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Astros da NBA voltam à seleção apenas no Mundial, diz jornal
Depois de contar com o ala/armador Leandrinho, do Phoenix Suns, e com o ala/pivô Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, na disputa da Copa América, a seleção brasileira terá os astros na NBA novamente só no Mundial
Veja mais- 17h56
- 07Nov
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por Luciano Silva
O Basquete foi criado em 1891, em Springfield, Massachussets, nos Estados Unidos. Com um inverno rigoroso, o professor canadense James Naismith pensou num jogo que pudesse ser praticado durante o frio.
A primeira idéia do professor era que uma bola teria que atingir um alvo. Então pensou nos cestos de pêssego. Naismith pendurou os cestos em duas pilastras, uma em cada lado do ginásio. Mediu a altura e deu 3,05m, altura que permanece até hoje.
O professor escreveu as 13 regras. O primeiro jogo oficial do basquete foi no dia 11 de março de 1892, no ginásio Armony Hill.
A primeira bola foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls, (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.
Em 1893, a Narraganset Machine & Co teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede pendurada, e no fundo ficava amarrada uma corda que quando puxada abria o fundo da cesta. Depois, a corda foi abolida e a bola passou a cair livremente.
O basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Hoje mais de 300 milhões de pessoas praticam basquete nos mais de 170 países filiados à FIBA.
Basquete no Brasil
O basquete chegou ao Brasil em 1896, trazido pelo norte-americano Augusto Shaw. O professor de histórias da arte foi convidado para lecionar no Colégio Mackenzie, em São Paulo.
Quem ajudou a difundir o esporte no país foram Oscar Thompson, professor da Escola Nacional de São Paulo, e Henry J. Sims, diretor de Educação Física da Associação Cristã dos Moços, do Rio de Janeiro.
Os primeiros torneios de basquete foram realizados em 1912, na rua da Quitanda, número 47, centro do Rio de Janeiro. O América foi o primeiro clube carioca a adotar o basquete. O Flamengo foi o primeiro campeão de uma liga oficial, em 1919.
A primeira seleção brasileira foi convocada em 1922, para um torneio internacional entre Brasil, Argentina e Uruguai. A seleção brasileira conquistou o título. Em 1930, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Campeonato Sul-Americano de Basquete.
O Brasil têm 3 títulos mundiais: 1959 e 1963, numa equipe comanda pelo dupla Wlamir Marques e Amaury Pasos, e em 1994, com o trio Paula, Hortência e Janeth.
O basquete brasileiro têm ainda 5 medalhas olímpicas: sendo 3 bronze com os homens( 1948, 1960 e 1964) e duas com as mulheres (prata/1996 e bronze/2000).
Dois títulos não podem passar em branco: o Pan-Americano de Havana/1991, conquistado pelas mulheres ao vencer Cuba na final, e Pan de 87, em Indianápolis, quando a seleção brasileira masculina, comandados por Oscar e Marcel, venceu os Estados Unidos na decisão, por 120 a 115. Está foi a primeira derrota de um time norte-americano dentro de casa.
Grandes nomes do basquete no Brasil
Hortência
Hortência foi uma das melhores jogadoras da história do basquete mundial. Campeã mundial na Austrália, em 1994. Medalha de prata na Olimpíada de Atlanta/96. Leia mais em /hortencia.
Paula
Magic Paula, ao lado de Hortência, transformou o basquete feminino brasileiro numa potência do esporte, coroado com o título mundial de 1994. Paula disputou duas olimpíadas, e conquistou a prata nos Jogos de Atlanta/96. Leia mais em /paula
Janeth
Janeth dos é a atleta que têm mais títulos na história do basquete feminino. A ala foi campeã pan-americana em 1991, campeã mundial em 1994 e tem duas medalhas olímpicas: prata em Atlanta/96 e bronze em Sydney/2000. Leia mais em /janeth
Wlamir Marques
Wlamir Marques foi bicampeão mundial pela seleção brasileira em 1959 e 1963, e duas vezes vice, em 1954 e 1970. Wlamir tem ainda duas medalhas de bronze olímpicas: Roma/1960 e Tóquio/1964. Leia mais em /wlamir marques.
Amaury Pasos
Amaury Pasos é considerado o melhor jogador da história do basquete brasileiro. Ao lado de Wlamir Marques, conquistou o bicampeonato mundial em 1959 e 1963, os vice-campeonatos de 54 e 70, além das duas medalhas de bronze olímpicas (Roma/1960 e Tóquio/1964). Leia mais em /amaury pasos.
