A partir do momento em que ingressou na Fórmula 1, em 2002, a Toyota rapidamente se tornou uma das equipes mais gastadoras da categoria. Em termos de resultados, porém, a curva não foi tão ascendente, e é também por isso que o anúncio do fim das atividades veio nesta quarta-feira. Falando sobre a decisão, o presidente da montadora japonesa, Akio Toyoda, lamentou a "traição" aos fãs que se acostumaram a torcer pelos carros alvirrubros.
Em oito temporadas e 139 provas disputadas no total, a Toyota sempre falhou em alcançar a inédita vitória. Ela, aliás, foi apontada pelo chefe de equipe John Howett como o principal objetivo para 2009, mas o máximo obtido foram dois segundos lugares e uma pole position. "Ofereço a nossos fãs as mais profundas desculpas por não termos atingidos os resultados que queríamos", comentou, nesse contexto, Toyoda, em conferência de imprensa realizada em Tóquio nesta quarta.
Durante esses oito anos, a escuderia chegou a ser aquela que mais investiu na Fórmula 1 em 2007, com 445 milhões de dólares (hoje R$ 771,5 mi), quando foi somente a sexta colocada do Mundial de Construtores. De qualquer forma, o principal motivo para a decisão que o próprio dirigente garante ter tomado foi a crise econômica mundial que nos últimos 13 meses já tinham tirado Honda e BMW da categoria. Durante a entrevista coletiva desta quarta, o chefe da equipe, Tadashi Yamashina, chegou a chorar.
"Foi duro definir, porque estamos traindo as expectativas dos fãs. Desculpo-me do fundo do meu coração. Fui eu mesmo que optei por isso, mas era inevitável", completou Toyoda. Em maio passado, a Toyota anunciou haver tido um prejuízo recorde em termos de venda de carros no primeiro semestre deste ano: 2,9 bilhões de libras (R$ 8,2 bi).
Não é coincidência, assim, que outras montadoras japoneses venham se afastando dos esportes a motor. Desde 2008, quando a Honda se tornou a primeira a deixar a Fórmula 1, Subaru e Suzuki abandonaram o Campeonato Mundial de Rali (WRC) e a Kawasaki saiu da MotoGP.
Com o campeonato já encerrado, a Fórmula 1 vive neste final de ano a expectativa sobre a decisão da Renault: a montadora francesa vai deixar a principal categoria do automobilismo mundial?
Dois agraciados com a chance de pilotar o carro da equipe em Jerez de la Frontera foram o norte-americano Alexander Rossi e o mexicano Esteban Gutierrez
O ex-chefe da Renault, só saberá se o seu processo contra a FIA na Justiça francesa foi bem sucedido no dia 5 de janeiro. A primeira audiência do caso se deu nesta terça-feira, em Paris