campos da educação, saúde e esporte. Mas, com o tempo, vamos percebendo o quanto eles vivem numa grande ilusão colocada quase que à força pelo governo. Vou explicar meu ponto de vista.
Pra começar, os locais mais conhecidos pelo turismo, como a cidade de Varadero e o "paraíso" de Cayo Largo, são "ilhas" à parte do país. Tudo feito para receber os diversos turistas canadenses, russos, italianos e brasileiros sem o menor sinal do tão falado socialismo. Resorts com tv à cabo, Coca-cola e Red Bull à venda e muitos CUCs rolando solto.
Aliás, este é outro ponto interessante de se registrar. No país existem duas moedas correntes. O CUC, que é a moeda para os turistas e vale pouco mais que o dólar, e o peso cubano, que é a moeda usada pelo povo local e vale 24 vezes menos que 1 CUC.
Nos locais turísticos é impossível de se comprar produtos com o peso cubano e o preço é tão alto quanto em qualquer outro lugar "bem" capitalista do mundo. Já em Havana, procurando bastante e fugindo do roteiro habitual dos turistas, é possível encontrar produtos à venda com a moeda local.
Só pra esclarecer, pelo regime socialista todos os cubanos têm direito e recebem educação e atedimento médico gratuitos e eficientes, além de uma cota de alimentos por mês. Entre os produtos, estão sete ovos, cerca de meio quilo de carne de frango, meio quilo de carne de porco, arroz, leite, entre outros alimentos. Todos os dias, mais um pãozinho por pessoa. Claro que isso não é o suficiente para o mês todo, por isso, existem os mercados agrícolas que vendem, por valor bem baixo e em moeda local, mais carne, verduras, legumes e frutas. Para comprar esses produtos, os habitantes da ilha de Fidel recebem um salário - quase todos são funcionários do governo - de cerca de 15 dólares por mês.
Na busca por um jornal cubano, troquei meus CUCs por pesos em uma das diversas casas de câmbio que existem próximo à Universidade de medicina. No caminho, vi um prédio diferente que tomava conta de toda uma praça e resolvi entrar pra ver. Na porta, um policial/segurança fardado me avisa que ali era uma sorveteria para cubanos e que, se quisesse, ao lado estava a sorveteria para turistas. Como tinha dinheiro local comigo e fiquei curioso, perguntei se poderia entrar e consumir com os locais. Fui autorizado e devidamente encaminhado para uma das muitas mesas no piso superior. Pedi duas bolas pra mim, me impressionei com a quantidade de sorvete que as outras mesas pediam e paguei 2 pesos pelo meu, cerca de 10 centavos de CUCs. Na saída, fui até a sorveteria para turistas para comparar os preços e me impressionei mais ainda ao descobrir que as mesmas duas bolas custariam 2,80 CUCs, quase 30 vezes mais.
Achando que tinha descoberto a maneira de economizar no último respiro socialista das américas, fui direto pegar o táxi dos locais - espécie de lotação nos carros da década de 50 - para pagar em moeda cubana. Foi aí que descobri que os raros motoristas donos de carros particulares não podiam transportar turistas. Este serviço é de exclusividade da Cubataxi, a empresa estatal. Tive que me conformar em pagar cerca de 5CUCs a corrida que custaria pouco mais de 30 centavos. Descobri também que esses sortudos que têm um carro particular e podem ganhar um extra trabalhando como taxistas precisam pagar um imposto mensal fixo, caríssimo, independente do número de passageiros que transportam. É o preço que pagam por viverem, de certa forma, fora do sistema.
Outras coisas que fiquei sabendo:
- Pra ser viável a vida em Cuba e a compra dos produtos complementares existem duas maneiras principais. A primeira é recebendo a ajuda de parentes que vivem em outros países - quase 90% da população. A outra, é trabalhando com o turismo para ganhar poupudas gorjetas , que valem mais que meses de trabalho. Isso tem feito com que a maioria da população troque as famosas faculdades de medicina, por exemplo, pelo trabalho com o turismo. Segundo um guia de turismo, as faculdades hoje recebem mais venezuelanos e brasileiros do que propriamente cubano;
- Não é permitido, salvo raras exceções, a compra de imóveis. Portanto, quando uma família cresce com o casamento de um filho e o nascimento de um bebê, por exemplo, é preciso fazer adaptações nas casas para acomodar todo mundo.
