Apesar da comoção das autoridades e da população carioca, Muricy Ramalho demonstra preocupação com a escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo o treinador do Palmeiras, há uma clara necessidade de fiscalizar os gastos das futuras obras do evento.
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"A gente percebe que se melhora muita coisa, o transporte, a segurança. Mas fico preocupado com o que se vai gastar e sobre quem vai pagar essa conta. É preciso investigar", afirmou o tricampeão brasileiro, sem deixar o habitual estilo sincero de suas entrevistas.
A organização das Olimpíadas promete mexer com os cofres brasileiros. De acordo com estimativas do comitê do evento (Co-Rio), os gastos devem superar a marca de R$ 28 bilhões.
De todo este dinheiro, 38,9% (R$ 11,2 bilhões) virão dos cofres públicos, sendo R$ 1,3 bilhão para o Cojo (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos), R$ 7,4 bilhões para obras e R$ 2,5 bilhões para a construção da Vila de Imprensa e da Vila Olímpica, na Barra da Tijuca.
"O problema é que sempre alguém tem privilégio, alguém ganha, o povo não pode pagar mais. Não precisa ter Olimpíadas ou Copa do Mundo para melhorar segurança, saúde, a gente paga impostos para isso", emendou Muricy Ramalho.
O comandante do líder do Campeonato Brasileiro ainda criticou o legado deixado pelos Jogos Pan-americanos de dois anos atrás. A competição também foi realizada no Rio de Janeiro. "Falaram que ficaria uma herança para o esporte e a população, mas as coisas estão largadas", disparou Muricy Ramalho.
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