Oscar Schmidt
Nos 32 anos que esteve em quadra, Oscar Schmidt colecionou várias marcas importantes como ser o primeiro jogador a passar dos 10 mil pontos no Campeonato Italiano, além de ser o atleta com o maior número de pontos em Jogos Olímpicos: 1.093. Para saber mais: /oscar
Marcel de Souza
Marcel e Oscar formaram uma das melhores duplas da história do basquete mundial. Foram campeões mundiais interclubes pelo Sírio em 1979 e conquistaram o ouro no Pan-americano de 1987, nos Estados Unidos, além do bronze no mundial de 1978, nas Filipinas.
Ubiratan
Ubiratan Pereira Maciel (São Paulo-18/01/1944) foi um dos melhores pivôs do basquete mundial. Bira, como era conhecido, jogou profissionalmente por 26 anos, sendo 18 pela seleção brasileira. Campeão mundial em 1963 pela seleção brasileira e medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio/64. Foi o primeiro jogador brasileiro a atuar fora do país, em Veneza, na Itália, entre 1970 e 1972.
Ubiratan morreu em 17 de julho de 2002
Leandrinho
Leandro Matheus Barbosa (São Paulo – 28/11/1982) é um dos destaques da nova geração do basquete brasileiro. O ala/armador está a cinco temporadas na NBA, atuando pelo Phoenix Suns. LB, como Leandrinho é conhecido nos Estados Unidos, foi eleito o melhor sexto jogador do campeonato 2006/2007. Pela seleção foi um dos melhores jogadores na conquista inédita da Copa América de 2005. Disputou dois campeonato mundiais, Indianápolis/2002 e Japão/2006. Leandrinho foi campeão brasileiro com o Bauru, em 2002.
Curiosidades
A NBA, a liga norte-americana de basquete profissional, é a mais importante do mundo e reúne alguns dos melhores jogadores de todos os tempos. Para saber mais /nba.
Em Tóquio/1964, somente o basquete masculino ganhou uma medalha de bronze, numa delegação de 85 atletas, competindo em 11 modalidades.
A seleção masculina de basquete não disputa uma Olimpíada desde 1996, em Atlanta, quando ficou em sexto lugar. A competição também serviu de despedida para o cestinha Oscar da seleção brasileira.
O basquete passou a ser esporte olímpico em 1936, na olimpíada de Berlim, apenas com a competição masculina.
A competição feminina só estreou nos Jogos Olímpicos de Montreal/1976, mas a seleção brasileira feminina só estreou em Barcelona/1992.
Os Estados Unidos conquistaram 12 medalhas de ouro em 16 edições da competição masculina em jogos olímpicos. Os norte-americanos só não foram campeões em 1972(prata), 1988 e 2004(bronze) e em 1980, quando os Estados Unidos boicotaram os Jogos Olímpicos de Moscou.
Depoimento de Wlamir Marques, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira
Nesses últimos 50 anos o basquete brasileiro tem muito para comemorar. São conquistas mundiais, olímpicas, pan-americanas, sul-americanas, etc. Algumas dessas conquistas sempre são relembradas, outras até muito mostradas nas tevês e isso nos leva sempre a voltar no passado.
Nesse ano de 2008 faz 50 anos de um grande momento. Foi o começo de uma grande geração de atletas. Um encontro de jovens talentosos e dispostos a tudo que, sem pensarem nos sacrifícios pessoais e familiares, fizeram das suas vidas um grande exemplo de amor à pátria, com conquistas imortalizadas.
Me transporto ao ano de 1958, ocasião de um Campeonato Sul-americano a ser disputado em Santiago do Chile. Após um Campeonato Brasileiro de seleções estaduais disputado em Porto Alegre, o técnico Kanela foi indicado pela CBB para ser o comandante da Seleção Brasileira naquele evento. Fazia 13 anos que o Brasil não vencia aquela competição. A última vez havia sido em 1945.
A Seleção Brasileira foi composta dos seguintes jogadores: Algodão, Amaury, Rosa Branca, Jatir, Edson Bispo, Waldemar Blatskauskas, Coqueiro, Willy Pecher, Zézinho, Fernando e eu, Wlamir Marques.
Fomos e ganhamos de forma invicta. Éramos lépidos e fisicamente elásticos, tecnicamente diferenciados dos modelos típicos da época, sabíamos disso, e nos encorajávamos a enfrentar qualquer obstáculo à nossa frente.
No entanto, a minha lembrança maior está um pouco mais à frente, um ano após, em 1959, ano da conquista do 1º Titulo Mundial na mesma cidade de Santiago do Chile. Ali, naquela conquista mundial, nove daqueles jogadores campeões sul-americanos estiveram presentes, com o mesmo técnico.
No mês de maio passado, comemoramos aquela conquista sul-americana apenas entre nós.
Poucos sabem da importância, mas foi ali que nasceu tudo o que sentimos hoje. Ali foi uma semente plantada que germinou uma linda história de amor ao país.
O exemplo maior não faz parte dos livros e jornais. Mas nem sempre o título vale mais do que foi feito para consegui-lo.