- Médicos ou outros profissionais que consigam trabalhar para alguma entidade ou empresa estrangeira, depois de um certo tempo, adquirem o direito de comprar uma casa ou um carro.
Voltando à praça/sorveteria, comprei alguns jornais cubanos para ver o que tinha. Além de um semanário esportivo e um jornal de literatura, peguei o Gramma e o Jornal Universitário, que são os tablóides que mais se aproximam do que chamamos de jornalismo diário no mundo não-socialista.
Mas é só no formato e distribuíção que eles se parecem porque no conteúdo a coisa é bem diferente. Sem surpresa nenhuma, vi exatamente os mesmo textos nos dois jornais. A notícia que me interessava era sobre a visita do presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, ao país e o que li foi exatamente o mesmo texto que tinha ouvido no noticiário da tv no dia anterior. Coincidentemente, este foi o dia seguinte à morte de Orlando Zapata Tamayo, que estava preso desde 2003 por discordar do governo e fazia greve de fome há 85 dias. Sobre ele, nenhuma linha. Só fiquei sabendo da morte dele quando cheguei de volta ao Brasil, cerca de cinco dias depois. Mais um instrumento para manter a população orgulhosa da ilusão de que vivem num país que beira a perfeição.
A sensação que fica depois disso tudo é de que se Fidel Castro tivesse optado pelo caminho do meio no meio do caminho, hoje Cuba seria uma das grandes potencias mundiais. As evoluções sociais na saúde, educação e esporte são inegáveis, mas a falta de democracia, o bloqueio americano - justificativa deles para todos os problemas do país - e ausência de uma liberdade para o povo fizeram com que o país ficasse parado no tempo. Acredito realmente que Cuba era tudo isso que eles falam na década de 70 e começo dos anos 80, mas hoje o mundo é outro, o país é maior e o Estado não consegue mais suprir todas as necessidades da população. O que acho que ainda resta como um grande trunfo e está em tempo de evoluir ainda mais é o esporte. E sobre isso comprei um livro num sebo de Havana. Mas é assunto pra um próximo post, já que este ficou grande demais e acho difícil que alguém o leia até o fim.
As belezas da maior ilha do Caribe
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
As belezas naturais do arquipélago formado por mais de 4mil restingas, ilhas e ilhotas são especiais. Entre vôos em Antonovs russos e alguns mergulhos com a deliciosa presença de tubarões, barracudas, moréias e corais lindíssimos, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre toda a situação política, econômica e social da ilha dos irmãos Fidel e Raul Castro.
Conversei com muita gente por lá e pude perceber o orgulho muito grande com que os cubanos falam de seu país, de sua forma de governo e das grandes conquistas nos campos da educação, saúde e esporte. Mas, com o tempo, vamos percebendo o quanto eles vivem numa grande ilusão colocada quase que à força pelo governo. Vou explicar meu ponto de vista.
Pra começar, os locais mais conhecidos pelo turismo, como a cidade de Varadero e o "paraíso" de Cayo Largo, são "ilhas" à parte do país. Tudo feito para receber os diversos turistas canadenses, russos, italianos e brasileiros sem o menor sinal do tão falado socialismo. Resorts com tv à cabo, Coca-cola e Red Bull à venda e muitos CUCs rolando solto.
Aliás, este é outro ponto interessante de se registrar. No país existem duas moedas correntes. O CUC, que é a moeda para os turistas e vale pouco mais que o dólar, e o peso cubano, que é a moeda usada pelo povo local e vale 24 vezes menos que 1 CUC.
Moeda do Peso Cubano com a imagem de Che Gevara
Nos locais turísticos é impossível de se comprar produtos com o peso cubano e o preço é tão alto quanto em qualquer outro lugar "bem" capitalista do mundo. Já em Havana, procurando bastante e fugindo do roteiro habitual dos turistas, é possível encontrar produtos à venda com a moeda local.
Só pra esclarecer, pelo regime socialista todos os cubanos têm direito e recebem educação e atedimento médico gratuitos e eficientes, além de uma cota de alimentos por mês. Entre os produtos, estão sete ovos, cerca de meio quilo de carne de frango, meio quilo de carne de porco, arroz, leite, entre outros alimentos. Todos os dias, mais um pãozinho por pessoa. Claro que isso não é o suficiente para o mês todo, por isso, existem os mercados agrícolas que vendem, por valor bem baixo e em moeda local, mais carne, verduras, legumes e frutas. Para comprar esses produtos, os habitantes da ilha de Fidel recebem um salário - quase todos são funcionários do governo - de cerca de 15 dólares por mês.
