O presidente da federação sul-africana de atletismo, Leonard Chuene, foi suspenso hoje pelo comitê olímpico local, que investiga sua atuação no caso envolvendo Casper Semenya, campeã mundial dos 800 metros.
A suspensão, adotada por unanimidade pela cúpula do comitê, foi decidida após estudar um relatório de uma comissão sobre como a federação lidou com os testes de feminilidade feitas em Semenya.
Após negar publicamente o fato, Chuene confessou saber o resultado dos exames da atleta, vencedora dos 800m no último Mundial de atletismo, realizado no mês de agosto em Berlim, e foi acusado de manipular politicamente o caso da atleta e de não respeitar seus direitos.
O comitê olímpico local também vai reclamar da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, em inglês) pelo suposto desconhecimento do direito à intimidade de Semenya ao anunciar que ela passaria por exames de verificação de sexo.
A organização de defesa dos direitos humanos Afriforum manifestou sua satisfação pela suspensão a Chuene. Para ela, o dirigente "não só envergonha o esporte sul-africano, mas todo o país".
No entanto, lamenta que a decisão não fosse tomada diretamente pela federação, e sim pelo comitê olímpico, ao considerar que poderia abrir um precedente para atuações deste tipo com motivações políticas.
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