Esculutra das religiões africanas no centro de Havana
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Na busca por um jornal cubano, troquei meus CUCs por pesos em uma das diversas casas de câmbio que existem próximo à Universidade de medicina. No caminho, vi um prédio diferente que tomava conta de toda uma praça e resolvi entrar pra ver. Na porta, um policial/segurança fardado me avisa que ali era uma sorveteria para cubanos e que, se quisesse, ao lado estava a sorveteria para turistas. Como tinha dinheiro local comigo e fiquei curioso, perguntei se poderia entrar e consumir com os locais. Fui autorizado e devidamente encaminhado para uma das muitas mesas no piso superior. Pedi duas bolas pra mim, me impressionei com a quantidade de sorvete que as outras mesas pediam e paguei 2 pesos pelo meu, cerca de 10 centavos de CUCs. Na saída, fui até a sorveteria para turistas para comparar os preços e me impressionei mais ainda ao descobrir que as mesmas duas bolas custariam 2,80 CUCs, quase 30 vezes mais.
Sorveteria estatal
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Sorveteria estatal
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Achando que tinha descoberto a maneira de economizar no último respiro socialista das américas, fui direto pegar o táxi dos locais - espécie de lotação nos carros da década de 50 - para pagar em moeda cubana. Foi aí que descobri que os raros motoristas donos de carros particulares não podiam transportar turistas. Este serviço é de exclusividade da Cubataxi, a empresa estatal. Tive que me conformar em pagar cerca de 5CUCs a corrida que custaria pouco mais de 30 centavos. Descobri também que esses sortudos que têm um carro particular e podem ganhar um extra trabalhando como taxistas precisam pagar um imposto mensal fixo, caríssimo, independente do número de passageiros que transportam. É o preço que pagam por viverem, de certa forma, fora do sistema.
Taxi local
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Outras coisas que fiquei sabendo:
- Pra ser viável a vida em Cuba e a compra dos produtos complementares existem duas maneiras principais. A primeira é recebendo a ajuda de parentes que vivem em outros países - quase 90% da população. A outra, é trabalhando com o turismo para ganhar poupudas gorjetas , que valem mais que meses de trabalho. Isso tem feito com que a maioria da população troque as famosas faculdades de medicina, por exemplo, pelo trabalho com o turismo. Segundo um guia de turismo, as faculdades hoje recebem mais venezuelanos e brasileiros do que propriamente cubano;
- Não é permitido, salvo raras exceções, a compra de imóveis. Portanto, quando uma família cresce com o casamento de um filho e o nascimento de um bebê, por exemplo, é preciso fazer adaptações nas casas para acomodar todo mundo.
- Médicos ou outros profissionais que consigam trabalhar para alguma entidade ou empresa estrangeira, depois de um certo tempo, adquirem o direito de comprar uma casa ou um carro.
Voltando à praça/sorveteria, comprei alguns jornais cubanos para ver o que tinha. Além de um semanário esportivo e um jornal de literatura, peguei o Gramma e o Jornal Universitário, que são os tablóides que mais se aproximam do que chamamos de jornalismo diário no mundo não-socialista.
Mas é só no formato e distribuíção que eles se parecem porque no conteúdo a coisa é bem diferente. Sem surpresa nenhuma, vi exatamente os mesmo textos nos dois jornais. A notícia que me interessava era sobre a visita do presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, ao país e o que li foi exatamente o mesmo texto que tinha ouvido no noticiário da tv no dia anterior. Coincidentemente, este foi o dia seguinte à morte de Orlando Zapata Tamayo, que estava preso desde 2003 por discordar do governo e fazia greve de fome há 85 dias. Sobre ele, nenhuma linha. Só fiquei sabendo da morte dele quando cheguei de volta ao Brasil, cerca de cinco dias depois. Mais um instrumento para manter a população orgulhosa da ilusão de que vivem num país que beira a perfeição.
Jornal Gramma, o diário de notícias de Cuba
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Jornal Universitário... reparem na manchete exatamente igual à do Gramma
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Semanário esportivo cubano
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
A sensação que fica depois disso tudo é de que se Fidel Castro tivesse optado pelo caminho do meio no meio do caminho, hoje Cuba seria uma das grandes potencias mundiais. As evoluções sociais na saúde, educação e esporte são inegáveis, mas a falta de democracia, o bloqueio americano - justificativa deles para todos os problemas do país - e ausência de uma liberdade para o povo fizeram com que o país ficasse parado no tempo. Acredito realmente que Cuba era tudo isso que eles falam na década de 70 e começo dos anos 80, mas hoje o mundo é outro, o país é maior e o Estado não consegue mais suprir todas as necessidades da população. O que acho que ainda resta como um grande trunfo e está em tempo de evoluir ainda mais é o esporte. E sobre isso comprei um livro num sebo de Havana. Mas é assunto pra um próximo post, já que este ficou grande demais e acho difícil que alguém o leia até o fim.
Em Cuba também tem skatistas
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Skates doados por turistas fazem a alegria da molecada
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
- 17h33
- 03Mar
Nestes meus momentos de descanso num dia frio e chuvoso no Rio de Janeiro, estava passando o tempo na internet e, justo agora que escrevi o texto sobre a gravidade, recebi de um amigo a sugestão deste vídeo do Youtube. É o mais novo videoclip da banda americana "Ok Go" e mostra como a gravidade e as leis de Isac Newton podem ser usadas com muita criatividade. Nesse caso, com muito menos riscos que em uma queda livre. A música chama-se "This too shall pass", que é um antigo provérbio com origem provável na Pérsia e significa que tudo o que é material é passageiro.
- 13h45
- 03Mar
Minhas férias terminam na próxima semana, mas não resisti em voltar ao blog já.
Logo no primeiro dia de descanso, passei por uma experiência que me deixou "viajando" por todos os dias seguintes. A "viagem" teve a companhia de Isac Newton e começou no RIo de Janeiro, passou por um mergulho com tubarões em Cuba e chegou de volta ao Brasil dias antes do terremoto que ainda está causando grandes problemas no Chile. Explico melhor.
No meu primeiro dia de férias, encontrei meu grande amigo Luiz Henrique Tapajós. Pra quem não o conhece, além de ser uma pessoa realmente especial, ele é um dos mais respeitados base jumpers do mundo, voador de tudo que é máquina e amigo íntimo de uma força que mexe com todos que têm uma queda, literalmente, pelos esportes chamados radicais: a força da gravidade.
Essa, que pode transformar-se de melhor amiga em pior inimiga em questão de segundos, é a responsável por momentos de incrível prazer durante a vida na terra. E o Sabiá, como é mais conhecido esse meu grande amigo, me levou para desfrutar um pouco do que essa força pode proporcionar em uma queda livre em plena cidade maravilhosa, com o incrível visual de toda a zona oeste do Rio, com a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Pedra da Gávea ao fundo
O responsável por manter a força como grande amiga nesse salto, além do Sabiá, que fez as fotos e vídeo, foi Marcelo Schetini, grande parceiro nas produções de nosso "Homem Pássaro" para o Planeta EXPN.
Não há como explicar a sensação e o prazer de uma queda livre, que na verdade já começa antes, com o gostinho de adrenalina na boca ainda dentro do avião. Mas, mais do que isso, é incrível pensar em como o ser humano conseguiu desvendar essa tal força da gravidade e começou a desafiá-la com os mais diferentes esportes. As provas de downhill que a usam como motor, os saltos do Freestyle que lutam contra ela, o vôo-livre que usa o movimento do ar e a aerodinâmica para anuá-la. Isso sem contar a própria queda livre que a usa em sua mais pura forma até a abertura do paraquedas para um pouso suave e tranquilo.
E toda a teoria sobre essa força que "segura" tudo aqui na Terra surgiu lá no fim do século XVII, quando o inglês Isac Newton publicou sua obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, na qual descreve os princípios da lei da gravitacão universal. Como ele chegou a essas conclusões e ainda pensou sobre a inércia, o princípio de ação e reação e a natureza das cores.?
A história mais popular é a da maçã de Newton, quando se encontrava num jardim, sentado embaixo de uma macieira, e a queda de uma maçã sobre sua cabeça fez com que se perguntasse: "por que em vez da maçã flutuar, ela caiu?". Na verdade, a pergunta não era se a gravidade existia, mas se se estenderia tão longe da Terra que poderia também ser a força que prende a Lua à sua órbita. Ele supôs ainda que a mesma força seria responsável pelo movimento orbital de outros corpos, criando assim o conceito de "gravitação universal"
Essa história, real ou não, sugere que Newton estava num momento de descanso, como de fato ocorreu. Por causa da peste negra, o colégio em que estudava foi fechado em 1666 e o cientista foi para casa de sua mãe, em Woolsthorpe. Foi neste ano de retiro que construiu as teorias para essas descobertas. O que mais uma vez reforça minha convicção - teorizada por Domenico De Masi no livro " O ócio criativo" - de que devemos valorizar ao máximo os momentos de descanso e que somos infinitamente mais produtivos em ambientes que nos deixam felizes, no meu caso longe de escritórios, poluição, trânsito e mais perto do mar, das nuvens e da natureza.
Refletindo bem aqui em meu momento de descanso, estou pensando se vou voltar mesmo das férias na semana que vem. Acho que vou produzir mais por aqui. Ah.. essa gravidade!
Logo no primeiro dia de descanso, passei por uma experiência que me deixou "viajando" por todos os dias seguintes. A "viagem" teve a companhia de Isac Newton e começou no RIo de Janeiro, passou por um mergulho com tubarões em Cuba e chegou de volta ao Brasil dias antes do terremoto que ainda está causando grandes problemas no Chile. Explico melhor.
No meu primeiro dia de férias, encontrei meu grande amigo Luiz Henrique Tapajós. Pra quem não o conhece, além de ser uma pessoa realmente especial, ele é um dos mais respeitados base jumpers do mundo, voador de tudo que é máquina e amigo íntimo de uma força que mexe com todos que têm uma queda, literalmente, pelos esportes chamados radicais: a força da gravidade.
Essa, que pode transformar-se de melhor amiga em pior inimiga em questão de segundos, é a responsável por momentos de incrível prazer durante a vida na terra. E o Sabiá, como é mais conhecido esse meu grande amigo, me levou para desfrutar um pouco do que essa força pode proporcionar em uma queda livre em plena cidade maravilhosa, com o incrível visual de toda a zona oeste do Rio, com a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Pedra da Gávea ao fundo
Sentindo a gravidade em sua forma mais pura
Crédito da imagem: Sabiá
Crédito da imagem: Sabiá
O responsável por manter a força como grande amiga nesse salto, além do Sabiá, que fez as fotos e vídeo, foi Marcelo Schetini, grande parceiro nas produções de nosso "Homem Pássaro" para o Planeta EXPN.
Não há como explicar a sensação e o prazer de uma queda livre, que na verdade já começa antes, com o gostinho de adrenalina na boca ainda dentro do avião. Mas, mais do que isso, é incrível pensar em como o ser humano conseguiu desvendar essa tal força da gravidade e começou a desafiá-la com os mais diferentes esportes. As provas de downhill que a usam como motor, os saltos do Freestyle que lutam contra ela, o vôo-livre que usa o movimento do ar e a aerodinâmica para anuá-la. Isso sem contar a própria queda livre que a usa em sua mais pura forma até a abertura do paraquedas para um pouso suave e tranquilo.
Ah... a gravidade
Crédito da imagem: Sabiá
Crédito da imagem: Sabiá
E toda a teoria sobre essa força que "segura" tudo aqui na Terra surgiu lá no fim do século XVII, quando o inglês Isac Newton publicou sua obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, na qual descreve os princípios da lei da gravitacão universal. Como ele chegou a essas conclusões e ainda pensou sobre a inércia, o princípio de ação e reação e a natureza das cores.?
A história mais popular é a da maçã de Newton, quando se encontrava num jardim, sentado embaixo de uma macieira, e a queda de uma maçã sobre sua cabeça fez com que se perguntasse: "por que em vez da maçã flutuar, ela caiu?". Na verdade, a pergunta não era se a gravidade existia, mas se se estenderia tão longe da Terra que poderia também ser a força que prende a Lua à sua órbita. Ele supôs ainda que a mesma força seria responsável pelo movimento orbital de outros corpos, criando assim o conceito de "gravitação universal"
Essa história, real ou não, sugere que Newton estava num momento de descanso, como de fato ocorreu. Por causa da peste negra, o colégio em que estudava foi fechado em 1666 e o cientista foi para casa de sua mãe, em Woolsthorpe. Foi neste ano de retiro que construiu as teorias para essas descobertas. O que mais uma vez reforça minha convicção - teorizada por Domenico De Masi no livro " O ócio criativo" - de que devemos valorizar ao máximo os momentos de descanso e que somos infinitamente mais produtivos em ambientes que nos deixam felizes, no meu caso longe de escritórios, poluição, trânsito e mais perto do mar, das nuvens e da natureza.
Refletindo bem aqui em meu momento de descanso, estou pensando se vou voltar mesmo das férias na semana que vem. Acho que vou produzir mais por aqui. Ah.. essa gravidade!
- 18h45
- 15Feb
Estou saindo de férias e vou ficar um pouco afastado deste blog, portanto, pensei em deixar uma sugestão de leitura pra vocês.
Na volta de Aspen ao Brasil, reli um livro que havia lido nos tempos de faculdade e que é leitura obrigatória para todos aqueles que pretendem ser ou se dizem jornalistas. "Minha razão de vivier - Memórias de um repórter", conta um pouco da vida de Samuel Wainer, um homem que, mais do que presenciar um período importante da história do Brasil, fez parte dela.
No caminho, vim pensando ainda em como pode ser diferente a experiência da leitura de um livro quando se têm mais referências e conhecimento sobre o assunto. Mal podia imaginar que cerca de dez anos depois, teria a honra de trabalhar ao lado de pessoas como Edu Souza, editor-chefe do Sportscenter 1ª edição e filho de Sergio de Souza, homem que, além de ser um exemplo de jornalista, criou a revista Caros Amigos e foi o responsável pela gravação das primeiras memórias de Samuel para este livro.
Além disso, foi muito bom refazer os caminhos de Wainer pela Europa, passando por lugares que vim a conhecer depois de ler o livro pela primeira vez. Ou então, reconhecer melhor as paisagens do Rio de Janeiro, onde surgiu o jornal Última Hora e foi a sede dos governos de Getúlio Vargas, grande personagem do livro. As imagens ficam muito mais claras, as histórias mais reais e a emoção mais autêntica.
Separei aqui uns pequenos trechos do livro que exemplificam bem o que pensava o jornalista Samuel Wainer a respeito da profissão e que encaixou-se perfeitamente no momento em que estava: Viajando dos Estados Unidos para o Brasil, depois da cobertura da 14ª edição dos Winter X Games. Aí vai:
"Sempre achei que o mundo que está a espera do jornalista, não o contrario...
...Um jornalista precisa viver na eterna expectativa de que pode vivier situações que não ocorrem em outras profissões. Sobretudo quando se é correspondente de guerra, convém entender que o imponderavel viaja permanentemente em nossa companhia, pronto para alterar planos e destinos."
"Seja qual for sua experiência profissional, seja qual for o posto que ocupe na redação, um jornalista não pode deixar de viajar. É preciso viajar incessantemente ao encontro do que está para acontecer, e insisto que é possível viajar pelo nosso bairro, até mesmo pela nossa rua". Samuel Wainer.
Na volta de Aspen ao Brasil, reli um livro que havia lido nos tempos de faculdade e que é leitura obrigatória para todos aqueles que pretendem ser ou se dizem jornalistas. "Minha razão de vivier - Memórias de um repórter", conta um pouco da vida de Samuel Wainer, um homem que, mais do que presenciar um período importante da história do Brasil, fez parte dela.
No caminho, vim pensando ainda em como pode ser diferente a experiência da leitura de um livro quando se têm mais referências e conhecimento sobre o assunto. Mal podia imaginar que cerca de dez anos depois, teria a honra de trabalhar ao lado de pessoas como Edu Souza, editor-chefe do Sportscenter 1ª edição e filho de Sergio de Souza, homem que, além de ser um exemplo de jornalista, criou a revista Caros Amigos e foi o responsável pela gravação das primeiras memórias de Samuel para este livro.
Além disso, foi muito bom refazer os caminhos de Wainer pela Europa, passando por lugares que vim a conhecer depois de ler o livro pela primeira vez. Ou então, reconhecer melhor as paisagens do Rio de Janeiro, onde surgiu o jornal Última Hora e foi a sede dos governos de Getúlio Vargas, grande personagem do livro. As imagens ficam muito mais claras, as histórias mais reais e a emoção mais autêntica.
LIvro
Crédito da imagem: Caio Salles
Crédito da imagem: Caio Salles
Separei aqui uns pequenos trechos do livro que exemplificam bem o que pensava o jornalista Samuel Wainer a respeito da profissão e que encaixou-se perfeitamente no momento em que estava: Viajando dos Estados Unidos para o Brasil, depois da cobertura da 14ª edição dos Winter X Games. Aí vai:
"Sempre achei que o mundo que está a espera do jornalista, não o contrario...
...Um jornalista precisa viver na eterna expectativa de que pode vivier situações que não ocorrem em outras profissões. Sobretudo quando se é correspondente de guerra, convém entender que o imponderavel viaja permanentemente em nossa companhia, pronto para alterar planos e destinos."
"Seja qual for sua experiência profissional, seja qual for o posto que ocupe na redação, um jornalista não pode deixar de viajar. É preciso viajar incessantemente ao encontro do que está para acontecer, e insisto que é possível viajar pelo nosso bairro, até mesmo pela nossa rua". Samuel Wainer.
- 10h00
- 11Feb
Em dezembro de 2009, o espanhol Horacio Llorens superou o recorde mundial de voltas em Infinity Tumbling, uma das mais perigosas e inovadoras manobras do parapente. O criador da acrobacia, Raul Rodriguez, havia feito um primeiro recorde em 2005, dando 60 voltas sem parar, e em seguida outras marcas foram batidas.
Horacio realizou o feito no Nepal e chegou a completar 281 voltas realizando a manobra. O Planeta EXPN exibiu uma matéria sobre este recorde no programa desta quarta-feira, dia 10, e você também pode conferir aqui este material.
Veja aqui o vídeo da câmera On Board de Horacio Llorens:
Horacio realizou o feito no Nepal e chegou a completar 281 voltas realizando a manobra. O Planeta EXPN exibiu uma matéria sobre este recorde no programa desta quarta-feira, dia 10, e você também pode conferir aqui este material.
Horacio Llorens é o novo recordista mundial de Infinity Tumbling: 281 voltas
Veja aqui o vídeo da câmera On Board de Horacio Llorens:
- 10h00
- 11Feb
Seguindo a série de grandes momentos do esporte, vamos de boxe hoje. Faz exatamente vinte anos que o até então imbatível Mike Tyson foi a nocaute pela primeira vez. No 11 de fevereiro de 1990, James Buster Douglas entrou no ringue do Tokyo Dome como mais uma "presa" de Tyson e saiu como o primeiro predador da fera. O dia entrou pra história do esporte, já que Mike Tyson, à época, tinha 37 vitórias, nenhuma derrota e nunca havia sequer ido à lona em alguma de suas lutas. Veja o momento histórico da queda do mito.
- 23h20
- 09Feb
A Associação de Surfistas Profissionais, ASP, publicou em seu canal no Youtube algumas imagens inéditas do Hang Loose Pro Contest de Fernando de Noronha.
Mostrando o ponto de vista dos surfistas, de dentro d'água, o vídeo mostra um pouco da primeira fase da competição na praia da Cacimba do Padre. Entre os atletas que fazem parte do vídeo, o americano CJ Hobgood, campeão do evento, que saiu na frente na corrida pelo novo ranking unificado do Circuito Mundial de Surfe Profissional de 2010.
O título do primeiro evento de nível seis estrelas "Prime" do ano rendeu ao americano 6500 pontos no ranking e 25 mil dólares de premiação. A primeira etapa da divisão de elite começa no próximo dia 27, na Gold Coast australiana, e vale 10mil pontos ao primeiro colocado.
Com o novo sistema de classificação, somam-se os oito melhores resultados de um total de dez etapas do World Tour, com pontuação de 10mil pontos; Oito do WQS de nível seis estrelas "Prime", valendo 6500 pontos; E mais de quinze provas seis estrelas, que somam apenas três mil pontos para o campeão. Veja o novo ranking da ASP aqui.
Uma das bases para este novo ranking foi o sistema de classificação do circuito mundial de tênis profissional, o ATP Tour. Nele, os tenistas têm quatro eventos "Grand Slam", que valem dois mil pontos; Oito Masters 1000, valendo mil pontos; E as etapas Masters 500 e 250. Os trinta primeiros colocados no ranking têm que competir em, pelo menos, 18 eventos durante o ano e todos os resultados somam na pontuação final. Para se ter uma idéia, o líder, o suíço Roger Federer, tem 19 resultados somados e lidera com 11350 pontos. Veja o ranking completo da ATP aqui.
Fazendo uma análise rápida, as principais diferenças ficam no seguinte:
No tênis, os melhores do mundo são obrigados a competir mais, 18 campeonatos, e em eventos de praticamente todos os níveis. No surfe, o atleta da elite pode se concentrar apenas nos dez principais, que valem o nível de pontuação máxima, e escolher um ou outro de nível seis estrelas "Prime".
No surfe, têm mais eventos "Grand Slam", que seriam as dez etapas do ASP World Tour, do que os considerados na classificação final, oito. No tênis, apenas quatro provas valem a pontuação máxima e somam-se todos os resultados no período de um ano. Apesar de haver atletas somando 35 torneios no ranking do tênis, os líderes somam uma média de menos de 20 resultados.
Não cabe a mim fazer sugestões, mas acredito que seria uma boa idéia para a ASP aumentar o número de etapas somadas - algo em torno de dez, para "obrigar" os tops a disputarem pelo menos alguma etapa seis estrelas "Prime" do WQS - e criar um nível World Tour "Prime", etapas da divisão de elite com pontuação extra. Imaginem Pipeline, Jeffrey's, Bell's e Teahuppo valendo algo em torno de 13mil pontos...
Mostrando o ponto de vista dos surfistas, de dentro d'água, o vídeo mostra um pouco da primeira fase da competição na praia da Cacimba do Padre. Entre os atletas que fazem parte do vídeo, o americano CJ Hobgood, campeão do evento, que saiu na frente na corrida pelo novo ranking unificado do Circuito Mundial de Surfe Profissional de 2010.
O título do primeiro evento de nível seis estrelas "Prime" do ano rendeu ao americano 6500 pontos no ranking e 25 mil dólares de premiação. A primeira etapa da divisão de elite começa no próximo dia 27, na Gold Coast australiana, e vale 10mil pontos ao primeiro colocado.
Com o novo sistema de classificação, somam-se os oito melhores resultados de um total de dez etapas do World Tour, com pontuação de 10mil pontos; Oito do WQS de nível seis estrelas "Prime", valendo 6500 pontos; E mais de quinze provas seis estrelas, que somam apenas três mil pontos para o campeão. Veja o novo ranking da ASP aqui.
Uma das bases para este novo ranking foi o sistema de classificação do circuito mundial de tênis profissional, o ATP Tour. Nele, os tenistas têm quatro eventos "Grand Slam", que valem dois mil pontos; Oito Masters 1000, valendo mil pontos; E as etapas Masters 500 e 250. Os trinta primeiros colocados no ranking têm que competir em, pelo menos, 18 eventos durante o ano e todos os resultados somam na pontuação final. Para se ter uma idéia, o líder, o suíço Roger Federer, tem 19 resultados somados e lidera com 11350 pontos. Veja o ranking completo da ATP aqui.
Fazendo uma análise rápida, as principais diferenças ficam no seguinte:
No tênis, os melhores do mundo são obrigados a competir mais, 18 campeonatos, e em eventos de praticamente todos os níveis. No surfe, o atleta da elite pode se concentrar apenas nos dez principais, que valem o nível de pontuação máxima, e escolher um ou outro de nível seis estrelas "Prime".
No surfe, têm mais eventos "Grand Slam", que seriam as dez etapas do ASP World Tour, do que os considerados na classificação final, oito. No tênis, apenas quatro provas valem a pontuação máxima e somam-se todos os resultados no período de um ano. Apesar de haver atletas somando 35 torneios no ranking do tênis, os líderes somam uma média de menos de 20 resultados.
Não cabe a mim fazer sugestões, mas acredito que seria uma boa idéia para a ASP aumentar o número de etapas somadas - algo em torno de dez, para "obrigar" os tops a disputarem pelo menos alguma etapa seis estrelas "Prime" do WQS - e criar um nível World Tour "Prime", etapas da divisão de elite com pontuação extra. Imaginem Pipeline, Jeffrey's, Bell's e Teahuppo valendo algo em torno de 13mil pontos...
Desde 2007, ele é o editor responsável pelo Planeta EXPN. Ele continua fazendo videorreportagens para o programa ao mesmo tempo em que desenvolve novas tecnologias de cobertura de eventos para a emissora. Em 2007, produziu um documentário na África do Sul para a ESPN Brasil, com Lawrence Wahba e em 2008 cobriu os Winter X Games